No programa de "Ao Encontro da Poesia" vai receber em estúdio o poeta RICARDO SILVEIRA. Pedro Nobre não irá marcar presença, mas irá estar em sua substituição o colega Paulo Afonso Ramos... Assim sendo, no próximo dia 02 de Julho fica marcado para as 21h00 o teu programa "Ao Encontro da Poesia" e aqui andamos de mão dada com o poeta….
Esta é a minha casa virtual onde poderás encontrar muitas letras unidas na construção das palavras, de poesia ou prosa, erguidas pelos sentidos… / Escrevo… para libertar as personagens que não consigo Ser! / Esta casa-blogue nasceu em 28 de Junho de 2006 - Obrigado por visitarem! - Paulo Afonso Ramos
domingo, junho 30, 2013
sexta-feira, junho 21, 2013
VOZES DA NOITE na Rádio Quinta do Conde e Voz Desportiva
Olá
Amigos
Mais
logo conto com a vossa presença, online, para estarem comigo no programa VOZES DA NOITE entre às 19h e às 21h e podem ligar para o: 210 860 787
Quem escolhe o que quer falar é você! Quem liga?
Quem escolhe o que quer falar é você! Quem liga?
Quem
será o/a convidado/a de hoje?
Qual
será o tema?
Grato por estarem
desse lado!
Paulo Afonso Ramos
domingo, junho 16, 2013
Poema declamado por Luís Gaspar -
O livro do mês de Junho já tem um poema declamado pelo Mestre Luís Gaspar, veja aqui:
http://www.estudioraposa.com/index.php/13/06/2013/olivia-santos-aniversario-de-ausencia/
http://www.estudioraposa.com/index.php/13/06/2013/olivia-santos-aniversario-de-ausencia/
Nota biográfica >>
Olívia Santos - É Jurista, Licenciada em Solicitadoria.
Olívia Santos – “Aniversário de ausência”
13.06.2013
Sei que voltas, porque voltas sempre.
Paredes meias com a noite e o sonho
repetem-se os teus passos lentos
anula-se a distância, a linha etérea
que separa a minha loucura
da minha lucidez.
Mas hoje, especialmente hoje,
não te esqueças, de voltar…
Acenderei as velas, como dantes,
vai soltar-se o fumo e através dele
inventaremos personagens e mistérios.
Como dantes, como sempre.
Depois irás… como agora, neste sempre.
Cai uma chuva miudinha dos meus olhos
o relógio enleia-se no tempo,
partem-se os copos de cristal vazios
revolta-se a alma,
em estilhaços de dor e de saudade.
(Poema em “Nos teus olhos a janela do tempo”, edição Lua de Marfim)
Paredes meias com a noite e o sonho
repetem-se os teus passos lentos
anula-se a distância, a linha etérea
que separa a minha loucura
da minha lucidez.
Mas hoje, especialmente hoje,
não te esqueças, de voltar…
Acenderei as velas, como dantes,
vai soltar-se o fumo e através dele
inventaremos personagens e mistérios.
Como dantes, como sempre.
Depois irás… como agora, neste sempre.
Cai uma chuva miudinha dos meus olhos
o relógio enleia-se no tempo,
partem-se os copos de cristal vazios
revolta-se a alma,
em estilhaços de dor e de saudade.
(Poema em “Nos teus olhos a janela do tempo”, edição Lua de Marfim)
domingo, junho 09, 2013
Boa noite, loucos (as)!
Se a noite fosse uma viagem eu estaria sempre a dar a
volta ao mundo e faria dele o nosso mundo. Faria da solidão um mundo melhor e
uma viagem mais atraente. Faria é o meu nome e sou um sonhador profissional.
Trabalho na noite, sem rede, sem vencimento e sem tempo. E sempre que posso
viajo. Mas todos os dias, como um compromisso natural, visito a noite e
perco-me nela. Sou um louco de palavras perdidas que mora do outro lado da lua
e passa os dias a ver o que ninguém vê, mas quando chega a noite, a loucura
morde as palavras e adormeço na escuridão da timidez. Não façam caso, o melhor
disto é adormecer. Todas as noites adormeço no berço do meu sonho e, assim,
meio tonto meio lunático, embalo para acordar feliz. Boa noite, loucos (as) –
loucos (as) também são os que me lêem... – Já disse, boa noite!
sábado, junho 01, 2013
Livro dos mês de Junho de 2013 - "Nos teus olhos a janela do tempo" de Olívia Santos
Sete Saias
O espelho dos meus olhos é o
espelho dos teus olhos. Há uma paisagem brutal ali ao fundo, mar e longe, longe
e mar, baías calmas e escarpas a cair para dentro delas. Os pescadores a
namorar as sete saias, sete pecados mortais e os barcos parados feitos berços
das gaivotas.
Depois chove e tudo se funde e se
confunde com a névoa azulada.
Seja qual for a paisagem, o
espelho dos teus olhos é o espelho dos meus olhos e por isso saberemos sempre,
mão na mão, encontrar conchas e búzios noutras praias e amarrar as tempestades
noutras enseadas, mesmo que eu seja a foz onde se deitam e se desfragmentam as
estrelas cadentes.
in "Nos teus olhos a janela do tempo" de Olívia Santos
terça-feira, maio 28, 2013
Boa noite
Fecho os olhos. Chegou o momento do dia em que saio do meu
corpo para escrever. Olhos. Dedos irrequietos. Mãos emprestadas fazem abrigo. É
a voz do interior que ganha forma e avança. Tudo flui. Tudo é estranho e
rápido. As letras caminham disciplinadas ao som do esgar do pensamento criando
palavras alinhadas que fazem ruas com casas por habitar. Talvez este bairro já
tenha sido cidade. Talvez uma escola ou um rio. Talvez vida. Olhos que desenham
um arquitecto na bravura das sombras que caminham no rosto do tempo. Voz que
aquece a alma com a lenha das vírgulas que não posso usar. Não posso usar.
Tenho este calor e nada me falta. Tenho estes pontos que marcam cada passo ou
cada paragem. Vou devagar. Abro os olhos e começo a ler descobrindo um novo
mundo. Amanhã voltarei a entrar. Olhos fechados e uma vida feita viagem. Uma
noite para adormecer nos teus braços que moram nesse olhar que não dás. Que não
sabes. Tens olhos de fogo. Também tu tens nas vírgulas o mesmo caminho. Pára.
Uma cidade não dá para dois. Um rio não corre. A escola fechou e a luz saiu. Os
olhos são agora a nossa solidão. Adormece devagar. Devagar. De vagar a noite
encheu-se de luz. A lua será sempre a nossa cúmplice. De vagar outro ciclo
aconteceu. Cúmplice. Os olhos... Moram na luz da vontade. Vou indo. Boa noite.
segunda-feira, maio 27, 2013
Boa noite!
Aviso: Em tudo o que ler, neste texto, pense duas vezes.
Pode parecer e não ser!
Vejo-me homem crescido a caminhar na solidão. Uma solidão
mentira. Um caminho ilusão. Vejo-me num bosque verde. Cheio de árvores,
arbustos e flores de cheiro intenso. E na terra batida, meio húmida meio
verdade, sinto o caminho. Sinto a despedida da solidão num abraço dos tempos.
Memórias que o mundo guardava enquanto esperava pela minha passagem. São mil imagens
que cada cheiro traz. São mil momentos que cada vento semeia, e eu, egoísta, a
chamar a solidão. A desrespeitar a natureza. A rima da beleza. A noção do
passado e a vontade do tempo. As esperas. Vejo-me homem a crescer. A aprender.
A tocar nos objectos para entender o seu corpo. E a solidão é uma ilha que vem
dos meus pés ao meu olhar. Sei que sou os ramos da árvore que mora no caminho
do espaço que vejo, que sinto e morro na mentira. Morro na ilusão e fujo para o
bosque. Abraço flores e roubo-lhes os cheiros.
Esta é a minha terra. A minha essência. A minha paixão. O
meu caminho. E compreendo que caminhar é viver aprendendo a morrer na esperança
que consiga chegar. Chegar ao interior das coisas.
Esses olhos que lêem ficam perdidos no coração das
palavras, sentem o palpitar e choram de emoção. Vivem no meu caminho. Sentem o
mesmo cheiro. A mesma mentira e ilusão e julgam que não!
Boa noite!
domingo, maio 26, 2013
José Luís Peixoto
Com o escritor José Luís Peixoto
IV ENCONTRO DE ESCRITORES LUSÓFONOS em Centro Cultural da Malaposta - Olival Basto - Odivelas
Foto tirada e gentilmente cedida por: João Ramos
quarta-feira, maio 08, 2013
MEIA LUA em POESIA Cheia
COLEÇÃO MEIA LUA
– Cadernos de Poesia –
Coordenação: Gisela Ramos Rosa
Lua de Marfim –
Editora Unip. Lda,
Telefone: 00351 219 594 817
AGRIPINA
COSTA MARQUES – MORADA RECÔNDITA
MARIA
TERESA DIAS FURTADO – O ARCO DO TEMPO
AMADEU
BAPTISTA – ATLAS DAS CIRCUNSTÂNCIAS
CASIMIRO DE
BRITO – A BOCA NA FONTE
GRAÇA PIRES – CADERNO DE SIGNIFICADOS
ANTÓNIO
RAMOS ROSA – NUMA FOLHA, LEVE E
LIVRE
Acompanhe no FACEBOOK em: https://www.facebook.com/pages/Colec%C3%A7%C3%A3o-de-Poesia-Meia-Lua/246542722131354?ref=hl
Cada LIVRO tem o P.V.P. de 5,00 €
Pode ser encomendado por Email: luademarfimeditora@gmail.com
Ou por mensagem privada no Facebook
Campanha de Descontos + Portes de Envio GRÁTIS para
PORTUGAL Continental a partir de 10,00 €
PACK 6 – 25,50 €
[6 Livros X 5,00 = 30,00 € - Desconto de Campanha =
15% + OFERTA de Portes de Envio para PORTUGAL Continental]
OFEREÇA LIVROS!
sexta-feira, maio 03, 2013
Na RQCVD em Quinta do Conde
Há dias assim, uns que parecem maiores que os outros...
Hoje foi um daqueles de emoções fortes!
O programa n.º 4 de hoje, 3/5/2013, teve a gentil participação de: Ana - Cristina Caeiro - Olivia Santos - Maria Besuga - Joaquim Carmo e Paula Delgado . Gratos a todos os que acompanharam o programa, em especial, a estes amigos que ligaram e assim ajudaram a construir um lindo momento de emoções fortes! Abraço-vos a todos.
Hoje foi um daqueles de emoções fortes!
O programa n.º 4 de hoje, 3/5/2013, teve a gentil participação de: Ana - Cristina Caeiro - Olivia Santos - Maria Besuga - Joaquim Carmo e Paula Delgado . Gratos a todos os que acompanharam o programa, em especial, a estes amigos que ligaram e assim ajudaram a construir um lindo momento de emoções fortes! Abraço-vos a todos.
quinta-feira, maio 02, 2013
"Numa folha, leve e livre" de António Ramos Rosa
Título:
Numa folha, leve e livre
Autor:
António Ramos Rosa
Coleção: Meia Lua
Género: Cadernos de Poesia
Género: Cadernos de Poesia
Ano:
Abril 2013
P.V.P.: 5,00 €
P.V.P.: 5,00 €
Sinopse:
Corpo e alma num
novo corpo de texto assim é a palavra de Ramos Rosa.
O poeta escuta o seu próprio interior e a voz do seu ser é já “Folha Leve e Livre”, água da vida, dança, arco de possibilidades. Aqui a natureza ganha a voz do sol e da sombra, entre o visível e o invisível a palavra abre o tempo e o espaço: “Amar as palavras/é inventar o vento/através da noite/em pleno dia” ou ainda “Se escrevo/é para entrar no claro círculo do dia/e ser uma pedra que respira/um núcleo branco”. – Gisela Ramos Rosa
sábado, abril 27, 2013
Ana Leal suspensa da TVI
Muito bom dia!
Um excelente sábado para todos!
Um excelente sábado para todos!
Hoje estarei, a partir das 14h30m na Sociedade Filarmónica Democrática
Timbre Seixalense – Seixal
Ontem ao fim de tarde fui surpreendido com a notícia da
suspensão da jornalista Ana Leal da TVI.
Não conheço a pessoa, mas acompanho a profissional através
das suas reportagens, em especial, na Repórter TVI. Vejo isenção e a tentativa
de informar o grande público e também facilmente entendo que “mexe” em assuntos
que podem incomodar muita gente, mas é preciso que alguém dê voz, mostre a
realidade que camuflada existe no nosso dia-a-dia. Não conheço a causa deste
processo de inquérito nem faço julgamentos antecipados, mas afirmo sem medos de
que precisamos de bons profissionais e de gente que quer mostrar-nos o país
real que temos! Afirmo e reafirmo: Gosto do trabalho que a Ana Leal faz!
Por último fica o meu sincero desejo que tudo seja breve e
se resolva bem, e que a opinião pública não fique privada deste trabalho de
grande qualidade!
Tenham um excelente fim-de-semana!
Divirtam-se a conquistar cada minuto da vossa vida!
Muitos sorrisos para todos!
Muitos sorrisos para todos!
sábado, abril 20, 2013
sexta-feira, abril 19, 2013
sexta-feira, abril 05, 2013
VOZES DA NOITE na RQCVD
Um agradecimento especial a todos os ouvintes e, claro, a toda a equipa da RQCVD - Rádio Quinta do Conde e Voz Desportiva - pela oportunidade dada para este novo programa VOZES DA NOITE.
Para a semana conto com todos!
Paulo Afonso Ramos
SINOPSE
Na RQCVD – Rádio Quinta do Conde e Voz Desportiva – "VOZES DE NOITE" é o programa em que irás estar à conversa com Paulo Afonso Ramos, e entre músicas, daremos VOZ ao todo o auditório para que partilhes a tua opinião, desabafes e passes um excelente tempo na nossa companhia.
Todos nós somos as “VOZES DA NOITE”
REALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO
Paulo Afonso Ramos
HORÁRIO
Sexta-feira > 19H às 21H
segunda-feira, abril 01, 2013
sábado, março 30, 2013
VOZES DA NOITE na RQCVD
Na RQCVD – Vozes da Noite é
um programa às 6.ª feiras das 19h às 21h.
À conversa com Paulo Afonso Ramos, e entre músicas, damos VOZ
ao vasto auditório para que partilhe a sua opinião, desabafe e passe um
excelente tempo na nossa companhia.
Todos nós somos as “Vozes
da Noite”! http://www.radioqc.com/
sexta-feira, março 29, 2013
segunda-feira, março 25, 2013
PALAVRAS MAL DITAS de PEDRO BARROSO
Amigos, hoje apago a luz e adormeço feliz. Adormeço sempre feliz, mas hoje sinto-me ETERNO na minha felicidade. Mais um projecto que ganhou vida, cor e luz. Ganhou espaço e felicidade. Poesia, sempre a Poesia que aquece cada momento, cada noite fria. “Palavras mal ditas” são, aqui, bem ditas pelo próprio autor: Pedro Barroso. E assim, como comecei o dia, termino com a voz deste grande Senhor da Cultura Portuguesa que seja para todos nós um ETERNO. Obrigado Pedro. Grato por confiar em mim e na Lua De Marfim Editora com este novo Livro + CD. Boa noite!
sábado, março 23, 2013
segunda-feira, março 18, 2013
quinta-feira, março 07, 2013
Rogério Charraz canta poema de Sofia de Barros
Este poema, da Sofia de Barros, aqui cantado
ao vivo e sem microfone, pelo nosso amigo Rogério Charraz:
SOFIA DE BARROS, in “ANTES DE SERMOS DIA” – (LUA DE
MARFIM, 2012)
Campo lavrado
Fossem as
minhas mãos doces arados,
sulcando o
chão que é esse teu cheiro,
no húmus
destes beijos demorados
e serias campo
lavrado por inteiro.
Fossem os meus
olhos ventania,
estendendo-te
no solo de rajada,
num sopro toda
eu estremeceria
e já serias
terra, e eu nortada.
Fosse a minha
boca leve semente,
florescendo de
manhã no teu olhar,
e já o teu
sémen no meu ventre
seria promessa
de vida a germinar.
sexta-feira, março 01, 2013
Jornal "A BOLA" de QUA 27 FEV 2013 Ano LXIX, N.º 14.312
Não querer fazer
de estádio, morgue...
‘Futuro Risonho’, romance policial de Mário Nóbrega
onde há mistério no querer saber-se _de que clube se é ou no ver o Benfica-FC
Porto na TV de Mário Zambujal achou-o
«excelente»
Na apresentação que
lhe coube, Mário Zambujal revelou: «Estamos em presença de um excelente livro.
Muito bem estruturado, as suas personagens estão bem caracterizadas e a sua
trama sustentada de uma maneira que prende o leitor da primeira à última
página. Por conseguinte, um livro a não perder, ainda mais porque, com
determinação e coragem, o autor escreve uma história ficcionada que se enquadra
na história atual».
É mesmo isso (aliás, é mais, verá...) este Futuro
Risonho, de Mário Nóbrega. Quem lhe leu o anterior Um Mês, thriller
forte e polémico que brevemente poderá passar a cinema através da arte de um
realizador premiado em Cannes – verá que há várias pontes a ligá-los.
Mistério no Benfica-FC Porto
Para além de paixão e morte, frenesins e
sensualidades, flirts e traições, devaneios e noites quentes, por ele o
passa futebol (como se não imaginaria), no diálogo entre um capitão da GNR e um
inspetor da Polícia Judiciária:
- Qual é o seu clube?
Alfredo Medeiros estaria à espera de ouvir tudo e
mais alguma coisa, mesmo que tal pudesse significar mais problemas para a
investigação que já o perturbava demasiado, mas aquela pergunta... Não, não era
possível. E apenas conseguiu, na circunstância, responder com outra pergunta.
- O quê?!
- Qual é o seu clube? Não me vai
dizer que não tem um...
- Tenho, claro. Quem não tem um
clube?
- Então, diga-me lá qual é o seu?
- Desportivo de Chaves.
- Só pode estar a brincar comigo.
Percebe-se que não, não é brincadeira nenhuma,
fala-se de Raúl Águas a atirar o Chaves para a Taça UEFA – e salta, subtil, a
revelação sobre o também torcer por outro grande e o não largar o sofá:
- Não admito que quem vá a um
estádio possa estar sujeito a ter a sua vida em perigo. Até parece que as
pessoas vão para um campo minado...
- Lá isso é verdade.
- O capitão reparou que toda a
gente é revistada nas entradas dos estádios e, depois, durante um jogo, são
lançados petardos e toda a espécie de objetos para o relvado? Os estádios,
capitão, estão transformados em arenas, como no tempo dos romanos. O futebol
devia funcionar como mola impulsionadora de convívio, apesar do desejo legítimo
de se querer ganhar, e não como um passaporte para o hospital ou para a morgue.
Não, capitão, morte já eu tenho de sobra na minha profissão.
O capitão admite que gostava do Campomaiorense e
do... FC Porto – e desafia o inspetor para irem, ambos, ver na televisão o
Benfica-FC Porto. (E ler o livro é descobrir que a ideia, afinal, não era
apenas olhar para o jogo...)
tiros na fábrica de rolhas
OK, mas de que trata, então, este Futuro Risonho?
Se de um ajuste de contas, se de um crime passional se apurará, após o
proprietário de uma fábrica de rolhas de cortiça aparecer assassinado com três
tiros à porta da empresa, numa noite de janeiro...
entre morte e contrabando
«Numa escrita de estilo cinematográfico, o leitor é
convidado a acompanhar as investigações comandadas pelo inspetor Alfredo
Medeiros, da Polícia Judiciária, e pelo capitão Acácio Freitas, da GNR, e num
fôlego chega ao fim do enredo deste romance policial no qual abunda gente
considerada suspeita de ter cometido o crime que para sempre mudou a vivência
de Aldeia do Monte, no Alentejo. Curiosamente, enquanto decorre a investigação
ao assassínio de Geraldo Santos Ferro, uma outra, visando o desmantelamento de
uma rede de contrabando de tabaco, com quartel-general em Espanha e rota
pelas imediações de Aldeia do Monte, é coroada de êxito devido a um...
esquecimento».
É assim que, na contracapa, se levanta o véu à obra.
E sim: ler este Futuro Risonho é mesmo saltitar de suspense em suspense
até se chegar à frase, esfíngica ou não, que o matador larga ao ser apanhado:
«Fiz
aquilo que tinha de ser feito». (E ao chegar
aí, quem lá chegou, percebeu que, afinal, talvez não tenha sido por acaso ou
circunstância, que Mário Nóbrega, enquanto foi escrevendo o seu Futuro
Risonho não deixou, nunca, de ter presente uma ideia a povoar-lhe o
pensamento: a de a ficção ser filha da realidade.)
Na foto: Mário Zambujal, Mário Nóbrega e Paulo Afonso Ramos
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
Todo o homem tem que morrer!
Todo o homem tem que morrer!
Fecho os olhos. Finalmente chego a casa. Fiz o meu
caminho o melhor que sabia, talvez melhor podia, mas caminhei com os meus pés e
aprendi com os erros e quando decidi foi pela minha cabeça que pensei.
Fugi das guerras dos homens sem nunca me sentir
covarde. Afastei-me da meninice sem nunca perder a saudade. Desenhei na lua o
meu maior sonho e sorri na esperança de vê-lo crescer como uma criança feliz.
Todo o homem tem que lutar para crescer e eu lutei.
Todo o homem tem que perder para aprender e eu perdi. Todo o homem tem que
sofrer para viver e eu sofri. Mas também sorri! Também tive o brilho das
estrelas nos meus olhos e a luz da lua na minha alma. Mas, apesar de tudo, a
vida é um tempo, um espaço e todo o homem tem que morrer!
Em
mim já adormeceu um passado que não volta. Fecho os olhos. E viajo para o
fim... Todo o homem tem que morrer. Chego a casa, fecho a porta, as janelas e
deixo-me acontecer! Afinal, porque sim, todo o homem tem que morrer e eu hoje quero
ficar em casa.
Eduardo Montepuez, 25 de
Fevereiro de 2013
domingo, fevereiro 03, 2013
Agradecimento do 2.º Aniversário
Olá
Amigos!
Ontem
foi mais um dia marcante para mim, para a Lua de Marfim Editora e para todos os
que amam a escrita. Comemorar 2 anos de existência foi fantástico! Ter tantos
amigos junto de nós foi gratificante. Como ontem disse, foram 2 anos de luta e
de muito trabalho junto de uma equipa fabulosa que unida se esforça para dar o
seu melhor em prol de bons livros, da boa literatura. Muito caminho ainda há
para andar, muita luta e claro, muito esforço e dedicação, mas os 74 títulos
que existem já são uma boa mostra das nossas capacidades, dos bons Autores. A
todos os que já leram alguma coisa da nossa editora segue um abraço.
Gratos
por estarem ao nosso lado!
Paulo
Afonso Ramos
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
2 Anos depois...
Bom dia!
O nevoeiro esconde-nos a Lua sempre presente na nossa Alma. Talvez a proteja, a guarde para amanhã, que será o dia da festa. Certo é, que passaram 2 anos e tanta gente esteve envolvida, de uma forma ou de outra, neste sonho/projecto.
Para todos os envolvidos (até como Leitores) segue, sem nevoeiro, o meu reconhecimento num abraço apertado!
Grato por existirem!
Boa sexta-feira e até amanhã no Campo Grande, 56 em Lisboa.
O nevoeiro esconde-nos a Lua sempre presente na nossa Alma. Talvez a proteja, a guarde para amanhã, que será o dia da festa. Certo é, que passaram 2 anos e tanta gente esteve envolvida, de uma forma ou de outra, neste sonho/projecto.
Para todos os envolvidos (até como Leitores) segue, sem nevoeiro, o meu reconhecimento num abraço apertado!
Grato por existirem!
Boa sexta-feira e até amanhã no Campo Grande, 56 em Lisboa.
quarta-feira, janeiro 16, 2013
2.º Aniversário da Lua de Marfim
2.º
Aniversário da Lua de Marfim
A equipa da Lua de Marfim Editora convida-vos a estarem presentes na grande
festa do seu 2º aniversário,
a realizar no dia 2 de Fevereiro
(sábado), às 16h, no auditório do Campo Grande 56 em Lisboa, onde, entre outras surpresas,
será o lançamento das antologias “A vida
num sonho” e “Se sonhas consegues
fazer” em que participam vários autores.
Teremos momentos musicais com Rogério Charraz
Uma tarde de festa que contamos consigo.
Apareça! Venha divertir-se!
sexta-feira, janeiro 04, 2013
Preciso do vosso GOSTO
Estimadas (os) Amigas (os)
Há 3 páginas em que gostaria de contar com o Vosso GOSTO!
A minha página pessoal - Paulo Afonso Ramos http://www.facebook.com/pages/Atl%C3%A9tico-Clube-de-Portugal-Juvenis-B-20122013/201134983292078?ref=ts&fref=ts#!/pages/Paulo-Afonso-Ramos/154261744641276
A da minha editora - Lua De Marfim Editora http://www.facebook.com/pages/Atl%C3%A9tico-Clube-de-Portugal-Juvenis-B-20122013/201134983292078?ref=ts&fref=ts#!/pages/LUA-DE-MARFIM-EDITORA/161446523911145
E a da minha equipa - Atlético Clube de Portugal - Juvenis B 2012/13 http://www.facebook.com/paulo.a.ramos.39/posts/543059105704495?comment_id=6581344¬if_t=like#!/pages/Atl%C3%A9tico-Clube-de-Portugal-Juvenis-B-20122013/201134983292078
Grato aos que já cá estão. Força aos que ainda estão à porta :)
Façam o favor de entrar.
São bem vindos!
Há 3 páginas em que gostaria de contar com o Vosso GOSTO!
A minha página pessoal - Paulo Afonso Ramos http://www.facebook.com/pages/Atl%C3%A9tico-Clube-de-Portugal-Juvenis-B-20122013/201134983292078?ref=ts&fref=ts#!/pages/Paulo-Afonso-Ramos/154261744641276
A da minha editora - Lua De Marfim Editora http://www.facebook.com/pages/Atl%C3%A9tico-Clube-de-Portugal-Juvenis-B-20122013/201134983292078?ref=ts&fref=ts#!/pages/LUA-DE-MARFIM-EDITORA/161446523911145
E a da minha equipa - Atlético Clube de Portugal - Juvenis B 2012/13 http://www.facebook.com/paulo.a.ramos.39/posts/543059105704495?comment_id=6581344¬if_t=like#!/pages/Atl%C3%A9tico-Clube-de-Portugal-Juvenis-B-20122013/201134983292078
Grato aos que já cá estão. Força aos que ainda estão à porta :)
Façam o favor de entrar.
São bem vindos!
segunda-feira, dezembro 31, 2012
Votos sinceros de um excelente Ano Novo de 2013
Desejo
a todos os meus Familiares, Amigos, Colaboradores, Autores, Leitores, Jogadores
de futebol e aos muitos conhecidos, os Votos
sinceros de um excelente Ano Novo de 2013.
Grato
por todo o apoio recebido em 2012. Juntos faremos um fantástico 2013.
Muitos
Sucessos, Alegrias e Saúde para todos!
Grato
por existirem!
sexta-feira, dezembro 28, 2012
200 GOSTOS?
Será que esta página consegue chegar aos 200 GOSTOS até ao final do ano?http://www.facebook.com/pages/Paulo-Afonso-Ramos/154261744641276
domingo, dezembro 23, 2012
quarta-feira, dezembro 19, 2012
Povoenses!
Povoenses!
Neste Natal ofereça um livro sobre a nossa terra! Já saiu a
2.ª edição do livro “Póvoa Antiga – Crónicas e Roteiro das Ruas” de António José
Torres
Aproveite e adquira já!
Email: luademarfimeditora@gmail.com
Boas Festas! E com fantásticas leituras!
sexta-feira, dezembro 14, 2012
sábado, dezembro 01, 2012
sexta-feira, novembro 30, 2012
Os meninos da bola - Crónica de Dezembro 2012
Os meninos da bola
Num ano para sempre recordar, era setembro que amanhecia nas
minhas mãos e três vezes por semana acontecia magia quando, ao final da tarde,
primeiro, e depois já ao princípio da noite, os meninos de tenra idade se
juntavam num campo pelado para, atrás de uma bola que girava como o seu mundo,
correrem como quem busca o maior sonho.
Os meninos da bola queriam aprender, queriam saber sorrir e,
mais que tudo, queriam jogar à bola como quem faz o caminho da alegria, como
quem mostra ao mundo que a sua felicidade era, tão simplesmente, alcançada num
golo ou na amizade de estarem juntos e juntos queriam encontrar o seu destino.
Os mais velhos, de onze anos de idade (2001), eram iguais aos mais novos
(2003/04) no trato, na disciplina e no profundo respeito por todos os que os
rodeavam e, dentro do campo, a bola não deslumbrava idades mas sim vontades,
jeitos e todo o trabalho que desenvolviam. Aquele momento trissemanal era o seu
prémio – houvesse ou não jogo ao sábado.
E foi delicioso vê-los correr rumo ao crescimento tático, a
evolução da condição humana e ao desempenho coletivo. Em quase três meses (33
treinos) já não eram uns meninos que, ao acaso, estavam num mesmo espaço e
passaram a ser amigos (como os mais adultos são) que juntos brincavam quando se
proporcionava brincar e trabalhavam arduamente quando assim se exigia. Eram já
uma equipa de futebol em que cada um sabia qual era o seu espaço, a sua função
e o objetivo comum.
Mas, como no seu mundo mandam os adultos, um dia a notícia
anunciava a partida do seu treinador. Sem perceberem a razão, o olhar imediato
de espanto foi depressa substituído por um rio de lágrimas que passava por ali
naquele momento. A noite fria e escura mostrava-lhes que, no seu caminho, havia
um ou outro percalço e que nem sempre só de trabalho e vontade se construía o
seu querer.
Até que a semana findou e, no sábado de manhã, um jogo iria
acontecer; não por acaso, seria, nem mais nem menos, o dérbi da terra.
O sábado amanheceu chuvoso e o campo tinha pequenos lagos
que dificultavam o futebol, mas aqueles heróis de luta e querer tornaram-se
gigantes e venceram por 2-1. Acontecia história e uma grande felicidade porque
ali conseguiam a sua primeira vitória oficial e logo frente aos seus amigos e
colegas de escola. E após o apito final do árbitro, correram em conjunto para a
zona onde se encontravam os seus pais, para comemorar aquele acontecimento
especial e, num movimento espontâneo, como só as aves sabem fazer, voaram em
direcção ao seu ex-treinador (que assistia ao jogo fora do campo) para lhe
dedicar a sua primeira vitória oficial.
Guardarei o momento. Os seus olhos bordados de gratidão eram
o maior troféu que algum dia sonhara existir.
Ali, no momento mais alto, sentira que o cordão umbilical se
cortara para o futebol, porque aqueles homens de amanhã estavam encaminhados,
porque mais que ganhar é preciso saber estar, porque mais que o futebol há a
vida que merece ser vivida com amor e respeito, e eles, os meus pequenos
heróis, tinham acabado de demonstrar que aprenderam um pouco mais do que como
rola uma bola, porque perceberam como rola o mundo.
Talvez um o dia os reencontre num outro clube ou até num
campo qualquer, mas saberei que, em cada um deles, terei as mais gratas
recordações.
Os (meus) meninos da bola já são hoje uns homens que nos dão
as mais belas lições e nos fazem acreditar num futuro mais justo e amigo.
Parabéns, equipa! Parabéns, amigos! Até sempre e muito
obrigado por tudo.
Publicado na Edição n.º 15 | Ano II | Dezembro 2012
segunda-feira, novembro 26, 2012
quarta-feira, novembro 21, 2012
No "O Preço Certo" da RTP1
Hoje, dia da Televisão, estive no Preço Certo da RTP1 a concorrer. Fui até à final e perdi a montra por 730 €, mas ganhei muito mais com as pessoas que foram comigo para apoiar esta aventura. Foi divertido! Assim escrevo para que saibam que agradeço aos que me acompanharam e aos que apoiaram.
As 15 pessoas que estiveram comigo e aos amigos Nuno Caroça e José N. Ribeiro.
As Instituições:
ARIPSI –...
As 15 pessoas que estiveram comigo e aos amigos Nuno Caroça e José N. Ribeiro.
As Instituições:
ARIPSI –...
Associação de Reformados e Idosos da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/ ARIPSI/197825670263300
Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/ Junta-de-Freguesia-de-P%C3%B3vo a-de-Santa-Iria/ 235479469831621?fref=ts
Associação de Dadores Benévolos de Sangue da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/ Associa%C3%A7%C3%A3o-de-Dadores -Ben%C3%A9volos-de-Sangue-da-P %C3%B3voa-de-Santa-Iria/ 122567857765822
Bombeiros Voluntários da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/ bvpsi?fref=ts
LUA DE MARFIM EDITORA
http://www.facebook.com/#!/pages/LUA-DE-MARFIM-EDITORA/161446523911145
Um abraço de gratidão para todos!
http://www.facebook.com/pages/
Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/
Associação de Dadores Benévolos de Sangue da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/
Bombeiros Voluntários da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/
LUA DE MARFIM EDITORA
http://www.facebook.com/#!/pages/LUA-DE-MARFIM-EDITORA/161446523911145
Um abraço de gratidão para todos!
quinta-feira, novembro 01, 2012
Crónica do Adeus
Edição n.º 14 Ano I - Novembro 2012
NÃO O SONHO
Talvez sejas a breve
recordação de um sonho
de que alguém (talvez tu) acordou
(não o sonho, mas a recordação dele),
um sonho parado de que restam
apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
Também eu não me lembro,
também eu estou preso nos meus sentidos
sem poder sair. Se pudesses ouvir,
aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
animais acossados e perdidos
tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
desamarraram-me de mim e agora
só me lembro pelo lado de fora.
Manuel António Pina, em Atropelamento e Fuga.
Crónica do
Adeus
Sexta-feira.
19 de Outubro de 2012. Acabara de receber um email a solicitar a crónica para edição de novembro, com a
indicação do prazo limite de envio, e ainda mal sabia o que iria escrever.
Pouco tempo depois esta sexta-feira (o dia da semana de que menos gosto)
ficaria irremediavelmente perdida com a notícia da partida de Manuel António
Pina.
Pouco
antes, e em sentido contrário, através do Facebook, eu escrevia: “Bom fim de semana para todos os
meus amigos!
Sorriam e divirtam-se, porque a vida passa depressa...
Abraços!”
Sorriam e divirtam-se, porque a vida passa depressa...
Abraços!”
Não
imaginava que tão triste notícia abrigava, forçosamente, o meu sorriso e
roubava um sonho, entre tantos outros, que escondia atrás desta minha paixão
literária; conhecer pessoalmente e publicar (um só livro que fosse) Manuel
António Pina. Cheguei, timidamente, a segredar a alguém este louco desejo.
Talvez,
dentro do meu egoísmo, ainda não tivesse assumido algo mais importante: a
literatura portuguesa acabara de sofrer um rude golpe! Mais um...
Assim,
entre a perda e a tristeza profunda, decidia o que iria escrever para o jornal
de novembro: Uma crónica do adeus.!
Mais que a
qualidade da crónica, que a tristeza do momento, queria perpetuar em meu redor
um justo e digno adeus. Homenagear. Manuel António Pina fazia-me ficar parado
em frente ao televisor. Atento. Gostava das suas entrevistas. Fazia-me ler com
prazer. Gostava da sua escrita, em particular, da poesia rendilhada de
diferença, e adivinhava um homem excecional na inteligência e saber. Fazia-me,
portanto, sonhar com a remota possibilidade de criar uma relação com o próprio,
abordando várias temáticas e em especial sobre a paixão comum.
Não
aconteceu. Mas agora nada importa. Não importam os seus muitos prémios
literários nem os momentos que não aconteceram. Nem tão pouco importam os
dispersos acontecimentos após a sua morte, se poucos dias passados ninguém
recorda a obra ou o génio. Talvez, por isso, insista nesta crónica do adeus
para relembrar, NÃO O SONHO, mas a memória. A memória colectiva que se apaga
pela falta dos afectos, dos gestos mais disseminados ou das vontades que
ergueram o que nós agora somos. Sem educação e sem cultura nunca viajaremos no
tempo nem amaremos os que nos deram tanto e tanto; para muitos, foi sempre um
nada fingido de sobressaltos. Devíamos, diariamente, agradecer o que temos.
Devíamos compreender a grandeza dos que partiram sem comparações ou atropelos e
sem medos.
Obrigado
amigo do meu sonho. Um abraço. Com o poema deixo-me ficar em ti.
NÃO O SONHO
Talvez sejas a breve
recordação de um sonho
de que alguém (talvez tu) acordou
(não o sonho, mas a recordação dele),
um sonho parado de que restam
apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
Também eu não me lembro,
também eu estou preso nos meus sentidos
sem poder sair. Se pudesses ouvir,
aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
animais acossados e perdidos
tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
desamarraram-me de mim e agora
só me lembro pelo lado de fora.
Manuel António Pina, em Atropelamento e Fuga.
terça-feira, outubro 02, 2012
Meia Lua
Edição n.º 13 Ano I - Outubro 2012
As ideias nascem do quase nada, depois cria-se a vontade, já
com uma pequena semente cravada na ideia, e acrescenta-se alguma dose de
coragem para chegarmos à construção de um qualquer projeto. E é aqui que a
coragem ganha importância e poder, porque é quando temos que avançar, sair do
imaginário e tornar tudo real.
Esta pequena introdução poderia ser de abertura para
diversos fins, até poderia ser para contar-vos a realização de um filme, mas
não; serve para narrar-vos o nascimento de uma nova coleção literária da Lua de
Marfim Editora cujo nome, como já perceberam, é o de Meia Lua. É de pura
poesia, que espero venha a marcar pela positiva uma época (onde só se fala em
crise), e já agora, confesso-vos, também é a realização de um sonho muito antigo.
Então quando se deu o click
desta ideia? Num sábado em que não tinha nenhum evento literário decidi visitar
algumas livrarias e papelarias, em Lisboa e arredores, que tinham os livros da
editora para saber como corriam as vendas e se algumas reposições eram
necessárias.
Perto do final da manhã, cheguei a uma papelaria da Amadora
em que apenas tinha vendido um livro e, em conversa com o seu proprietário,
este queixava-se da crise e do receio das pessoas de gastarem o seu dinheiro em
coisas que não fossem consideradas fundamentais. Avançou para uma banca de
livros e apontou-me um deles, dizendo de seguida que só aquele livro se vendia.
Ao olhar para o dito, soltou-se-me a pergunta: «Porquê?» Depois peguei no livro
e reparei que não era conhecido, e que era de uma edição antiga e até nem
estava no seu melhor estado. Fiquei extasiado!
O proprietário, perante o meu espanto, depressa explicou que
as pessoas já só procuravam os livros de baixo custo e que esse fator era
sempre decisivo. Naquele caso também, pois o único argumento era esse, custava
5,00 €, e as pessoas não se importavam com a qualidade. Voltei a ficar
admirado.
Saí daquele espaço indignado. A cultura não é fundamental? A
qualidade não importa? Nem pensar! Tive, de imediato, uma enorme vontade de
criar algo que fosse acessível aos leitores, mas que também desse todas as
garantias de grande qualidade.
Começava assim de um ponto de partida, baixo custo com
qualidade, mas como e o quê? Então o amor falou mais alto e todos os caminhos
iam dar ao mesmo destino: Poesia!
Amante da boa poesia e precisando
dela quase como de respirar para ser inteiro, segui o mestre no que escrevia: “Para
ser grande, sê inteiro: nada / Teu exagera ou exclui. / Sê todo
em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes. / Assim em
cada coisa a Lua toda / Brilha, porque alta vive.” – Ricardo Reis (heterónimo de Fernando Pessoa).
Então, achado o caminho, era preciso caminhar. Para
encontrar a forma, consultei a minha equipa editorial, que depressa ficou
entusiasmada com a ideia, e talvez, também com o meu entusiasmo exacerbado.
Mas ainda faltava mais um passo, que hoje considero
indispensável, o convite a alguém para coordenar esta colecção e, para minha
felicidade, a pessoa desejada aceitou de imediato: Gisela Gracias Ramos Rosa, a
quem dedico uma palavra de gratidão. Sem ela não era, seguramente, a mesma
coisa.
Assim chegamos ao dia da apresentação da nova coleção, e
deixo-vos o convite:
A Lua de Marfim
tem o prazer de convidar V.ª Ex.ª a assistir ao lançamento de dois dos seus
mais recentes livros da nova Coleção Meia
Lua.
Dia 13 de Outubro de 2012 pelas 19 horas no Hotel Real Palácio em Lisboa, o escritor Gonçalo M. Tavares apresentará ao livro O arco do tempo de Maria Teresa Dias Furtado que, por sua vez, apresentará o livro Morada Recôndita de Agripina Costa Marques.
Dia 13 de Outubro de 2012 pelas 19 horas no Hotel Real Palácio em Lisboa, o escritor Gonçalo M. Tavares apresentará ao livro O arco do tempo de Maria Teresa Dias Furtado que, por sua vez, apresentará o livro Morada Recôndita de Agripina Costa Marques.
Contamos com a sua presença!
Termino na esperança de ter a alegria de recebê-los neste
dia, pois a excelente poesia desta coleção merece ser lida, sentida e
partilhada. E, já agora, posso confessar-vos: estou emocionado e feliz!
terça-feira, setembro 18, 2012
Desafios de escrita!
Caros
amigos e amigas
Depois
do sucesso que foi o livro “eu digo não ao não”, queremos ir mais longe e
desafiamos todos, dos mais novos aos mais velhos, a participar nas duas
antologias que iremos editar em breve.
Escrevam
um texto e enviem-nos para o e-mail antologias.luademarfim@gmail.com.
As regras são simples:
- O título do texto tem, obrigatoriamente, de ser “Se sonhas, consegues fazer” para
quem tem idade igual ou inferior a 18 anos e de “A vida num sonho” para os restantes. Não basta que o texto
enviado seja sobre a temática de cada um dos livros.
- Não há idade mínima nem
máxima para participação.
- Os textos têm de ser inéditos
e de autoria de quem participa.
- Os textos podem ser em prosa
ou poesia.
- Os textos terão de ter menos
de duas páginas A4 e deverão ser enviados em formato Word.
- Cada autor poderá enviar a
quantidade de textos que desejar mas se for selecionado apenas participará
com um.
- Não serão aceites
participações enviadas depois de 15 de Novembro de 2012.
- A escolha dos textos
participantes cabe à Lua de Marfim Lda.
- A breve biografia literária
não pode ultrapassar as três linhas e deverá conter, obrigatoriamente, a data de nascimento.
- Os autores que pretendam
participar sob pseudónimo devem dar essa indicação expressa,
comprometendo-se a Lua de Marfim a respeitar o sigilo.
- Os textos serão
identificados, nos livros, pelo nome ou pseudónimo do autor, podendo, o
próprio, escolher qual o nome que pretende que conste (no máximo de 3).
- Os dois livros obedecerão ao
novo acordo ortográfico e serão revistos antes de editados.
- Os livros “Se sonhas,
consegues fazer” e “A vida num sonho” serão editados em Fevereiro de 2013.
- Não há lugar a qualquer
pagamento, pelos autores, pela participação nos livros.
- Não haverá qualquer desconto no preço de venda dos livros para os participantes.
Ficamos
à espera das vossas participações e ficamos ao vosso dispor através do e-mail antologias.luademarfim@gmail.com caso tenham alguma dúvida adicional.
terça-feira, setembro 11, 2012
quarta-feira, setembro 05, 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























