terça-feira, agosto 07, 2007

Acorda e Levanta-te

Preciso da noite,
Para amar
Para sonhar
Preciso do amanhecer,
Para acabar o sonho.

Acorda e levanta-te
A realidade espera-te
Preciso de ti, agora
Preciso do que tens para dar
Aguardo-te.

Acorda,
Dessa teia de mentiras
Despede-te
Desse mundo oposto ao teu
Tu, não queres magoar-te
Tu, não és o céu
Acorda e levanta-te.

Ergue-te,
És grande e forte
Segue-te
Que nunca perdeste o norte
Ama-te.

Eu preciso de ti
Liberta dessa teia
Eu quero-te livre de sombras
Aquela que conheci
Espero na ideia
Voltarás a gritar.
Venci…

E quando chegares,
Acordada
Sete mares
Vais mover levantada.

segunda-feira, agosto 06, 2007

UM LIVRO DE SIGNOS



Se pudesse…
Jamais devolveria este teu livro
Compraria todos, os editados
Buscaria nas casas dispersas.
Se pudesse…
Escondia-me…
Escondendo comigo, todos os livros
Que de uma forma ousada
E de vestes simples
Desmascaram-me
Na tranquilidade das suas frases.
Mas,
Afinal nunca confessei o meu signo
Nunca o divulguei
Nunca o gritei…
Sou um Carneiro destemido
Ou um Leão convertido
Talvez um estonteante Escorpião
Ou um sóbrio Sagitário?
Nem sei,
Se não serei um Aquário
Porque não um Caranguejo
Um Balança ou um Touro
Talvez…Gémeos
Virgem ou Capricórnio?
Mas,
Se alguém ousar saber
Mando dizer
Um pouco de todos
Para o construir
Então saberás
Como me faço escrever.

domingo, agosto 05, 2007

BEE GEES - I started a joke



I started a joke
Which started the whole world crying
But I didn't see
That the joke was on me

I started to cry
Which started the whole world laughing
Oh had I only seen
That the joke was on me

I looked at the sky
Rolling my hands over my eyes
And I fell out of bed
Cursing my head from things that I said

'Till I finally died
Which started the whole world living
Oh had I only seen that the joke was on me

I looked at the sky
Rolling my hands
Over my eyes
And I fell out of bed
Cursing my head from things that I said

'Till I finally died
Which started the whole world living
Oh had I only seen that the joke was on me
Oh no! that the joke was on me
Oh...

Sorriso da Vida



Um sorriso, espontâneo
É tudo que tenho para dar
Acto, simultâneo
Espero encontrar

Alegria, de ser feliz
Num caminho cruzado
O segredo, a raiz
É ser de todo amado

Acompanha-me a naturalidade
Com que na vida estou
Propenso a solidariedade
No sorriso que dou

Nunca pensei em receber
Nem depois de dar
Importante é perceber
O próximo, que vou encontrar.

sábado, agosto 04, 2007

Relaxa-me…





Barcos abandonados
Sem um cais para ancorar
Numa praia deserta

Relaxa-me…

Mar sereno
Num mundo que parece pequeno
De azul vestido
Que parece perdido

Relaxa-me…

Nuvens que olham discretamente
A muralha que têm ciúme
Os peixes que andam em cardume
E um segredo que não mente

Relaxa-me…

Um momento…achado
Uma vida desembrulhada
Um espanto na encruzilhada
Uma praia… com um nome; Quebrado

Relaxa-me…

E a vida passa por mim
Num acordo fugaz
Ter um hino, uma bandeira e a paz
É tudo… o que me deixa assim.

E a vida sorri
Relaxa-me…
Deixa-me para ti!

sexta-feira, agosto 03, 2007

Astral Negro

Tuas vestes,
Podem ter todas as cores
Podem ser de todas as formas
Usarão a transparência.
Teu sorriso,
Constante ou talvez não
Melancólico
Agressivo e dormente
Ébrio,
Tentará esconder a transparência.
Teu cabelo,
Cor de uva
Forma de orvalho
Solta lavas de amargura
Tão transparentes.
Corpo grisalho
Com fortes mutações
Esconde e mostra.
Segura, és serpente
Podes voltar,
Podes sorrir, sempre
Mas,
Não podes ocultar
A verdade da tua mente.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Mika - Relax, Take It Easy

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

O PAPEL PRINCIPAL É TEU!

Ávido de vida
Carente de emoção
Sonhei com a recordação
Pensei na despedida
Tão fraco de tanto lutar
Vi extintos os meus horizontes
As lágrimas preencheram o meu olhar
Vindas de inacabadas fontes
A espera enfraqueceu
Na busca da realidade
Tudo e nada, aconteceu
Na procura da minha felicidade.

Mas o sol havia de brilhar
E o imenso espaço de solidão
Iria acabar
Viver teria sentido e razão.
Então encontrei!
A amiga e companheira
Que tanto procurei
Para uma vida inteira.

Tudo é diferente...
Porque renasci
E o meu coração já sente
Que evolui
Voltei a sonhar
Quero ser sempre o teu eleito
Voltei a acreditar
Que o mundo pode ser perfeito.
Tu és...
A alma que me assiste
O mar e o céu
És a força que resiste

O papel principal é teu!

Sou o sonhador
Que acredita
No amor
E na vida.

Sou a criança emocionada
O adulto forte
Sou a pessoa abençoada
Que acredita na sorte.

Não sei se mereço
A paz que Deus me deu
Agradeço
Mas, o papel principal é teu!

quarta-feira, agosto 01, 2007

Pomba Branca


Acordei,
Com um chilrear melódico
Entoado como uma voz
A voz, da pacificação
Do ensinamento apoiado.
Acordei,
Nem sei bem à quanto tempo
Com aquele chilrear
Vindo com o vento
Ameno.
Ave, escondida nesse imenso céu
Guiando o meu destino
Mostrando-me o melhor caminho
Suavemente...
Quero ser teu.
Sereno,
Aprendo a sentir a paz de espírito
A conquistar o amor
Numa magia, inexplicável.
Deixas-me confundido
Se sonho acordado
Ou se testo a capacidade
De imaginar...
De desejar...
Talvez, não sejas ave
E sejas Pessoa
Talvez, nem seja um chilrear
Mas, palavras melódicas
De embalar
E eu já serei teu.
Se fosses ave
Serias um Pomba Branca
Mas hoje,
Como posso justificar
Toda a minha alegria
Como posso explicar
Todo o meu desejo
Como posso alimentar
Todo o meu amor
Existe uma fórmula simples
Que explica os meus sentimentos…
Um dia acordei,
Vi-te vestida de pomba branca
A entrar pela janela da minha vida
E a noção fez-me compreender
Que não devo iludir o coração
Descobrindo a mulher
E a razão!
Abençoado
Agarro o meu destino
Agradeço à felicidade
Em ver-te
Ao meu lado.

terça-feira, julho 31, 2007

ABSTRACTO

Não me perguntem

Untem-me

Com mentiras

Não sou a razão

Perdão

Existo as escondidas.

Sou um estranho poderoso

Mentiroso

Marginal dos fatais

Envolvo-me com a ilusão

Adesão

Correspondente aos insensíveis

Desprezados por todos

Loucos

Aqueles que me olham

Com olhos misericordiosos

Odiosos

Esses mesmos

Não esperem por mim

Eu não vos pertenço

Tenso

Fico aonde estou.

segunda-feira, julho 30, 2007

O Mundo dos Sons


Procuro acordar…

Do sonho por acontecer
Do desejo por realizar
Da viagem… que um dia há-de fugir

E oiço vozes…

Procuro…

Um dia por viver
Um deserto ou um mar
Um sorriso que me faça sorrir

E oiço vozes….

Procuro imaginar…

Como tu podes ser
Como o meu caminho pode se cruzar
com o pouco do meu nada

E oiço vozes….

Sinto… que te aproximas do meu corpo
Oiço… as palavras de sedução
que se envolvem em teu redor
Cheiro… o aroma do feitiço

Procuro-me… perdido!

Ando pela rua… meio torto
Á procura da solução
Fugindo ao medo e á dor

Cheiro… o suor dos transeuntes
Oiço… os gemidos dos lamentos
Sinto… a piedade do amigo
que casualmente encontro na rua

Procuro…
E oiço vozes….

Que o meu rosto não consegue ver…

domingo, julho 29, 2007

Mudaste! ?...

Sou hoje o que não fui no passado e o que nunca serei no futuro, porque sou o momento.
E o momento nunca se repete…

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Alimento!

As pessoas comem em demasia porque sentem falta do alimento emocional, assim compensam essa importante parte e com o excesso escondem essa subtil carência.
Depois existem os outros (como eu) que comem apenas por puro prazer!

sábado, julho 28, 2007

A Morte Veio Buscar-me…

Na escuridão da noite vieste-me visitar… para me levares!
Morte vestida de fantasma, vestida de um negrume surpresa que tocou no meu rosto e acordou o meu sonho de paz… sem tão-pouco te importares, sem tão-pouco saberes que iria tentar fugir-te!
Vesti a minha fuga de um verde pálido recheado de aroma de esperança e escondi-me apressadamente num beco da solidão do momento, trazendo apenas o amor representado na pessoa e na vida… era tudo o que tinha e mais o pânico de partir assim sem me despedir!
Não sei se consegui iludir-te ou se tiveste pena de mim, porque ainda não foi nesta longa noite que me levaste… não sei se passaste por mim só para me assustares deixando um expressivo aviso, que relembra a verdade imutável em que um dia vai ter que acontecer, que vou ter que ir contigo…
Pouco sei de ti… mas já percebi que vestes mil caras e andas por aí!

Um dia, alguém dirá que a morte veio buscar-me… porque morri e alguns vão chorar, outros vão recordar os momentos que aconteceram e eu estarei algures ou em lugar nenhum a sorrir de saudade porque deixei tudo por aqui e porque deixei quase tudo de mim em cada dia que vivi!

sexta-feira, julho 27, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso



Na adversidade encontro a força para sorrir aos que me perseguem e tentam derrubar-me…

quinta-feira, julho 26, 2007

Outro Caminho...



No teu silêncio
entro e rasgo-o...
procuro-te vida,
procuro-te nome,
para salvar-te.
Trago-te nozes
e vinho...
para comemorar contigo
a ausência da tristeza
e ajudar-te a percorrer
outro caminho...


(Colecção: Quase uma segunda parte... IV)

Este poema foi feito (23/07/07) após leitura do poema de Vera Silva "Resta-me o silêncio"

Publicado em: http://www.luso-poemas.net/

quarta-feira, julho 25, 2007

Gentes!








Gentes!


O sol…
Que brilha em cada mente!

O desejo…
Que se apodera da gente!

O
A
Que nasce em cada ventre…

terça-feira, julho 24, 2007

Corpo...

O meu corpo sofre, tem angustias de solidão e quimeras de ausência… o meu corpo chama por o amor e pede para sorrir.
É apenas mais um corpo que busca o que precisa, que anda perdido, que é uma fonte de essência sem o ser…
O meu corpo chora, não de tristeza nem tão pouco de amargura, chora de loucura por não conseguir fugir aos reflexos do tempo e as mazelas da sociedade.
O meu corpo é a imagem de tantos corpos, é a prisão do meu poder e da minha ilusão!
Quando o meu corpo morrer, queimem a minha alma se a encontrarem…

segunda-feira, julho 23, 2007

Ontem Esperei Por Ti!

Ontem quando se fez noite eu esperei por ti! Tinha a esperança que irias procurar-me, que loucura…
Creio que fui invadida pelo desejo de fazer amor contigo, porque foi isso que o meu corpo desejou. Com o silêncio da noite o meu corpo sentiu solidão e os meus pensamentos vaguearam, dei por mim no meio da cama a desejar-te… toquei nos meus seios para sentir-me mais mulher, toquei nos meus lábios para fingir a tua presença (preenchida com a tua ausência como sempre) e senti-me desejada. Um sentimento crescente talvez sem sentido, que fez perder o controle da situação e confundir-me entre a realidade e o sonho, entre a vida e ficção… entre tudo e o nada, mas, que agora não importa.
Ontem á noite fiz amor contigo e foi tão bom é essa a recordação que guardo…
Não sei quando voltas ou se alguma vez voltas ao meu quarto, no entanto tenho a garantia que quando o meu corpo te chamar, tu estarás lá para mim, para me brindares…
Guardo-te e exponho-te quando o meu corpo pedir….

domingo, julho 22, 2007

Noite Perpétua!





Um olhar!
Um misterioso olhar vazio em busca de aventura desenhava um quadro de sedução, a tua voz trémula de emoção intimidava-se de inocência e sussurrava-me palavras de solidão.
Dois corpos, sós, interagiam numa ligação ancestral provocando fissuras de desejo e ampliando sondas de liberdade. Tamanha proximidade oferecia-nos laivos de prazer mútuo acrescidos de um aroma fugidio de for de laranjeira que recebia de ti, da tua pele macia salpicada de arrepios clamorosos…
Éramos dois cúmplices cheios de desejo, perdidos na imensidão de areia daquela praia deserta.
A lua iluminava-nos e uma voz de maresia cantava só para nós. Era a música do amor… Era a nossa música! Trocávamos argumentos gestuais e dançávamos num ritmo lento e suave sem fim… era a nossa noite perpétua!



Peniche, 12 de Julho de 2007

sábado, julho 21, 2007

Luso-poemas





Luso – Poemas


Se eu…
Fosse um barco
Tu! Serias o meu porto de abrigo
Se eu…
Fosse um carro
Tu! Serias a minha estrada
Se eu…
Fosse um espelho
Tu! Serias a minha cara reflectida.

O meu espaço lúdico
O meu coração público.

Se eu…
Fosse alegria
Tu! Serias o meu sorriso
Se eu…
Fosse poesia
Tu! Serias o meu paraíso.

Espaço único!

Se eu…
Fosse poeta
Tu! Serias o meu universo
A minha casa aberta.

Se eu…
Fosse uma panóplia de temas
A vida seria assim:
O meu nome seria Luso – poemas
E o teu melhor poema…
Estaria sempre dentro de mim!

sexta-feira, julho 20, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Escrever é fazer história... os escritores desconhecidos escrevem a sua história, enquanto os conhecidos escrevem uma página da história da literatura, ambos divulgam a sua própria história de vida!

quarta-feira, julho 18, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Serei sempre alegre e feliz, enquanto existir fundamento para acreditar na palavra AMIZADE.

terça-feira, julho 17, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Escrever é uma necessidade que dá imenso prazer, não é tanto como o sexo mas muito mais como fazer amor...

quinta-feira, julho 12, 2007

As Palavras




Amo cada palavra que exponho e ali me despeço dela com sentimento, como se não tivesse retorno... como se não voltasse a estar com essa palavra, numa despedida emocionada!

Paulo Afonso

O Grito (da Noite)!



Neste cantinho (http://www.luso-poemas.net/) do mundo e dos Poetas, li o poema “Noite” e quis responder com uma segunda parte com “O Grito” e eis que a poesia não parou, porque apareceu uma terceira parte e a seguir uma quarta parte:
Coloco aqui, porque quero homenagear os meus Amigos Poetas e a poesia em geral, que é pouco lida pela sociedade actual…


(A 1.ª parte… por jojo no http://www.luso-poemas.net/)

Noite

Sinto a alma tão pesada
Nesta noite só penso em ti
Sei que nunca pensas em mim
Neste grito afogado
Neste murmúrio
Eu penso como o meu sonho era bonito
O monstro da realidade não perdoa
Os sonhos têm de morrer
Mas algures entre a realidade e o nada
Tu fostes meu, como eu sempre fui tua
Algures neste sonho mágico
Tu acaricias a minha face e as minhas lágrimas não são de tristeza
São de toda a felicidade que fazes sonhar em mim
Um sonho que eu peço, mas ainda não encontrei o seu fim.

Perdoa-me por ainda te chamar
No silêncio da noite...


O Grito - por Paulo Afonso

(Este poema foi feito (em10/07/07) após leitura do poema de jojo, “Noite”.)


A alma fugiu
Pela noite adentro…
Foi ver-te ao paraíso
Consolar esse murmúrio molhado
Partilhar o mesmo sonho…
A noite sorriu
O rio correu
A ponte dançou
E as estrelas cantaram!
Entre carícias perdidas…
E a felicidade adiada,
O sonho ruiu!

O teu grito,
Dissolve na escuridão…



(Colecção: Quase uma segunda parte... III)


Publicado em: http://www.luso-poemas.net/


(A 3.ª parte… por JOSETORRES no http://www.luso-poemas.net/)

RE: O Grito


Ouvi o teu grito
vim à procura da noite
que era tua e da jojo
e que ninguém dissolve

Na ponte dancei aflito
e ouvi os lobos no fôjo,
quase me perdi também
e isso ninguém resolve…

de mãos dadas no poema
fizeram a noite clara
o Paulo deu a cara
a jojo deu dada o tema

Entrei eu aqui bocage
para vos dizer:
Não entrar neste duo
seria "domage"...


(A 4.ª parte… por CLEO no http://www.luso-poemas.net/)

RE: O Grito


A alma do poeta
Encantou-se pela escrita
A dela...
E recrutou o bico da sua caneta
Que obrigou a correr desalmadamente
No papel...
Dançando os três a noite toda
O poeta
A caneta
E o papel
Abrindo a porta ao sonho
Que se encantou pelo poeta
E na dança também entrou
Fazendo do encanto...
O sonho do poeta!



Aos meus Amigos da Poesia agradeço a amizade, a contribuição e os vossos comentários, aqui e no nosso espaço comum, que é a Luso-poemas.

Obrigado por existirem!

Beijos e Abraços

quarta-feira, julho 11, 2007

Viagem a Dois...

















Viagem (de Sonho)



A noite começa sem ti…
É pintada de preto – tristeza
Trás máculas de sofrimento
E augúrios de leveza

Espero! Vou contigo
Num sonho antigo
Vou nesta viagem
Feita de maresia e coragem
Viagem de sonho
Enredo que proponho.

Noite de lua cheia
De luz e serenidade
Hoje vens de boleia
Para esta cidade.
Noite mistério
Vestida de verde
Num gesto sério
Embarca no meu bote.
Viagem pintada
Romântica surpresa
Magia ou sorte
É para a minha alteza
És o meu corpo…
O meu momento
És a minha razão
O meu coração…


E no escuro da noite, como dois cúmplices em segredo demos as mãos e corremos, corremos em direcção à felicidade como aventureiros do destino, a lua nossa madrinha, guardará o segredo da nossa viagem de sonho até ao nosso regresso. Se algum dia voltarmos…

terça-feira, julho 10, 2007

Introspecção Poética





É tempo de acabar,
só assim se pode recomeçar,
um ciclo,
um futuro.
É tempo de dar... tempo de deixar os sobressaltos
de momentos enrugados e plácidos...
Hoje acreditei no que sei,
senti a força interior que transmite esplendor,
é a paz que se aproxima, não sei se acabou...
não sei se começou... nada sei, a não ser que estou feliz.
(Sinto que mais felicidade se aproxima).
Acredito,
medito na acção reflexa
que o meu peito exorta
na mudança do horizonte
que os olhos não aconchegam
mas, que o espirito bebe.

segunda-feira, julho 09, 2007

Prenda!

Podes ser o que quiseres
Se quiseres…
Podes acreditar
Se quiseres… acreditar!
Se quiseres… acreditar!


Vinte anos depois
O mundo saberá quem sois
E o teu ego de flor
Não terá dor

Serás sempre uma musa!

Olhos expressivos
Voz de poetisa
Sentimentos vivos
E a alma perfeita.
E a alma perfeita.


Mulher!
Dá tudo o que poderes
Maravilhoso Ser
Hoje! És a eleita!

09/07/2007

sexta-feira, julho 06, 2007

Olhar Poético!



Olho para o mar…
Num olhar longínquo
Em que sinto a força
Do imaginar
Do querer…
Olho para o sol…
Num olhar tentador
Que me faz gritar
Num silêncio sublime…
Olho para as árvores…
Num cúmplice olhar
E sinto a serenidade
Sinto que me olham
Num espaço azul.

Olho para as andorinhas
Num olhar terno
E sinto alegria

Olho para ti, Mulher
Num olhar aberto
E sinto amor…

Porque sinto a vida
Em cada olhar!

quinta-feira, julho 05, 2007

Impulsos…




Impulsos…


Sim! Eu sei…
Como é esse pranto…

Conheço os que já amaram
Aqueles que tudo arriscaram…

Sei onde essa mágoa mora
E o teu lamento…

Chora!

Diz que amas
As labaredas que te devoram…




(Colecção: Quase uma segunda parte... II)

Este poema foi feito (04/07/07) após leitura do poema de Cleo "as labaredas que me devoram"

Publicado em: http://www.luso-poemas.net/

quarta-feira, julho 04, 2007

Vinte e Cinco Minutos de Fantasia




O LIVRO... O MEU QUERIDO LIVRO!



Escrever Poesia

É construir mensagens

É dar liberdade

À alma

É iludir…

É sofrer…

É criar

Mostrar ao mundo

A ausência dos limites

É ficar à espera

De ser lido

É “quase” nunca

Ser compreendido.

Este meu jeito
De dizer,

De Ser
Em que abro o meu peito.

Tanta coisa que tenho feito
Neste sublime sofrer
Ébrio poder…
Que nem sei se é defeito.



Paulo Afonso

terça-feira, julho 03, 2007

Quase uma segunda Parte…

Quase uma segunda Parte…


Quem Morreu?


O Amor nunca morre…
Passeia-se de cara escondida
Parece que foge, porque corre
Mas, está em cada vida!

Então…
Quem morreu?
Se não foste tu nem eu,
E o Amor está salvo e são…

Ninguém…
Ou talvez alguém,
Morreu a dor
Do meu Amor!

E meu caminho ocorre
Numa estrada indefinida
Em busca do meu coração
Em busca de um sentimento meu…
E a vida de alguém
Acontece também…

Afinal, ninguém morreu!




Este poema foi feito (01/07/07) após leitura do poema de MariaSousa, Quem Morreu?
Gostei tanto de lê-lo que não resisti, numa tentação ou num impulso, foi como se(ousadia minha) fosse preciso fazer uma segunda parte!





publicado em:

http://www.luso-poemas.net/

sábado, junho 30, 2007

DEVOLUÇÃO




Devolve-me o mar
O azul salgado
A espuma, o rosto molhado
Do silêncio ausente.
Devolve-me o sentido
Algures perdido
Vagabundo do teu imaginário
Um presente
Que julgavas teu
“Filho” da tua mente.

Devolve-me a água
Devolve-me o horizonte
Devolve-me a ideia.
Brinca na areia
De rosto transparente
Recebo carente
Tudo o que devolves.
Tenho a noção, tenho o mar
Tenho a expressão desse olhar
Do grito onde me envolves!

segunda-feira, junho 25, 2007

Existência



Uma flor
Uma noite de calor
Uma lua presente
Que vê o que um homem sente…

Uma mulher
Um sorriso de prazer
Um cúmplice olhar
E um momento para dar…

A vida não tem limites!

O pensamento que conduz
O peito que imite um som
O gesto que seduz
Não é o que parece...

Murmúrios de palha
Rimas de odor
A fonte que espalha
E a vida acontece…

25/06/07 – Paulo Afonso

sábado, junho 23, 2007

Nota de Rodapé

Quem me conhece, sabe que escrever é para mim um prazer, pois é um momento de inspiração e de criação sublime em que o desafio interior é mais forte e emocionante do que possa transparecer nas linhas que deixo preenchidas.

Quem conhece o que escrevo, sabe que gosto de escrever quando a noite acalma, gosto da companhia de uma música de qualidade e de harmonia (neste momento em que escrevo oiço os Monges Budistas), pois escrever é esta a forma que há muitos anos encontrei para relaxar e “carregar baterias”.

Quem quiser ler o que escrevo, poderá perceber com facilidade que é uma escrita acessível e sucinta, que aborda os temas escolhidos sem qualquer critério específico, de uma forma suave, em que deixa espaço ou um convite para o desenvolvimento, porque o objectivo é apenas abordar um tema e em simultâneo deixar uma pequena marca pessoal, vulgarmente conhecida como opinião.

Quem, já leu ou que comece neste instante a ler pela primeira vez o que escrevo, saiba que não é dado qualquer conceito político, religioso ou científico e é apenas uma opinião pessoal derivada pela forma de ver o tema em questão. Não quero influenciar, prejudicar ou beneficiar e é somente na qualidade de cidadão livre que o faço.

Quem não concordar ou não gostar, saiba que merece todo o meu respeito, porque a sociedade é feita de diferenças.

Quero agradecer-vos por existirem e perderem o vosso precioso tempo a lerem estas simples linhas.

Obrigado

ESTRANHA FORMA...

21 de Março comemora-se o dia mundial da Poesia, para que fique esse registo personalizado, deixo a minha marca…num poema sobre a Poesia ou como alguns olhos a vêem…



ESTRANHA FORMA...

Procuro nas letras, coloridas
A amplitude do desejo
Estranha forma que protejo
Em forma de razão.
Defendo, o meu sentido
Até me sentir perdido
Estranha forma, estranha...
Que foge da ilusão
Procurando outra qualquer forma
Nesta estranha, estranha sensação.

As cores, entristecem
E os desejos fogem
Quando a luz se apaga.
Se a vida é a minha mágoa
Estranha forma, de viver
De sorriso estampado ao amanhecer
É um fogo posto.
As alegrias distantes e perdidas
Procuram quase esquecidas
Sem encontrarem o meu rosto.

sexta-feira, junho 22, 2007

Eu me denuncio!

Escrever é difícil! Escrever sobre nós consegue ser ainda mais difícil e problemático.

Deixamos alguma imparcialidade esquecida, voamos sobre a imaginação, misturando realidades com desejos, trocamos fantasias e sem noção vamos mais além. Vou tentar escrever sobre mim, pela primeira vez, sem promessas de que conseguirei fugir do que descrevi…

Escrevo, porque a minha mente pede. Respeito. Porque o respeito é um estado de alma temporário. Confesso que por egoísmo consigo respeitar os desejos de uma mente sedenta, como sedenta está a alma, que de lucidez tem a noção do meu próprio egoísmo.

Sou um egoísta assumido e pronto! Em cada acto, desperto a educação ou a falta dela…porque tudo se resume ao elo que nos liga a nós!

Quem sou eu? Se não mais que um espelho do desejo encoberto que assim esconde a oportunidade de mostrar o verdadeiro Eu!

Porque sê-lo? Descortês, pertence ao elo da paixão e do egoísmo, da discórdia e da timidez de sê-lo. Porquê sê-lo?

Não contemplo os meus bens, nem os desejo porque os tenho. No entanto considero os bens alheios e os desejos sem os precisar, por pura malícia como se um jogo fosse!

A frontalidade poderia ser um bem em meu poder e no entanto nem isso sei usar, para que me serve algo se não sei usar?

Sou uma panóplia de defeitos! Sou um segredo, por tudo o que mencionei e nunca quis que fosse revelado.

Sou um composto sem significado, com um prazo de validade ocultado, que ignoro. Não consigo saber, nem quero.

Sou alegre, não por sorrir, mas por poder jogar e sou triste, não por chorar mas por jogar e perder. Tenho esse capricho na vida, trato-a com simplicidade como com simplicidade escrevo de mim!

É tudo tão simples, que até tu podes desconfiar de mim…

Paulo Afonso

18 de Dezembro de 2006

quarta-feira, junho 20, 2007

Noctâmbulo

Acordei
De uma noite de luar
De uma noite sem lei
Sem receios de amar.
De nada sei
Do ventre do sonho
Nada direi
Nada…suponho


Olhos de luz
Sabor que seduz
Se o paraíso é o cais
O meu corpo, não sei…
Se é barco, mar ou o Rei
Se é tudo ou nada demais.


E o vento foge
E o ontem é hoje
E a noite acabada
Brota murmúrios roucos
E todos somos poucos
Nesta vida malfadada.


Oiço uma voz
Que faz a chamada
Que grita por nós
De uma forma fechada.


A noite fugiu
O meu corpo morreu
O momento ruiu
E o dia agora é teu…

segunda-feira, junho 18, 2007

Sonho Vazio

Outrora sinfonia…
Em deliro ouvia
Em delírio…ouvia

O maestro encantador
Engenheiro ou doutor
Maravilha da sétima arte
Ser de Marte…

E desenhei um castelo,

Com muralhas de feitiço
Portão de cetim
Escadas de desperdiço
Tudo por ti!
Tudo…por ti!

E o mundo moveu-se
E o castelo abarcaria
E a história perdeu-se
E tudo perdi!



Paulo Afonso 18/06/2007

domingo, junho 17, 2007

Queria Acordar e Voar!

Queria acordar
E ver neve nas ruas
Ver belas paisagens
Sentir alegrias tuas
Sem serem, meras miragens.
Queria acordar
Queria voar
Para ver o mundo crescer
A amizade…
O sentimento da verdade
O amor…
O oculto do culto.
Queria acordar
Sair debaixo desse pano
E ler nos teus olhos
A felicidade.
Queria voar
Imune
Queria acordar.

Um dia você aprende que...

Este texto nunca foi de Shakespeare. É um poema da autora norte americana Verónica A. Shoffstall e Judith B. Evans.




(Some credit Shakespeare; however, authorship is disputed between Veronica A. Shoffstall and Judith B. Evans.)

sábado, junho 16, 2007

Como escrever um livro!

Aprenda a escrever com estas dicas de técnicas e estilo dadas por um autor de cinco livros e centenas de crónicas e artigos.



RENDAS DE BILROS

RENDAS DE BILROS


Alegrias dos olhos
São as vistosas rendas
Que marcam uma tradição
Um povo…
São mãos de mulheres
Fabricando carinhos
Tecidas com historia
Ex-Libris da cidade (Peniche)
São rendas de Bilros.
Através dos séculos
Foram sustento
Arte,
Abrigo do vento
Criação e paixão
Razão ou vaga.
Dos olhos,
Alegrias
Que o tempo
Não apaga.

sexta-feira, junho 15, 2007

A Minha Lisboa

A MINHA LISBOA

Do Chiado, desço a rua do alecrim
Caminhando pelo meu próprio pé
Onde me cruzo com tantos outros
Que apressados seguem o seu caminho
Quase sem olharem para ninguém.
Lá em baixo espreita-nos o Tejo
Que com o seu sorriso de prata
Deixa os cacilheiros trocarem de margens
Emprestando toda s sua serenidade,
A esta Lisboa.
Paro no meio daquela rua de contrastes
Estranhamente emocionado e até confuso,
Em cima, o Chiado movimentado
Em baixo, o Cais do Sodré impaciente.
Sinto-me atado
E preso de contente
Por pertencer,
Por poder ser…desta cidade do Fado.

Na confusão daquela zona
Aprecio, num acto de solidão
Admiro, como os opostos emergem
Agarram-me e empurram-me
Atraem-me…
Como me stressam e acalmam,
Como se de estranho nada houvesse.

(A minha Lisboa…)

In “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia” Paulo Afonso

terça-feira, junho 12, 2007

Sociedade Presente (Séc. XXI)

SOCIEDADE PRESENTE

Trocamos ideias
Descobrimos novas situações
Rimos,
Como é justo aprender
Como é singular ensinar.
Troco o sangue que corre nas veias
Para alimentar todos corações
E fugimos…
Deixamos a fogueira acender
Criamos, desenhamos o ambiente
E não estamos sós
É este o mundo em que vivemos
Que se aproxima,
Do que queremos.
Óbvia razão
Para que lutemos por vós…
Que nunca ousais reclamar
Vivemos na exaustão
No limiar.
Perdoem-nos,
Por não sermos iguais.

sexta-feira, junho 08, 2007

A carta que nunca mostrei…

A carta que nunca mostrei…


Se eu pudesse dizer-te o que penso e o que sinto…se ao menos tivesse um segundo de coragem, quando os meus olhos se cruzassem com os teus, ai se eu pudesse ir ao limite do meu sonho, enfeitar a tua imagem luzidia e espontânea com pétalas de inocência e perfume de paixão, que guardo com carinho no tesouro do meu memorial, ai se ao menos pudesse seguir os meus instintos mais desmedidos sem o receio de perder-te definitivamente, antes de ter-te… soltaria o meu maior segredo que guardo com a esperança de realiza-lo, oh segredo tímido ou tímido sentimento, oh movimento intelectual constante enrolado no meu consciente com uma ternura presa, que provoca aguçados apetites, cora e suspende qualquer atitude irreflectida mas desejada, ladeada com o pensamento mais atroz, o de simplesmente não acreditar, que poderei ser feliz.
Ai se pudesse…libertar-me do sonho por realizar e concretiza-lo, libertar-me do pesadelo escondido e reprimido de não poder exercer o sentimento puro e simples de um ser humano natural.
Ai se pudesse, mudar o mundo para chegar até ti, sonhar indeterminadamente que é possível estar ao teu lado permanentemente, apenas com um som altivo e assumido de uma palavra-chave – AMO-TE – o meu mundo mudaria, a felicidade seria a minha maior amiga.
Ai se pudesse dar aquele passo, dizer-te aquela palavra, soltar-te o meu charme para entrelaça-lo com o teu.
Ai se pudesse soltar a imaginação em conjunto, mover os desejos em simultâneo e descansar nos teus braços acolhedores, a vida começava agora, se pudesse…se tu quisesses…

2005-07-02

sábado, junho 02, 2007

ESTILOS DO ESTILO

ESTILOS DO ESTILO

Estilo ao que vieste, pensador
Ao teu semelhante, irónico
Tratas-me por palavras raras
Loucas e obscenas
Sem tão pouco impedi-lo.

Dote não pode ser sorte
Inventário moribundo
Escolheste-me ao acaso
Cujo teu nome perdido, fugaz
Interrompe o meu pensamento
E incomoda a minha alma.

Não sou estilo, nem o proponho
Não procurei qualquer estrada
Caminho ou encruzilhada
Nem tão pouco sei se é sonho...

Deixai-me aqui, olisiponense
Deixai-me ser fiel, a vossa gente
Sem estilo próprio, tolerante
Acomodado e incomodado
Apaixonado e intrigado
Crente, medito o presente
Na busca dos valores do amanhã.

Não vos quero sem origem
Quero vosso estilo
Enquadrado com a esperança
Não tenho forma...
Não tenho herança.

sábado, maio 26, 2007

O Acto

São tantas as palavras

Articuladas no pensamento

Soltam-se

Numa confissão

De um olhar fixo.

Nos meus lábios,

Talvez sedentos

Não resistindo

A tanto charme teu.

Foi o acto

Transportado pelo beijo

Ensinando o desejo

Mostrando o caminho

Iluminado.

O acto,

Que juntou as nossas vidas.

sábado, maio 19, 2007

Os Espectadores de Futebol

Crónica da Semana

Os Espectadores de Futebol

O povo já decidiu, e é soberano. O que querem mesmo é futebol puro e de qualidade com muita emoção á mistura. A prova disso é que no próximo domingo no fecho de mais uma super liga (de nome…) e quando está tudo por decidir, desde o novo campeão, aos que acompanham nas competições europeias e até para saber quem desce de divisão, vai haver o maior recorde de sempre na assistência aos jogos numa só jornada. Contrastando com as míseras assistências de alguns estádios de futebol da super liga que aconteceram durante a época 2006/2007.

Prova que num futebol em que haja uma saudável competição, sem casos, sem enredos de bastidores, sem entrevistas provocatórias e sem outras “manobras” estudadas com o único propósito de alcançar resultados, o povo adere, independente dos preços dos bilhetes (desde que a um preço justo e enquadrado com a realidade em que vivemos e mediante as condições mínimas para assistir a um grande espectáculo, porque é disso que se trata, de um grande espectáculo.

Neste fim-de-semana vamos mesmo ter espectadores de futebol, em festa pelos estádios deste país numa grande lição, em que espero, possa servir de exemplo para quem deve servir…

Senhores do poder agarrem a oportunidade e mudem o que há para mudar. Não são precisas mais provas e além disso o povo é soberano e se já decidiu… está bem decidido, há neste país um potencial de espectadores de futebol assim o queiram!

domingo, maio 13, 2007

As Pessoas Têm Valores Diferentes Dos Seus

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.

As Pessoas Têm Valores Diferentes Dos Seus


Um dia, um homem muito rico levou o filho pequeno para o interior com o firme propósito de lhe mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. O pai queria que o filho aprendesse a valorizar os bens materiais que possuía, o seu status e prestígio social. Desde cedo pretendia transmitir esses valores ao herdeiro.

Pai e filho passaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa de um trabalhador da fazenda do primo. Quando voltaram da viagem, o pai perguntou ao filho:

- Então, o que achaste do passeio?

- Muito bom, pai!

- Percebeste a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza? Diz-me o que aprendeste?

E o filho respondeu:

- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro; que nós temos uma piscina que até é grande, mas eles têm um riacho que não acaba nunca. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas, e eles têm as estrelas e a Lua, que nós nem vemos. O nosso quintal vai até ao portão de entrada, e eles têm uma floresta inteirinha só para eles.

Quando o garoto acabou de responder, o pai estava perplexo.

O filho acrescentou:

- Obrigado, pai, por me mostrar como nós somos pobres!



Tudo o que se tem depende da maneira como se olha para as coisas, da forma como as pessoas pensam. Você criará um ambiente (de trabalho) muito melhor, se compreender e aceitar que as pessoas podem cultivar valores muito diferentes dos seus.

quarta-feira, maio 09, 2007

O PÔR-DO-SOL

Introdução

A história é retirada do livro – Eu me lembro… – do Mestre De Rose, o fundador da primeira universidade de Yôga do Brasil.



O PÔR-DO-SOL



…Quando o sol se punha, todos parávamos o que estivéssemos fazendo e ficávamos em pequenos agrupamentos observando o crepúsculo. As famílias se reuniam, as crianças se encavalitavam nos ombros dos mais velhos ou no colo dos pais. Os casais se acolhiam e acariciavam.

Essa era a hora de fazer as pazes, se alguém ainda estava ressentido com alguma coisa; era também a hora de recitar poesias, quase sempre compostas de improviso, ali mesmo. Sempre foi muito fácil para o nosso povo compor poemas de amor, ao pôr-do-sol, pois os rostos ficavam docemente iluminados pelo alaranjado do sol poente.

Não tínhamos noção do que era aquele disco luminoso no céu, mas sabíamos que era lindo e que devíamos a ele a nossa vida, a luz que nos iluminava, o calor que nos aquecia no Inverno. Não imaginávamos que fosse alguma divindade e sim um fenómeno natural como o raio, o trovão ou a chuva, e o reverenciávamos com um grande respeito e afecto.

sexta-feira, maio 04, 2007

Conhece-te a Ti Mesmo

Introdução

A história é retirada do livro – inteligência emocional – de Daniel Goleman

Conhece-te a Ti Mesmo

Conta um velho conto japonês que, certo dia, um aguerrido samurai desafiou um mestre de zen a explicar-lhe os conceitos de Céu e Inferno. Mas o monge respondeu-lhe, trocista: «Não passas de um estúpido e eu não posso perder tempo com gente da tua laia!»

Ofendido na sua honra, o samurai encheu-se de raiva e, puxando da espada, gritou: «Podia matar-te pela tua impertinência!»

«Isto», replicou calmamente o monge, «é o Inferno».

Sobressaltado ao ver a verdade naquilo que o mestre lhe dizia a respeito da fúria que o dominava, o samurai acalmou-se, devolveu a espada à bainha e fez uma vénia, agradecendo ao monge aquela lição.

«E isso», disse o monge, «é o Céu.»

O súbito despertar do samurai para o seu próprio estado de agitação ilustra a diferença crucial entre ser-se apanhado por uma vaga de sensações e tomar consciência de que se está a ser arrastado por ela.

A injunção de Sócrates «Conhece-te a ti mesmo» refere-se a esta pedra angular da inteligência emocional: a consciência dos nossos próprios sentimentos no instante que eles ocorrem.

quarta-feira, maio 02, 2007

Nunca Deixe de Ser Carinhoso

Introdução

A história é retirada do livro em que Dorothy Dix resume pouco mais ou menos assim o seu pensamento.

Nunca Deixe de Ser Carinhoso

«Comparado com o casamento, nascer é um mero episódio da nossa carreira, e morrer um incidente trivial. Nenhuma mulher pode compreender porque razão um homem não emprega, para alcançar o êxito completo do seu lar, os mesmos esforços que dispensa aos seus negócios ou à sua profissão.

«Mas, embora uma esposa contente e um lar tranquilo e feliz signifiquem muito mais para um homem do que possuir um milhão de dólares, apenas um em cada cem se preocupa, realmente, com tão sérios pensamentos ou faz qualquer esforço para o seu casamento seja um êxito. Deixa o mais importante da sua vida ao acaso da sorte e vence ou perde, segundo é ou não bafejado por ela. As mulheres não podem compreender porque razão seus maridos recusam tratá-las com ternura, quando podem ser carinhosos.»

«Todo o homem sabe que se elogiar a sua mulher pela maneira perfeita como administra e o ajuda, ela economizará o mais que puder. Se disser que a encontra linda com o vestido do ano passado, ela vesti-lo-á de preferência ao último vindo de Paris. Se lhe der um beijo nos olhos, ela os fechará de modo a nada ver; basta um beijo nos lábios para a tornar completamente silenciosa.

«E toda a mulher sabe que o marido conhece pequenas atenções a seu respeito. Mas ele prefere discutir, zangar-se, e, como retribuição, recebe más refeições e vê o seu dinheiro gasto em novos vestidos, jóias e futilidades»

terça-feira, maio 01, 2007

O Dia do Trabalhador

O Dia do Trabalhador

(O Dia do Trabalhador visto de uma forma diferente, poética, por Vladimir Maiakovski)

A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –

Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu Maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.

Sou ferro –
Eis o Maio que eu quero!
Sou terra –
O Maio é minha era!

"Meu Maio", de Vladimir Maiakovski

sexta-feira, abril 27, 2007

Nunca Desista

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.



Nunca Desista

A vida é como uma grande corrida de bicicleta, cuja meta é atingir a realização pessoal e profissional.

À partida, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo, mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial vai dando lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a nossa própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, embora ainda estejam a correr, mas apenas porque não podem parar no meio da estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si e cumprem uma obrigação.

Acabamos por nos distanciar deles e, então, somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.

Ao fim de algum tempo, começamos a perguntar-nos se vale a pena tanto esforço. Sim, vale a pena. É só não desistir.

quinta-feira, abril 26, 2007

Não se esqueça de ser feliz!

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.


Não se esqueça de ser feliz!

Conta-se que, no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egipto, com o objectivo de visitar um famoso sábio.

O turista ficou surpreendido ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.

As suas únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.

- Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista.

E o sábio, rapidamente, interrogou também:

- E onde estão os seus…?

- Os meus?! – surpreendeu-se o turista. – Mas eu estou de passagem!

- Eu também… – concluiu o sábio.

A vida na terra é apenas uma passagem… No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e esquecem-se de ser felizes.

quinta-feira, abril 19, 2007

SHE

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

Francisco C. Xavier

“O bem que praticares em algum lugar; é teu advogado em toda parte.”

Francisco C. Xavier

domingo, abril 01, 2007

O PODER

Hoje é dia 1 de Abril de 2007, é reconhecido como o “Dia das Mentiras”. Portanto hoje escrevo com total liberdade, como sempre, no entanto, hoje há a despreocupação de parecer ou ser credível para quem possa ler… quem lê, pode e deve ser o juiz dessa questão.
Por ser este dia, quis trazer um tema sempre actual, o poder, bem reconhecido na nossa sociedade, ás vezes, por ás piores razões.
No entanto, o poder que hoje trago é o poder individual de cada Ser, que existe no seu interior, em que uns desconhecem, outros são cépticos e ainda outros o exploram em benefício próprio.
O chamado Poder da Mente, em que é preciso acreditar para conseguir captá-lo, em que é preciso concentração para treiná-lo e em que é com muita persistência que se consegue sentir alguns resultados.
«Os limites da tua vida são meras criações do eu»; ditado dos Sábios de Sivana. Que reconhecem as fronteiras que cada Ser impõe por várias razões. É preciso saber reconhecer e aceitar esse facto para se poder avançar.
Querem com isto dizer que, os pensadores esclarecidos sabem que os seus pensamentos formam o seu mundo e que a qualidade da vida se reduz à riqueza desses pensamentos. Ou seja, se queres uma vida pacífica e significativa, tens de pensar de um modo mais pacífico e significativo.
O modo de vida de cada um é o espelho de cada alma, em que nos pormenores soltam os traços gerais da personalidade e do carácter imersos na educação cultural de cada.
Deves sorrir ao teu semelhante, porque um sorriso tem poder e transmite simpatia.
O teu sorriso é um forte aliado, porque todos buscámos a felicidade.
E o segredo da felicidade é tão simples… Descobre o que é que realmente gostas de fazer e, depois, canaliza toda a tua energia nessa direcção.
Hoje é domingo, é o Domingo de Ramos e este texto é válido para quem quiser entender o Poder que menciono, é livre para ser ignorado, criticado ou aceite. Afinal é essa a mais valia dos tempos democráticos.
Bom domingo para todos.

sábado, março 24, 2007

Lao Tse

“O sábio age, mas não se apega à sua obra. Cumprida a obra, não exige reconhecimento. E, porque não pretende mérito, não fica abandonado.”

Lao Tse

quarta-feira, março 21, 2007

Dia Mundial da Poesia

Publiquei no http://artigodeopiniao.blogspot.com/

Dia Mundial da Poesia


Hoje, 21 de Março de 2007 comemora-se o dia mundial da Poesia, para que fique esse registo personalizado, deixo a minha marca…num poema sobre a Poesia ou como alguns olhos a vêem…


ESTRANHA FORMA...

Procuro nas letras, coloridas
A amplitude do desejo
Estranha forma que protejo
Em forma de razão.
Defendo, o meu sentido
Até me sentir perdido
Estranha forma, estranha...
Que foge da ilusão
Procurando outra qualquer forma
Nesta estranha, estranha sensação.

As cores, entristecem
E os desejos fogem
Quando a luz se apaga.
Se a vida é a minha mágoa
Estranha forma, de viver
De sorriso estampado ao amanhecer
É um fogo posto.
As alegrias distantes e perdidas
Procuram quase esquecidas
Sem encontrarem o meu rosto.

domingo, março 18, 2007

Blog de Artigo de Opinião

Visite-me em:

http://artigodeopiniao.blogspot.com/

Vida

Se procurar bem, você acaba encontrando não a explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia (inexplicável) da vida.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, março 17, 2007

O Sábio

Quem faz depender de si mesmo, se não tudo, quase tudo o que contribui para a sua felicidade, e não se prende a outra pessoa, nem se modifica de acordo com o bom ou o mau êxito da sua conduta, está, de facto, preparado para a vida; é sábio, na verdadeira acepção do termo, corajoso e temperante.

Platão, in “Menexeno”

sexta-feira, março 16, 2007

A Procura do Génio

É triste pensar assim, mas não há dúvida que o Génio dura mais que a Beleza. É por isso que todos nós nos esforçamos tanto por nos cultivar. Na luta selvagem pela existência, queremos ter algo que dure e por isso enchemos as nossas mentes de entulho e factos, na esperança vã de mantermos o nosso estatuto. O homem perfeitamente bem informado, é esse o ideal moderno. E a mente do homem perfeitamente bem informado é uma coisa medonha. É como uma loja de bricabraque, só mamarrachos e pó, todas as coisas cotadas acima do seu valor.

Oscar Wilde, in “O Retrato de Dorian Gray”

terça-feira, março 13, 2007

Dia do Pai

Certamente que dia 19 de Março (2007) todos se lembrarão do seu pai, uns de uma forma presente, outros de uma forma ausente e só fisicamente porque qualquer Ser nunca esquecerá o seu Pai.
Todos demos ou ainda damos importância óbvia ao “elemento pai”, pois crescermos com o seu amparo, com o seu carinho e com a sua dedicação.
A imagem nunca deixará de estar presente, no entanto com o tempo o pai vai ficando de fora do mundo dos seus filhos, talvez por falta de tempo destes ou porque a distancia é a justificação procurada para colmatar o vazio que se vai preenchendo. Por último existem razões profissionais que estão sempre justificadas e o pai passa para o segundo plano, porque a vida em constante mutação nos imprime um ritmo sem limites e de opções, queremos a nossa própria capacidade viver sem dependências…
Nunca gerimos o nosso tempo da forma que queremos mas da forma que precisamos no momento em que nos propomos a decidir, assim, como consequência abdicamos dos mais próximos porque sabemos que somos facilmente compreendidos. É um acto de amor, não o nosso mas o do que nos compreende sem julgar, do que sem perguntar descobre a resposta que justifica a ausência. É esse o “elemento pai”, que ama sem exigir retorno, sofre sem querer o sofrimento e que essencialmente perdoa sem que exista qualquer murmúrio de arrependimento.
O pai é saudade porque já fomos felizes junto dele, é amor porque de uma forma individual ou personalizada o associamos a alegria, a infância, ao espírito, e o nomeamos como primeiro responsável do que de bom somos. Certamente foi o nosso primeiro ídolo.
Por mim, a sua existência preenche a minha noção de satisfação com a vida, pois é a componente que entre outras, ajuda a gerar a alegria e o entusiasmo com que vivo cada dia.
Ele é o meu espelho do futuro no presente. A minha energia renovada, o meu primeiro oásis social e o meu refugio final em caso de emergência.
O Dia do Pai é comemorado nesse dia, mas na realidade é sentido com uma intensidade sobrenatural em todos os dias do ano.

Pai,
Nunca seria capaz de descrever os proveitos, as alegrias, as emoções, a educação e o sentido de lealdade que me deste. Demoraria uma eternidade a menciona-los um a um.

Obrigado Pai.

domingo, março 11, 2007

Abrangência Literária

Lembremo-nos que a literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço aonde se há-de receber esse misterioso filho do tempo – o futuro.

Antero de Quental, in “Prosas da Época de Coimbra”

sábado, março 10, 2007

O BOM ESCRITOR

O Bom Escritor

Todos os bons livros assemelham-se no facto de serem mais verdadeiros do que se tivessem acontecido realmente, e que, terminada a leitura de um deles, sentimos que tudo aquilo nos aconteceu mesmo, que agora nos pertencem o bem e o mal, o êxtase, o remorso e a mágoa, as pessoas e os lugares e o tempo que fez. Se conseguires dar essa sensação às pessoas, então és um bom escritor.

Ernest Hemingway, in “Escrito de um Velho Jornalista (Esquire, 1934)”

sábado, fevereiro 24, 2007

Sentidos


Sentidos

Sopro…
O vento que se anuncia
As ondas…
Que demonstram a sua força
Ao rebentarem vezes sem conta
Sem nunca desistirem
Contemplo através do sistema auditivo.
A maresia
Que percorre os sentidos da natureza
Adorna a realidade do espaço
Que contemplo através do olfacto
E os olhos
Ilustram os raios solares
Que atravessam o espírito.
Estou em pleno com o que me rodeia.
Porque estou bem comigo…

domingo, fevereiro 18, 2007

O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro









O Dia do YOGA – 18 de Fevereiro

Comemora-se hoje o dia do Yoga em Portugal e através da Uni-yôga houve uma divulgação em Lisboa, em pleno Terreiro do Paço com duas coreografias de demonstração.

Depois aconteceu uma aula de Swásthya Yôga para todos os presentes que quisessem ter um contacto com esta pratica.

E como não podia deixar passar, deixo as fotografias que testemunham a excelente tarde passada no Terreiro do Paço.

Os agradecimentos aos Professores:

• Prof. Sara Garcia http://www.yogamadora.com/ mailto:amadora.pt@uni-yoga.org

• Prof. Pedro Cardoso http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html mailto:camoes.pt@uni-yoga.org

• Prof. Bruno http://www.yoga.online.pt/unidade_camoes.html

Muito Obrigado, a todos os que estiveram presentes e em especial aos que participaram na aula de demonstração.

Lisboa, 18 de Fevereiro de 2007

sábado, fevereiro 17, 2007

YOGA




Yoga

Existe um conceito próximo desta pratica que retira algum realismo e algum esforço, que encobre a satisfação, o conforto e o bem-estar que o mesmo proporciona.
Depois, também existe o preconceito que só os magros ou os jovens o podem praticar, quando na realidade podemos praticar com qualquer idade e de uma forma adequada a cada um sem esforçar.
Como um aventureiro, iniciei-me tardiamente no Yoga e sem qualquer esclarecimento inicial, quis experimentar e passei á acção sem mais…
Hoje estou feliz pela decisão que tomei porque melhorei a minha qualidade de vida e dei uma maior importância ao meu interior.
Para os que não conhecem nada de Yoga (com eu quando comecei a praticar) deixo aqui uma sumária explicação de algumas técnicas:

As seguintes técnicas:

Ásanas: os exercícios físicos que fortalecem o corpo aumentam sua agilidade e previnem contra várias doenças, principalmente as psicossomáticas.

Pránáyáma: são os exercícios respiratórios. No início, eles vão reeducar os músculos envolvidos na respiração ampliando-a e melhorando a absorção do oxigénio.

Yoganidra: aqui, aprendemos a descontrair conscientemente cada músculo e cada parte do nosso corpo. Depois, nos imaginamos envolvidos por uma cor específica ou passeamos mentalmente por praias paradisíacas, belas montanhas, campos floridos, etc.

Meditação: meditar é sentar-se quieto e observar a si mesmo. Estamos sempre preocupados em conhecer tudo aquilo que está ao nosso redor mas nos empenhamos muito pouco em descobrir o que acontece dentro de nós: como lidamos com os factos da vida, como pensamos, como sentimos, quais nossas verdadeiras aspirações. A meditação nos oferece a possibilidade de nos conhecermos mais profundamente.

Desejo que este prazer continue e que possa ajudar os indecisos a compreender alguma teoria nesta leitura, que provoque alguma vontade de passar á prática e que seja tão simples e agradável como a necessidade de escrever este breve excerto foi ou como o yoga o está a ser para mim.

Com um abraço,

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Fácil de Entender

Fácil de Entender

The Gift


Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Talvez por não saber o que será melhor, aproximei.
"O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós".
Sei lá eu que queres dizer... Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz...
Talvez por não saber falar de cor, aproximei...
Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, lhar para mim, escutar quem sou...
E se ao menos tudo fosse igual a ti.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, já não sei se sei o que é sentir.
Se por falar falei, pensei que se falasse era mais fácil de entender...
É o amor que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...






sábado, fevereiro 10, 2007

A Arte e a Vida

A Arte e a Vida

A arte baseia-se na vida, porém não como matéria mas como forma. Sendo a arte um produto directo do pensamento, é do pensamento que se serve como matéria; a forma vai buscá-la à vida. A obra de arte é um pensamento tornado vida: um desejo realizado de si-mesmo. Como realizado tem que usar a forma da vida, que é essencialmente a realização; como realizado em si-mesmo tem que tirar de si a matéria em que realiza.

Fernando Pessoa, in “Ricardo Reis – Prosa”

domingo, janeiro 28, 2007

Os Nossos Eus

Os Nossos Eus

Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios – chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) – de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se lhe prometer um copo de vinho – e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo – e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa.

Virginia Woolf, in "Orlando"

sábado, janeiro 27, 2007

Os Poetas e os Romancistas

Os Poetas e os Romancistas são os Mestres do Conhecimento da Alma

Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.

Sigmund Freud, in “As Palavras de Freud”

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Garota De Ipanema - Frank &Tom Jobim

Garota De Ipanema - Tom Jobim


Olha que coisa mais linda,
Mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa,
seu doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado do sol de Ipanema,
O seu balançado é mais que um poema,
É a coisa mais linda que eu já vi passar.
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe,
A beleza que não é só minha,
Que também passa sozinha.
Ah, se ela soubesse
Que, quando ela passa,
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor,
Por causa do amor, por causa do amor...





domingo, janeiro 14, 2007

Monges Budistas

Ano Novo, Vida diferente…

My Spirit Flies To You

Monges Budistas

Composição: Monges Budistas

(coro de monges)



See the light at me
Searching from many years...
My spirit flies to you
Now i guess it saw
I dance with the wind
I´m flowing to your dream
You can lose your fear
You can change your life.






sábado, janeiro 13, 2007

PREVENÇÃO

Numa época, que começa um novo ano e assim um novo ciclo, em que são criadas e definidas novas estratégias de segurança e prevenção, onde sempre passa por o ataque aos bolsos dos portugueses, deixo por aqui, um poemazinho meu já com alguns anitos…




PREVENÇÃO

Façamos juntos

A consciencialização

Que num todo,

O Povo merece

E individualmente

Cada ser carece.

Façamos a prevenção

Tão naturalmente

Como quem foge

Da repressão.

Iremos sempre a tempo

De reduzir, os acidentes

De ensinar, os adolescentes

Para fazermos da vida

A fonte do valor

Que nos faz, pensar

Que a inteligência e o amor

Reflecte-se, no próximo passo a dar.


segunda-feira, janeiro 01, 2007

Happy New Year

FELIZ ANO NOVO

HAPPY NEW YEAR

2007




Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

domingo, dezembro 31, 2006

Adeus (2006)



Adeus (2006)

Num pequeno balanço deste ano que acaba, direi que foi positivo, na vertente pessoal, profissional e no aspecto lúdico.

Nas palavras que destaco, como o meu momento do ano, direi com palavras foi construído, quando no verão foi lançado o meu primeiro livro (a sós) de poesia.

O livro foi o realizar de um sonho, um projecto antigo, que acrescentou um pedacinho de magia e de ensino em que a vida é uma aprendizagem constante e surpreendente, e que devemos sempre exigir mais de nós próprios porque seremos sempre capazes de fazer mais e melhor.

Poder partilhar, poder perder a timidez de mostrar, poder ser lido por pessoas que amam o que leiam, poder receber um gesto de cortesia é de uma grandeza indescritível.

Em suma, um ano para recordar e porque a poesia foi marcante quis render uma pequena homenagem, fazendo o meu último poema de 2006 para o deixar aqui nestes meus blogs.

http://poesiadepauloafonso.blogspot.com/

http://artigodeopiniao.blogspot.com/

Um agradecimento especial para todos que leram o livro e o desejo de um óptimo ano de 2007.

Adeus (2006)

(o último poema de 2006)

Nas entranhas das dunas

Escondo as lamúrias do vento

Segredos nas espumas

E no eco do movimento.

Que a emoção nunca doa

Que o prazer nunca acabe

E quem sabe…

Se o desejo não voa.

Poemas loucos

Textos de melancolias

Histórias contadas aos poucos

Nas pressas e as correrias…

Navego na solidão

Como um estranho

Nem sei de onde venho

Nem recebo o que me dão.

Maresia ou flor

Acordo ou tratado

Gesto de amor

Sentimento cultivado.

Medo do infinito

Medo do principio e do fim

É o medo que nos faz assim

Sobre o qual, medito

Estados da alma, tento perceber

Trevo da sorte

Preparo para receber

A elevação da morte!

Paulo Afonso – 31/12/2006 – 00h16m