Esta é a minha casa virtual onde poderás encontrar muitas letras unidas na construção das palavras, de poesia ou prosa, erguidas pelos sentidos… / Escrevo… para libertar as personagens que não consigo Ser! / Esta casa-blogue nasceu em 28 de Junho de 2006 - Obrigado por visitarem! - Paulo Afonso Ramos
sexta-feira, junho 08, 2007
A carta que nunca mostrei…
Se eu pudesse dizer-te o que penso e o que sinto…se ao menos tivesse um segundo de coragem, quando os meus olhos se cruzassem com os teus, ai se eu pudesse ir ao limite do meu sonho, enfeitar a tua imagem luzidia e espontânea com pétalas de inocência e perfume de paixão, que guardo com carinho no tesouro do meu memorial, ai se ao menos pudesse seguir os meus instintos mais desmedidos sem o receio de perder-te definitivamente, antes de ter-te… soltaria o meu maior segredo que guardo com a esperança de realiza-lo, oh segredo tímido ou tímido sentimento, oh movimento intelectual constante enrolado no meu consciente com uma ternura presa, que provoca aguçados apetites, cora e suspende qualquer atitude irreflectida mas desejada, ladeada com o pensamento mais atroz, o de simplesmente não acreditar, que poderei ser feliz.
Ai se pudesse…libertar-me do sonho por realizar e concretiza-lo, libertar-me do pesadelo escondido e reprimido de não poder exercer o sentimento puro e simples de um ser humano natural.
Ai se pudesse, mudar o mundo para chegar até ti, sonhar indeterminadamente que é possível estar ao teu lado permanentemente, apenas com um som altivo e assumido de uma palavra-chave – AMO-TE – o meu mundo mudaria, a felicidade seria a minha maior amiga.
Ai se pudesse dar aquele passo, dizer-te aquela palavra, soltar-te o meu charme para entrelaça-lo com o teu.
Ai se pudesse soltar a imaginação em conjunto, mover os desejos em simultâneo e descansar nos teus braços acolhedores, a vida começava agora, se pudesse…se tu quisesses…
2005-07-02
sábado, junho 02, 2007
ESTILOS DO ESTILO
Estilo ao que vieste, pensador
Ao teu semelhante, irónico
Tratas-me por palavras raras
Loucas e obscenas
Sem tão pouco impedi-lo.
Dote não pode ser sorte
Inventário moribundo
Escolheste-me ao acaso
Cujo teu nome perdido, fugaz
Interrompe o meu pensamento
E incomoda a minha alma.
Não sou estilo, nem o proponho
Não procurei qualquer estrada
Caminho ou encruzilhada
Nem tão pouco sei se é sonho...
Deixai-me aqui, olisiponense
Deixai-me ser fiel, a vossa gente
Sem estilo próprio, tolerante
Acomodado e incomodado
Apaixonado e intrigado
Crente, medito o presente
Na busca dos valores do amanhã.
Não vos quero sem origem
Quero vosso estilo
Enquadrado com a esperança
Não tenho forma...
Não tenho herança.
sábado, maio 26, 2007
O Acto
São tantas as palavras
Articuladas no pensamento
Soltam-se
Numa confissão
De um olhar fixo.
Nos meus lábios,
Talvez sedentos
Não resistindo
A tanto charme teu.
Foi o acto
Transportado pelo beijo
Ensinando o desejo
Mostrando o caminho
Iluminado.
O acto,
Que juntou as nossas vidas.
sábado, maio 19, 2007
Os Espectadores de Futebol
Crónica da Semana
Os Espectadores de Futebol
O povo já decidiu, e é soberano. O que querem mesmo é futebol puro e de qualidade com muita emoção á mistura. A prova disso é que no próximo domingo no fecho de mais uma super liga (de nome…) e quando está tudo por decidir, desde o novo campeão, aos que acompanham nas competições europeias e até para saber quem desce de divisão, vai haver o maior recorde de sempre na assistência aos jogos numa só jornada. Contrastando com as míseras assistências de alguns estádios de futebol da super liga que aconteceram durante a época 2006/2007.
Prova que num futebol em que haja uma saudável competição, sem casos, sem enredos de bastidores, sem entrevistas provocatórias e sem outras “manobras” estudadas com o único propósito de alcançar resultados, o povo adere, independente dos preços dos bilhetes (desde que a um preço justo e enquadrado com a realidade em que vivemos e mediante as condições mínimas para assistir a um grande espectáculo, porque é disso que se trata, de um grande espectáculo.
Neste fim-de-semana vamos mesmo ter espectadores de futebol, em festa pelos estádios deste país numa grande lição, em que espero, possa servir de exemplo para quem deve servir…
Senhores do poder agarrem a oportunidade e mudem o que há para mudar. Não são precisas mais provas e além disso o povo é soberano e se já decidiu… está bem decidido, há neste país um potencial de espectadores de futebol assim o queiram!
domingo, maio 13, 2007
As Pessoas Têm Valores Diferentes Dos Seus
Introdução
A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.
As Pessoas Têm Valores Diferentes Dos Seus
Um dia, um homem muito rico levou o filho pequeno para o interior com o firme propósito de lhe mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. O pai queria que o filho aprendesse a valorizar os bens materiais que possuía, o seu status e prestígio social. Desde cedo pretendia transmitir esses valores ao herdeiro.
Pai e filho passaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa de um trabalhador da fazenda do primo. Quando voltaram da viagem, o pai perguntou ao filho:
- Então, o que achaste do passeio?
- Muito bom, pai!
- Percebeste a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza? Diz-me o que aprendeste?
E o filho respondeu:
- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro; que nós temos uma piscina que até é grande, mas eles têm um riacho que não acaba nunca. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas, e eles têm as estrelas e a Lua, que nós nem vemos. O nosso quintal vai até ao portão de entrada, e eles têm uma floresta inteirinha só para eles.
Quando o garoto acabou de responder, o pai estava perplexo.
O filho acrescentou:
- Obrigado, pai, por me mostrar como nós somos pobres!
Tudo o que se tem depende da maneira como se olha para as coisas, da forma como as pessoas pensam. Você criará um ambiente (de trabalho) muito melhor, se compreender e aceitar que as pessoas podem cultivar valores muito diferentes dos seus.
quarta-feira, maio 09, 2007
O PÔR-DO-SOL
Introdução
A história é retirada do livro – Eu me lembro… – do Mestre De Rose, o fundador da primeira universidade de Yôga do Brasil.
O PÔR-DO-SOL
…Quando o sol se punha, todos parávamos o que estivéssemos fazendo e ficávamos em pequenos agrupamentos observando o crepúsculo. As famílias se reuniam, as crianças se encavalitavam nos ombros dos mais velhos ou no colo dos pais. Os casais se acolhiam e acariciavam.
Essa era a hora de fazer as pazes, se alguém ainda estava ressentido com alguma coisa; era também a hora de recitar poesias, quase sempre compostas de improviso, ali mesmo. Sempre foi muito fácil para o nosso povo compor poemas de amor, ao pôr-do-sol, pois os rostos ficavam docemente iluminados pelo alaranjado do sol poente.
Não tínhamos noção do que era aquele disco luminoso no céu, mas sabíamos que era lindo e que devíamos a ele a nossa vida, a luz que nos iluminava, o calor que nos aquecia no Inverno. Não imaginávamos que fosse alguma divindade e sim um fenómeno natural como o raio, o trovão ou a chuva, e o reverenciávamos com um grande respeito e afecto.
sexta-feira, maio 04, 2007
Conhece-te a Ti Mesmo
Introdução
A história é retirada do livro – inteligência emocional – de Daniel Goleman
Conhece-te a Ti Mesmo
Conta um velho conto japonês que, certo dia, um aguerrido samurai desafiou um mestre de zen a explicar-lhe os conceitos de Céu e Inferno. Mas o monge respondeu-lhe, trocista: «Não passas de um estúpido e eu não posso perder tempo com gente da tua laia!»
Ofendido na sua honra, o samurai encheu-se de raiva e, puxando da espada, gritou: «Podia matar-te pela tua impertinência!»
«Isto», replicou calmamente o monge, «é o Inferno».
Sobressaltado ao ver a verdade naquilo que o mestre lhe dizia a respeito da fúria que o dominava, o samurai acalmou-se, devolveu a espada à bainha e fez uma vénia, agradecendo ao monge aquela lição.
«E isso», disse o monge, «é o Céu.»
O súbito despertar do samurai para o seu próprio estado de agitação ilustra a diferença crucial entre ser-se apanhado por uma vaga de sensações e tomar consciência de que se está a ser arrastado por ela.
A injunção de Sócrates «Conhece-te a ti mesmo» refere-se a esta pedra angular da inteligência emocional: a consciência dos nossos próprios sentimentos no instante que eles ocorrem.
quarta-feira, maio 02, 2007
Nunca Deixe de Ser Carinhoso
Introdução
A história é retirada do livro
Nunca Deixe de Ser Carinhoso
«Comparado com o casamento, nascer é um mero episódio da nossa carreira, e morrer um incidente trivial. Nenhuma mulher pode compreender porque razão um homem não emprega, para alcançar o êxito completo do seu lar, os mesmos esforços que dispensa aos seus negócios ou à sua profissão.
«Mas, embora uma esposa contente e um lar tranquilo e feliz signifiquem muito mais para um homem do que possuir um milhão de dólares, apenas um em cada cem se preocupa, realmente, com tão sérios pensamentos ou faz qualquer esforço para o seu casamento seja um êxito. Deixa o mais importante da sua vida ao acaso da sorte e vence ou perde, segundo é ou não bafejado por ela. As mulheres não podem compreender porque razão seus maridos recusam tratá-las com ternura, quando podem ser carinhosos.»
«Todo o homem sabe que se elogiar a sua mulher pela maneira perfeita como administra e o ajuda, ela economizará o mais que puder. Se disser que a encontra linda com o vestido do ano passado, ela vesti-lo-á de preferência ao último vindo de Paris. Se lhe der um beijo nos olhos, ela os fechará de modo a nada ver; basta um beijo nos lábios para a tornar completamente silenciosa.
«E toda a mulher sabe que o marido conhece pequenas atenções a seu respeito. Mas ele prefere discutir, zangar-se, e, como retribuição, recebe más refeições e vê o seu dinheiro gasto em novos vestidos, jóias e futilidades»
terça-feira, maio 01, 2007
O Dia do Trabalhador
O Dia do Trabalhador
(O Dia do Trabalhador visto de uma forma diferente, poética, por Vladimir Maiakovski)
A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu Maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o Maio que eu quero!
Sou terra –
O Maio é minha era!
"Meu Maio", de Vladimir Maiakovski
sexta-feira, abril 27, 2007
Nunca Desista
Introdução
A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.
Nunca Desista
A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é atingir a realização pessoal e profissional.
À partida, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo, mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial vai dando lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a nossa própria capacidade.
Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, embora ainda estejam a correr, mas apenas porque não podem parar no meio da estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si e cumprem uma obrigação.
Acabamos por nos distanciar deles e, então, somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.
Ao fim de algum tempo, começamos a perguntar-nos se vale a pena tanto esforço. Sim, vale a pena. É só não desistir.
quinta-feira, abril 26, 2007
Não se esqueça de ser feliz!
Introdução
A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.
Não se esqueça de ser feliz!
Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreendido ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As suas únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
- Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista.
E o sábio, rapidamente, interrogou também:
- E onde estão os seus…?
- Os meus?! – surpreendeu-se o turista. – Mas eu estou de passagem!
- Eu também… – concluiu o sábio.
A vida na terra é apenas uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e esquecem-se de ser felizes.
quinta-feira, abril 19, 2007
Francisco C. Xavier
“O bem que praticares em algum lugar; é teu advogado em toda parte.”
Francisco C. Xavier
domingo, abril 01, 2007
O PODER
Por ser este dia, quis trazer um tema sempre actual, o poder, bem reconhecido na nossa sociedade, ás vezes, por ás piores razões.
No entanto, o poder que hoje trago é o poder individual de cada Ser, que existe no seu interior, em que uns desconhecem, outros são cépticos e ainda outros o exploram em benefício próprio.
O chamado Poder da Mente, em que é preciso acreditar para conseguir captá-lo, em que é preciso concentração para treiná-lo e em que é com muita persistência que se consegue sentir alguns resultados.
«Os limites da tua vida são meras criações do eu»; ditado dos Sábios de Sivana. Que reconhecem as fronteiras que cada Ser impõe por várias razões. É preciso saber reconhecer e aceitar esse facto para se poder avançar.
Querem com isto dizer que, os pensadores esclarecidos sabem que os seus pensamentos formam o seu mundo e que a qualidade da vida se reduz à riqueza desses pensamentos. Ou seja, se queres uma vida pacífica e significativa, tens de pensar de um modo mais pacífico e significativo.
O modo de vida de cada um é o espelho de cada alma, em que nos pormenores soltam os traços gerais da personalidade e do carácter imersos na educação cultural de cada.
Deves sorrir ao teu semelhante, porque um sorriso tem poder e transmite simpatia.
O teu sorriso é um forte aliado, porque todos buscámos a felicidade.
E o segredo da felicidade é tão simples… Descobre o que é que realmente gostas de fazer e, depois, canaliza toda a tua energia nessa direcção.
Hoje é domingo, é o Domingo de Ramos e este texto é válido para quem quiser entender o Poder que menciono, é livre para ser ignorado, criticado ou aceite. Afinal é essa a mais valia dos tempos democráticos.
Bom domingo para todos.
sábado, março 24, 2007
Lao Tse
Lao Tse
quarta-feira, março 21, 2007
Dia Mundial da Poesia
Dia Mundial da Poesia
Hoje, 21 de Março de 2007 comemora-se o dia mundial da Poesia, para que fique esse registo personalizado, deixo a minha marca…num poema sobre a Poesia ou como alguns olhos a vêem…
ESTRANHA FORMA...
Procuro nas letras, coloridas
A amplitude do desejo
Estranha forma que protejo
Em forma de razão.
Defendo, o meu sentido
Até me sentir perdido
Estranha forma, estranha...
Que foge da ilusão
Procurando outra qualquer forma
Nesta estranha, estranha sensação.
As cores, entristecem
E os desejos fogem
Quando a luz se apaga.
Se a vida é a minha mágoa
Estranha forma, de viver
De sorriso estampado ao amanhecer
É um fogo posto.
As alegrias distantes e perdidas
Procuram quase esquecidas
Sem encontrarem o meu rosto.
domingo, março 18, 2007
Vida
Carlos Drummond de Andrade
sábado, março 17, 2007
O Sábio
Platão, in “Menexeno”
sexta-feira, março 16, 2007
A Procura do Génio
Oscar Wilde, in “O Retrato de Dorian Gray”
terça-feira, março 13, 2007
Dia do Pai
Todos demos ou ainda damos importância óbvia ao “elemento pai”, pois crescermos com o seu amparo, com o seu carinho e com a sua dedicação.
A imagem nunca deixará de estar presente, no entanto com o tempo o pai vai ficando de fora do mundo dos seus filhos, talvez por falta de tempo destes ou porque a distancia é a justificação procurada para colmatar o vazio que se vai preenchendo. Por último existem razões profissionais que estão sempre justificadas e o pai passa para o segundo plano, porque a vida em constante mutação nos imprime um ritmo sem limites e de opções, queremos a nossa própria capacidade viver sem dependências…
Nunca gerimos o nosso tempo da forma que queremos mas da forma que precisamos no momento em que nos propomos a decidir, assim, como consequência abdicamos dos mais próximos porque sabemos que somos facilmente compreendidos. É um acto de amor, não o nosso mas o do que nos compreende sem julgar, do que sem perguntar descobre a resposta que justifica a ausência. É esse o “elemento pai”, que ama sem exigir retorno, sofre sem querer o sofrimento e que essencialmente perdoa sem que exista qualquer murmúrio de arrependimento.
O pai é saudade porque já fomos felizes junto dele, é amor porque de uma forma individual ou personalizada o associamos a alegria, a infância, ao espírito, e o nomeamos como primeiro responsável do que de bom somos. Certamente foi o nosso primeiro ídolo.
Por mim, a sua existência preenche a minha noção de satisfação com a vida, pois é a componente que entre outras, ajuda a gerar a alegria e o entusiasmo com que vivo cada dia.
Ele é o meu espelho do futuro no presente. A minha energia renovada, o meu primeiro oásis social e o meu refugio final em caso de emergência.
O Dia do Pai é comemorado nesse dia, mas na realidade é sentido com uma intensidade sobrenatural em todos os dias do ano.
Pai,
Nunca seria capaz de descrever os proveitos, as alegrias, as emoções, a educação e o sentido de lealdade que me deste. Demoraria uma eternidade a menciona-los um a um.
Obrigado Pai.
domingo, março 11, 2007
Abrangência Literária
Antero de Quental, in “Prosas da Época de Coimbra”
sábado, março 10, 2007
O BOM ESCRITOR
Todos os bons livros assemelham-se no facto de serem mais verdadeiros do que se tivessem acontecido realmente, e que, terminada a leitura de um deles, sentimos que tudo aquilo nos aconteceu mesmo, que agora nos pertencem o bem e o mal, o êxtase, o remorso e a mágoa, as pessoas e os lugares e o tempo que fez. Se conseguires dar essa sensação às pessoas, então és um bom escritor.
Ernest Hemingway, in “Escrito de um Velho Jornalista (Esquire, 1934)”
sábado, fevereiro 24, 2007
Sentidos
Sentidos
Sopro…
O vento que se anuncia
As ondas…
Que demonstram a sua força
Ao rebentarem vezes sem conta
Sem nunca desistirem
Contemplo através do sistema auditivo.
A maresia
Que percorre os sentidos da natureza
Adorna a realidade do espaço
Que contemplo através do olfacto
E os olhos
Ilustram os raios solares
Que atravessam o espírito.
Estou em pleno com o que me rodeia.
Porque estou bem comigo…
domingo, fevereiro 18, 2007
O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro
O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro
Comemora-se hoje o dia do Yoga em Portugal e através da Uni-yôga houve uma divulgação em Lisboa, em pleno Terreiro do Paço com duas coreografias de demonstração.
Depois aconteceu uma aula de Swásthya Yôga para todos os presentes que quisessem ter um contacto com esta pratica.
E como não podia deixar passar, deixo as fotografias que testemunham a excelente tarde passada no Terreiro do Paço.
Os agradecimentos aos Professores:
• Prof. Sara Garcia http://www.yogamadora.com/ mailto:amadora.pt@uni-yoga.org
• Prof. Pedro Cardoso http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html mailto:camoes.pt@uni-yoga.org
• Prof. Bruno http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html
Muito Obrigado, a todos os que estiveram presentes e em especial aos que participaram na aula de demonstração.
Lisboa, 18 de Fevereiro de 2007
sábado, fevereiro 17, 2007
YOGA
Yoga
Existe um conceito próximo desta pratica que retira algum realismo e algum esforço, que encobre a satisfação, o conforto e o bem-estar que o mesmo proporciona.
Depois, também existe o preconceito que só os magros ou os jovens o podem praticar, quando na realidade podemos praticar com qualquer idade e de uma forma adequada a cada um sem esforçar.
Como um aventureiro, iniciei-me tardiamente no Yoga e sem qualquer esclarecimento inicial, quis experimentar e passei á acção sem mais…
Hoje estou feliz pela decisão que tomei porque melhorei a minha qualidade de vida e dei uma maior importância ao meu interior.
Para os que não conhecem nada de Yoga (com eu quando comecei a praticar) deixo aqui uma sumária explicação de algumas técnicas:
As seguintes técnicas:
Ásanas: os exercícios físicos que fortalecem o corpo aumentam sua agilidade e previnem contra várias doenças, principalmente as psicossomáticas.
Pránáyáma: são os exercícios respiratórios. No início, eles vão reeducar os músculos envolvidos na respiração ampliando-a e melhorando a absorção do oxigénio.
Yoganidra: aqui, aprendemos a descontrair conscientemente cada músculo e cada parte do nosso corpo. Depois, nos imaginamos envolvidos por uma cor específica ou passeamos mentalmente por praias paradisíacas, belas montanhas, campos floridos, etc.
Meditação: meditar é sentar-se quieto e observar a si mesmo. Estamos sempre preocupados em conhecer tudo aquilo que está ao nosso redor mas nos empenhamos muito pouco em descobrir o que acontece dentro de nós: como lidamos com os factos da vida, como pensamos, como sentimos, quais nossas verdadeiras aspirações. A meditação nos oferece a possibilidade de nos conhecermos mais profundamente.
Desejo que este prazer continue e que possa ajudar os indecisos a compreender alguma teoria nesta leitura, que provoque alguma vontade de passar á prática e que seja tão simples e agradável como a necessidade de escrever este breve excerto foi ou como o yoga o está a ser para mim.
Com um abraço,
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Fácil de Entender
Fácil de Entender
The Gift
Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Talvez por não saber o que será melhor, aproximei.
"O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós".
Sei lá eu que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz...
Talvez por não saber falar de cor, aproximei...
Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, lhar para mim, escutar quem sou...
E se ao menos tudo fosse igual a ti.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, já não sei se sei o que é sentir.
Se por falar falei, pensei que se falasse era mais fácil de entender...
É o amor que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...
sábado, fevereiro 10, 2007
A Arte e a Vida
A Arte e a Vida
A arte baseia-se na vida, porém não como matéria mas como forma. Sendo a arte um produto directo do pensamento, é do pensamento que se serve como matéria; a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento tornado vida: um desejo realizado de si-mesmo. Como realizado tem que usar a forma da vida, que é essencialmente a realização; como realizado em si-mesmo tem que tirar de si a matéria em que realiza.
Fernando Pessoa, in “Ricardo Reis – Prosa”
domingo, janeiro 28, 2007
Os Nossos Eus
Os Nossos Eus
Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios – chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) – de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se lhe prometer um copo de vinho – e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo – e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.
Virginia Woolf, in "Orlando"
sábado, janeiro 27, 2007
Os Poetas e os Romancistas
Os Poetas e os Romancistas são os Mestres do Conhecimento da Alma
Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.
Sigmund Freud, in “As Palavras de Freud”
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Garota De Ipanema - Frank &Tom Jobim
Garota De Ipanema - Tom Jobim
Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
seu doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que eu já vi passar.
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe,
A beleza que não é só minha,
Que também passa sozinha.
Ah, se ela soubesse
Que, quando ela passa,
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor,
Por causa do amor, por causa do amor...
domingo, janeiro 14, 2007
Monges Budistas
Ano Novo, Vida diferente…
My Spirit Flies To You
Monges Budistas
Composição: Monges Budistas
(
See the light at me
Searching from many years...
My spirit flies to you
Now i guess it saw
I dance with the wind
I´m flowing to your dream
You can lose your fear
You can change your life.
sábado, janeiro 13, 2007
PREVENÇÃO
Numa época, que começa um novo ano e assim um novo ciclo, em que são criadas e definidas novas estratégias de segurança e prevenção, onde sempre passa por o ataque aos bolsos dos portugueses, deixo por aqui, um poemazinho meu já com alguns anitos…
PREVENÇÃO
Façamos juntos
A consciencialização
Que num todo,
O Povo merece
E individualmente
Cada ser carece.
Façamos a prevenção
Tão naturalmente
Como quem foge
Da repressão.
Iremos sempre a tempo
De reduzir, os acidentes
De ensinar, os adolescentes
Para fazermos da vida
A fonte do valor
Que nos faz, pensar
Que a inteligência e o amor
Reflecte-se, no próximo passo a dar.
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Happy New Year
FELIZ ANO NOVO
HAPPY NEW YEAR
2007
Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.
domingo, dezembro 31, 2006
Adeus (2006)

Adeus (2006)
Num pequeno balanço deste ano que acaba, direi que foi positivo, na vertente pessoal, profissional e no aspecto lúdico.
Nas palavras que destaco, como o meu momento do ano, direi com palavras foi construído, quando no verão foi lançado o meu primeiro livro (a sós) de poesia.
O livro foi o realizar de um sonho, um projecto antigo, que acrescentou um pedacinho de magia e de ensino em que a vida é uma aprendizagem constante e surpreendente, e que devemos sempre exigir mais de nós próprios porque seremos sempre capazes de fazer mais e melhor.
Poder partilhar, poder perder a timidez de mostrar, poder ser lido por pessoas que amam o que leiam, poder receber um gesto de cortesia é de uma grandeza indescritível.
Em suma, um ano para recordar e porque a poesia foi marcante quis render uma pequena homenagem, fazendo o meu último poema de 2006 para o deixar aqui nestes meus blogs.
http://poesiadepauloafonso.blogspot.com/
http://artigodeopiniao.blogspot.com/
Um agradecimento especial para todos que leram o livro e o desejo de um óptimo ano de 2007.
Adeus (2006)
(o último poema de 2006)
Nas entranhas das dunas
Escondo as lamúrias do vento
Segredos nas espumas
E no eco do movimento.
Que a emoção nunca doa
Que o prazer nunca acabe
E quem sabe…
Se o desejo não voa.
Poemas loucos
Textos de melancolias
Histórias contadas aos poucos
Nas pressas e as correrias…
Navego na solidão
Como um estranho
Nem sei de onde venho
Nem recebo o que me dão.
Maresia ou flor
Acordo ou tratado
Gesto de amor
Sentimento cultivado.
Medo do infinito
Medo do principio e do fim
É o medo que nos faz assim
Sobre o qual, medito
Estados da alma, tento perceber
Trevo da sorte
Preparo para receber
A elevação da morte!
Paulo Afonso – 31/12/2006 – 00h16m
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Rita Cooligde
Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.
Joe Dassin
Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.
sábado, dezembro 23, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Artigo de Opinião
O outro lado, que por vezes se intromete no espaço dos sentidos, com o objectivo de olhar para o aspecto intelectual de uma perspectiva diferenciada, de ângulos personalizados, para que resultado possa sofrer uma avaliação partilhada.
Um convite para uma visita.
sábado, dezembro 09, 2006
Flexisegurança
Flexisegurança
Numa primeira abordagem ao tema, poderemos concluir que apesar das actuais incertezas do avanço desta nova realidade, esta será a última nova aposta laboral deste governo (projecta-se para 2008), a mesma será sempre muito polémica, apanágio nas mudanças em Portugal.
Já existe em alguns países do norte da Europa, nomeadamente a Dinamarca e a Holanda, cujas realidades são diferentes da nossa.
Esta medida, se entrar em vigor, significará na prática uma maior liberdade para despedir, para flexibilizar os horários de trabalho, com maior incidência na redução de horas trabalhadas por trabalhador.
Obviamente, que existem alguns pontos de beneficio social, pois a mesma prevê uma formação contínua (já referenciado no novo código do trabalho e pouco saliente na prática), como também prevê que o trabalhador ao ficar desempregado fique com direito a um maior nível de segurança e protecção social. A um subsídio de desemprego mais generoso, por exemplo. No entanto este facto a ser real, representará um custo directo para o Estado na medida em que fará subir o valor do subsídio de desemprego concedido aos trabalhadores que aderirem ao novo esquema. A aplicação com sucesso da flexigurança implica que muitos trabalhadores venham a prescindir de direitos e regalias, sendo compensados com mais protecção social.
Depois, toda esta estratégia mexerá com a estrutura negocial das empresas privadas, com as finanças do estado e com consequência maior no aspecto social individual, reflectido em cada trabalhador e na sua colocação específica na comunidade. Poderá significar uma mudança muito maior do que inicialmente possa ser previsto, pois tocará na instabilidade emocional, por ser uma novidade e arrojada, poderá atingir a parte de aquisição de habitação própria porque os bancos deixarão de conceder crédito a quem não tiver um emprego estável, bem como outros aspectos de educação adquirida.
Quero acreditar nas capacidades de quem tiver a obrigação de avaliar a possibilidade de implantação deste projecto no nosso mercado de trabalho, como também na capacidade atenta dos parceiros sociais.
Até lá o documento terá de ser negociado em concertação social.
Estejam atentos, porque estarmos informados é um dever e uma vantagem.
Paulo Afonso
Lisboa, 9 de Dezembro de 2006
A RAZÃO DA ESCRITA

Porque escrevo?
Se desperdiço o talento
Se ninguém lê.
Porque escrevo?
Se não tenho qualquer alento
Que alguém me dê
Escrevo o que não devo.
Porque me importo?
Com o que acontece...
Então!
Faço o que devo
Desperdiço o vento
E aprecio o sol
Esqueço o talento
E escrevo,
Mesmo que ninguém leia
Solto a minha alegria
O meu prazer
Oriundo do meu intimo.
A ideia,
Talvez transformada em poesia
É o que me faz escrever.
Carta de Amor
Querida,
Acordei agora e encontrei-te ao meu lado, senti um mesclado de alívio e saudade. Alívio por ver-te serena e bem juntinha a mim, saudade por terem passado algumas horas sem trocar qualquer palavra contigo, sem ver o teu sorriso, sem sentir a tua expressão afectiva e amiga. A noite foi longa, houve momentos que troquei o meu sono pela oportunidade de olhar para ti, bela adormecida, momentos de magia em que pensei agradecer a ARTÊMIS por tu existires, agradecer a AFRODITE por seres tão bela e cheia de amor, a APOLO pela luz que se fez na minha vida ao cruzar os nossos destinos e a HÉSTIA pela harmonia que existe no nosso lar. O meu agradecimento foi direccionado a ZEUS.
Quando acordares, não saberás destes meus rituais nem tão pouco irei contar-te, não será de todo necessário, porque o importante é existir entre nós a química do sentimento e a telepatia da comunicação, como sinais de fumo ou as trocas de olhares, como as expressões faciais que tão bem conhecemos.
Querida, é tudo isto e muito mais, que ambiciono dizer-te diariamente e por inúmeras razões nunca chego a dizer-te. Hoje decidi escrever-te esta carta para não passar mais um dia, tento que por gestos ou atitudes diárias expressar-te tudo isto, espero que com sucesso.
Se deixares, resumir tudo isto, numa palavra, poderei dizer sempre…AMO-TE.
O teu amor – 15 de Outubro de 2006
P.S. Perdoa-me por nunca conseguir dar-te tudo o que mereces e metade do que me dás!
sexta-feira, dezembro 08, 2006
Father Forgets - W. Livingston Larned
Father Forgets
W. Livingston Larned
O Pai Esquece.
Ouve, meu filho:
Falo-te enquanto dormes, a mãozinha debaixo do rosto e uma madeixa loira, húmida, caindo sobre a testa. Entrei no teu quarto, só e as escondidas. Há poucos minutos, enquanto lia o jornal no meu gabinete, apossou-se de mim o remorso.
Reconhecendo-me culpado, vim para junto de ti.
Vou dizer-te, filho querido, o que estive a pensar: tenho sido muito exigente contigo. Repreendo-te quando te estás vestindo para ires para a escola; porque lavas a tua carinha passando-lhe apenas uma toalha húmida. Censuro-te porque os teus sapatinhos não estão limpos. Chamo a tua atenção com aspereza, quando atitas ao chão alguma coisa que te pertence.
Ao café, encontro mais falhas. Ralho porque desperdiças as coisas, comes apressadamente, pões os cotovelos na mesa e manteiga a mais no pão. Passo o tempo todo a ralhar contigo, meu filho. E, quando sais para brincar e eu vou tomar o comboio, levantas as mãozinhas com um aceno de amizade, e dizes: «Até logo, papá!», e eu, na ânsia de te repreender, franzo a testa e respondo: «Endireita os ombros!»
Quando regresso, à tarde, recomeço as minhas exigências. Enquanto venho pela estrada, procuro-te; vejo-te de joelhos, a brincar com os teus amiguinhos. Descubro buracos nas tuas meias; humilho-te perante os teus companheiros, mando-te seguir para casa à minha frente. «As meias são caras; se as tivesses de as pagar, serias mais cuidadoso!» Imagina, filho adorado, tudo isto dito de pai para filho!
Lembras-te de que mais tarde quando eu lia no meu gabinete, vieste timidamente, como uma espécie de mágoa a brilhar nos teus olhinhos? Quando, aborrecido com a interrupção, olhei para o jornal, hesitaste em entrar. «Que queres?», disse eu, intempestivamente.
Não disseste uma só palavra, mas correste para mim, deitaste os braços ao meu pescoço, beijaste-me e os teus bracinhos apertaram-me com o afecto que Deus colocou florescente no teu coração e que mesmo toda a negligência não pode destruir. E, então, foste aos pulos pela escada acima.
Pouco depois, meu filho, o jornal caiu-me das mãos e invadiu-me um receio doentio. Que vantagens me poderiam trazer a maneira como te estava tratando? Descobrir as tuas falhas, repreender-te por coisas sem importância, era a recompensa que te dava, por seres criança. Não porque não te amasse; mas porque queria exigir demasiado da tua infância. Tratava-te como se tivesses a minha idade.
E no teu carácter há tanto de bom, de fino, de verdadeiro! O teu coração é tão grande como a própria aurora, quando desponta sobre as montanhas. Não podias dar-me melhor demonstração de tudo isto, do que, depois de tudo e apesar de tudo, correr para mim a beijar-me, carinhosamente, dando-me as boas noites. Meu filho, hoje nada mais me importa! Vim para junto de ti, e, na escuridão, ajoelhei-me envergonhado!
É uma fraca reparação, mas sei que não entenderias estas coisas, se eu as dissesse quando estas acordado. Mas, filho adorado, vou ser um verdadeiro pai. Serei um companheiro teu, sofrerei quando sofreres, rirei quando rires, não direi mais palavras de impaciência. Repetirei a mim próprio, como se fosse um ritual: «O meu filhinho nada mais é do que uma criança pequena!»
Receio ter-te encarado como se fosses um homem. E, contudo, quando te vejo agora, filho querido, deitado e despreocupado na tua cama, vejo que ainda és uma criança. Ontem, ainda estavas nos braços da tua mãe, a cabecinha recostada no seu ombro…
Eu estava a exigir demasiado de ti. Demasiado…
domingo, dezembro 03, 2006
A árvore!
Essa essência da vida, ou de uma época que salva o nosso consciente…porque durante todo o ano, ano após ano, ignoramos as pessoas no dia a dia, sejam elas família, amigos ou conhecidos, porque temos a nossa estrutura de vida montada e dela não abdicamos nem para fazer um telefonema ou enviar uma curta mensagem.
Passam alguns aniversários, de adultos ou de crianças, nada acontece …tudo se restringe pelo núcleo de trabalho e nem esse escapa… com a desculpa que passamos muitas horas em conjunto, julgamos que os outros “nossos colegas” são obrigados a suportar as nossa crises existenciais e a mais crédulas birrinhas…
No ano, só no período de férias as coisas abrandam, para logo voltarem ao seu normal.
Até que chega aquele mês, em que podemos recuperar tudo e em que podemos apagar o ano que passou, para isso basta que façamos uns telefonemas de boas festas, umas mensagens que incluem um prospero ano novo e essencial, que possamos ir as comprar para “rechear” aquela especial arvore de Natal lá de casa… e como o nosso ego é grande, como a nossa consciência não é pequena, uma vez por ano pelo menos, queremos rechear algumas arvores de outras casas…
Abençoada árvore, em que depositamos a nossa contribuição, para sermos salvos do ano desastroso que finda, afinal as relações humanas são acometidas as comerciais ou somos todos hipócritas?
Quando bastava, um sorriso e um mínimo interesse diário pelo nosso semelhante!
domingo, novembro 26, 2006
POESIA
Poesia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A poesia é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos. O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético.
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, não verbal).
A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, através de uma atitude criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual (a prosa), ao usar determinados recursos formais. Em termos gerais, a poesia é predominantemente oral - mesmo quando aparece escrita, a oralidade aparece sempre como referência quase obrigatória, aproximando muitas vezes esta arte da música.
Géneros poéticos
Os géneros de poesia permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, grandiloquente, aborda temas como a guerra ou outras situações extremas. Dentro do género épico, destaca-se a epopeia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão um sentimento, como por exemplo o amor. Vários poemas falam de amor. O poema é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma.
Definição sucinta de poesia: é a arte de exprimir sentimentos por meio da palavra ritmada.
Licença poética
A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").
A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique em romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade da fala.
quinta-feira, novembro 23, 2006
Salvem o Mundo
terça-feira, novembro 21, 2006
TESTEMUNHO

TESTEMUNHO
As vezes procuro encontrar
As mesmas sensações
Os mesmos momentos
Que em criança trazia no olhar
Encontrei ventos
Que espalham desilusões.
É a diferença da idade
Sem poder recuar
É toda a realidade
Que me faz lutar (brincar).
Hoje, o meu brinquedo
É todo o medo
De poder acabar.
Vejo o tempo, fugir
Das minhas mãos
Sem me iludir.
Continuo a caminhar
Pelo sonho que construí
Deixo, as palavras do que aprendi.
domingo, novembro 19, 2006
Segurança Social - Areeiro - Lisboa
Agradeço-vos.
Apesar da minha breve passagem por esses serviços ter ocorrido já há algum tempo, recordo-a como uma mais valia profissional na minha carreira.
Desse período em que apreendi bastante, guardo na memória poucas coisas em contraste com o muito que guardo no meu coração, as pessoas.
Numa postura séria e profissional, que nunca abdico, passe por onde passar, foi com humildade, prazer e com responsabilidade que abracei o projecto em que me vi envolvido, que ainda hoje desejo que tenha conseguido dar-vos quase tanto quanto recebi de vós.
Hoje posso confessar-vos que descobri coisas brilhantes e simples como por exemplo o prazer de aprender com pessoas que ao ensinar também ofereciam o carinho e a amizade, que desconhecia existir desta forma, sem medos de perder e sem ilusões de ganhar, o que quer que fosse. Esses bocados guardo-os em ambos lados, na memória e no coração.
A todas essas pessoas, a quem eu nunca vou conseguir retribuir, prometo nunca esquecer os seus lindos rostos associados as suas posturas, para elas, são direccionadas estas palavras de agradecimento.
Dedico-vos que estas palavras simples, mas cheias de emoção e sinceridade, que pecam por tardias, mas, que servem para fazer uma pequena homenagem, com uma enorme justiça.
Confesso que ainda hoje vos recordo com saudade e simpatia.
A vida é mesmo assim, separa-nos das pessoas, dos projectos e dos lugares.
Estou lutando para que vida corra bem, luto também para que a mesma vida não consiga apagar as imagens e os bons momentos da minha memória e do meu coração, que com a minha passagem por aí consegui ganhar e por isso faço questão de assumir aqui o meu compromisso, que as pessoas, essas pessoas da Segurança Social do Areeiro, não deixarei nunca de recordar com carinho e amizade. Assumo esse compromisso para a eternidade.
Finalizo com intensidade e amor porque a saudade pesa, porque tudo tem que terminar e as minhas últimas palavras humildes e genuínas são:
Celebro e agradeço por terem contribuído para o meu crescimento moral e prático.
Muito obrigado a todos.
sexta-feira, novembro 17, 2006
Até Já!

Até já!
Não aceito, que partiste…
Os teus olhos mentiram-me
Com a verdade, enganaram-me
Mostraram o que sentiste.
Nunca fugiste!
Os dias, esses fugiram-me
As flores minimizaram-me
Da dor de quem desiste.
Cada lágrima, contida
Escondeu o desejo da vida
Tu! Nunca estarás ausente.
Hoje, a vida deu-me mais uma emoção
Triste é a verdade da razão
Pobre do homem que sente.
Paulo Afonso – Sintra, 17 de Novembro de 2006
domingo, novembro 12, 2006
Meditação

Foi há alguns dias atrás que nasci…e ainda á poucos dias era assim (como na foto) e depois sem dar por isso, cresci. Arranjei a minha primeira namorada e pensei para mim, já sou um homem, sem pensar muito no presente fui esquecendo o passado. Sem pensar muito no futuro foi passando o presente… e sem dar por isso, o tempo, sem parar, foi passando, cada minuto e cada dia em cada ano a correr, fugindo entre os dedos, sem nunca o conseguir agarrar.
Hoje, olho para trás e vejo tão pouco e sinto uma ausência de plenitude, porque nunca empreguei todo o meu esforço e dedicação a cada momento que passei, nunca respeitei o que acontecia, com o respeito que merece cada momento, objecto ou sentimento que poderá não se repetir nunca mais…
Nunca acreditei, num nunca, nunca pensei que o tempo fosse tão eficaz e que não tivesse qualquer contemplação… olhei para os velhotes e nessa imagem via uma distância quase que inalcançável, hoje essa imagem é substituída pelas imagem das crianças que brincam e é hoje que tenho a certeza dessa distância e é hoje que sei em consciência que é inalcançável… porque é tarde demais!
Que o presente traga essa consciência e que no futuro possa agir em pleno, para quando um dia fizer uma introspecção, possa sentir-me bem comigo próprio em relação a minha ultima fase, á fase da consciência. Que qualquer relação seja sinónimo de sorriso!
Que a idade não trave o desejo e o desejo não tenha idade.
Que respeito seja mútuo, entre mim e os que me rodearam…
sábado, novembro 11, 2006
O Massacre das Focas

Andam assassinar as focas…
No Canadá e na Noruega há uma nova forma de fazer turismo: MATAR FOCAS!
Isto é um desporto! Não sei o que dizer…porquê?
Por favor, ajuda-me a fazer algo para que esta maldição pare! São animais inofensivos e em extinção, que não conseguem defender-se…
O massacre é diário… que tipo de desporto é este? Que tipo de turismo?
Que género de pessoas são estas?
Porque matam…Focas inofensivas…
É preciso fazer qualquer coisa urgentemente…
