terça-feira, maio 01, 2007

O Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador

(O Dia do Trabalhador visto de uma forma diferente, poética, por Vladimir Maiakovski)

A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –

Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu Maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.

Sou ferro –
Eis o Maio que eu quero!
Sou terra –
O Maio é minha era!

"Meu Maio", de Vladimir Maiakovski

sexta-feira, abril 27, 2007

Nunca Desista

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.



Nunca Desista

A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é atingir a realização pessoal e profissional.

À partida, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo, mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial vai dando lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a nossa própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, embora ainda estejam a correr, mas apenas porque não podem parar no meio da estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si e cumprem uma obrigação.

Acabamos por nos distanciar deles e, então, somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.

Ao fim de algum tempo, começamos a perguntar-nos se vale a pena tanto esforço. Sim, vale a pena. É só não desistir.

quinta-feira, abril 26, 2007

Não se esqueça de ser feliz!

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.


Não se esqueça de ser feliz!

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreendido ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.

As suas únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista.

E o sábio, rapidamente, interrogou também:

- E onde estão os seus…?

- Os meus?! – surpreendeu-se o turista. – Mas eu estou de passagem!

- Eu também… – concluiu o sábio.

A vida na terra é apenas uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e esquecem-se de ser felizes.

quinta-feira, abril 19, 2007

SHE

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

Francisco C. Xavier

“O bem que praticares em algum lugar; é teu advogado em toda parte.”

Francisco C. Xavier

domingo, abril 01, 2007

O PODER

Hoje é dia 1 de Abril de 2007, é reconhecido como o “Dia das Mentiras”. Portanto hoje escrevo com total liberdade, como sempre, no entanto, hoje há a despreocupação de parecer ou ser credível para quem possa ler… quem lê, pode e deve ser o juiz dessa questão.
Por ser este dia, quis trazer um tema sempre actual, o poder, bem reconhecido na nossa sociedade, ás vezes, por ás piores razões.
No entanto, o poder que hoje trago é o poder individual de cada Ser, que existe no seu interior, em que uns desconhecem, outros são cépticos e ainda outros o exploram em benefício próprio.
O chamado Poder da Mente, em que é preciso acreditar para conseguir captá-lo, em que é preciso concentração para treiná-lo e em que é com muita persistência que se consegue sentir alguns resultados.
«Os limites da tua vida são meras criações do eu»; ditado dos Sábios de Sivana. Que reconhecem as fronteiras que cada Ser impõe por várias razões. É preciso saber reconhecer e aceitar esse facto para se poder avançar.
Querem com isto dizer que, os pensadores esclarecidos sabem que os seus pensamentos formam o seu mundo e que a qualidade da vida se reduz à riqueza desses pensamentos. Ou seja, se queres uma vida pacífica e significativa, tens de pensar de um modo mais pacífico e significativo.
O modo de vida de cada um é o espelho de cada alma, em que nos pormenores soltam os traços gerais da personalidade e do carácter imersos na educação cultural de cada.
Deves sorrir ao teu semelhante, porque um sorriso tem poder e transmite simpatia.
O teu sorriso é um forte aliado, porque todos buscámos a felicidade.
E o segredo da felicidade é tão simples… Descobre o que é que realmente gostas de fazer e, depois, canaliza toda a tua energia nessa direcção.
Hoje é domingo, é o Domingo de Ramos e este texto é válido para quem quiser entender o Poder que menciono, é livre para ser ignorado, criticado ou aceite. Afinal é essa a mais valia dos tempos democráticos.
Bom domingo para todos.

sábado, março 24, 2007

Lao Tse

“O sábio age, mas não se apega à sua obra. Cumprida a obra, não exige reconhecimento. E, porque não pretende mérito, não fica abandonado.”

Lao Tse

quarta-feira, março 21, 2007

Dia Mundial da Poesia

Publiquei no http://artigodeopiniao.blogspot.com/

Dia Mundial da Poesia


Hoje, 21 de Março de 2007 comemora-se o dia mundial da Poesia, para que fique esse registo personalizado, deixo a minha marca…num poema sobre a Poesia ou como alguns olhos a vêem…


ESTRANHA FORMA...

Procuro nas letras, coloridas
A amplitude do desejo
Estranha forma que protejo
Em forma de razão.
Defendo, o meu sentido
Até me sentir perdido
Estranha forma, estranha...
Que foge da ilusão
Procurando outra qualquer forma
Nesta estranha, estranha sensação.

As cores, entristecem
E os desejos fogem
Quando a luz se apaga.
Se a vida é a minha mágoa
Estranha forma, de viver
De sorriso estampado ao amanhecer
É um fogo posto.
As alegrias distantes e perdidas
Procuram quase esquecidas
Sem encontrarem o meu rosto.

domingo, março 18, 2007

Blog de Artigo de Opinião

Visite-me em:

http://artigodeopiniao.blogspot.com/

Vida

Se procurar bem, você acaba encontrando não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, março 17, 2007

O Sábio

Quem faz depender de si mesmo, se não tudo, quase tudo o que contribui para a sua felicidade, e não se prende a outra pessoa, nem se modifica de acordo com o bom ou o mau êxito da sua conduta, está, de facto, preparado para a vida; é sábio, na verdadeira acepção do termo, corajoso e temperante.

Platão, in “Menexeno”

sexta-feira, março 16, 2007

A Procura do Génio

É triste pensar assim, mas não há dúvida que o Génio dura mais que a Beleza. É por isso que todos nós nos esforçamos tanto por nos cultivar. Na luta selvagem pela existência, queremos ter algo que dure e por isso enchemos as nossas mentes de entulho e factos, na esperança vã de mantermos o nosso estatuto. O homem perfeitamente bem informado, é esse o ideal moderno. E a mente do homem perfeitamente bem informado é uma coisa medonha. É como uma loja de bricabraque, só mamarrachos e pó, todas as coisas cotadas acima do seu valor.

Oscar Wilde, in “O Retrato de Dorian Gray”

terça-feira, março 13, 2007

Dia do Pai

Certamente que dia 19 de Março (2007) todos se lembrarão do seu pai, uns de uma forma presente, outros de uma forma ausente e só fisicamente porque qualquer Ser nunca esquecerá o seu Pai.
Todos demos ou ainda damos importância óbvia ao “elemento pai”, pois crescermos com o seu amparo, com o seu carinho e com a sua dedicação.
A imagem nunca deixará de estar presente, no entanto com o tempo o pai vai ficando de fora do mundo dos seus filhos, talvez por falta de tempo destes ou porque a distancia é a justificação procurada para colmatar o vazio que se vai preenchendo. Por último existem razões profissionais que estão sempre justificadas e o pai passa para o segundo plano, porque a vida em constante mutação nos imprime um ritmo sem limites e de opções, queremos a nossa própria capacidade viver sem dependências…
Nunca gerimos o nosso tempo da forma que queremos mas da forma que precisamos no momento em que nos propomos a decidir, assim, como consequência abdicamos dos mais próximos porque sabemos que somos facilmente compreendidos. É um acto de amor, não o nosso mas o do que nos compreende sem julgar, do que sem perguntar descobre a resposta que justifica a ausência. É esse o “elemento pai”, que ama sem exigir retorno, sofre sem querer o sofrimento e que essencialmente perdoa sem que exista qualquer murmúrio de arrependimento.
O pai é saudade porque já fomos felizes junto dele, é amor porque de uma forma individual ou personalizada o associamos a alegria, a infância, ao espírito, e o nomeamos como primeiro responsável do que de bom somos. Certamente foi o nosso primeiro ídolo.
Por mim, a sua existência preenche a minha noção de satisfação com a vida, pois é a componente que entre outras, ajuda a gerar a alegria e o entusiasmo com que vivo cada dia.
Ele é o meu espelho do futuro no presente. A minha energia renovada, o meu primeiro oásis social e o meu refugio final em caso de emergência.
O Dia do Pai é comemorado nesse dia, mas na realidade é sentido com uma intensidade sobrenatural em todos os dias do ano.

Pai,
Nunca seria capaz de descrever os proveitos, as alegrias, as emoções, a educação e o sentido de lealdade que me deste. Demoraria uma eternidade a menciona-los um a um.

Obrigado Pai.

domingo, março 11, 2007

Abrangência Literária

Lembremo-nos que a literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço aonde se há-de receber esse misterioso filho do tempo – o futuro.

Antero de Quental, in “Prosas da Época de Coimbra”

sábado, março 10, 2007

O BOM ESCRITOR

O Bom Escritor

Todos os bons livros assemelham-se no facto de serem mais verdadeiros do que se tivessem acontecido realmente, e que, terminada a leitura de um deles, sentimos que tudo aquilo nos aconteceu mesmo, que agora nos pertencem o bem e o mal, o êxtase, o remorso e a mágoa, as pessoas e os lugares e o tempo que fez. Se conseguires dar essa sensação às pessoas, então és um bom escritor.

Ernest Hemingway, in “Escrito de um Velho Jornalista (Esquire, 1934)”

sábado, fevereiro 24, 2007

Sentidos


Sentidos

Sopro…
O vento que se anuncia
As ondas…
Que demonstram a sua força
Ao rebentarem vezes sem conta
Sem nunca desistirem
Contemplo através do sistema auditivo.
A maresia
Que percorre os sentidos da natureza
Adorna a realidade do espaço
Que contemplo através do olfacto
E os olhos
Ilustram os raios solares
Que atravessam o espírito.
Estou em pleno com o que me rodeia.
Porque estou bem comigo…

domingo, fevereiro 18, 2007

O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro









O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro

Comemora-se hoje o dia do Yoga em Portugal e através da Uni-yôga houve uma divulgação em Lisboa, em pleno Terreiro do Paço com duas coreografias de demonstração.

Depois aconteceu uma aula de Swásthya Yôga para todos os presentes que quisessem ter um contacto com esta pratica.

E como não podia deixar passar, deixo as fotografias que testemunham a excelente tarde passada no Terreiro do Paço.

Os agradecimentos aos Professores:

• Prof. Sara Garcia http://www.yogamadora.com/ mailto:amadora.pt@uni-yoga.org

• Prof. Pedro Cardoso http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html mailto:camoes.pt@uni-yoga.org

• Prof. Bruno http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html

Muito Obrigado, a todos os que estiveram presentes e em especial aos que participaram na aula de demonstração.

Lisboa, 18 de Fevereiro de 2007

sábado, fevereiro 17, 2007

YOGA




Yoga

Existe um conceito próximo desta pratica que retira algum realismo e algum esforço, que encobre a satisfação, o conforto e o bem-estar que o mesmo proporciona.
Depois, também existe o preconceito que só os magros ou os jovens o podem praticar, quando na realidade podemos praticar com qualquer idade e de uma forma adequada a cada um sem esforçar.
Como um aventureiro, iniciei-me tardiamente no Yoga e sem qualquer esclarecimento inicial, quis experimentar e passei á acção sem mais…
Hoje estou feliz pela decisão que tomei porque melhorei a minha qualidade de vida e dei uma maior importância ao meu interior.
Para os que não conhecem nada de Yoga (com eu quando comecei a praticar) deixo aqui uma sumária explicação de algumas técnicas:

As seguintes técnicas:

Ásanas: os exercícios físicos que fortalecem o corpo aumentam sua agilidade e previnem contra várias doenças, principalmente as psicossomáticas.

Pránáyáma: são os exercícios respiratórios. No início, eles vão reeducar os músculos envolvidos na respiração ampliando-a e melhorando a absorção do oxigénio.

Yoganidra: aqui, aprendemos a descontrair conscientemente cada músculo e cada parte do nosso corpo. Depois, nos imaginamos envolvidos por uma cor específica ou passeamos mentalmente por praias paradisíacas, belas montanhas, campos floridos, etc.

Meditação: meditar é sentar-se quieto e observar a si mesmo. Estamos sempre preocupados em conhecer tudo aquilo que está ao nosso redor mas nos empenhamos muito pouco em descobrir o que acontece dentro de nós: como lidamos com os factos da vida, como pensamos, como sentimos, quais nossas verdadeiras aspirações. A meditação nos oferece a possibilidade de nos conhecermos mais profundamente.

Desejo que este prazer continue e que possa ajudar os indecisos a compreender alguma teoria nesta leitura, que provoque alguma vontade de passar á prática e que seja tão simples e agradável como a necessidade de escrever este breve excerto foi ou como o yoga o está a ser para mim.

Com um abraço,

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Fácil de Entender

Fácil de Entender

The Gift


Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Talvez por não saber o que será melhor, aproximei.
"O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós".
Sei lá eu que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz...
Talvez por não saber falar de cor, aproximei...
Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, lhar para mim, escutar quem sou...
E se ao menos tudo fosse igual a ti.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, já não sei se sei o que é sentir.
Se por falar falei, pensei que se falasse era mais fácil de entender...
É o amor que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...






sábado, fevereiro 10, 2007

A Arte e a Vida

A Arte e a Vida

A arte baseia-se na vida, porém não como matéria mas como forma. Sendo a arte um produto directo do pensamento, é do pensamento que se serve como matéria; a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento tornado vida: um desejo realizado de si-mesmo. Como realizado tem que usar a forma da vida, que é essencialmente a realização; como realizado em si-mesmo tem que tirar de si a matéria em que realiza.

Fernando Pessoa, in “Ricardo Reis – Prosa”

domingo, janeiro 28, 2007

Os Nossos Eus

Os Nossos Eus

Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios – chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) – de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se lhe prometer um copo de vinho – e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo – e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.

Virginia Woolf, in "Orlando"

sábado, janeiro 27, 2007

Os Poetas e os Romancistas

Os Poetas e os Romancistas são os Mestres do Conhecimento da Alma

Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.

Sigmund Freud, in “As Palavras de Freud”

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Garota De Ipanema - Frank &Tom Jobim

Garota De Ipanema - Tom Jobim


Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
seu doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que eu já vi passar.
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe,
A beleza que não é só minha,
Que também passa sozinha.
Ah, se ela soubesse
Que, quando ela passa,
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor,
Por causa do amor, por causa do amor...





domingo, janeiro 14, 2007

Monges Budistas

Ano Novo, Vida diferente…

My Spirit Flies To You

Monges Budistas

Composição: Monges Budistas

(coro de monges)



See the light at me
Searching from many years...
My spirit flies to you
Now i guess it saw
I dance with the wind
I´m flowing to your dream
You can lose your fear
You can change your life.






sábado, janeiro 13, 2007

PREVENÇÃO

Numa época, que começa um novo ano e assim um novo ciclo, em que são criadas e definidas novas estratégias de segurança e prevenção, onde sempre passa por o ataque aos bolsos dos portugueses, deixo por aqui, um poemazinho meu já com alguns anitos…




PREVENÇÃO

Façamos juntos

A consciencialização

Que num todo,

O Povo merece

E individualmente

Cada ser carece.

Façamos a prevenção

Tão naturalmente

Como quem foge

Da repressão.

Iremos sempre a tempo

De reduzir, os acidentes

De ensinar, os adolescentes

Para fazermos da vida

A fonte do valor

Que nos faz, pensar

Que a inteligência e o amor

Reflecte-se, no próximo passo a dar.


segunda-feira, janeiro 01, 2007

Happy New Year

FELIZ ANO NOVO

HAPPY NEW YEAR

2007




Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

domingo, dezembro 31, 2006

Adeus (2006)



Adeus (2006)

Num pequeno balanço deste ano que acaba, direi que foi positivo, na vertente pessoal, profissional e no aspecto lúdico.

Nas palavras que destaco, como o meu momento do ano, direi com palavras foi construído, quando no verão foi lançado o meu primeiro livro (a sós) de poesia.

O livro foi o realizar de um sonho, um projecto antigo, que acrescentou um pedacinho de magia e de ensino em que a vida é uma aprendizagem constante e surpreendente, e que devemos sempre exigir mais de nós próprios porque seremos sempre capazes de fazer mais e melhor.

Poder partilhar, poder perder a timidez de mostrar, poder ser lido por pessoas que amam o que leiam, poder receber um gesto de cortesia é de uma grandeza indescritível.

Em suma, um ano para recordar e porque a poesia foi marcante quis render uma pequena homenagem, fazendo o meu último poema de 2006 para o deixar aqui nestes meus blogs.

http://poesiadepauloafonso.blogspot.com/

http://artigodeopiniao.blogspot.com/

Um agradecimento especial para todos que leram o livro e o desejo de um óptimo ano de 2007.

Adeus (2006)

(o último poema de 2006)

Nas entranhas das dunas

Escondo as lamúrias do vento

Segredos nas espumas

E no eco do movimento.

Que a emoção nunca doa

Que o prazer nunca acabe

E quem sabe…

Se o desejo não voa.

Poemas loucos

Textos de melancolias

Histórias contadas aos poucos

Nas pressas e as correrias…

Navego na solidão

Como um estranho

Nem sei de onde venho

Nem recebo o que me dão.

Maresia ou flor

Acordo ou tratado

Gesto de amor

Sentimento cultivado.

Medo do infinito

Medo do principio e do fim

É o medo que nos faz assim

Sobre o qual, medito

Estados da alma, tento perceber

Trevo da sorte

Preparo para receber

A elevação da morte!

Paulo Afonso – 31/12/2006 – 00h16m

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Rita Cooligde

Outros tempos, Outras Músicas II...

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

Joe Dassin

Outros Tempos, Outras Músicas...


Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

sábado, dezembro 23, 2006

Futebol?

Futebol?

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

domingo, dezembro 10, 2006

Artigo de Opinião

http://artigodeopiniao.blogspot.com/
O outro lado, que por vezes se intromete no espaço dos sentidos, com o objectivo de olhar para o aspecto intelectual de uma perspectiva diferenciada, de ângulos personalizados, para que resultado possa sofrer uma avaliação partilhada.


Um convite para uma visita.

sábado, dezembro 09, 2006

Flexisegurança

Artigo de Opinião

Flexisegurança

Numa primeira abordagem ao tema, poderemos concluir que apesar das actuais incertezas do avanço desta nova realidade, esta será a última nova aposta laboral deste governo (projecta-se para 2008), a mesma será sempre muito polémica, apanágio nas mudanças em Portugal.

Já existe em alguns países do norte da Europa, nomeadamente a Dinamarca e a Holanda, cujas realidades são diferentes da nossa.

Esta medida, se entrar em vigor, significará na prática uma maior liberdade para despedir, para flexibilizar os horários de trabalho, com maior incidência na redução de horas trabalhadas por trabalhador.

Obviamente, que existem alguns pontos de beneficio social, pois a mesma prevê uma formação contínua (já referenciado no novo código do trabalho e pouco saliente na prática), como também prevê que o trabalhador ao ficar desempregado fique com direito a um maior nível de segurança e protecção social. A um subsídio de desemprego mais generoso, por exemplo. No entanto este facto a ser real, representará um custo directo para o Estado na medida em que fará subir o valor do subsídio de desemprego concedido aos trabalhadores que aderirem ao novo esquema. A aplicação com sucesso da flexigurança implica que muitos trabalhadores venham a prescindir de direitos e regalias, sendo compensados com mais protecção social.

Depois, toda esta estratégia mexerá com a estrutura negocial das empresas privadas, com as finanças do estado e com consequência maior no aspecto social individual, reflectido em cada trabalhador e na sua colocação específica na comunidade. Poderá significar uma mudança muito maior do que inicialmente possa ser previsto, pois tocará na instabilidade emocional, por ser uma novidade e arrojada, poderá atingir a parte de aquisição de habitação própria porque os bancos deixarão de conceder crédito a quem não tiver um emprego estável, bem como outros aspectos de educação adquirida.

Quero acreditar nas capacidades de quem tiver a obrigação de avaliar a possibilidade de implantação deste projecto no nosso mercado de trabalho, como também na capacidade atenta dos parceiros sociais.

Até lá o documento terá de ser negociado em concertação social.

Estejam atentos, porque estarmos informados é um dever e uma vantagem.

Paulo Afonso

Lisboa, 9 de Dezembro de 2006

A RAZÃO DA ESCRITA



Porque escrevo?

Se desperdiço o talento

Se ninguém lê.

Porque escrevo?

Se não tenho qualquer alento

Que alguém me dê

Escrevo o que não devo.

Porque me importo?

Com o que acontece...

Então!

Faço o que devo

Desperdiço o vento

E aprecio o sol

Esqueço o talento

E escrevo,

Mesmo que ninguém leia

Solto a minha alegria

O meu prazer

Oriundo do meu intimo.

A ideia,

Talvez transformada em poesia

É o que me faz escrever.




Carta de Amor

Querida,


Acordei agora e encontrei-te ao meu lado, senti um mesclado de alívio e saudade. Alívio por ver-te serena e bem juntinha a mim, saudade por terem passado algumas horas sem trocar qualquer palavra contigo, sem ver o teu sorriso, sem sentir a tua expressão afectiva e amiga. A noite foi longa, houve momentos que troquei o meu sono pela oportunidade de olhar para ti, bela adormecida, momentos de magia em que pensei agradecer a ARTÊMIS por tu existires, agradecer a AFRODITE por seres tão bela e cheia de amor, a APOLO pela luz que se fez na minha vida ao cruzar os nossos destinos e a HÉSTIA pela harmonia que existe no nosso lar. O meu agradecimento foi direccionado a ZEUS.
Quando acordares, não saberás destes meus rituais nem tão pouco irei contar-te, não será de todo necessário, porque o importante é existir entre nós a química do sentimento e a telepatia da comunicação, como sinais de fumo ou as trocas de olhares, como as expressões faciais que tão bem conhecemos.
Querida, é tudo isto e muito mais, que ambiciono dizer-te diariamente e por inúmeras razões nunca chego a dizer-te. Hoje decidi escrever-te esta carta para não passar mais um dia, tento que por gestos ou atitudes diárias expressar-te tudo isto, espero que com sucesso.
Se deixares, resumir tudo isto, numa palavra, poderei dizer sempre…AMO-TE.

O teu amor – 15 de Outubro de 2006

P.S. Perdoa-me por nunca conseguir dar-te tudo o que mereces e metade do que me dás!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Father Forgets - W. Livingston Larned

Father Forgets

W. Livingston Larned


O Pai Esquece.





Ouve, meu filho:

Falo-te enquanto dormes, a mãozinha debaixo do rosto e uma madeixa loira, húmida, caindo sobre a testa. Entrei no teu quarto, só e as escondidas. Há poucos minutos, enquanto lia o jornal no meu gabinete, apossou-se de mim o remorso.

Reconhecendo-me culpado, vim para junto de ti.

Vou dizer-te, filho querido, o que estive a pensar: tenho sido muito exigente contigo. Repreendo-te quando te estás vestindo para ires para a escola; porque lavas a tua carinha passando-lhe apenas uma toalha húmida. Censuro-te porque os teus sapatinhos não estão limpos. Chamo a tua atenção com aspereza, quando atitas ao chão alguma coisa que te pertence.

Ao café, encontro mais falhas. Ralho porque desperdiças as coisas, comes apressadamente, pões os cotovelos na mesa e manteiga a mais no pão. Passo o tempo todo a ralhar contigo, meu filho. E, quando sais para brincar e eu vou tomar o comboio, levantas as mãozinhas com um aceno de amizade, e dizes: «Até logo, papá!», e eu, na ânsia de te repreender, franzo a testa e respondo: «Endireita os ombros!»

Quando regresso, à tarde, recomeço as minhas exigências. Enquanto venho pela estrada, procuro-te; vejo-te de joelhos, a brincar com os teus amiguinhos. Descubro buracos nas tuas meias; humilho-te perante os teus companheiros, mando-te seguir para casa à minha frente. «As meias são caras; se as tivesses de as pagar, serias mais cuidadoso!» Imagina, filho adorado, tudo isto dito de pai para filho!

Lembras-te de que mais tarde quando eu lia no meu gabinete, vieste timidamente, como uma espécie de mágoa a brilhar nos teus olhinhos? Quando, aborrecido com a interrupção, olhei para o jornal, hesitaste em entrar. «Que queres?», disse eu, intempestivamente.

Não disseste uma só palavra, mas correste para mim, deitaste os braços ao meu pescoço, beijaste-me e os teus bracinhos apertaram-me com o afecto que Deus colocou florescente no teu coração e que mesmo toda a negligência não pode destruir. E, então, foste aos pulos pela escada acima.

Pouco depois, meu filho, o jornal caiu-me das mãos e invadiu-me um receio doentio. Que vantagens me poderiam trazer a maneira como te estava tratando? Descobrir as tuas falhas, repreender-te por coisas sem importância, era a recompensa que te dava, por seres criança. Não porque não te amasse; mas porque queria exigir demasiado da tua infância. Tratava-te como se tivesses a minha idade.

E no teu carácter há tanto de bom, de fino, de verdadeiro! O teu coração é tão grande como a própria aurora, quando desponta sobre as montanhas. Não podias dar-me melhor demonstração de tudo isto, do que, depois de tudo e apesar de tudo, correr para mim a beijar-me, carinhosamente, dando-me as boas noites. Meu filho, hoje nada mais me importa! Vim para junto de ti, e, na escuridão, ajoelhei-me envergonhado!

É uma fraca reparação, mas sei que não entenderias estas coisas, se eu as dissesse quando estas acordado. Mas, filho adorado, vou ser um verdadeiro pai. Serei um companheiro teu, sofrerei quando sofreres, rirei quando rires, não direi mais palavras de impaciência. Repetirei a mim próprio, como se fosse um ritual: «O meu filhinho nada mais é do que uma criança pequena!»

Receio ter-te encarado como se fosses um homem. E, contudo, quando te vejo agora, filho querido, deitado e despreocupado na tua cama, vejo que ainda és uma criança. Ontem, ainda estavas nos braços da tua mãe, a cabecinha recostada no seu ombro…

Eu estava a exigir demasiado de ti. Demasiado…

domingo, dezembro 03, 2006

A árvore!

Essa essência da vida, ou de uma época que salva o nosso consciente…porque durante todo o ano, ano após ano, ignoramos as pessoas no dia a dia, sejam elas família, amigos ou conhecidos, porque temos a nossa estrutura de vida montada e dela não abdicamos nem para fazer um telefonema ou enviar uma curta mensagem.

Passam alguns aniversários, de adultos ou de crianças, nada acontece …tudo se restringe pelo núcleo de trabalho e nem esse escapa… com a desculpa que passamos muitas horas em conjunto, julgamos que os outros “nossos colegas” são obrigados a suportar as nossa crises existenciais e a mais crédulas birrinhas…

No ano, só no período de férias as coisas abrandam, para logo voltarem ao seu normal.

Até que chega aquele mês, em que podemos recuperar tudo e em que podemos apagar o ano que passou, para isso basta que façamos uns telefonemas de boas festas, umas mensagens que incluem um prospero ano novo e essencial, que possamos ir as comprar para “rechear” aquela especial arvore de Natal lá de casa… e como o nosso ego é grande, como a nossa consciência não é pequena, uma vez por ano pelo menos, queremos rechear algumas arvores de outras casas…

Abençoada árvore, em que depositamos a nossa contribuição, para sermos salvos do ano desastroso que finda, afinal as relações humanas são acometidas as comerciais ou somos todos hipócritas?

Quando bastava, um sorriso e um mínimo interesse diário pelo nosso semelhante!

domingo, novembro 26, 2006

POESIA

Poesia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A poesia é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos. O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético.

Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, não verbal).

A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, através de uma atitude criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual (a prosa), ao usar determinados recursos formais. Em termos gerais, a poesia é predominantemente oral - mesmo quando aparece escrita, a oralidade aparece sempre como referência quase obrigatória, aproximando muitas vezes esta arte da música.

Géneros poéticos

Os géneros de poesia permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, grandiloquente, aborda temas como a guerra ou outras situações extremas. Dentro do género épico, destaca-se a epopeia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão um sentimento, como por exemplo o amor. Vários poemas falam de amor. O poema é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma.

Definição sucinta de poesia: é a arte de exprimir sentimentos por meio da palavra ritmada.

Licença poética

A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique em romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade da fala.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Salvem o Mundo



“Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado, quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que o dinheiro não se come”

Greenpeace




terça-feira, novembro 21, 2006

TESTEMUNHO




TESTEMUNHO

As vezes procuro encontrar

As mesmas sensações

Os mesmos momentos

Que em criança trazia no olhar

Encontrei ventos

Que espalham desilusões.

É a diferença da idade

Sem poder recuar

É toda a realidade

Que me faz lutar (brincar).

Hoje, o meu brinquedo

É todo o medo

De poder acabar.

Vejo o tempo, fugir

Das minhas mãos

Sem me iludir.

Continuo a caminhar

Pelo sonho que construí

Deixo, as palavras do que aprendi.



nada mais tenho...

domingo, novembro 19, 2006

Segurança Social - Areeiro - Lisboa

Agradeço-vos.

Apesar da minha breve passagem por esses serviços ter ocorrido já há algum tempo, recordo-a como uma mais valia profissional na minha carreira.

Desse período em que apreendi bastante, guardo na memória poucas coisas em contraste com o muito que guardo no meu coração, as pessoas.

Numa postura séria e profissional, que nunca abdico, passe por onde passar, foi com humildade, prazer e com responsabilidade que abracei o projecto em que me vi envolvido, que ainda hoje desejo que tenha conseguido dar-vos quase tanto quanto recebi de vós.

Hoje posso confessar-vos que descobri coisas brilhantes e simples como por exemplo o prazer de aprender com pessoas que ao ensinar também ofereciam o carinho e a amizade, que desconhecia existir desta forma, sem medos de perder e sem ilusões de ganhar, o que quer que fosse. Esses bocados guardo-os em ambos lados, na memória e no coração.

A todas essas pessoas, a quem eu nunca vou conseguir retribuir, prometo nunca esquecer os seus lindos rostos associados as suas posturas, para elas, são direccionadas estas palavras de agradecimento.

Dedico-vos que estas palavras simples, mas cheias de emoção e sinceridade, que pecam por tardias, mas, que servem para fazer uma pequena homenagem, com uma enorme justiça.

Confesso que ainda hoje vos recordo com saudade e simpatia.

A vida é mesmo assim, separa-nos das pessoas, dos projectos e dos lugares.

Estou lutando para que vida corra bem, luto também para que a mesma vida não consiga apagar as imagens e os bons momentos da minha memória e do meu coração, que com a minha passagem por aí consegui ganhar e por isso faço questão de assumir aqui o meu compromisso, que as pessoas, essas pessoas da Segurança Social do Areeiro, não deixarei nunca de recordar com carinho e amizade. Assumo esse compromisso para a eternidade.

Finalizo com intensidade e amor porque a saudade pesa, porque tudo tem que terminar e as minhas últimas palavras humildes e genuínas são:

Celebro e agradeço por terem contribuído para o meu crescimento moral e prático.

Muito obrigado a todos.


sexta-feira, novembro 17, 2006

Até Já!


Até já!


Não aceito, que partiste…

Os teus olhos mentiram-me

Com a verdade, enganaram-me

Mostraram o que sentiste.

Nunca fugiste!

Os dias, esses fugiram-me

As flores minimizaram-me

Da dor de quem desiste.

Cada lágrima, contida

Escondeu o desejo da vida

Tu! Nunca estarás ausente.

Hoje, a vida deu-me mais uma emoção

Triste é a verdade da razão

Pobre do homem que sente.





Paulo Afonso – Sintra, 17 de Novembro de 2006


domingo, novembro 12, 2006

Meditação


Foi há alguns dias atrás que nasci…e ainda á poucos dias era assim (como na foto) e depois sem dar por isso, cresci. Arranjei a minha primeira namorada e pensei para mim, já sou um homem, sem pensar muito no presente fui esquecendo o passado. Sem pensar muito no futuro foi passando o presente… e sem dar por isso, o tempo, sem parar, foi passando, cada minuto e cada dia em cada ano a correr, fugindo entre os dedos, sem nunca o conseguir agarrar.

Hoje, olho para trás e vejo tão pouco e sinto uma ausência de plenitude, porque nunca empreguei todo o meu esforço e dedicação a cada momento que passei, nunca respeitei o que acontecia, com o respeito que merece cada momento, objecto ou sentimento que poderá não se repetir nunca mais…

Nunca acreditei, num nunca, nunca pensei que o tempo fosse tão eficaz e que não tivesse qualquer contemplação… olhei para os velhotes e nessa imagem via uma distância quase que inalcançável, hoje essa imagem é substituída pelas imagem das crianças que brincam e é hoje que tenho a certeza dessa distância e é hoje que sei em consciência que é inalcançável… porque é tarde demais!

Que o presente traga essa consciência e que no futuro possa agir em pleno, para quando um dia fizer uma introspecção, possa sentir-me bem comigo próprio em relação a minha ultima fase, á fase da consciência. Que qualquer relação seja sinónimo de sorriso!

Que a idade não trave o desejo e o desejo não tenha idade.

Que respeito seja mútuo, entre mim e os que me rodearam…

sábado, novembro 11, 2006

O Massacre das Focas

Andam assassinar as focas…

No Canadá e na Noruega há uma nova forma de fazer turismo: MATAR FOCAS!

Isto é um desporto! Não sei o que dizer…porquê?

Por favor, ajuda-me a fazer algo para que esta maldição pare! São animais inofensivos e em extinção, que não conseguem defender-se…

O massacre é diário… que tipo de desporto é este? Que tipo de turismo?

Que género de pessoas são estas?

Porque matam…Focas inofensivas…

É preciso fazer qualquer coisa urgentemente…

sexta-feira, novembro 10, 2006

Solidão


E esta foto representa a solidão foi tirada na praia do Baleal e não se vê ninguém…nem tão pouco se vê a praia, só a calçada…as barracas despidas e um (só um) globo que aqui representa o elo de ligação entre o objecto e a pessoa, só, em representação da referida solidão. É escura e transmite alguma tristeza, no entanto nem sempre a solidão representa tristeza. Há tantas pessoas solitárias, mesmo que acompanhadas…


A Escrita


Somos aquilo que escrevemos, ou naquilo que escrevemos demonstramos o que somos?

Porque a nossa imagem pode induzir em erro, porque a nossa voz pode desviar a opinião que se forma, mas no que escrevemos existe a obrigação de ser o mais próximo de nós e aqui falo de áreas muito dispersas, mas que complementam o Ser.

Posso ser relevante na escrita de ficção, mas o meu cunho estará algures nessa escrita, posso escrever poesia (no caso é o real) mas o meu mundo ou o meu sonho/desejo será relatado por entre as imagens deixadas em cada frase. Não que me importe o género de escrita, não que me importe o tema escolhido, mas sim a mensagem que saia de dentro de cada um. Deixo aqui esta imagem e este pequeno texto, para que sintam que ambos se completam, quando também poderiam ser opostos…afinal o que é que conta, a mensagem ou o desejo de quem lê?

sexta-feira, outubro 27, 2006

DUELO!!!


Jogo com as palavras

Jogo com os momentos

Jogo no tempo, aos sabores do vento.

Jogo contigo

Jogo com o mundo perdido

Jogo em teoria

Jogo por alegria.

Jogo para ganhar

Jogo para conquistar

Jogo para fugir, ao laço afectivo

Jogo sempre por um motivo.

Jogo pelo jogo

Jogo pelo vício de jogar

Jogo porque existo.

Jogo pelo medo

Jogo pela ausência

Jogo porque é tarde ou cedo.

Jogo.

Jogo porque não quero perder

Jogo por ganância,

Jogo por egoísmo ébrio

Jogo por sedução

Jogo pelo risco exótico

Jogo como o antídoto para a doença

Jogo pela crença.

Jogo com os sentimentos

Jogo com os lamentos

Jogo com as malícias

Jogo até ser gente…

Jogo pelo luto

Jogo pela dor

Jogo astuto, no embustear

Jogo no infinito.

Jogo até acordar

Jogo…até perceber o mito.

Jogo e jogarei…

Até saber que a morte se anunciou!




segunda-feira, outubro 09, 2006

REFLEXO... DO SORRISO!

Quando a água se soltou em cascata, a escova saltou como que estivesse ansiosamente á espera, mergulhando energicamente sem temer a temperatura ameaçadora. Acto contínuo a pasta de dentes esvaiu-se cobrindo todo o topo da escova molhada. Ambos sabiam que aquele episódio intimo se repetia diariamente como que um culto de prazer.

Os dentes, tímidos, observando o desenrolar dos acontecimentos e não se controlando despertaram na sua gruta fechados num sorriso largo como quem vê a luz do dia após tanto tempo de escuridão. Reflexo quase que impensado, pois sabiam naturalmente que aquela dança tribal era em seu próprio louvor e em breves instantes, tudo voltou a acontecer repetidas vezes, em massagens enquadradas de carinho, habilidade e sensibilidade tudo conjugado, como que uma música de fundo justificando uma harmonia simpática.

A pasta ficou mais pobre, em quantidade inferior, a água seguiu o seu caminho para outros horizontes, e os dentes, esses felizardos saíram a rua mais desenvoltos, provocando um sorriso na boca de quem viam.

Sorrisos mais espontâneos e frescos.

O bem-estar começa por algum lado! Que o digam os interpretes desta história.

O espelho da nossa alma será certamente a nossa cara, mas o reflexo de cada sorriso cristalino e puro será certamente o espelho da felicidade que existe dentro de cada um de nós.

Sorri para a vida que a vida também saberá retribuir-te.

Paulo Afonso

segunda-feira, setembro 25, 2006

EXPRESSÃO

A vida

Quem não a compreende

Fala...

Julga-a...

Mas,

Aqueles que a sentem

Sabem a razão

Porque afinal

Ela existe.




domingo, setembro 10, 2006

Vinte e Cinco Minutos de Fantasia

Agradeço o apoio e interesse generalizado de todas as pessoas espalhadas por Portugal Continental na compra do meu livro de poesia:

Distritos de Portugal

Viana do Castelo

1
Castelo de Neia

Braga
0


Vila Real
0


Bragança
0


Porto

3
Porto
Vila Nova de Gaia
Gondomar

Aveiro

1
Ílhavo

Viseu
0


Guarda
0


Coimbra

1
Figueira da Foz

Castelo Banco
0


Leiria

2
Caldas da Rainha
Peniche

Santarém
0


Portalegre
0


Lisboa

10
Lisboa
Portela de Sacavém
Moscavide
Loures
Povoa de Santa Iria
Sintra
Casal de Cambra
Mem Martins
Oeiras
Carcavelos


Setúbal

2
Quinta do Conde
Sesimbra

Évora

1
Évora

Beja

1
Beja

Faro

1
Faro

OBS: O Livro já foi distribuído por 10 Distritos dos 18 de Portugal Continental

ESTRANGEIRO:

Austrália - Estados Unidos da América

NOTA: Os dados são até a data de 19 de Setembro de 2006

terça-feira, setembro 05, 2006

A janela do meu Sentimento!

Olho pela janela e o que vejo?
O mundo que rola sem parar…
Vejo o que a memória tem gravado
Sinto o que a alma palpita
Como um alarme inquieto
Vejo pessoas que passam
Vejo fantasmas que o são
Vejo e sinto…
Que não minto
Vejo o que o olhar trás
Sinto uma dor… coisas más
Tanto que me confunde.

E eu almejo
Que a cortina da minha janela
De seda seja
Para que eu veja
A imagem da Cindrela.

Um beijo
Dessa linda mulher
Acalmava o meu sofrer
Adornava a minha esperança
Seria a minha herança
Talvez fugidia
Mesmo que tardia
Seguraria o meu desespero.
A minha janela é em sitio algum?
Nenhum!
Como espero…
É no epicentro
No meio do teu corpo
Na ponta do teu sopro
É aonde quero!
Absorto!
Os meus olhos lacrimantes
Perdidos no escuro
Longe de um porto seguro
São dois amantes
Prisioneiros da sociedade
Em busca da sapiência
Ou de uma qualquer ciência
Que faça ver a verdade.

E eu não quero este mundo
Quero olhar
Para um qualquer continente
E ver alegrias
Ver a terra e o mar
Ver as tuas noites e os teus dias!


24/07/2006

ETERNO APAIXONADO

A vulgar expressão
Esconde o enigma dos sentimentos
Que o sorriso aproxima
No acto sem noção
Num misto de alegria e estima
Que erguem os sóbrios momentos.
O frio arrefece
O circuito da razão,
Melhora e aquece
O poder da união.
Desejo comunicar
Caminho para amar
Janela aberta, à imaginação.
Fogo cruzado
Hino dos sábios
A ser música, é Fado.
Bela, é a divina relação
Que o olhar pode ver
Sem a felicidade desaparecer.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Lançamento do Livro

Estimada/o Amiga/o,

As Edições Ecopy acabaram de publicar o meu livro, Vinte e Cinco Minutos de Fantasia. Este livro está à venda na Livraria Leitura, no Porto, (on-line também em http://www.livrarialeitura.pt) e em breve na Livraria Buchholz, em Lisboa. Poderás também encontra-lo já no Quiosque “Areeiro” (Sr. Miguel) em frente a porta principal da Segurança Social de Lisboa. O livro poderá também ser-me pedido directamente através do E-mail: poesia.afonso@gmail.com ou ao distribuidor/editor através do site www.macalfa.pt/ecopy, o preço do livro é de: 9.95 € e o prazo de entrega em qualquer destes casos é de 24 horas, salvo ruptura de stock.
Poderei pedir-te que me ajudes a resolver uma pequena dificuldade?
Nestas condições e sem grande poder de divulgação, gostaria de saber se conseguirias aceitar a divulgação deste livro junto dos teus conhecimentos, ainda que a tua opinião sobre a capa e nos casos em que seja possível, sobre o conteúdo, seriam muito importantes para mim.
É desnecessário dizer-te que isto não te obriga a coisa alguma e que deixo ao teu livre arbítrio informar os teus conhecimentos ou a dares-me qualquer opinião.
Em qualquer dos casos, crê que apreciarei muitíssimo a tua cooperação. Muito Obrigado.
Inteiramente ao teu dispor.

Paulo Afonso

terça-feira, agosto 01, 2006

A Caminho!



A Caminho...das férias!

Férias!



O Agosto começa, para a maioria das pessoas este é o mês eleito para umas férias merecidas que já ansiavam.
Por mim, não sou diferente, também vou de férias, vou acabar com resto das férias que tenho para gozar. Vou para o meu “paraíso”, para o meu local predilecto de descanso, embora este seja o pior mês para ir a qualquer lado e no Baleal não seja diferente.
É este o melhor período do ano, onde consigo ter praia e assim estar perto do mar que tanto amo, onde nada faço, nada mesmo…
A leitura e o futebol não contam porque é por prazer e tudo o que fazemos por prazer é melhor em qualquer período do ano.
Volto(15 de Agosto de 2006)para lançar meu livro: Vinte e Cinco Minutos de Fantasia, espero que leiam e principalmente, que gostem.
Boas férias para todos!

Até Breve

Paulo Afonso

quarta-feira, julho 19, 2006

Acidente na Ponte do Guadiana







Amigo!
A tua alegria ficará no coração
A tua imagem retida nos meus olhos
A tua disponibilidade no meu baú.
Quero que saibas que foste grande
E que foste um exemplo de coragem.
Vou tentar não derramar uma única lágrima
Porque sei que é um sorriso que queres
Aonde estiveres…
Ouve o meu agradecimento.
Tu! Sabes que ganhamos batalhas em conjunto
Que unidos fomos mais fortes
De mim, para ti
Num silencio cúmplice… de pobreza
Perdi-te e a guerra acabou.
Adeus!



18 de Julho de 2006

terça-feira, julho 11, 2006

Naturezas...

O pensamento em ebulição
Num acto de razão
Que garante a necessidade
De escoar, as palavras
Procuro poder-me expressar.

Na simplicidade do carácter
Desfruto da linguagem
Como essência do espírito
Que nos liga ao eterno
E nos prende as coisas visíveis.

Relação oculta do meu ego.

Quero expor a beleza
Da visão viva e luminosa
Quero! Que queiram,
Sentir toda a linguagem pitoresca.
Sem perder o horizonte
Poder olhar num todo.

É o amor da verdade
Aliada, a função de comunicar
É a cara da emoção
Fermento da natureza.

É a alegria envolta em solidão
Fugindo, repondo a justiça.

Elo de encontro
Momento de comunicação.

Radiosa é a esperança
Que faz sonhar,
Ideal é o tempo
Que nos faz acreditar.


(01-01-2003)

domingo, julho 09, 2006

Mundial 2006

Sábado, 08 de Julho de 2006 – 23h 50m

Portugal perdeu hoje 1-3 com a Alemanha, mas ganhou a admiração dos adeptos do futebol espalhados pelo mundo. Conquistou definitivamente os portugueses, até os mais cépticos, com a excelente campanha efectuada neste mundial com um honroso 4.º lugar conseguido, depois de em 2004 termos sido finalistas do campeonato da Europa.

Recordo que passaram 40 anos para conseguirmos chegar tão longe, embora pessoalmente admita maior significado ao feito concluído hoje, por inúmeras razoes:
- O actual modelo do campeonato do mundo é diferente, mais difícil.
- Temos um maior leque de jogadores de grande capacidade.
- Tivemos na nossa selecção um jogador que já foi considerado o melhor do mundo.
- Temos muitos jogadores a jogar no estrangeiro, que é um reconhecimento.
- Porque agora não poderemos atribuir esta longa caminhada ao acaso.
- E para finalizar, porque os clubes portugueses nos últimos anos têm feito boas provas nas competições europeias de clubes.

Hoje, apesar de tudo é para mim um dia triste, não por termos perdido, porque a derrota aceito-a bem, porque somos grandes também e essencialmente nas derrotas, pois nas vitórias todos sabem ser, mas, por ver partir da selecção dois grandes jogadores:
Luís Figo e Pedro Pauleta, que hoje fizeram a despedida da nossa selecção.

A estes dois grandes campeões, o meu muito obrigado por imensas alegrias que nos deram, creio que eles bem merecem todo o carinho do povo português.

Para terminar, digo-vos, a nossa selecção regressa, todos estamos orgulhosos dela, agora vamos para casa, primeiro comemorar, depois analisar e aprender com os erros cometidos e depois vamos fazer a estrutura crescer em conjunto com a Nação, para então voltarmos para ganhar.
Queremos refazer a história das conquistas!
Vamos acreditar!