terça-feira, agosto 01, 2006

A Caminho!



A Caminho...das férias!

Férias!



O Agosto começa, para a maioria das pessoas este é o mês eleito para umas férias merecidas que já ansiavam.
Por mim, não sou diferente, também vou de férias, vou acabar com resto das férias que tenho para gozar. Vou para o meu “paraíso”, para o meu local predilecto de descanso, embora este seja o pior mês para ir a qualquer lado e no Baleal não seja diferente.
É este o melhor período do ano, onde consigo ter praia e assim estar perto do mar que tanto amo, onde nada faço, nada mesmo…
A leitura e o futebol não contam porque é por prazer e tudo o que fazemos por prazer é melhor em qualquer período do ano.
Volto(15 de Agosto de 2006)para lançar meu livro: Vinte e Cinco Minutos de Fantasia, espero que leiam e principalmente, que gostem.
Boas férias para todos!

Até Breve

Paulo Afonso

quarta-feira, julho 19, 2006

Acidente na Ponte do Guadiana







Amigo!
A tua alegria ficará no coração
A tua imagem retida nos meus olhos
A tua disponibilidade no meu baú.
Quero que saibas que foste grande
E que foste um exemplo de coragem.
Vou tentar não derramar uma única lágrima
Porque sei que é um sorriso que queres
Aonde estiveres…
Ouve o meu agradecimento.
Tu! Sabes que ganhamos batalhas em conjunto
Que unidos fomos mais fortes
De mim, para ti
Num silencio cúmplice… de pobreza
Perdi-te e a guerra acabou.
Adeus!



18 de Julho de 2006

terça-feira, julho 11, 2006

Naturezas...

O pensamento em ebulição
Num acto de razão
Que garante a necessidade
De escoar, as palavras
Procuro poder-me expressar.

Na simplicidade do carácter
Desfruto da linguagem
Como essência do espírito
Que nos liga ao eterno
E nos prende as coisas visíveis.

Relação oculta do meu ego.

Quero expor a beleza
Da visão viva e luminosa
Quero! Que queiram,
Sentir toda a linguagem pitoresca.
Sem perder o horizonte
Poder olhar num todo.

É o amor da verdade
Aliada, a função de comunicar
É a cara da emoção
Fermento da natureza.

É a alegria envolta em solidão
Fugindo, repondo a justiça.

Elo de encontro
Momento de comunicação.

Radiosa é a esperança
Que faz sonhar,
Ideal é o tempo
Que nos faz acreditar.


(01-01-2003)

domingo, julho 09, 2006

Mundial 2006

Sábado, 08 de Julho de 2006 – 23h 50m

Portugal perdeu hoje 1-3 com a Alemanha, mas ganhou a admiração dos adeptos do futebol espalhados pelo mundo. Conquistou definitivamente os portugueses, até os mais cépticos, com a excelente campanha efectuada neste mundial com um honroso 4.º lugar conseguido, depois de em 2004 termos sido finalistas do campeonato da Europa.

Recordo que passaram 40 anos para conseguirmos chegar tão longe, embora pessoalmente admita maior significado ao feito concluído hoje, por inúmeras razoes:
- O actual modelo do campeonato do mundo é diferente, mais difícil.
- Temos um maior leque de jogadores de grande capacidade.
- Tivemos na nossa selecção um jogador que já foi considerado o melhor do mundo.
- Temos muitos jogadores a jogar no estrangeiro, que é um reconhecimento.
- Porque agora não poderemos atribuir esta longa caminhada ao acaso.
- E para finalizar, porque os clubes portugueses nos últimos anos têm feito boas provas nas competições europeias de clubes.

Hoje, apesar de tudo é para mim um dia triste, não por termos perdido, porque a derrota aceito-a bem, porque somos grandes também e essencialmente nas derrotas, pois nas vitórias todos sabem ser, mas, por ver partir da selecção dois grandes jogadores:
Luís Figo e Pedro Pauleta, que hoje fizeram a despedida da nossa selecção.

A estes dois grandes campeões, o meu muito obrigado por imensas alegrias que nos deram, creio que eles bem merecem todo o carinho do povo português.

Para terminar, digo-vos, a nossa selecção regressa, todos estamos orgulhosos dela, agora vamos para casa, primeiro comemorar, depois analisar e aprender com os erros cometidos e depois vamos fazer a estrutura crescer em conjunto com a Nação, para então voltarmos para ganhar.
Queremos refazer a história das conquistas!
Vamos acreditar!

terça-feira, julho 04, 2006

Conjurado

Embuste… sai
Foge, corre… para longe
Não esperes mais…vai
Não se torne num Monge.
Ilustre…quanta solenidade
Pela sua companhia
Sereis a minha alegria
E a minha equidade.
Olhos que nos percorrem
Na magia pontificada
Procuram e morrem
Sem saberem nada.

Oh! Quanta amargura
Quanto tormento
Orado em cada momento
Deixais em cárcere segura

Que sociedade ardilosa
Que compostos ilíacos
Estranha vida maliciosa
Em gestos maníacos

Vivo desajustado
Sois o poder
Aquilato ser estimado
Com medo de sofrer
Espelho inflectido
Dia pardo
Ardil assumido
Sois o meu albardo.




04 de Julho de 2006

segunda-feira, julho 03, 2006

Escrevo

Escrever Poesia,
É construir mensagens
É dar liberdade
A alma
É iludir...
É sofrer...
É criar
Mostrar ao mundo
A ausência dos limites
É ficar a espera
De ser lido
É “quase” nunca
Ser compreendido.

20 de Maio de 2002

Blog de Fotografia

http://www.eduardomontepuez.blogspot.com/
Olhares de Éden
Viste-o: Recomendado por Paulo Afonso

domingo, julho 02, 2006

PORTUGAL – INGLATERRA

Sábado 19h40m de 01/07/2006;
Acabou o jogo nas grandes penalidades e o vencedor foi Portugal, que assim chegou as meias-finais. O som que chega da rua é ensurdecedor, entre apitos e buzinadelas, o povo comemora mais uma vitória da nossa selecção, agitando bandeiras de Portugal, tudo está bem quando acaba bem.
Hoje fez-se história nesta data já histórica, porque é hoje o aniversário do meu clube, que comemora o centenário, por isso é definitivamente um dia festivo.
Após uma semana de jogos psicológicos por parte da imprensa inglesa, em que nos baptizavam de “provocadores” para cima, vimos um jogo com fair play em que a excepção foi um menino inglês chamado Rooney que foi tomar banho mais cedo por conduta imprópria. Esqueço imediatamente isso, porque quero relembrar as coisas positivas e estranho a F.I.F.A. considerar o “Homem do Jogo” o médio defensivo inglês Hargreaves, digo eu como forma de compensação por a sua selecção estar de malas aviadas, pois onde houve outros jogadores a fazerem exibições irrepreensíveis e sem qualquer cartão amarelo (o que não aconteceu com Hargreaves) e, onde aconteceu um facto inédito, em campeonatos mundiais: o nosso Ricardo defendeu três penaltis na mesma série de cinco, será que isso não tem valor suficiente?
Será que não é Ricardo, não o “Homem do Jogo” mas sim o herói do jogo?
É óbvio que isso não interessa muito, é óbvio que o que de facto interessa é Portugal ter ganho sem mácula e é obvio que também eu estou muito feliz e orgulhoso por ser português. Para terminar não poderia deixar cair no esquecimento o momento em que o arrepio correu pelo meu corpo todo: Cristiano Ronaldo acabara com o jogo com a transformação da grande penalidade e olhando para o céu de dedo em riste gritava: - É TUA!

quarta-feira, junho 28, 2006

Um Manto de...

Um manto
De coisas fartas
Rompem a minha memória
Estéril
Esgotada e abandonada.
Quem sois? Pergunto-vos
Trazeis loucuras
Embrulhadas em contos
Trazeis daí brochuras.
Um manto
De coisas varias
Estou aqui parado
Vendo séculos partirem
Sentindo a brisa
Do progresso.
Um manto
De histórias esquecidas
Rodeadas de arbustos enormes
Tapadas.
Alucinantes
As vidas que passam
Correm para a morte
Com toda a inocência.
Abandonada,
Um manto de farsas
Contos e histórias
Verdades cruas
Nas noites nuas
Ocorrem
Por aqui, por ali
Um manto
Um santo
Um qualquer, qualquer um
Ocorrem aqui
Por ali
Um manto de coisas varias.

Orquestra da Vida

O violino,
Indica-nos o caminho
A flauta,
Guia-nos devagarinho
O trombone,
Protege-nos claramente
O piano,
Adormece-nos lentamente
O tambor,
Desperta-nos novamente
O violoncelo,
Lembra-nos que somos gente
O harmónio,
Equilibra a nossa vida
E a bateria,
Separa-nos entre o sonho e a realidade
Mas,
O conjunto de todos eles
Trazem-nos a magia…
A felicidade…
A alegria…
A esperança…
E a verdade!

TIMOR LIVRE, NÃO CHORA!

A criança, que foge
Com a sua família
A criança que corre
Sem vigia
Foge e finge que brinca
Brinca com o trauma
E não finge
Até que cai!
E não brinca e não finge
É a mágoa
A dor
O trauma, que sente
E chora.
Não chora!
Não chora!
É o que ouve da sua mãe
A criança
Que já não brinca
Que já não finge
Mas, que se magoa
Que sente a dor
O trauma
Não chora, Não chora
E é apenas uma criança
Que de lágrimas no rosto
Prossegue o seu caminho
Lutando e sofrendo
Vivendo com a dor
E o respeito
Não chora! Não chora!
Porque aquela criança
Já sentiu,
Que no silêncio
Está a sua vida.

Reflexos em Texto

Tenho a vida como a arte mais difícil de executar, viver é de facto uma junção de componentes lúdicas, abstractas, de cores variadas e de actos que se misturam para preencher o vazio que somos.
Começamos de uma pequena forma que ao longo de um percurso do que somos se preenche a medida que cada um tem ou consegue.
Aperfeiçoamos as nossas limitações sem conseguirmos atingir o “objectivo” – A Perfeição.
Todos somos compostos da mesma matéria, sem no entanto deixarmos de ser tão diferentes uns dos outros num fenómeno quase natural.
A essência da nossa razão de ser passa por caminhos aos quais não conseguimos fugir.
Ao morrer, saberemos que pela estrada da vida fomos pequenos, medianos ou enormes, no entanto acabaremos da mesma inquestionável dimensão, pequeninos e vazios como nascemos, apagando assim de uma forma inconsciente tudo o que aprendemos – o vazio que gradualmente fomos preenchendo.
O segredo da nossa vida estará sempre no (nosso) intermédio do que fomos vivendo.

26 de Julho de 2002

terça-feira, junho 27, 2006

Dom Sem Tom

Este meu jeito
De dizer
De Ser
Em que abro o meu peito.

Tanta coisa que tenho feito
Neste sublime sofrer
Ébrio poder…
Que nem sei se é defeito.

Porque nunca minto?
Porque digo sempre o que sinto?
Sem malícia.

Vou tocar-te
Vou magoar-te
Com esta minha carícia.


26 de Junho de 2006

segunda-feira, junho 26, 2006

REALIDADES

Há momentos em que nos sentimos grandes e poderosos, nessas alturas gosto de olhar para o céu numa perspectiva sem limites…isso traz-me de regresso a realidade, pois sinto-me pequenino neste mundo enorme.

25 de Junho de 2006

domingo, junho 25, 2006

O Outro Eu!

Em segredo espero pela noite, sei que ando inserido na sociedade, no entanto é quando ela vem que me liberto e exponho.
Ali sim, sou Eu!

25 de Junho de 2006

ESCRITA

O prazer da escrita é sentir que quando termino a arrumação de um conjunto de palavras, articuladas ou não, é esse o momento que presenteia o meu elo de ligação com a vida, é de satisfação de nostalgia e de esperança, podendo de seguida adormecer com o mesmo encanto e naturalidade de uma criança eternamente feliz.

06 de Janeiro de 2003

Poetas de Sempre

Cinco Grandes Poetas e Cinco exemplos da sua grandiosa Poesia:

Fernando Pessoa – Autopsicografia

José Régio – Cântico Negro

António Gedeão – Pedra Filosofal

Eugénio de Andrade – Adeus

Miguel Torga – Um Poema

Recomendo a sua leitura, diria mesmo de leitura indispensável.

terça-feira, junho 20, 2006

Contabilidade

Contabilizo-me
Que encontro além de números?
Quem sou, se apenas sou mais
Um
Neste marasmo que a sociedade
Nos tornou!
Contabiliza-te
Conta os números que formam o teu corpo
Oito!
Estás perdido.
Nove!
Estás em queda.
Ou seis!
Estás em ascensão.
Cinco!
As voltas que a tua vida já deu.
Três!
És uma pessoa equilibrada.
Ou um!
É o que todos somos
É como nascemos
E é assim que vamos morrer
Afinal,
Toda a nossa vida
Não passa de “um” constante
Exercício de matemática
Ou de uma contabilidade
Apurada e natural
Uns entendem-na
E vencem
Outros, outros não existem.

sexta-feira, junho 16, 2006

Receita da Vida

Pedaços de solidão
Fatias de erros
Misturam-se com pensamentos
Acrescenta-se muita compreensão
E mexe-se devagarinho.
Começa a crescer a consciência
Junta-se um pouco de coragem
E uma grama de ambição
Mexe-se mais um pouquinho
E têm-se a noção preparada.
Salpica-se com laivos de responsabilidade
Acrescenta-se umas gotas de lágrimas
Força de vontade, quanto baste
Toda a verdade do nosso espírito
E temos a realidade.
Em lume brando, aquece o amor
E derrete-se alguma dor
Junta-se meia dose de emoção
Abre-se o coração,
Recheia-se com simplicidade
E muita alegria
Reúne-se tudo no forno da vida
Deixando por algum tempo
Quando pronto, o corpo sente
Depois, prova-se o sabor
Saberá a felicidade
Come-se uma fatia por dia
E o bolo acabará,
Quando a vida acabar.

(28/06/2002)

Dedico-te este poema como prova
da Amizade: Obrigado Leonor

Fotógrafo

Silêncio... Deixem-me ouvir
Deixem-me olhar
Deixem-me, deixem-me fazer
Imagens dos animais a sorrirem
Dos corpos de prazer
Dos gritos do mar.
Quero que compreendam
As sensações que possam sentir.
Imagens... Contínuos actos
Serão sempre imagens, e contínuos actos
Que os vossos olhos querem medir.
Silêncio.... Vossa sabedoria
O mesmo silêncio da mensagem
De qualquer fotografia.
O Homem terá de partir
Talvez, num anonimato esperado
Mas, deixará o seu olhar gravado.


22/08/2002

Tempos de Guerra

Olhos cor de aroma
Num brilho tão intenso
Império de Roma
Tão pequeno e tão imenso!

O brilho da alma, tão evidente
Foge da dor,
Como quem a lamente
Na face do horror!

Queria descobrir,
O sabor desse aroma...fútil
As lágrimas dos teus olhos… a fugirem
Num brilho, á alma útil.

Quem trouxe a guerra
Espalhou a fome, a miséria
Misturou as essências da terra
Fogo! É coisa séria.

Queria acordar!
Cheio de amor e segredos
Por entre ventos e arvoredos
E a ganância do homem, ignorar!

(08/04/2003)

quinta-feira, junho 15, 2006

Novo Livro

Novo Livro em Lançamento de Paulo Afonso:

Vinte e Cinco Minutos de Fantasia

É um livro de poesia inédita de Paulo Afonso

Baleal - A sua natureza

Fotografia a outra paixão da minha vida

REFLEXO DO SER... N.º3

Para todos que comigo lidaram

O meu muito obrigado

Pela paciência que tiveram

Comigo agitado.

Fui-vos fiel e amigo

Por vezes inocente

Fui-vos querido

Por vós, a minha alma efervescente.

REFLEXO DO SER... N.º 2

A mágoa não encontra lugar

Na minha alma

De tudo o vulgar

O meu corpo acalma.

Preenchido de amor

Por todos e a todos dei

A chama ateia a dor.

Não procurem por mim que vos deixei.

REFLEXO DO SER... N.º 1

Seleccionei a pureza da minha alma

Procurei iludir o mal

Na base da compreensão, da calma

Refugiei-me num pedestal.

Oculto, procurando o amor

Para o distribuir

Fugindo da dor.

Dividi-me, para o conseguir.

NOITES ETERNAS

Face a face

Acordávamos

Noites escaldantes

Em que ambos inventávamos

Alongando o tempo.

Sempre juntos

Ninguém mais existia

Ninguém mais vivia

Embarcávamos no amor

Amávamos

Corpo a corpo

Alma a alma

Encharcávamo-nos

De suor

De prazer.

Combatíamos o tempo

Deixando para trás

O resto do mundo.

Eram sóbrios momentos.

NA CASA DE FADOS

Noite...

Expulsa a tensão

Na ânsia de viver

Coberto na escuridão

Sou Pessoa, sou um Ser

Açoite,

Que qualquer solidão

Empurra o meu corpo

Na curva do momento em vão

Não sei,

Quantos pensamentos

Me ocorrem

Se são lamentos

Que aqui morrem...

Deixo aqui, a minha paga

Num escrito sem fundamentos

Da minha vida vaga

Que as palavras não mentem.

Desculpem,

Ao ouvir o Fado

Estou ciente

Aqui ao meu lado

Há em cada cliente

Um culpado.

EMOÇÃO II

No acto

Do momento reflectido

Existe o facto

Escondido,

Que cobre qualquer expressão.

Existe!...

No momento irreflectido

O facto do acto

Perdido,

Que se descobre naturalmente

Na parceria da razão.

No silêncio cúmplice

Que as palavras, por vezes, combatem

Ergue-se um misto da solidão/razão

Então,

As palavras não têm voz

A voz não tem corpo

Porque o sentimento

Apodera-se de nós

E o acto,

Fica livre

E o facto,

Fica exposto

E a expressão,

Fica patente

E todos estamos perdidos

Porque não dominamos...

Tanta emoção.


Eduardo Montepuez

Lisboa, 16 de Abril de 2002

(Publicado em Maio de 2002)

Procurei Para Encontrar

Só! Caminhava
Pela noite fria...

Como se fosse a primeira vez
Na desoberta de cada espaço
Numa escuridão camuflada
Cercada de um silêncio cúmplice
Caminhava,
Deixando para trás
Ruas, travessas e pracetas
Como quem deixa um passado
Sem noção do tempo.

Caminhava...

Reflectindo
Numa retrospectiva da vida
Analisando os diferentes momentos
Que compõem o destino

Pela noite fria...

Fumando um belo charuto
Exercia o direito de ser feliz
De sentir-me a mim próprio
Longe de tudo, longe de nada

Só!

Caminhava pela noite
Que de fria
Tinha apenas a tua ausência
Era essa descoberta...
Só! Caminhava pela noite fria...


Eduardo Montepuez


Lisboa, 20 de Abril de 2002


(Publicado em Maio de 2002)

QUERO!...

Entender é...
O fumo branco da chaminé
Desenhado no espaço circunscrito

Eliminando os que quero
Os
As
Todos.



Eduardo Montepuez
(Publicado em Maio de 2002)

Há Coisas!

À Elmano de Souto


Há coisas
Que o vento não consegue levar
Há coisas,
Que a escuridão não consegue esconder
Há... sem explicação
Que (quase) ninguém pode prever
Coisas, talvez sem razão
Que aparecem no ar
Sem ninguém as ver
Há coisas,
Que estão a acontecer
Em que é preciso meditar
Responder...
Há e são coisas
Que o mundo não consegue acabar.

E nós,
Nós vivemos nesse mundo
Do lado bom dessas coisas!!!

______

Peniche, 23 de Setembro de 1999


(Publicado em Novembro de 2001)

Sociedade Feminina

O céu é todo teu
Podes voar, livremente
Se queres ser ave.
O mar é só teu
Podes nadar, apaixonadamente
Se queres ser peixe.
A vida é toda tua, porque existes
Mas tens que ser inteligente
Se queres ser pessoa.

Mas, se voares não podes
Nadar não queres
E inteligente não és
Então...
Bem então,
Serás sempre e apenas
Mais uma... mulher.

(Publicado em Maio de 2001)

Espaço de Divulgação da Poesia

Espaço de Divulgação da Poesia de Paulo Afonso
Onde pode criar, comentar, recomendar e enviar as suas mensagens.

Errado É Não Entender

Tudo na vida é questionável
Tudo mas, o mesmo é em vão
Se desaproveitado... apreendemos
Com os erros que cometemos e então...
Poderemos apreender com os erros que os outros
Cometem. Errado é não entender,
Fugir das verdades, escondendo realidades
Construir castelos moribundos como forma
De protecção do medo e do nada, ter que
Sem saber o porquê, sem necessidade de ser assim.
Duvidar é normal se não temos confiança,
Na nossa pessoa, se precisarmos de esclarecimentos.
Errado é não entender, como chegamos a onde estamos
E não encontrarmos uma saída dum labirinto gigante
Feito pelas nossas próprias mãos.
Na vida tudo é fútil
Se não tivermos tenuidade
Com o que nos rodeia.
Errado é não entender
Um passado sofrido, de conquista
De lágrimas e alegrias.
Errado é não entender
O que "não" se quer entender.

Eduardo Montepuez

(Publicado em Maio de 2002)

O Partido do Sonho

O Partido do Sonho


O mundo inteiro
Observa sereno
Sou do partido do sonho
Que transforma o nevoeiro
Na visão do pleno.
Sou do mundo emergente
Onde todos decidem o destino
Sou do partido do sonho
Onde há boa gente
Gente com um hino
A construir o futuro
Gente de trabalho duro.
Sou do partido do sonho
Mas, se querem vencer-me
Têm que comprar-me
Não vos pertenço acordado,
Não transformo-me nem desfaço-me
A procura de vencer,
Dentro de ideais egrégios
E dentro da sociedade coibida
Sou do partido do sonho
Até acordar.


(Publicado em Maio de 2001)

(Dedico-o ao meu Pai)

CIDADE

Cidade

O que sinto por Lisboa
É tão somente gratidão
Por todos tipos de vida, é vida boa
Envolver-me, poder ser, na multidão.

O contentamento que os meus olhos querem
São alimento...
Para todos verem
Para todos terem
São alento...

Espíritos vagueando
A sofrerem

Esta Lisboa, os vai aguentando.


(Publicado em Maio de 2001)