
Neste cantinho (http://www.luso-poemas.net/) do mundo e dos Poetas, li o poema “Noite” e quis responder com uma segunda parte com “O Grito” e eis que a poesia não parou, porque apareceu uma terceira parte e a seguir uma quarta parte:
Coloco aqui, porque quero homenagear os meus Amigos Poetas e a poesia em geral, que é pouco lida pela sociedade actual…
(A 1.ª parte… por jojo no http://www.luso-poemas.net/)
Noite
Sinto a alma tão pesada
Nesta noite só penso em ti
Sei que nunca pensas em mim
Neste grito afogado
Neste murmúrio
Eu penso como o meu sonho era bonito
O monstro da realidade não perdoa
Os sonhos têm de morrer
Mas algures entre a realidade e o nada
Tu fostes meu, como eu sempre fui tua
Algures neste sonho mágico
Tu acaricias a minha face e as minhas lágrimas não são de tristeza
São de toda a felicidade que fazes sonhar em mim
Um sonho que eu peço, mas ainda não encontrei o seu fim.
Perdoa-me por ainda te chamar
No silêncio da noite...
O Grito - por Paulo Afonso
(Este poema foi feito (em10/07/07) após leitura do poema de jojo, “Noite”.)
A alma fugiu
Pela noite adentro…
Foi ver-te ao paraíso
Consolar esse murmúrio molhado
Partilhar o mesmo sonho…
A noite sorriu
O rio correu
A ponte dançou
E as estrelas cantaram!
Entre carícias perdidas…
E a felicidade adiada,
O sonho ruiu!
O teu grito,
Dissolve na escuridão…
(Colecção: Quase uma segunda parte... III)
Publicado em: http://www.luso-poemas.net/
(A 3.ª parte… por JOSETORRES no http://www.luso-poemas.net/)
RE: O Grito
Ouvi o teu grito
vim à procura da noite
que era tua e da jojo
e que ninguém dissolve
Na ponte dancei aflito
e ouvi os lobos no fôjo,
quase me perdi também
e isso ninguém resolve…
de mãos dadas no poema
fizeram a noite clara
o Paulo deu a cara
a jojo deu dada o tema
Entrei eu aqui bocage
para vos dizer:
Não entrar neste duo
seria "domage"...
(A 4.ª parte… por CLEO no http://www.luso-poemas.net/)
RE: O Grito
A alma do poeta
Encantou-se pela escrita
A dela...
E recrutou o bico da sua caneta
Que obrigou a correr desalmadamente
No papel...
Dançando os três a noite toda
O poeta
A caneta
E o papel
Abrindo a porta ao sonho
Que se encantou pelo poeta
E na dança também entrou
Fazendo do encanto...
O sonho do poeta!
Aos meus Amigos da Poesia agradeço a amizade, a contribuição e os vossos comentários, aqui e no nosso espaço comum, que é a Luso-poemas.
Obrigado por existirem!
Beijos e Abraços