domingo, outubro 14, 2007

Parente pobre

Sou o parente pobre da sociedade e isso basta-me!
Não tenho bens que façam emergir desconfianças
ou que provoquem disputas
não tenho nada que ultrapasse a simplicidade
de um pobre da sociedade!
Ergo-me de essências
e de pequenos desejos invisíveis
apagados pelas ganâncias do Ser.

Circundado por um mítico fingir
na aparência das coisas…
das cidades de aventura
dos sabedores da razão
e das realidades escondidas
em que me deixo
aos sabores das malícias indeferidas.
Sou o parente pobre
das extemporâneas razões sociais
e das guerras silenciosas.

Vou passando…
meio esfarrapado
meio contundido
de sorriso esboçado
meio perdido
e ainda assim vou amando…

Resta-me pouco!

Aos que me olham
resta-me ser pobre e louco…

(Sendo vosso parente)

não conseguem perceber
a pobreza das suas próprias almas…

sexta-feira, outubro 12, 2007

Trilhos

Sozinho…
Caminho pela estrada da busca
do conhecimento
na procura da razão
da razão do momento
de existir…
da pobreza…
da doença…
da fome…
da guerra…
que não consigo aceitar
não consigo compreender.
E os caminhos cruzam-se
baralham-me…
endoidecem-me…
escondem-me a força
o poder de mudar.
Sozinho…
Sou um nada
por aqui
ou por qualquer caminho!

quarta-feira, outubro 10, 2007

Pura Loucura

Peguei nas chaves do carro sem pensar no meu destino. Tinha a ávida necessidade de guiar, por ser algo que realmente me dava prazer e por ter um efeito calmante em mim.
O dia tinha sido delicado. Há dias assim, em que tudo é o que não queremos, em que tudo acontece em cascata… afundando-nos também.
Já no carro e ao som da música erudita deixei o meu pensamento vaguear em desejos banais e por projectos simplesmente normais, tal não era o meu estado de espírito. Pobre coitado! A minha esperança erguia-se com a noite, o luar seria um bom conselheiro e uma praia deserta talvez me devolvesse a sensatez de começar um novo dia, pronto para as intempéries da vida e predisposto a começar tudo com a energia de um novato aprendiz de feiticeiro.
Percorri a distancia que me separava entre a realidade e a loucura, entrei sem pedir, sem ser visto e acomodei-me no primeiro lugar fantasia que encontrei vago.
A loucura é um lugar comum para muitos, mas para mim, incipiente nestas andanças era uma experiência tímida e fugaz, sem malícia e sem pudor…
Finalmente sentia-me livre, totalmente livre, só possível em plena loucura. Depressa apagará o recente passado e imaginava-me no paraíso, construído assim á pressa e sem os detalhes que a vida real exige, coisas só possíveis em activa recuperação da mente e do corpo. Afastará a agonia, primeira medida após entrar na loucura e depressa tinha passado para a segunda fase, a da idealização do nosso espaço inconsciente e benévolo, que nos arrasta para a realização moral e nos recupera para e da realidade diária. Mente e corpo. Na loucura as coisas corriam-me bem… ufa em algum lugar e a qualquer momento tinha que ser, bolas!
O pior foi no dia seguinte, as pessoas quando me viam tentavam adivinhar a minha noite, pelas olheiras, disparavam hipóteses redondas de curiosidade, uns apostavam numa noite de discoteca e uns copos valentes, outros numa noite dormida á pressa e os mais incrédulos numa noite nas urgências de um hospital qualquer.
O meu sorriso saído da minha alegria natural baralhava-os, por ser um contraste com esse aspecto cansado de quem sofre as incongruências da vida.
Todos ansiavam por uma resposta. E eu, não podia falar-lhes daquele sítio chamado loucura, ninguém iria acreditar, passaria por louco…
Recuperado de mau dia, prontamente a minha imaginação engendrou um cenário… uma longa noite de lua cheia, numa praia quase deserta, eu e a minha sereia, com as ondas a marcarem o compasso de uma historia de amor…
Grande maluco! Grande loucura!
Foi o que consegui arrecadar desses inusitados curiosos que comigo labutam diariamente. Pois é! Pois é… Grande e pura loucura!

segunda-feira, outubro 08, 2007

Traição

O pensamento foi tenaz…
o olhar fugaz
procurou uma vitima vulnerável
uma química de outro sentimento…

um atroz chamamento…

nessa linguagem corporal
de anuncio de jornal
de salto alto da rua…
de qualquer coisa que não fosse tua!

Um dia na tua vida…
não faz mal… tens essa mulher nua
tens esse momento de prazer
nessa colecção
tens a tua traição…

já não és igual.

sábado, outubro 06, 2007

A Velhice

Parei á porta do destino, por tantas ruas que andei e com tantas pessoas me cruzei em gestos impensados e com palavras agridoces, que nem dei pelo tempo passar…
Sempre acreditei que um dia, longínquo dia, eu te encontraria. Sempre te vi como um destino para lá de Marte e nem sequer questionei a minha loucura…
Oh! Louco de emoção, por estar á tua porta, por estar contigo, num tempo quase parado e em que me sobra quase tudo… apenas falta-me a agilidade do meu corpo torneado de outros tempos…
Nem sei se foi o destino que se cruzou com a minha velhice ou se foi ao contrário, nem sei se posso almejar o futuro.
Hoje interiorizei a tua imagem de sapiência e de cautela disfarçada, agarrei o teu silêncio na bravura desse espaço suave… hoje comecei um novo ciclo.
Agora, deixa-me desfrutar os momentos. Deixa-me mesmo que não queiras…

sexta-feira, outubro 05, 2007

Apresento-me…



Sou um conjunto de letras
com que escrevo a minha emoção
sou um sorriso constante
numa alegria que ofereço
sou o rapaz brincalhão
e o homem instante
sou forte
e fraco…
sou a lágrima que foge
na solidão
sou a verdade
a mentira
a liberdade
e a ira
sou o amigo
o actor
e a dor de não estar contigo.
Sou tudo
o que me resta
sou o teu abrigo
feito de escombros…

Encolhe os teus ombros
e aceita-me
entre ilusões e defeitos
que o amanhã
ninguém saberá…

Apresento-me,
sou o momento
o pirata
o conde
o palhaço
o mistério
o jogador
sou um dia
ou uma noite
sou a mente vadia…

Apresento-me… aqui e assim!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Escrevo-te...

Escrevo-te,
a palavra sorriso
descrevo-te,
os lábios carnudos
e os dentes que espreitam…
Escrevo-te,
a palavra riso
descrevo-te,
uns lábios carnudos
e uns dentes corajosos
que se mostram escancarados
Escrevo-te
a palavra alegria
descrevo-te
uns olhos brilhantes
num rosto jovial
onde sobressaem…
as palavras sorriso,
riso…
Escrevo-te,
a palavra mundo
descrevo-te…

segunda-feira, outubro 01, 2007

Tertúlia do Eu!



É rodeado de pessoas que gosto de estar, numa oratória temática influente em que cada oponente pode ser o seu verdadeiro Eu!
Num espaço que avalia, emitindo uma opinião por vezes silenciosa, tão silenciosa que se aconchega no meu ego negativo e produz verdadeiras barreiras de luz, em que me obrigo a entrar…
E em contrapartida, vão aparecendo as outras opiniões, visíveis que batem no reflexo do meu desejo e em que provocam uma embriaguez temporária ao meu ego positivo. Deixo o tempo passar, pois só ele pode trazer-me de volta á realidade!
De qualquer modo, gosto do que me rodeia. Adoro ultrapassar os horizontes e quebrar as barreiras dos medos, gosto de coleccionar segredos e ainda me sobra o desejo em que fujo para o espaço de ninguém para poder inventar. Invento o escritor que finge o sentimento de cada tema, de cada palavra, invento a sedutora que faz de cada momento um teste a si própria, invento o actor que tenta representar o texto que o escritor imaginou… invento sem qualquer sintoma de fadiga, sem qualquer dor de sacrifício.
Amo cada tertúlia, como quem ama as pessoas que o rodeiam mesmo que sejam apenas e só meros personagens de uma pequena história ainda em construção.
Amo o prazer que tenho no gozo que me dá em ser simplesmente Eu!
Obrigo-me a confessar, nas muitas tertúlias que faço com os meus personagens imaginários do meu querer… como um sedento louco, numa verdadeira assembleia em que antecipadamente vejo o seu final.
Só assim consigo iludir as minhas sequelas sociais entrando pela porta dos sonhos e percorrendo os caminhos da alegria, e tudo isto, pode estar por detrás de um conjunto de palavras, soltas da razão e agregadas a um simples sorriso. Que hei-de fazer de mim?
Se o meu dom é sorrir e a minha sorte é ser feliz…

domingo, setembro 30, 2007

29/09/2007 – Amadora




29/09/2007 – Amadora

Almoço, Tertúlia de Poesia e Lançamento do Livro da Manuela

As Poetisas:

Cleo, Mel, Manuela, Rosa, Tália e Vera

Os Poetas:

Sailing, Paulo, D. Dinis

Um dia inesquecível com este pessoal de 5 estrelas

Resta-me… o tempo!

Ficaram tantas palavras
por dizer…
tantos gestos
por fazer…
agora que o tempo foge
agora que a distancia aumenta
o meu sorriso
esbate neste espaço circunscrito…

Já sabia,
que o tempo nos fugia
e que a tertúlia
um fim teria…

Resta-me um rio
onde posso mergulhar
no mundo do silêncio
resta-me a chuva
como uma lágrima
de quem chora…
resta-me a ponte
que nos separa
e nos junta.

Resta-me…
a palavra com que luto
e me defendo
restam-me…
as madrugadas
com que me invento
renovado,
na esperança
na ilusão
de ler
de escrever
as palavras que moldam
o meu
o teu
e o querer de alguém
instalado no coração
do tempo…

Já sabia,
que o tempo nos fugia…

sábado, setembro 29, 2007

Sem Uma Despedida…

Tenho cinco minutos do tempo que resta, tenho uma caneta em que a tinta lhe falha e falta-me a força, ainda assim, num último fôlego tenho uma voz rouca que procura por ti…em vão!
Ainda me faltam tantas palavras em tantas melodias para cantar ao teu ouvido, num cúmplice segredo…
E tu? Que sempre desejaste esse momento, sem nunca o pedires, sem que os teus olhos escondessem esse desejo em que um dia neles o li… e nunca tive a coragem de assumir essa interpretação como a correcta, como a real…
Agora é tarde demais… porque te perdi! Agora é tarde demais, essencialmente porque me perdi…
Nem o tempo soube gerir, para oferecer a minha despedida!

quarta-feira, setembro 26, 2007

Descanso Na Tua Poesia

Deitei-me
sobre um poema teu.
Senti as palavras de amor
no meu corpo nu.
Cobri-me...
Com uma manta feita
de versos teus… retalhados.

Senti o frio…dos soalhos.
Aqueci-me naquela frase eleita.
Cobri-me…
de rosas azuis
decorando o meu imaginário
sentindo todo o esplendor.

Um poema,
entre muitos da tua poesia
adormeceu-me em magia…

Cobri-me…
E descansei na tua poesia…


Tália & PauloAfonso

segunda-feira, setembro 24, 2007

Poema

Se um dia encontrar um Poeta hei-de perguntar-lhe porque afinal os Poetas existem…
Arrisco-me a ouvir como resposta uma simples frase; - “Existimos para lembrar o mundo imperfeito que existe o outro lado...”
Se isso acontecer, vou ficar a pensar em que parte desse mundo ele se referirá…

Poema…

Solta letra a letra
esgrimindo o seu sofrer
gritará a sua dor
em cada frase estendida…

num mundo de letras
como armas de uma guerra perdida
resta-lhe um olhar de amor
e o sonho do seu querer…

ouve o silêncio na multidão
vê a magia de um nada
sente… o intimo de um pouco
e, ama cada momento sem esperar…

veste a batina da inocência
da ilusão…
viaja entre a parede e a espada
habitante escondido… louco
a querer tudo mudar.

Vê a flor no céu
escreve o poema no mar
levanta o véu
de um paraíso a acabar…

sábado, setembro 22, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Amizade!

É o bem mais precioso que conseguimos conquistar…

(nunca me perdoarei pelas poucas que perdi…)

sexta-feira, setembro 21, 2007

A Noite Em Que Te Perdi…

Entro em casa e procuro por ti… onde estás? Não encontro nenhum passo teu, nem tão pouco a esperança do teu perfume entre o quarto das noites mágicas e a sala das longas conversas… nada, não há vestígio da tua recente passagem.
Atrofio! Um milhão de cenas passeiam pela minha cabeça desprotegida, imagino os piores cenários e desespero um pouco mais… uma lágrima escapa.
Fico estático como uma tela de cinema e o filme passa lentamente, recordando passagens de uma vida á dois.
Penso no tanto que tinha para dar e que por uma ou outra razão ou por falta dela não te dei, penso nas oportunidades perdidas, desperdiçadas por mim, em que podia dizer-te uma palavra de incentivo, de elogio, uma apenas que fosse no momento certo… e outra lágrima cai.
Tento recompor-me e na minha cabeça a consciência grita-me, é tarde demais!
Paro no presente para enquadrar-me com a realidade presente e isso destrói-me por dentro, imagino o futuro próximo e isso não me acalma… a tua ausência mostra-me todo o valor que na tua presença nunca reconheci…
Um beijo de bom dia traz-me á realidade, tem ainda o dom de me afastar desse pesadelo e dessa noite mal dormida. Acordo alegre e feliz, tão feliz que estranhas… podes perguntar as vezes que quiseres que nunca vou contar-te que nessa noite te perdi, nunca vou contar como me senti, apenas justifico essa felicidade por estar tão perto de ti!
Bom dia para ti também!

quarta-feira, setembro 19, 2007

Tu!...Vida

Vida…

Queria usar as palavras
…apenas algumas
e nem sei o significado delas…
queria enviar uma mensagem
com frases feitas por mim
e nem as sei eleger
queria tanta coisa…
que me levariam a tanto lado
e acabaria em ti!

Só vês o meu rosto
e os meus olhos brilham
sinto-te…
e o meu sorriso fica gigante
fazendo o meu coração
bater descompassadamente…

Usaria as palavras,
se soubesse dizer-te
se,
as palavras…
falassem por mim!

Gosto de ti!

terça-feira, setembro 18, 2007

Vento Renovador

Hoje
subi ao cimo de um monte
e esperei que o vento
levasse todos os meus sentimentos
Logrei o alto do meu Ser
abrindo um baú desprotegido
gritei-te vento – renovador
dei-te o meu consentimento
leva toda a minha dor
leva todo o meu sentido
leva todo o meu tormento.
O vento
deixou-me assim
de alma vazia de tudo
… e eu já não sou quem conheceste…
Transformei-me em fonte
de lucidez empolgante
num crescimento sustentado
de avaros defeitos
e imensos sorrisos.
Enchendo a alma
com o aroma das flores
com as cores do arco-íris
com a embriaguez de vinho generoso
com os suspiros dos amores.
Bebi a paixão pela raiz
usurpei á solidão
o direito que me ergue
sou novamente feliz!





Tália e PauloAfonso – 27/08/2007

segunda-feira, setembro 17, 2007

Palhaço Perdido…









Sou a vitima
de mim mesmo
das minhas acções
das minhas palavras…
sou eu… o que sofre
por fazer ou ter
as acções mais infundadas
por escrever ou dizer
as palavras inacabadas…

Sofro e choro em silêncio!

Sou um construtor em grande escala
de um mundo que não existe
sou um sonhador em erosão
dos momentos impossíveis
sou a pessoa
que se veste de culpa
e se despe da realidade
sou o monstro mentira
sou o palhaço verdade
sou a ira
sou a lágrima
sou o sorriso
sou o destino perdido…
que nunca será encontrado!

Vivo e morro tão solitário!

Vitima da sociedade
prisioneiro dos sentimentos
sou o que não pareço
um sentido
uma emoção
sou a ilusão
um palhaço perdido
sou a luz
do meu coração…

Sou o palhaço solitário que vive perdido…
Escondido…

sábado, setembro 15, 2007

A Minha Sorte!

Subi a montanha numa escala sofrida para chegar ao cume e ver o pôr-do-sol, mas ele não esperou por mim…cheguei em plena noite de luar, observei serenamente o luar, reuni todas as forças, ergui-me, prometi compensar-me esperando pelo nascer do sol, esperei tão cansado que adormeci.
Acordei em pleno dia de sol… e não o vi nascer!
Que podes pensar de mim? Não sei… apenas sei que tudo tentei e que voltarei a tentar, sei que um dia acontecerá, talvez quando menos esperar e talvez até esteja em boa companhia, sei que ainda assim sou um homem de sorte com muitos motivos para sorrir:
Escalei a montanha até ao fim, dormi como um anjo, recebi um dia de sol e ainda te tenho a ti para leres os que escrevi.
Sou um homem de muita sorte!
Porque aprendi a apreciar alguns grandes momentos que acontecem na minha vida sem exigir o alcance de todos…

sexta-feira, setembro 14, 2007

Canção de Amor




Em segredo,
canto só para ti
escondendo a minha timidez
embrulhando-a nesta trémula voz
apenas sou destemido
quando escrevo…
aquela nossa canção de amor
em que possa escolher a palavras
que quero dizer-te…
que quero que oiças…
elas surgem devagarinho
com as ondas desse mar
gigante…como o meu amor!

Canto em segredo
onde te chamo
sol do meu olhar
onde em silêncio te amo
e desfruto esse meu desejar…

Escondo a canção
sem fim…
guardo-a no coração
bem dentro de mim…

quinta-feira, setembro 13, 2007

A Porta do Rio!


No ímpeto do rio descontrolo-me e afundo. Entro num outro mundo, de silêncio, de acalmia que tanto seduz, pela magia do inesperado…
O corpo molhado não pede calor, limita-se a deslizar pela corrente sem fim. Os olhos, bem abertos, apreciam a vida que os outros seres têm.
Braços e pernas não exercem qualquer movimento, nem de luta, nem de fuga. Inertes deixam-se ir…
Um dia voltarei ao paraíso para acabar o sonho do meu desejo. Para concluir as pequenas coisas que deixei inacabadas e para poder amar a vida que inconscientemente deixei fugir sem um pleno desfrutar.
Passei a porta que nos divide e assim separa, encontro-me do outro lado onde tudo é novidade. Não consegui iludir esse destino tragicamente marcado.
Por ora, limito-me a assumir que tragicamente morri…

quarta-feira, setembro 12, 2007

Uno





Alma…
Que desperta a sua sede
e se solta do seu refúgio
para beber da nascente do meu Ser!

Encerra os sentidos
em cada gole cristalino
saciando…
os desejos de ambos!

Tu!
e… Eu!

Juntos até ao limite do Universo.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Um tal…Dia!

O dia acordou triste e chorou, as suas lágrimas molharam os transeuntes do mundo que fugiram para um abrigo próximo só com a preocupação de se protegerem.
Ninguém questionou, porque o dia acordou triste e chorou…
O dia solitário conseguiu erguer um pequeno sorriso e abrilhantou a vida dos transeuntes que depressa saíram dos seus abrigos com mais energia e alegria.
E ninguém agradeceu aquele bonito sorriso…
O dia morreu!
Enchendo de luto o mundo e ninguém percebeu que o dia tinha dado tanto sem pedir um pouco…
Ainda assim, o dia renasceu com mais força, voltou a morrer… a renascer e a morrer sem que ninguém desse conta…

domingo, setembro 09, 2007

Virtual

O silêncio ensurdecedor
do teu corpo…
ágil que voa quando por mim passa

(ilusão visual do meu imaginário)

O olhar inocente
do teu rosto…
abstracto, lúdico e repentino

(desejo do meu sonho)

O gesto melancólico
da tua alma…
denúncia do teu querer

(duvida da minha realidade)

Os cabelos que voam
sem que o vento os procurem

(inconsciente…meu?)

O sorriso escondido
submisso ou perdido

(ânsia da procura)

O flagelo…de estares só
mais só do que possas gritar…

(fronteira da realidade)

São as grades do teu imaginário!

sábado, setembro 08, 2007

Brinde









Um cálice…
Que abarca o licor
ergue-se num ápice
que entorna a dor…

Um gesto… que se liberta
que eleva a emoção
é o momento que desperta
e chama a sua razão.

Alteio o meu ego
em rota de reverência
é no cálice em que pego
que bebo a tua essência…

Num gesto eloquente
bebemos em alegria
um trago mais quente
num especial…dia!

Bebemos…a magia
com a nossa gente…

Brindamos á Poesia!

quinta-feira, setembro 06, 2007

Luciano Pavarotti


A voz era o seu poder e o seu encontro com o mundo. Mas no corpo possante escondia o seu maior talento, um coração generoso que preenchia a razão de existir. Recordaremos o talento sem esquecermos a grandeza do Ser!
Todos agradecemos a nobre passagem por esta Terra, chamada Vida!
Adeus Amigo…

BAÚ

Com nostalgia
E olhos molhados
Recordo os tempos de felicidade.
Tempos...sem qualquer preocupação
Que quando olhava para o mundo adulto
E faltava-me a sua compreensão
Era o querer esticar os dias
Porque a brincadeira
Nunca devia acabar
Era o aproveitar cada minuto
Esbanjando todos os segundos.
Hoje, são as saudades que apertam
É a impotência de voltar
Ao tempo, que gostava.
É aprisionar,
A criança que vive dentro de mim
É a luta constante, em vigia-la
Queria ser uma criança grande
Soltar-me de dentro do adulto
E brincar todo o tempo
Mas, apenas posso compreender
A palavra nostalgia
E o seu efeito
Esconder os olhos molhados
E dar algumas fugidas
Ao baú da minha memória
Que se chama, Infância.


Lisboa, 02 de Julho de 2002

In “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia” Paulo Afonso

terça-feira, setembro 04, 2007

Dança


Desnudei
o peito faminto
conquistei nova vontade de sorrir
e deixei-me cair nesse soalho brilhante…
Bamboleei o corpo
em movimentos esguios
e perfeitos!
Imaginei…
Escrevi…
Interpretei…
a coreografia do sentimento
numa dança envolvente.

A melodia acústica
e melosa
deixou vaguear o meu desejo
alojando-me
no mundo do poder
e eu amei…

Desnudei
as personagens do meu Ser
que tantas vestes albergavam
e fiquei só…

Desnudado dancei!

segunda-feira, setembro 03, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Saber...Acreditar!


Quanto mais corro na busca do objectivo, mais aumento a distância, porque a minha corrida desmesurada provoca sempre mais uma queda…

domingo, setembro 02, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

SER

Escrevo…para libertar as personagens que não consigo Ser

sábado, setembro 01, 2007

Iraque Em Guerra!

Inferno que ilude
Recebe e dá… a dor
Amanhecer cor de fogo
Querer… sem amor
Uma criança que foge
E brinca de soldado…

Embalados em miras
Miras em movimento

Gente que morre
Um vento sofrido
Ecos de almas a partirem
Rostos de pânico
Rituais de um mundo perdido
Amor atingido… que morre!

sexta-feira, agosto 31, 2007

Singelo...desejo

É o meu doce desejo
de carpir as magoas incautas
que um dia deixei fugir
e que me levaram a poesia
levaram-me a astúcia
e a nobreza do imaginário
deixando-me nu…


apenas um corpo!
...que deixa a imaginação desidratada
numa busca perdida
que aclama pela soberania
de outro corpo qualquer
pelo anseio infinito
de vaguear, de desvairar
pelo teu corpo de mulher!

quinta-feira, agosto 30, 2007

Sem Pedir…

Quero a Paz
E dão-me … Guerra
Quero o Alimento
E dão-me … Fome
Quero a Alegria
E dão-me … Tristeza
Quero a Amizade
E dão-me… Solidão

Quero querer
Que nada tenho a perder…

quarta-feira, agosto 29, 2007

O Velho Casarão

O velho casarão enxovalhado
inerte,
guarda as memórias em segredo
e o vento muda as folhas caídas
atira uma poeira centenária
numa afronta banal
de quem inveja a solidez
do espaço erguido e firme…

O velho casarão sábio
deixa-se iludir…

Abraça os troncos da madeira
sem definhar
sem fugir
mostrando-se feliz!

Vive isolado na montanha
da sapiência
erguido pela mão atroz
e chora de aflição
sem que o seu rosto seja notado.

O velho casarão enrugado
que protege o alecrim
e afasta o capim
não grita…
não graceja…
não gesticula…
não se queixa da sua morte lenta
que é o seu abandono.

O velho casarão,
deixa cair a lágrima
nos dias chuvosos
num ritual sôfrego
de quem nada espera…

Houve tempos,
em que os tempos eram alegria
eram infância
eram actos pujantes
que a mente esconde
e que ninguém quer indagar

Hoje o casarão é velho…

terça-feira, agosto 28, 2007

Perdido!

Perdi-me na areia da praia entre um mar de desejos e nunca mais quis voltar. Gritei para que o meu ego ouvisse e não me tentasse travar… agora sou eu, que devo buscar o caminho para o paraíso, de que tanto ouvi falar. Se existe serei capaz de o encontrar…
A voz feroz do mar fez-me duvidar e o olhar da sétima onda deixou-me perplexo procurando acalmar o ímpeto do momento… reduziu-me á minha realidade.
Não sei se serei capaz de o encontrar, mas jamais voltarei… a desistir de tentar!

segunda-feira, agosto 27, 2007

Aurora

É o teu nome de apresentação
trazes esperanças de cetim
alegrias e ilusão
aos molhos para mim…

Cedo passeias o teu sorriso
de flor de jasmim
olhas-me de igual esplendor
e de indiferença
contundindo-me a dor…

Julguei-te minha
musa molhada de lágrimas
julguei-te…
história do meu imaginário
minha…
e (afinal) de toda a gente!

Outrora…
Já foste um olhar degredo
uma voz de solidão
um mar bem presente
e uma colina que ama no chão…

Aurora
Meu segredo…
minha rotina de ilusão
és simplesmente…minha
e da multidão!

Bom dia…

domingo, agosto 26, 2007

Paixão

Olho o mundo em meu redor
Em imagens de ternura,
Sinto tanta dor
Quando me sinto imatura.

Procuro sem procurar
Um propósito de ser
Encontro sem encontrar
A alegria de amar.

Dilúvio é a minha dúvida

Sou paixão intensa a crescer?
Ou amor ardente a morrer?

Não quero duvidar da dúvida...
Não quero duvidar de mim própria...

Imagem que transporto, que vos mostro
Esconde o meu íntimo

Sou paixão
Mas também sou amor

Só eu sei esconder
Só eu sei a quem mostrar

Fogo que o meu corpo transmite...

sábado, agosto 25, 2007

AMOR AO INFINITO

O Amor
É um fluxo de energia
Projectado no nosso corpo
É um fluxo…
De não sei o quê…mágico
Um raio de altivez
Uma alegria permanente
Um eléctrico… desejo
Um despertar
Um acreditar.

sexta-feira, agosto 24, 2007

EFEITO MAR

A acalmia que me envolves
Também tem tons de azul
É feita de contrastes
De imagens e de sonhos
Transparentes…
Transporta vida,
Transporta mensagens
Em cada onda que rebenta
É alegria
Ou ilusão
É poesia
Ou paixão
É um outro…mundo
É um outro dia
É uma sensação
É uma defesa
É a razão
É saber viver
É a paz
Do meu Ser.

segunda-feira, agosto 20, 2007

R de RARAS e OUTRAS COISAS…

Elegante…com subtileza
Divulgada a cada passo
A cada olhar,
Brilhante…com nobreza
Sentida a cada momento
Na noção do pensamento,
Emoção inteligente
Rainha romântica…
De face pretendida
Entra e sai sem pedir
Sem que importe, o lugar
Age fugaz e branda
Que consegue iludir.
Não quer fronteiras
Nem encontra barreiras
Habita num coração qualquer
Sem sair do seu.
Tem magia,
Em forma de tanto
Tem poder
Com imagem de encanto
Vive… e faz viver
E ao viver…
Está a crescer.

A Raiz da Sabedoria.

domingo, agosto 19, 2007

OLHEI-TE BEM (em vídeo)



OLHEI-TE BEM

Descobri,

A alegria

De viver
De amar

Descobri,

A beleza

De olhar
De beijar

Descobri,

O encanto

De pensar
De sonhar

Afinal descobri,

A minha vida

Porque descobri,

Que te tinha descoberto.



Poema: in Vinte e Cinco Minutos de Fantasia de Paulo Afonso
Vídeo: in Celtibério


Um abraço especial de agradecimento ao amigo Celtibério pela grande capacidade de criar um filme maravilhoso para enquadrar o meu simples poema. Guardarei este momento pela eternidade. Obrigado Amigo Celtibério.

sábado, agosto 18, 2007

LETRAS

Confundidas, desamparadas
Movem-se lentamente
Desenfreadamente
Fugindo da solidão.
Não querem ser
Nem são o que querem
Não querem perder-se
Não querem perdão
São aquilo que são
Unidas, porque o pecado
Mora aqui ao lado
E em qualquer esquina
Esconde-se o diabo
Que também tem palavras
Que também soletra
Em algumas curvas magoadas
Não…são palavras
São frases
São objectos
São águas acabadas
Fontes esgotadas
São o que são
Porque fazem-no somente
São e não são
Permanentemente
São palavras,
São frases
Curtidas, erguidas
Serão sempre…
O homem que as projecta.
O homem,
Que vive e morre
Deixando memorias esquecidas.

sexta-feira, agosto 17, 2007

TEORIA DO EGOÍSMO

Abro os olhos,
Sem a noção de que nasci
Trago comigo
Algumas condições genéticas
Que não as pedi.
Recebo muito carinho
Que timidamente colecciono
E num pleno desenvolvimento
Das minhas potencialidades
Não mais dele abdico.
Começo a construir-me
A criar...
O meu património intelectual
Associado,
À vertente da sobrevivência.
E tudo acontece
E quase nada acontece
É quando passo por mais um processo
Da organização e estrutura da mente
Que é amplamente difundida
Socialmente.
Entro por caminhos...
Ou por ruas
Antecipadamente baptizadas
Cultura, meus conhecidos
Sentimento, meus amigos
Ideologias, meus estranhos
Pensamentos, meus desconhecidos
Então...
Os estudiosos chamarão...
Teorias sociológicas
E eu não sinto
E eu não quero
E eu não sei
Para que mundo me empurrei?
Em que esquema estarei inserido?
Haverá algum fenómeno constrangido?
Ou estarei em conotação ideológica
Socialmente reconhecida?
Não!
Não se esforcem para responder
Não quero respostas.
Dêem-me,
Uma profunda analise descritiva
Sem emoção
Sem frustração
Sem narcisismo
E até sem fundamentalismos
De quem não é como eu!
Desculpem-me...
Abro os olhos,
E procuro o que me interessa
Abro a mão,
Para poder tocar no que quero
Penso sem a razão
Porque a razão nem sempre é minha
E eu não a quero partilhar
Com alguém.
É por pouco, ou por tanto
É, e não a quero.

Pratico o bem
Não por ti, nem por ninguém
A não ser por mim
Ajudo quem posso ajudar
Não porque precisam
Mas porque me faz sentir alguém

Sou tão óbvio...
Que ninguém pára para olhar-me
Porque ninguém já se olha
Somos todos iguais
Muito mais iguais, até nos inconscientes
Nas partes escondidas,
E nada se explica
E tudo se explica
Nos actos são sinónimos
De artes perdidas
De corpos esquecidos
Perdoem-me...
Se vos contrario,
Se vos dispo
Se vos acordo
Ou se vos adormeço.
Perdoem-me simplesmente...
Não vos mordo,
Não vos ataco,
Não vos aleijo,
Fisicamente é claro
Nem tal quero
Mas se moralmente
Vos aqueço ou arrefeço
É porque têm consciência
É porque algo acontece,
E é claramente porque
Tudo tem explicação
Com a amplitude
Que lhes queremos dar,
Não me gritem
Porque já sei
Que não vos mereço.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Terror, na rua dos sonhos...

Na noite
Em cada instante
Num incógnito destino
Mas em lugar ideal
Onde algo ameaça
Porquê gritar?
Porquê matar?
Controlam a passagem
Alguns ainda sobrevivem
Naquele lume acesso
Fogo preso
Onde o calor aumenta
No deslocar da lua
Um movimento
E a cautela continua
A esperança alimenta
Tudo o que mais seja.
A sobremesa é o... Medo
Nesta terrível ementa.


Sonhar também é viver
E quando o pesadelo existe
A consciência tem uma palavra a dizer.

quarta-feira, agosto 15, 2007

Genial

Dei-te tudo quanto podia
Dei-te aquilo que mais queria
E tu! Sentiste como pouco
Deixaste-me impotente
Criaste-me um mundo que nada valia
Rodeaste-me de histórias
Envolveste-me em algumas delas
E depois… as vezes choravas, outras rias
Não pensaste nas mazelas.

Tudo é passado
Não sei, se ultrapassado
Sinto-me como um louco
Sinto-me culpado
Sinto-me usado
Sem razão para reclamar
A vida e as suas sequelas
Sem vontade de chamar
A verdade das tuas mazelas.

A minha inocência
Transformou-se na tua ciência
Iludiste-me tanto ou tão pouco
Que apoiei-te, por excelência
Sem nenhuma carência
Oculto das fracções
Com imagens belas
Longe das reacções
E á espera delas.

terça-feira, agosto 14, 2007

Pobre Amanhecer… (Sem Ti!)

Amanhece devagarinho com a timidez natural de quem é pobre…

Sou um telhado de uma casa perdida
Sou o tempo de um sonho esgotado e esquecido
Sou um menino rico que queria ser mimado por ti…
Sou o vento que vagueia por essa tua ideia de seres quem és
Sou tudo o que se pode ser num mundo por acontecer

Uma casa perdida que nunca foi esquecida
Um sonho esgotado que foi perdido
Um rico mimado que nunca foi menino
Uma teia que o vento separa de mim
Um estranho momento por nascer

Quem és tu?
E eu… quem sou?

Devagarinho… com a timidez natural…

Não tenho casa… porque eu sou o amanhecer
Não tenho tempo… porque eu sou o vento
Não tenho sonhos… porque tenho que viver
Não tenho o teu amor… porque tu não me sabes ver!

Sabes quem somos?
O que nunca fizemos?

Amanhece…devagarinho…

Tenho os meus olhos gravados no instante
Tenho no meu peito o teu leito
Tenho o poder de um ilustre amante
E um sorriso (per) feito…

Afinal quem é pobre?
…quem não sabe ver o amanhecer!

segunda-feira, agosto 13, 2007

OLHEI-TE BEM




Descobri,

A alegria
De viver
De amar

Descobri,

A beleza
De olhar
De beijar

Descobri,

O encanto
De pensar
De sonhar

Afinal descobri,
A minha vida

Porque descobri,
Que te tinha descoberto.

In “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia” Paulo Afonso

domingo, agosto 12, 2007

Ruína

Troquei,
As palavras certas, pelas erradas
Guardei as minhas mágoas
Perdi as ideias
Parei de escrever.

Deixei o meu próprio ser
Abandonado,
Abandonei-vos...
Não era criativo
Antes era um sem abrigo
No meu habitat feito de letras
Com palavras sobre palavras
E desmoronou-se...

Acabaram-se as mensagens
A ilusão
O mundo fútil
Ou enamorado.

Que importa, a quem nunca o leu?



In “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia” Paulo Afonso

sábado, agosto 11, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Sou Livre de Brincar, Sentir ou Sonhar!

Brinco com as palavras como uma criança que brinca na inocência com um qualquer brinquedo em que constrói o seu segredo ou mostra o seu prazer sem enredo…
São palavras que correm pelo meu rio da imaginação, roubo-as e devolvo-as porque as quero apenas durante a brincadeira que me pode entreter ou desafiar como um jogo em que queremos jogar e ganhar…
Não as compro porque são de graça e na graça das palavras consigo sorrir com elas e na alegria que existe jogo até ao infinito que me faz chorar na busca da compreensão do sentido que quero entender… não que elas queiram transmitir-me algo porque sou eu que quero entender o seu sentimento á minha maneira, porque cada um é livre de brincar, sentir ou sonhar!

Sei onde as palavras moram, como um segredo bem guardado e sempre que me apetece brincar vou tocar á sua porta, timidamente, pedindo-lhes para brincarem… e os anos passaram, fui perdendo todas as outras brincadeiras e aqueles que comigo brincavam também foram em direcções opostas… resta-me hoje a amizade de algumas palavras, o conselho sábio de outras e a brincadeira de quase todas. As palavras são as minhas melhores amigas, o meu melhor sentimento ou a minha maior ilusão… são o que são, que me importa se sou livre de brincar, sentir ou sonhar!

sexta-feira, agosto 10, 2007

A Qualquer Um...



Tu, que procuras na recordação
O alimento sem noção
Abandonas-te na sociedade
Percorrendo caminhos infinitos
Pedes caridade
Fugindo dos conflitos.

Marginalizados pelas ruas
Lugares… quão casa tua
Trazes vida, tens emoções
És humilde, sem aceitares abusos
Alimentas-te de recordações
E não admites insultos.

És o homem sem poder
Mas és dono do teu Ser
És o símbolo do que falhou
Carregas esse tormento
A esperança ainda não voltou
Vais vivendo do sofrimento.

Já dormiste em lugares infinitos
Já ganhaste e perdeste nos conflitos
Aguardas a hora da verdade
Queres deixar a vida
Força, para a nova realidade
Nessa viagem só com ida

quinta-feira, agosto 09, 2007

ELA

Adeus!
O mundo não terminou
Mas tu,
Partiste sem regresso
Deixaste-me
Sem esperança
De faces húmidas
Não mais ver-te-ei
E então!...
Agarrei-me a recordação
Única alternativa
Que possuo
Para consolar o coração
O destino decidiu
Separar-nos
De forma tão cruel
Mas antes,
Tu,
Já tinhas decidido
O destino.

E nós?
E eu?

quarta-feira, agosto 08, 2007

Fingertips - Cause to love you Original

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

When I'm felling down
Nothing seems ok
I see her eyes and I believe I'll find a way

When I'm feeling down
Things don't go so well
I see her eyes and I forget the tears that fall

When I'm alone in the street
And I'm scared and tired
For the first time in my whole life I felt desire

When I'm far from home
And I just don't want to be found
I run into your arms and they bring my feet back to the ground!

CHORUS
'Cause to love you means so much more (2X)
When I need to cry you make me try
I want to die and ask me why
'Cause I can't fight no more

When I'm felling down
Nothing seems ok
I see her eyes and I believe..
we'll find a way

I'm alone in the street
And I'm scared and tired
For the first time in my whole life I felt desire
When I'm far from home
And I just don't want to be found
I run into your arms and they bring my feet back to the ground!

CHORUS (2X)

'Cause to love you means so much more (2X)

CHORUS

'Cause to love you means so much more (2X)

When I wanted to stop
When I wanted to fail
I saw your eyes and I believed there's so much more…
So much more… so much more...

A Lei da Vida

Eles não sabem…
Nem conseguem imaginar
a força de uma onda revolta
o alcance do gesto assumido…
Eles ouvem o ruído
solto em cada volta
e pensam… no sal do mar
no espaço em que não cabem…

Eles são moribundos
de cortiça embrulhados
perdidos e achados
entre dois mundos…

Julgam… pelas suas limitações
sem perceberem a verdade
movidos… pelas as ambições
sem tempos nem idade…

Um dia… a vida muda o sentido
sem perguntar… sem pedir
o passado fica erguido
e presente fica partido…

Então… a sabedoria
irá contar a história do gesto inacabado
gritará pela ternura da consciência
num momento de acerto…
E de longe, mas tão de perto
o gesto da vivência
fará da vida um fado
transformará a alegria…

E a voz da alma
num segredo destemido
vai dizer…
que o gesto tem sempre retorno
e que a nossa chama
é o reflexo contido
do nosso ser…
vai lembrar que o nosso trono
a nossa cama
o nosso gemido…
é a multiplicação
do bem que fizemos
mais a soma do que ajudamos
exposto na subtracção
do percurso iludido
dos momentos egoístas
e desprezados…

Então… o mundo
vai agir
vai mostrar que a vida
é feita de valores
norteada por princípios
e orientada por regras…

Então…
Alguém vai ter de partir
sem uma despedida
sem reconhecimentos ou louvores!

E os outros
vão agradecer…
a lei da vida!

terça-feira, agosto 07, 2007

Acorda e Levanta-te

Preciso da noite,
Para amar
Para sonhar
Preciso do amanhecer,
Para acabar o sonho.

Acorda e levanta-te
A realidade espera-te
Preciso de ti, agora
Preciso do que tens para dar
Aguardo-te.

Acorda,
Dessa teia de mentiras
Despede-te
Desse mundo oposto ao teu
Tu, não queres magoar-te
Tu, não és o céu
Acorda e levanta-te.

Ergue-te,
És grande e forte
Segue-te
Que nunca perdeste o norte
Ama-te.

Eu preciso de ti
Liberta dessa teia
Eu quero-te livre de sombras
Aquela que conheci
Espero na ideia
Voltarás a gritar.
Venci…

E quando chegares,
Acordada
Sete mares
Vais mover levantada.

segunda-feira, agosto 06, 2007

UM LIVRO DE SIGNOS



Se pudesse…
Jamais devolveria este teu livro
Compraria todos, os editados
Buscaria nas casas dispersas.
Se pudesse…
Escondia-me…
Escondendo comigo, todos os livros
Que de uma forma ousada
E de vestes simples
Desmascaram-me
Na tranquilidade das suas frases.
Mas,
Afinal nunca confessei o meu signo
Nunca o divulguei
Nunca o gritei…
Sou um Carneiro destemido
Ou um Leão convertido
Talvez um estonteante Escorpião
Ou um sóbrio Sagitário?
Nem sei,
Se não serei um Aquário
Porque não um Caranguejo
Um Balança ou um Touro
Talvez…Gémeos
Virgem ou Capricórnio?
Mas,
Se alguém ousar saber
Mando dizer
Um pouco de todos
Para o construir
Então saberás
Como me faço escrever.

domingo, agosto 05, 2007

BEE GEES - I started a joke



I started a joke
Which started the whole world crying
But I didn't see
That the joke was on me

I started to cry
Which started the whole world laughing
Oh had I only seen
That the joke was on me

I looked at the sky
Rolling my hands over my eyes
And I fell out of bed
Cursing my head from things that I said

'Till I finally died
Which started the whole world living
Oh had I only seen that the joke was on me

I looked at the sky
Rolling my hands
Over my eyes
And I fell out of bed
Cursing my head from things that I said

'Till I finally died
Which started the whole world living
Oh had I only seen that the joke was on me
Oh no! that the joke was on me
Oh...

Sorriso da Vida



Um sorriso, espontâneo
É tudo que tenho para dar
Acto, simultâneo
Espero encontrar

Alegria, de ser feliz
Num caminho cruzado
O segredo, a raiz
É ser de todo amado

Acompanha-me a naturalidade
Com que na vida estou
Propenso a solidariedade
No sorriso que dou

Nunca pensei em receber
Nem depois de dar
Importante é perceber
O próximo, que vou encontrar.

sábado, agosto 04, 2007

Relaxa-me…





Barcos abandonados
Sem um cais para ancorar
Numa praia deserta

Relaxa-me…

Mar sereno
Num mundo que parece pequeno
De azul vestido
Que parece perdido

Relaxa-me…

Nuvens que olham discretamente
A muralha que têm ciúme
Os peixes que andam em cardume
E um segredo que não mente

Relaxa-me…

Um momento…achado
Uma vida desembrulhada
Um espanto na encruzilhada
Uma praia… com um nome; Quebrado

Relaxa-me…

E a vida passa por mim
Num acordo fugaz
Ter um hino, uma bandeira e a paz
É tudo… o que me deixa assim.

E a vida sorri
Relaxa-me…
Deixa-me para ti!

sexta-feira, agosto 03, 2007

Astral Negro

Tuas vestes,
Podem ter todas as cores
Podem ser de todas as formas
Usarão a transparência.
Teu sorriso,
Constante ou talvez não
Melancólico
Agressivo e dormente
Ébrio,
Tentará esconder a transparência.
Teu cabelo,
Cor de uva
Forma de orvalho
Solta lavas de amargura
Tão transparentes.
Corpo grisalho
Com fortes mutações
Esconde e mostra.
Segura, és serpente
Podes voltar,
Podes sorrir, sempre
Mas,
Não podes ocultar
A verdade da tua mente.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Mika - Relax, Take It Easy

Por motivos técnicos, o filme foi retirado.
Obrigado pela compreensão.

O PAPEL PRINCIPAL É TEU!

Ávido de vida
Carente de emoção
Sonhei com a recordação
Pensei na despedida
Tão fraco de tanto lutar
Vi extintos os meus horizontes
As lágrimas preencheram o meu olhar
Vindas de inacabadas fontes
A espera enfraqueceu
Na busca da realidade
Tudo e nada, aconteceu
Na procura da minha felicidade.

Mas o sol havia de brilhar
E o imenso espaço de solidão
Iria acabar
Viver teria sentido e razão.
Então encontrei!
A amiga e companheira
Que tanto procurei
Para uma vida inteira.

Tudo é diferente...
Porque renasci
E o meu coração já sente
Que evolui
Voltei a sonhar
Quero ser sempre o teu eleito
Voltei a acreditar
Que o mundo pode ser perfeito.
Tu és...
A alma que me assiste
O mar e o céu
És a força que resiste

O papel principal é teu!

Sou o sonhador
Que acredita
No amor
E na vida.

Sou a criança emocionada
O adulto forte
Sou a pessoa abençoada
Que acredita na sorte.

Não sei se mereço
A paz que Deus me deu
Agradeço
Mas, o papel principal é teu!

quarta-feira, agosto 01, 2007

Pomba Branca


Acordei,
Com um chilrear melódico
Entoado como uma voz
A voz, da pacificação
Do ensinamento apoiado.
Acordei,
Nem sei bem à quanto tempo
Com aquele chilrear
Vindo com o vento
Ameno.
Ave, escondida nesse imenso céu
Guiando o meu destino
Mostrando-me o melhor caminho
Suavemente...
Quero ser teu.
Sereno,
Aprendo a sentir a paz de espírito
A conquistar o amor
Numa magia, inexplicável.
Deixas-me confundido
Se sonho acordado
Ou se testo a capacidade
De imaginar...
De desejar...
Talvez, não sejas ave
E sejas Pessoa
Talvez, nem seja um chilrear
Mas, palavras melódicas
De embalar
E eu já serei teu.
Se fosses ave
Serias um Pomba Branca
Mas hoje,
Como posso justificar
Toda a minha alegria
Como posso explicar
Todo o meu desejo
Como posso alimentar
Todo o meu amor
Existe uma fórmula simples
Que explica os meus sentimentos…
Um dia acordei,
Vi-te vestida de pomba branca
A entrar pela janela da minha vida
E a noção fez-me compreender
Que não devo iludir o coração
Descobrindo a mulher
E a razão!
Abençoado
Agarro o meu destino
Agradeço à felicidade
Em ver-te
Ao meu lado.

terça-feira, julho 31, 2007

ABSTRACTO

Não me perguntem

Untem-me

Com mentiras

Não sou a razão

Perdão

Existo as escondidas.

Sou um estranho poderoso

Mentiroso

Marginal dos fatais

Envolvo-me com a ilusão

Adesão

Correspondente aos insensíveis

Desprezados por todos

Loucos

Aqueles que me olham

Com olhos misericordiosos

Odiosos

Esses mesmos

Não esperem por mim

Eu não vos pertenço

Tenso

Fico aonde estou.

segunda-feira, julho 30, 2007

O Mundo dos Sons


Procuro acordar…

Do sonho por acontecer
Do desejo por realizar
Da viagem… que um dia há-de fugir

E oiço vozes…

Procuro…

Um dia por viver
Um deserto ou um mar
Um sorriso que me faça sorrir

E oiço vozes….

Procuro imaginar…

Como tu podes ser
Como o meu caminho pode se cruzar
com o pouco do meu nada

E oiço vozes….

Sinto… que te aproximas do meu corpo
Oiço… as palavras de sedução
que se envolvem em teu redor
Cheiro… o aroma do feitiço

Procuro-me… perdido!

Ando pela rua… meio torto
Á procura da solução
Fugindo ao medo e á dor

Cheiro… o suor dos transeuntes
Oiço… os gemidos dos lamentos
Sinto… a piedade do amigo
que casualmente encontro na rua

Procuro…
E oiço vozes….

Que o meu rosto não consegue ver…

domingo, julho 29, 2007

Mudaste! ?...

Sou hoje o que não fui no passado e o que nunca serei no futuro, porque sou o momento.
E o momento nunca se repete…

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Alimento!

As pessoas comem em demasia porque sentem falta do alimento emocional, assim compensam essa importante parte e com o excesso escondem essa subtil carência.
Depois existem os outros (como eu) que comem apenas por puro prazer!

sábado, julho 28, 2007

A Morte Veio Buscar-me…

Na escuridão da noite vieste-me visitar… para me levares!
Morte vestida de fantasma, vestida de um negrume surpresa que tocou no meu rosto e acordou o meu sonho de paz… sem tão-pouco te importares, sem tão-pouco saberes que iria tentar fugir-te!
Vesti a minha fuga de um verde pálido recheado de aroma de esperança e escondi-me apressadamente num beco da solidão do momento, trazendo apenas o amor representado na pessoa e na vida… era tudo o que tinha e mais o pânico de partir assim sem me despedir!
Não sei se consegui iludir-te ou se tiveste pena de mim, porque ainda não foi nesta longa noite que me levaste… não sei se passaste por mim só para me assustares deixando um expressivo aviso, que relembra a verdade imutável em que um dia vai ter que acontecer, que vou ter que ir contigo…
Pouco sei de ti… mas já percebi que vestes mil caras e andas por aí!

Um dia, alguém dirá que a morte veio buscar-me… porque morri e alguns vão chorar, outros vão recordar os momentos que aconteceram e eu estarei algures ou em lugar nenhum a sorrir de saudade porque deixei tudo por aqui e porque deixei quase tudo de mim em cada dia que vivi!

sexta-feira, julho 27, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso



Na adversidade encontro a força para sorrir aos que me perseguem e tentam derrubar-me…

quinta-feira, julho 26, 2007

Outro Caminho...



No teu silêncio
entro e rasgo-o...
procuro-te vida,
procuro-te nome,
para salvar-te.
Trago-te nozes
e vinho...
para comemorar contigo
a ausência da tristeza
e ajudar-te a percorrer
outro caminho...


(Colecção: Quase uma segunda parte... IV)

Este poema foi feito (23/07/07) após leitura do poema de Vera Silva "Resta-me o silêncio"

Publicado em: http://www.luso-poemas.net/

quarta-feira, julho 25, 2007

Gentes!








Gentes!


O sol…
Que brilha em cada mente!

O desejo…
Que se apodera da gente!

O
A
Que nasce em cada ventre…

terça-feira, julho 24, 2007

Corpo...

O meu corpo sofre, tem angustias de solidão e quimeras de ausência… o meu corpo chama por o amor e pede para sorrir.
É apenas mais um corpo que busca o que precisa, que anda perdido, que é uma fonte de essência sem o ser…
O meu corpo chora, não de tristeza nem tão pouco de amargura, chora de loucura por não conseguir fugir aos reflexos do tempo e as mazelas da sociedade.
O meu corpo é a imagem de tantos corpos, é a prisão do meu poder e da minha ilusão!
Quando o meu corpo morrer, queimem a minha alma se a encontrarem…

segunda-feira, julho 23, 2007

Ontem Esperei Por Ti!

Ontem quando se fez noite eu esperei por ti! Tinha a esperança que irias procurar-me, que loucura…
Creio que fui invadida pelo desejo de fazer amor contigo, porque foi isso que o meu corpo desejou. Com o silêncio da noite o meu corpo sentiu solidão e os meus pensamentos vaguearam, dei por mim no meio da cama a desejar-te… toquei nos meus seios para sentir-me mais mulher, toquei nos meus lábios para fingir a tua presença (preenchida com a tua ausência como sempre) e senti-me desejada. Um sentimento crescente talvez sem sentido, que fez perder o controle da situação e confundir-me entre a realidade e o sonho, entre a vida e ficção… entre tudo e o nada, mas, que agora não importa.
Ontem á noite fiz amor contigo e foi tão bom é essa a recordação que guardo…
Não sei quando voltas ou se alguma vez voltas ao meu quarto, no entanto tenho a garantia que quando o meu corpo te chamar, tu estarás lá para mim, para me brindares…
Guardo-te e exponho-te quando o meu corpo pedir….

domingo, julho 22, 2007

Noite Perpétua!





Um olhar!
Um misterioso olhar vazio em busca de aventura desenhava um quadro de sedução, a tua voz trémula de emoção intimidava-se de inocência e sussurrava-me palavras de solidão.
Dois corpos, sós, interagiam numa ligação ancestral provocando fissuras de desejo e ampliando sondas de liberdade. Tamanha proximidade oferecia-nos laivos de prazer mútuo acrescidos de um aroma fugidio de for de laranjeira que recebia de ti, da tua pele macia salpicada de arrepios clamorosos…
Éramos dois cúmplices cheios de desejo, perdidos na imensidão de areia daquela praia deserta.
A lua iluminava-nos e uma voz de maresia cantava só para nós. Era a música do amor… Era a nossa música! Trocávamos argumentos gestuais e dançávamos num ritmo lento e suave sem fim… era a nossa noite perpétua!



Peniche, 12 de Julho de 2007

sábado, julho 21, 2007

Luso-poemas





Luso – Poemas


Se eu…
Fosse um barco
Tu! Serias o meu porto de abrigo
Se eu…
Fosse um carro
Tu! Serias a minha estrada
Se eu…
Fosse um espelho
Tu! Serias a minha cara reflectida.

O meu espaço lúdico
O meu coração público.

Se eu…
Fosse alegria
Tu! Serias o meu sorriso
Se eu…
Fosse poesia
Tu! Serias o meu paraíso.

Espaço único!

Se eu…
Fosse poeta
Tu! Serias o meu universo
A minha casa aberta.

Se eu…
Fosse uma panóplia de temas
A vida seria assim:
O meu nome seria Luso – poemas
E o teu melhor poema…
Estaria sempre dentro de mim!

sexta-feira, julho 20, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Escrever é fazer história... os escritores desconhecidos escrevem a sua história, enquanto os conhecidos escrevem uma página da história da literatura, ambos divulgam a sua própria história de vida!

quarta-feira, julho 18, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Serei sempre alegre e feliz, enquanto existir fundamento para acreditar na palavra AMIZADE.

terça-feira, julho 17, 2007

Frases e Pensamentos de Paulo Afonso

Escrever é uma necessidade que dá imenso prazer, não é tanto como o sexo mas muito mais como fazer amor...

quinta-feira, julho 12, 2007

As Palavras




Amo cada palavra que exponho e ali me despeço dela com sentimento, como se não tivesse retorno... como se não voltasse a estar com essa palavra, numa despedida emocionada!

Paulo Afonso

O Grito (da Noite)!



Neste cantinho (http://www.luso-poemas.net/) do mundo e dos Poetas, li o poema “Noite” e quis responder com uma segunda parte com “O Grito” e eis que a poesia não parou, porque apareceu uma terceira parte e a seguir uma quarta parte:
Coloco aqui, porque quero homenagear os meus Amigos Poetas e a poesia em geral, que é pouco lida pela sociedade actual…


(A 1.ª parte… por jojo no http://www.luso-poemas.net/)

Noite

Sinto a alma tão pesada
Nesta noite só penso em ti
Sei que nunca pensas em mim
Neste grito afogado
Neste murmúrio
Eu penso como o meu sonho era bonito
O monstro da realidade não perdoa
Os sonhos têm de morrer
Mas algures entre a realidade e o nada
Tu fostes meu, como eu sempre fui tua
Algures neste sonho mágico
Tu acaricias a minha face e as minhas lágrimas não são de tristeza
São de toda a felicidade que fazes sonhar em mim
Um sonho que eu peço, mas ainda não encontrei o seu fim.

Perdoa-me por ainda te chamar
No silêncio da noite...


O Grito - por Paulo Afonso

(Este poema foi feito (em10/07/07) após leitura do poema de jojo, “Noite”.)


A alma fugiu
Pela noite adentro…
Foi ver-te ao paraíso
Consolar esse murmúrio molhado
Partilhar o mesmo sonho…
A noite sorriu
O rio correu
A ponte dançou
E as estrelas cantaram!
Entre carícias perdidas…
E a felicidade adiada,
O sonho ruiu!

O teu grito,
Dissolve na escuridão…



(Colecção: Quase uma segunda parte... III)


Publicado em: http://www.luso-poemas.net/


(A 3.ª parte… por JOSETORRES no http://www.luso-poemas.net/)

RE: O Grito


Ouvi o teu grito
vim à procura da noite
que era tua e da jojo
e que ninguém dissolve

Na ponte dancei aflito
e ouvi os lobos no fôjo,
quase me perdi também
e isso ninguém resolve…

de mãos dadas no poema
fizeram a noite clara
o Paulo deu a cara
a jojo deu dada o tema

Entrei eu aqui bocage
para vos dizer:
Não entrar neste duo
seria "domage"...


(A 4.ª parte… por CLEO no http://www.luso-poemas.net/)

RE: O Grito


A alma do poeta
Encantou-se pela escrita
A dela...
E recrutou o bico da sua caneta
Que obrigou a correr desalmadamente
No papel...
Dançando os três a noite toda
O poeta
A caneta
E o papel
Abrindo a porta ao sonho
Que se encantou pelo poeta
E na dança também entrou
Fazendo do encanto...
O sonho do poeta!



Aos meus Amigos da Poesia agradeço a amizade, a contribuição e os vossos comentários, aqui e no nosso espaço comum, que é a Luso-poemas.

Obrigado por existirem!

Beijos e Abraços

quarta-feira, julho 11, 2007

Viagem a Dois...

















Viagem (de Sonho)



A noite começa sem ti…
É pintada de preto – tristeza
Trás máculas de sofrimento
E augúrios de leveza

Espero! Vou contigo
Num sonho antigo
Vou nesta viagem
Feita de maresia e coragem
Viagem de sonho
Enredo que proponho.

Noite de lua cheia
De luz e serenidade
Hoje vens de boleia
Para esta cidade.
Noite mistério
Vestida de verde
Num gesto sério
Embarca no meu bote.
Viagem pintada
Romântica surpresa
Magia ou sorte
É para a minha alteza
És o meu corpo…
O meu momento
És a minha razão
O meu coração…


E no escuro da noite, como dois cúmplices em segredo demos as mãos e corremos, corremos em direcção à felicidade como aventureiros do destino, a lua nossa madrinha, guardará o segredo da nossa viagem de sonho até ao nosso regresso. Se algum dia voltarmos…

terça-feira, julho 10, 2007

Introspecção Poética





É tempo de acabar,
só assim se pode recomeçar,
um ciclo,
um futuro.
É tempo de dar... tempo de deixar os sobressaltos
de momentos enrugados e plácidos...
Hoje acreditei no que sei,
senti a força interior que transmite esplendor,
é a paz que se aproxima, não sei se acabou...
não sei se começou... nada sei, a não ser que estou feliz.
(Sinto que mais felicidade se aproxima).
Acredito,
medito na acção reflexa
que o meu peito exorta
na mudança do horizonte
que os olhos não aconchegam
mas, que o espirito bebe.

segunda-feira, julho 09, 2007

Prenda!

Podes ser o que quiseres
Se quiseres…
Podes acreditar
Se quiseres… acreditar!
Se quiseres… acreditar!


Vinte anos depois
O mundo saberá quem sois
E o teu ego de flor
Não terá dor

Serás sempre uma musa!

Olhos expressivos
Voz de poetisa
Sentimentos vivos
E a alma perfeita.
E a alma perfeita.


Mulher!
Dá tudo o que poderes
Maravilhoso Ser
Hoje! És a eleita!

09/07/2007

sexta-feira, julho 06, 2007

Olhar Poético!



Olho para o mar…
Num olhar longínquo
Em que sinto a força
Do imaginar
Do querer…
Olho para o sol…
Num olhar tentador
Que me faz gritar
Num silêncio sublime…
Olho para as árvores…
Num cúmplice olhar
E sinto a serenidade
Sinto que me olham
Num espaço azul.

Olho para as andorinhas
Num olhar terno
E sinto alegria

Olho para ti, Mulher
Num olhar aberto
E sinto amor…

Porque sinto a vida
Em cada olhar!

quinta-feira, julho 05, 2007

Impulsos…




Impulsos…


Sim! Eu sei…
Como é esse pranto…

Conheço os que já amaram
Aqueles que tudo arriscaram…

Sei onde essa mágoa mora
E o teu lamento…

Chora!

Diz que amas
As labaredas que te devoram…




(Colecção: Quase uma segunda parte... II)

Este poema foi feito (04/07/07) após leitura do poema de Cleo "as labaredas que me devoram"

Publicado em: http://www.luso-poemas.net/

quarta-feira, julho 04, 2007

Vinte e Cinco Minutos de Fantasia




O LIVRO... O MEU QUERIDO LIVRO!



Escrever Poesia

É construir mensagens

É dar liberdade

À alma

É iludir…

É sofrer…

É criar

Mostrar ao mundo

A ausência dos limites

É ficar à espera

De ser lido

É “quase” nunca

Ser compreendido.

Este meu jeito
De dizer,

De Ser
Em que abro o meu peito.

Tanta coisa que tenho feito
Neste sublime sofrer
Ébrio poder…
Que nem sei se é defeito.



Paulo Afonso

terça-feira, julho 03, 2007

Quase uma segunda Parte…

Quase uma segunda Parte…


Quem Morreu?


O Amor nunca morre…
Passeia-se de cara escondida
Parece que foge, porque corre
Mas, está em cada vida!

Então…
Quem morreu?
Se não foste tu nem eu,
E o Amor está salvo e são…

Ninguém…
Ou talvez alguém,
Morreu a dor
Do meu Amor!

E meu caminho ocorre
Numa estrada indefinida
Em busca do meu coração
Em busca de um sentimento meu…
E a vida de alguém
Acontece também…

Afinal, ninguém morreu!




Este poema foi feito (01/07/07) após leitura do poema de MariaSousa, Quem Morreu?
Gostei tanto de lê-lo que não resisti, numa tentação ou num impulso, foi como se(ousadia minha) fosse preciso fazer uma segunda parte!





publicado em:

http://www.luso-poemas.net/

sábado, junho 30, 2007

DEVOLUÇÃO




Devolve-me o mar
O azul salgado
A espuma, o rosto molhado
Do silêncio ausente.
Devolve-me o sentido
Algures perdido
Vagabundo do teu imaginário
Um presente
Que julgavas teu
“Filho” da tua mente.

Devolve-me a água
Devolve-me o horizonte
Devolve-me a ideia.
Brinca na areia
De rosto transparente
Recebo carente
Tudo o que devolves.
Tenho a noção, tenho o mar
Tenho a expressão desse olhar
Do grito onde me envolves!

segunda-feira, junho 25, 2007

Existência



Uma flor
Uma noite de calor
Uma lua presente
Que vê o que um homem sente…

Uma mulher
Um sorriso de prazer
Um cúmplice olhar
E um momento para dar…

A vida não tem limites!

O pensamento que conduz
O peito que imite um som
O gesto que seduz
Não é o que parece...

Murmúrios de palha
Rimas de odor
A fonte que espalha
E a vida acontece…

25/06/07 – Paulo Afonso

sábado, junho 23, 2007

Nota de Rodapé

Quem me conhece, sabe que escrever é para mim um prazer, pois é um momento de inspiração e de criação sublime em que o desafio interior é mais forte e emocionante do que possa transparecer nas linhas que deixo preenchidas.

Quem conhece o que escrevo, sabe que gosto de escrever quando a noite acalma, gosto da companhia de uma música de qualidade e de harmonia (neste momento em que escrevo oiço os Monges Budistas), pois escrever é esta a forma que há muitos anos encontrei para relaxar e “carregar baterias”.

Quem quiser ler o que escrevo, poderá perceber com facilidade que é uma escrita acessível e sucinta, que aborda os temas escolhidos sem qualquer critério específico, de uma forma suave, em que deixa espaço ou um convite para o desenvolvimento, porque o objectivo é apenas abordar um tema e em simultâneo deixar uma pequena marca pessoal, vulgarmente conhecida como opinião.

Quem, já leu ou que comece neste instante a ler pela primeira vez o que escrevo, saiba que não é dado qualquer conceito político, religioso ou científico e é apenas uma opinião pessoal derivada pela forma de ver o tema em questão. Não quero influenciar, prejudicar ou beneficiar e é somente na qualidade de cidadão livre que o faço.

Quem não concordar ou não gostar, saiba que merece todo o meu respeito, porque a sociedade é feita de diferenças.

Quero agradecer-vos por existirem e perderem o vosso precioso tempo a lerem estas simples linhas.

Obrigado

ESTRANHA FORMA...

21 de Março comemora-se o dia mundial da Poesia, para que fique esse registo personalizado, deixo a minha marca…num poema sobre a Poesia ou como alguns olhos a vêem…



ESTRANHA FORMA...

Procuro nas letras, coloridas
A amplitude do desejo
Estranha forma que protejo
Em forma de razão.
Defendo, o meu sentido
Até me sentir perdido
Estranha forma, estranha...
Que foge da ilusão
Procurando outra qualquer forma
Nesta estranha, estranha sensação.

As cores, entristecem
E os desejos fogem
Quando a luz se apaga.
Se a vida é a minha mágoa
Estranha forma, de viver
De sorriso estampado ao amanhecer
É um fogo posto.
As alegrias distantes e perdidas
Procuram quase esquecidas
Sem encontrarem o meu rosto.

sexta-feira, junho 22, 2007

Eu me denuncio!

Escrever é difícil! Escrever sobre nós consegue ser ainda mais difícil e problemático.

Deixamos alguma imparcialidade esquecida, voamos sobre a imaginação, misturando realidades com desejos, trocamos fantasias e sem noção vamos mais além. Vou tentar escrever sobre mim, pela primeira vez, sem promessas de que conseguirei fugir do que descrevi…

Escrevo, porque a minha mente pede. Respeito. Porque o respeito é um estado de alma temporário. Confesso que por egoísmo consigo respeitar os desejos de uma mente sedenta, como sedenta está a alma, que de lucidez tem a noção do meu próprio egoísmo.

Sou um egoísta assumido e pronto! Em cada acto, desperto a educação ou a falta dela…porque tudo se resume ao elo que nos liga a nós!

Quem sou eu? Se não mais que um espelho do desejo encoberto que assim esconde a oportunidade de mostrar o verdadeiro Eu!

Porque sê-lo? Descortês, pertence ao elo da paixão e do egoísmo, da discórdia e da timidez de sê-lo. Porquê sê-lo?

Não contemplo os meus bens, nem os desejo porque os tenho. No entanto considero os bens alheios e os desejos sem os precisar, por pura malícia como se um jogo fosse!

A frontalidade poderia ser um bem em meu poder e no entanto nem isso sei usar, para que me serve algo se não sei usar?

Sou uma panóplia de defeitos! Sou um segredo, por tudo o que mencionei e nunca quis que fosse revelado.

Sou um composto sem significado, com um prazo de validade ocultado, que ignoro. Não consigo saber, nem quero.

Sou alegre, não por sorrir, mas por poder jogar e sou triste, não por chorar mas por jogar e perder. Tenho esse capricho na vida, trato-a com simplicidade como com simplicidade escrevo de mim!

É tudo tão simples, que até tu podes desconfiar de mim…

Paulo Afonso

18 de Dezembro de 2006

quarta-feira, junho 20, 2007

Noctâmbulo

Acordei
De uma noite de luar
De uma noite sem lei
Sem receios de amar.
De nada sei
Do ventre do sonho
Nada direi
Nada…suponho


Olhos de luz
Sabor que seduz
Se o paraíso é o cais
O meu corpo, não sei…
Se é barco, mar ou o Rei
Se é tudo ou nada demais.


E o vento foge
E o ontem é hoje
E a noite acabada
Brota murmúrios roucos
E todos somos poucos
Nesta vida malfadada.


Oiço uma voz
Que faz a chamada
Que grita por nós
De uma forma fechada.


A noite fugiu
O meu corpo morreu
O momento ruiu
E o dia agora é teu…

segunda-feira, junho 18, 2007

Sonho Vazio

Outrora sinfonia…
Em deliro ouvia
Em delírio…ouvia

O maestro encantador
Engenheiro ou doutor
Maravilha da sétima arte
Ser de Marte…

E desenhei um castelo,

Com muralhas de feitiço
Portão de cetim
Escadas de desperdiço
Tudo por ti!
Tudo…por ti!

E o mundo moveu-se
E o castelo abarcaria
E a história perdeu-se
E tudo perdi!



Paulo Afonso 18/06/2007

domingo, junho 17, 2007

Queria Acordar e Voar!

Queria acordar
E ver neve nas ruas
Ver belas paisagens
Sentir alegrias tuas
Sem serem, meras miragens.
Queria acordar
Queria voar
Para ver o mundo crescer
A amizade…
O sentimento da verdade
O amor…
O oculto do culto.
Queria acordar
Sair debaixo desse pano
E ler nos teus olhos
A felicidade.
Queria voar
Imune
Queria acordar.

Um dia você aprende que...

Este texto nunca foi de Shakespeare. É um poema da autora norte americana Verónica A. Shoffstall e Judith B. Evans.




(Some credit Shakespeare; however, authorship is disputed between Veronica A. Shoffstall and Judith B. Evans.)

sábado, junho 16, 2007

Como escrever um livro!

Aprenda a escrever com estas dicas de técnicas e estilo dadas por um autor de cinco livros e centenas de crónicas e artigos.



RENDAS DE BILROS

RENDAS DE BILROS


Alegrias dos olhos
São as vistosas rendas
Que marcam uma tradição
Um povo…
São mãos de mulheres
Fabricando carinhos
Tecidas com historia
Ex-Libris da cidade (Peniche)
São rendas de Bilros.
Através dos séculos
Foram sustento
Arte,
Abrigo do vento
Criação e paixão
Razão ou vaga.
Dos olhos,
Alegrias
Que o tempo
Não apaga.

sexta-feira, junho 15, 2007

A Minha Lisboa

A MINHA LISBOA

Do Chiado, desço a rua do alecrim
Caminhando pelo meu próprio pé
Onde me cruzo com tantos outros
Que apressados seguem o seu caminho
Quase sem olharem para ninguém.
Lá em baixo espreita-nos o Tejo
Que com o seu sorriso de prata
Deixa os cacilheiros trocarem de margens
Emprestando toda s sua serenidade,
A esta Lisboa.
Paro no meio daquela rua de contrastes
Estranhamente emocionado e até confuso,
Em cima, o Chiado movimentado
Em baixo, o Cais do Sodré impaciente.
Sinto-me atado
E preso de contente
Por pertencer,
Por poder ser…desta cidade do Fado.

Na confusão daquela zona
Aprecio, num acto de solidão
Admiro, como os opostos emergem
Agarram-me e empurram-me
Atraem-me…
Como me stressam e acalmam,
Como se de estranho nada houvesse.

(A minha Lisboa…)

In “Vinte e Cinco Minutos de Fantasia” Paulo Afonso

terça-feira, junho 12, 2007

Sociedade Presente (Séc. XXI)

SOCIEDADE PRESENTE

Trocamos ideias
Descobrimos novas situações
Rimos,
Como é justo aprender
Como é singular ensinar.
Troco o sangue que corre nas veias
Para alimentar todos corações
E fugimos…
Deixamos a fogueira acender
Criamos, desenhamos o ambiente
E não estamos sós
É este o mundo em que vivemos
Que se aproxima,
Do que queremos.
Óbvia razão
Para que lutemos por vós…
Que nunca ousais reclamar
Vivemos na exaustão
No limiar.
Perdoem-nos,
Por não sermos iguais.

sexta-feira, junho 08, 2007

A carta que nunca mostrei…

A carta que nunca mostrei…


Se eu pudesse dizer-te o que penso e o que sinto…se ao menos tivesse um segundo de coragem, quando os meus olhos se cruzassem com os teus, ai se eu pudesse ir ao limite do meu sonho, enfeitar a tua imagem luzidia e espontânea com pétalas de inocência e perfume de paixão, que guardo com carinho no tesouro do meu memorial, ai se ao menos pudesse seguir os meus instintos mais desmedidos sem o receio de perder-te definitivamente, antes de ter-te… soltaria o meu maior segredo que guardo com a esperança de realiza-lo, oh segredo tímido ou tímido sentimento, oh movimento intelectual constante enrolado no meu consciente com uma ternura presa, que provoca aguçados apetites, cora e suspende qualquer atitude irreflectida mas desejada, ladeada com o pensamento mais atroz, o de simplesmente não acreditar, que poderei ser feliz.
Ai se pudesse…libertar-me do sonho por realizar e concretiza-lo, libertar-me do pesadelo escondido e reprimido de não poder exercer o sentimento puro e simples de um ser humano natural.
Ai se pudesse, mudar o mundo para chegar até ti, sonhar indeterminadamente que é possível estar ao teu lado permanentemente, apenas com um som altivo e assumido de uma palavra-chave – AMO-TE – o meu mundo mudaria, a felicidade seria a minha maior amiga.
Ai se pudesse dar aquele passo, dizer-te aquela palavra, soltar-te o meu charme para entrelaça-lo com o teu.
Ai se pudesse soltar a imaginação em conjunto, mover os desejos em simultâneo e descansar nos teus braços acolhedores, a vida começava agora, se pudesse…se tu quisesses…

2005-07-02

sábado, junho 02, 2007

ESTILOS DO ESTILO

ESTILOS DO ESTILO

Estilo ao que vieste, pensador
Ao teu semelhante, irónico
Tratas-me por palavras raras
Loucas e obscenas
Sem tão pouco impedi-lo.

Dote não pode ser sorte
Inventário moribundo
Escolheste-me ao acaso
Cujo teu nome perdido, fugaz
Interrompe o meu pensamento
E incomoda a minha alma.

Não sou estilo, nem o proponho
Não procurei qualquer estrada
Caminho ou encruzilhada
Nem tão pouco sei se é sonho...

Deixai-me aqui, olisiponense
Deixai-me ser fiel, a vossa gente
Sem estilo próprio, tolerante
Acomodado e incomodado
Apaixonado e intrigado
Crente, medito o presente
Na busca dos valores do amanhã.

Não vos quero sem origem
Quero vosso estilo
Enquadrado com a esperança
Não tenho forma...
Não tenho herança.

sábado, maio 26, 2007

O Acto

São tantas as palavras

Articuladas no pensamento

Soltam-se

Numa confissão

De um olhar fixo.

Nos meus lábios,

Talvez sedentos

Não resistindo

A tanto charme teu.

Foi o acto

Transportado pelo beijo

Ensinando o desejo

Mostrando o caminho

Iluminado.

O acto,

Que juntou as nossas vidas.

sábado, maio 19, 2007

Os Espectadores de Futebol

Crónica da Semana

Os Espectadores de Futebol

O povo já decidiu, e é soberano. O que querem mesmo é futebol puro e de qualidade com muita emoção á mistura. A prova disso é que no próximo domingo no fecho de mais uma super liga (de nome…) e quando está tudo por decidir, desde o novo campeão, aos que acompanham nas competições europeias e até para saber quem desce de divisão, vai haver o maior recorde de sempre na assistência aos jogos numa só jornada. Contrastando com as míseras assistências de alguns estádios de futebol da super liga que aconteceram durante a época 2006/2007.

Prova que num futebol em que haja uma saudável competição, sem casos, sem enredos de bastidores, sem entrevistas provocatórias e sem outras “manobras” estudadas com o único propósito de alcançar resultados, o povo adere, independente dos preços dos bilhetes (desde que a um preço justo e enquadrado com a realidade em que vivemos e mediante as condições mínimas para assistir a um grande espectáculo, porque é disso que se trata, de um grande espectáculo.

Neste fim-de-semana vamos mesmo ter espectadores de futebol, em festa pelos estádios deste país numa grande lição, em que espero, possa servir de exemplo para quem deve servir…

Senhores do poder agarrem a oportunidade e mudem o que há para mudar. Não são precisas mais provas e além disso o povo é soberano e se já decidiu… está bem decidido, há neste país um potencial de espectadores de futebol assim o queiram!

domingo, maio 13, 2007

As Pessoas Têm Valores Diferentes Dos Seus

Introdução

A história é retirada do livro – o que podemos aprender com os gansos – de Alexandre Rangel que segundo diz não são da sua autoria. São contribuições recebidas das mais diversas origens.

As Pessoas Têm Valores Diferentes Dos Seus


Um dia, um homem muito rico levou o filho pequeno para o interior com o firme propósito de lhe mostrar quanto as pessoas podem ser pobres. O pai queria que o filho aprendesse a valorizar os bens materiais que possuía, o seu status e prestígio social. Desde cedo pretendia transmitir esses valores ao herdeiro.

Pai e filho passaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa de um trabalhador da fazenda do primo. Quando voltaram da viagem, o pai perguntou ao filho:

- Então, o que achaste do passeio?

- Muito bom, pai!

- Percebeste a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza? Diz-me o que aprendeste?

E o filho respondeu:

- Eu vi que nós temos um cachorro em casa, e eles têm quatro; que nós temos uma piscina que até é grande, mas eles têm um riacho que não acaba nunca. Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas, e eles têm as estrelas e a Lua, que nós nem vemos. O nosso quintal vai até ao portão de entrada, e eles têm uma floresta inteirinha só para eles.

Quando o garoto acabou de responder, o pai estava perplexo.

O filho acrescentou:

- Obrigado, pai, por me mostrar como nós somos pobres!



Tudo o que se tem depende da maneira como se olha para as coisas, da forma como as pessoas pensam. Você criará um ambiente (de trabalho) muito melhor, se compreender e aceitar que as pessoas podem cultivar valores muito diferentes dos seus.