Depois da apresentação do livro em Évora no dia 24 de Setembro decorreu no dia 27 de Setembro de 2008 pelas 15 horas no Auditório da Câmara Municipal da Amadora o Lançamento oficial do Livro “ Mínimos Instantes”
No dia 04 de Outubro de 2008 foi a vez de apresentar o livro no Porto, mais concretamente no Clube Literário do Porto.
Outras apresentações se seguem… por ora, as fotos desses dias maravilhosos!
Esta é a minha casa virtual onde poderás encontrar muitas letras unidas na construção das palavras, de poesia ou prosa, erguidas pelos sentidos… / Escrevo… para libertar as personagens que não consigo Ser! / Esta casa-blogue nasceu em 28 de Junho de 2006 - Obrigado por visitarem! - Paulo Afonso Ramos
segunda-feira, outubro 06, 2008
sexta-feira, outubro 03, 2008
Apresentação do livro "Mínimos instantes" no Porto
Amanhã, dia 4 de Outubro de 2008, o livro “Mínimos Instantes” será apresentado pela primeira vez no Porto.
Uma grande honra porque o convite foi-me feito pelo site “EscritArtes” um espaço muito especial para os que amam e respeitam a escrita. É com orgulho que também sou um dos membros desta grande e especial família da escrita que é a “EscritArtes”.
Obrigado pelo convite.
Obrigado pelo excelente trabalho que têm desenvolvido.
Parabéns pelo 1.º aniversário.
Deixo aqui o programa completo:
Grand Rendez-Vous EscritArtes – 4 de Outubro de 2008
10:30 - Recepção aos utilizadores do site EscritArtes e seus convidados
Abertura das exposições:
" Reporter in show/ Arte in loco" - António Murteira da Silva
" Fotosensibilidades, um olhar sobre a poesia" - Carla Rodrigues (Moonspirit)
11:00 - Porto de honra
Canto e guitarra - Renata Gonçalves
12:40 - almoço (livre, por conta dos utilizadores em restaurante ao lado do clube. Os preços à lista variam entre os 9 e 15 euros)
Em alternativa, o restaurante "verso em pedra" aceita fazer por encomenda uma refeição por 6,20€.
menu 1 - sopa de legumes, lombinhos com cogumelos frescos, salada e arroz, salada de fruta, pão
ou menu 2 - sopa de legumes, bacalhau com natas, legumes cozidos, salada de fruta, pão
As bebidas ficam sempre por conta de cada pessoa.
14:30 - Café com parabéns/Colectânea para todos (Arte pela Escrita);
-Ensemble de clarinetes da Banda Marcial do Vale (Sob a responsabilidade de Bruno Moreira):
- Die Zauberflote - Ouverture (Flauta mágica) W. A. Mozart/ Arr. N. Coombes
- Canon in D Major John Pachelbel/ Arr. K. Abeling
- Dance of the Swans (Dança dos Cisnes9) Tchaikovsky/ Arr. Ahon Cook
- Memórias de África John Barry / Arr. E. Ibañez
- The ants go marching Tradicional/ Arr. Bori Cser
-Renata Gonçalves
16:30 - Apresentação do livro "Mínimos instantes" - Paulo Afonso Ramos
- Actuação de Renata Gonçalves
19:00 - Encerramento
Nota: O clube oferece noite musical, a festa pode continuar!
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, 22 | 4050-430 PORTO Telefone 222 089 228
http://www.clubeliterariodoporto.co.pt
Uma grande honra porque o convite foi-me feito pelo site “EscritArtes” um espaço muito especial para os que amam e respeitam a escrita. É com orgulho que também sou um dos membros desta grande e especial família da escrita que é a “EscritArtes”.
Obrigado pelo convite.
Obrigado pelo excelente trabalho que têm desenvolvido.
Parabéns pelo 1.º aniversário.
Deixo aqui o programa completo:
Grand Rendez-Vous EscritArtes – 4 de Outubro de 2008
10:30 - Recepção aos utilizadores do site EscritArtes e seus convidados
Abertura das exposições:
" Reporter in show/ Arte in loco" - António Murteira da Silva
" Fotosensibilidades, um olhar sobre a poesia" - Carla Rodrigues (Moonspirit)
11:00 - Porto de honra
Canto e guitarra - Renata Gonçalves
12:40 - almoço (livre, por conta dos utilizadores em restaurante ao lado do clube. Os preços à lista variam entre os 9 e 15 euros)
Em alternativa, o restaurante "verso em pedra" aceita fazer por encomenda uma refeição por 6,20€.
menu 1 - sopa de legumes, lombinhos com cogumelos frescos, salada e arroz, salada de fruta, pão
ou menu 2 - sopa de legumes, bacalhau com natas, legumes cozidos, salada de fruta, pão
As bebidas ficam sempre por conta de cada pessoa.
14:30 - Café com parabéns/Colectânea para todos (Arte pela Escrita);
-Ensemble de clarinetes da Banda Marcial do Vale (Sob a responsabilidade de Bruno Moreira):
- Die Zauberflote - Ouverture (Flauta mágica) W. A. Mozart/ Arr. N. Coombes
- Canon in D Major John Pachelbel/ Arr. K. Abeling
- Dance of the Swans (Dança dos Cisnes9) Tchaikovsky/ Arr. Ahon Cook
- Memórias de África John Barry / Arr. E. Ibañez
- The ants go marching Tradicional/ Arr. Bori Cser
-Renata Gonçalves
16:30 - Apresentação do livro "Mínimos instantes" - Paulo Afonso Ramos
- Actuação de Renata Gonçalves
19:00 - Encerramento
Nota: O clube oferece noite musical, a festa pode continuar!
Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, 22 | 4050-430 PORTO Telefone 222 089 228
http://www.clubeliterariodoporto.co.pt
quarta-feira, outubro 01, 2008
Setembro
Esta noite partiste. E eu fiquei para trás enfeitado com lágrimas de saudade. Quando o nosso momento começou ambos sabíamos que seria um ciclo no tempo, ou um hiato nos nossos instantes, mesmo que mínimos instantes fossem.
Agora sinto a dor da perda, por muito que saiba que possas voltar novamente. Sinto o vazio que a noite veste e o meu olhar, que te procura com desejo, já não te encontra.
Que posso fazer para parar o tempo?
Que posso fazer para emendar os meus erros e alertar-te para os teus?
Passaram os dias e as noites, ao nosso lado e nenhum de nós tentou agarra-los, soubemos apenas dividi-los em traços largos de ousadia e paixão, de quente e frio ou de luz e escuridão…
E agora é passado. Um passado cheio de momentos mas imutável.
O nosso presente agora é diferente, num Outubro ofegante, ambos caminhamos por aí.
Por mim, direi, como minha confissão, que o meu corpo caminha por aqui na tentativa de arrastar a alma que ficou perdida nesse mês que partiu. Esta noite, sem uma despedida, meu coração ruiu.
Tentarei recompor-me, para chegar até ti outra vez, num ano qualquer!
Hoje só de lágrimas me cubro. Esta noite, quando acabar… nunca existiu.
Agora sinto a dor da perda, por muito que saiba que possas voltar novamente. Sinto o vazio que a noite veste e o meu olhar, que te procura com desejo, já não te encontra.
Que posso fazer para parar o tempo?
Que posso fazer para emendar os meus erros e alertar-te para os teus?
Passaram os dias e as noites, ao nosso lado e nenhum de nós tentou agarra-los, soubemos apenas dividi-los em traços largos de ousadia e paixão, de quente e frio ou de luz e escuridão…
E agora é passado. Um passado cheio de momentos mas imutável.
O nosso presente agora é diferente, num Outubro ofegante, ambos caminhamos por aí.
Por mim, direi, como minha confissão, que o meu corpo caminha por aqui na tentativa de arrastar a alma que ficou perdida nesse mês que partiu. Esta noite, sem uma despedida, meu coração ruiu.
Tentarei recompor-me, para chegar até ti outra vez, num ano qualquer!
Hoje só de lágrimas me cubro. Esta noite, quando acabar… nunca existiu.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Traz-me de volta o meu sorriso
No acaso encontrei-te. Perdida. Trazias nesse teu corpo a mágoa do silêncio e nos olhos projectavas a ausência da esperança. Encontrei-te nua de ti. Nua da pessoa que outrora conheci. Bons velhos tempos em que ambicionavas ser uma estrela maior que o sol, e que eras, simplesmente, feliz.
No entanto, agora, por acaso ou talvez não, quando nos cruzamos pelos caminhos da vida, o que senti, nesse momento, foi medonho e murchou o meu sorriso. Estranhamente perdi-me. Entrei nesse teu mundo árduo e austero de sorrisos e vivi-o intensamente. Envolvi-me no mesmo silêncio que habitava no teu corpo e compreendi de que era feita a mágoa que vestias nesse teu corpo desnudado de ti.
Nem sei o que aconteceu a seguir, sei apenas que o meu mundo se preencheu de nadas e, num caminho agreste, percorri-o cheio de tristeza numa solidão nunca percebida. Desse caminho restou-me a saudade do meu sorriso. Desde então percorri inúmeros caminhos pela vida em busca do que perdi e nunca consegui recuperar a perda que o acaso provocou.
Hoje sei que o meu verdadeiro caminho passa por ti e, nessa consciência abstracta, imploro-te que me tragas de volta o meu sorriso.
Saberás encontrar-te. Saberás que esse facto mudará o teu destino e assim, num reflexo mítico, será extenso ao meu encontro. Duas almas salvas pela plenitude do sentir poderão recuperar a alegria, a vontade e amor pela vida.
Sento-me encantado pela esperança, debaixo da sombra de uma azinheira e, espero pela voz do vento que promete anunciar as boas novas. Espero por essas notícias, espero assim poder recuperar o que mais quero e, até lá, só o meu grito se antecipa e se repete onde o seu eco fortalece a realidade esperada.
Oiço-me:
- Traz-me de volta o meu sorriso.
- Traz-me de volta o meu sorriso.
No entanto, agora, por acaso ou talvez não, quando nos cruzamos pelos caminhos da vida, o que senti, nesse momento, foi medonho e murchou o meu sorriso. Estranhamente perdi-me. Entrei nesse teu mundo árduo e austero de sorrisos e vivi-o intensamente. Envolvi-me no mesmo silêncio que habitava no teu corpo e compreendi de que era feita a mágoa que vestias nesse teu corpo desnudado de ti.
Nem sei o que aconteceu a seguir, sei apenas que o meu mundo se preencheu de nadas e, num caminho agreste, percorri-o cheio de tristeza numa solidão nunca percebida. Desse caminho restou-me a saudade do meu sorriso. Desde então percorri inúmeros caminhos pela vida em busca do que perdi e nunca consegui recuperar a perda que o acaso provocou.
Hoje sei que o meu verdadeiro caminho passa por ti e, nessa consciência abstracta, imploro-te que me tragas de volta o meu sorriso.
Saberás encontrar-te. Saberás que esse facto mudará o teu destino e assim, num reflexo mítico, será extenso ao meu encontro. Duas almas salvas pela plenitude do sentir poderão recuperar a alegria, a vontade e amor pela vida.
Sento-me encantado pela esperança, debaixo da sombra de uma azinheira e, espero pela voz do vento que promete anunciar as boas novas. Espero por essas notícias, espero assim poder recuperar o que mais quero e, até lá, só o meu grito se antecipa e se repete onde o seu eco fortalece a realidade esperada.
Oiço-me:
- Traz-me de volta o meu sorriso.
- Traz-me de volta o meu sorriso.
domingo, setembro 28, 2008
Lançamento oficial do Livro “ Mínimos Instantes”
Lançamento oficial do Livro “ Mínimos Instantes”
No dia 27 de Setembro de 2008 pelas 15 horas decorreu no Auditório da Câmara Municipal da Amadora o Lançamento oficial do Livro “ Mínimos Instantes”
Cabe-me expressar, como autor, a gratidão a todos que tiveram presentes e elogiar a numerosa equipa de trabalho deste evento que com o seu brio profissional e o seu cunho pessoal de dedicação, alegria e muita amizade. Todos foram de uma entrega total para que o resultado final fosse o que aconteceu, ou seja, o melhor.
Foi para mim um dia muito especial que guardarei no meu coração e na memória, sendo o concretizar do sonho de menino.
Tive a sorte e o privilégio de poder contar com pessoas fantásticas e de uma qualidade inquestionável o que elevou ao auge o dia que sempre sonhei.
A todos, de uma forma sentida, a minha enorme gratidão.
Com o apoio de:
Câmara Municipal da Amadora
Biblioteca Municipal da Amadora
Edium Editores
Dr.ª Cecília Neves
Dr.ª Vanda
Jorge Castelo Branco
Xavier Zarco
Vera Silva
Magda Pais
D. Dinis
Sandra Rodrigues
Ricardo & Veloso
Ana Sofia
Diana
Ana Cintrão
Miguel Pais
Luso-poemas
Luís Gaspar
Blogues que divulgaram o evento
Aos que estiveram presentes
Agradeço ainda aos que ajudaram a promover o livro na semana que antecedeu este evento:
Rádio Tempos Livres – Ponte de Sor
Rádio Telefonia Alentejo – Évora
Livraria Nazareth &Filhos – Évora
Escola E.B. 1 Chafariz D´El Rei – Évora
Escola 1.º Ciclo Heróis do Ultramar – Évora
Concerto de Taças Tibetanas e Gongos
segunda-feira, setembro 22, 2008
Lançamento do Livro “Mínimos Instantes”

O autor e a edium editores têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento deste livro a ter lugar no Auditório da Câmara Municipal da Amadora, dia 27 de Setembro, pelas 15 horas. A apresentação da obra e autor estará a cargo do poeta Xavier Zarco. No decorrer do evento serão declamados poemas do livro por Dionísio Dinis e interpretados trechos musicais por Sandra Rodrigues.
Se puder, não falte.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Programa para Évora para o Livro "Mínimos Instantes"

Programa para Évora para o Livro "Mínimos Instantes"
Dia 24 - (Setembro 2008)
14h – Escola E B 1 de Chafariz D’EL Rei – Rua São Brás Regedouro
17.45h – Livraria Nazareth & Filhos – (Praça do Giraldo, 46)
23h – Rádio Telefonia Alentejo – Programa: Na Escuridão da Noite
Este programa pode ser escutado em 103.2FM ou em http://www.rta.com.pt
Dia 25 - (Setembro 2008)
14h - Escola 1.º Ciclo Heróis do Ultramar - Avenida Heróis Ultramar
terça-feira, setembro 16, 2008
Adeus
Molhei os pés nessa onda
que rebentou no meu olhar
e o pôr-do-sol sorriu
num aceno de despedida.
A brisa saudou-me
num brinde de nostalgia
e o mar inquieto
murmurou o secreto desejo.
Na passagem do testemunho
despedi-me do rosto (que partiu)
fiquei com as lágrimas
e a solidão da noite.
Amanhã voltarei…
que rebentou no meu olhar
e o pôr-do-sol sorriu
num aceno de despedida.
A brisa saudou-me
num brinde de nostalgia
e o mar inquieto
murmurou o secreto desejo.
Na passagem do testemunho
despedi-me do rosto (que partiu)
fiquei com as lágrimas
e a solidão da noite.
Amanhã voltarei…
segunda-feira, setembro 15, 2008
Perdi-me Nos Escombros…Da Sociedade
Faz hoje, 11 de Setembro de 2008, sete (7) anos que caíram as torres gémeas do Word Trade Center, em New York, nos Estados Unidos.
Esse facto predomina na minha memória. Nas férias desse ano, enquanto almoçava, assisti, na televisão e em directo ao colapso das torres. Sim, em directo, como um qualquer espectáculo.
Creio que foi o início do fim ainda por acontecer, porque, desde esse dia, nada mais foi igual. A violência foi assumida como algo natural dos nossos dias. Aumentaram as formas gratuitas, modificaram-se preconceitos, actualizaram-se métodos, mas, de facto, nada mais ficou igual, porque tudo piorou para os pacatos membros, honestos, desta sociedade que persiste em fazer parte de um mundo, dito, civilizado.
Hoje, a realidade é diferente, vivemos nos escombros da sociedade e ninguém consegue travar esse flagelo. Amanhã, pela incidência assustadora, tudo isto será banal, de tanto acontecer e de vermos na televisão e nos jornais os constantes acontecimentos que, numa decadência abismal, se repetem. Apenas se repetem.
Perderam-se os valores morais e a justiça não conseguiu acompanhar o aumento da delinquência. Nestes tempos, já é banal, um homem dentro de uma esquadra da Policia disparar contra outro homem, e aguardar julgamento em liberdade. O crime já não passa de uma nova doença social, e, como tal, não há nada a fazer. Resta-nos, suspirar por ainda não termos sido apanhados numa qualquer encruzilhada anunciada na abertura do telejornal das 20 horas. Resta-nos acreditar que tudo o que acontece de mal, nunca chegará a nossa rua ou que nenhum membro do nosso círculo da família, dos amigos ou do lote dos conhecidos, seja envolvido, involuntariamente, num desses episódios agora em voga. E como somos um povo pacífico e de brandos costumes, lá vamos levando os dias, um atrás do outro, com lamentações ambíguas onde o que importa é que as coisas só aconteçam aos outros e nunca aos nossos, até ao dia que algum iluminado, leia-se alguém com poder, sinta na pele e queira mover as suas forças e as suas influências contra o mundo errado. Até lá… está-se bem!
Esse facto predomina na minha memória. Nas férias desse ano, enquanto almoçava, assisti, na televisão e em directo ao colapso das torres. Sim, em directo, como um qualquer espectáculo.
Creio que foi o início do fim ainda por acontecer, porque, desde esse dia, nada mais foi igual. A violência foi assumida como algo natural dos nossos dias. Aumentaram as formas gratuitas, modificaram-se preconceitos, actualizaram-se métodos, mas, de facto, nada mais ficou igual, porque tudo piorou para os pacatos membros, honestos, desta sociedade que persiste em fazer parte de um mundo, dito, civilizado.
Hoje, a realidade é diferente, vivemos nos escombros da sociedade e ninguém consegue travar esse flagelo. Amanhã, pela incidência assustadora, tudo isto será banal, de tanto acontecer e de vermos na televisão e nos jornais os constantes acontecimentos que, numa decadência abismal, se repetem. Apenas se repetem.
Perderam-se os valores morais e a justiça não conseguiu acompanhar o aumento da delinquência. Nestes tempos, já é banal, um homem dentro de uma esquadra da Policia disparar contra outro homem, e aguardar julgamento em liberdade. O crime já não passa de uma nova doença social, e, como tal, não há nada a fazer. Resta-nos, suspirar por ainda não termos sido apanhados numa qualquer encruzilhada anunciada na abertura do telejornal das 20 horas. Resta-nos acreditar que tudo o que acontece de mal, nunca chegará a nossa rua ou que nenhum membro do nosso círculo da família, dos amigos ou do lote dos conhecidos, seja envolvido, involuntariamente, num desses episódios agora em voga. E como somos um povo pacífico e de brandos costumes, lá vamos levando os dias, um atrás do outro, com lamentações ambíguas onde o que importa é que as coisas só aconteçam aos outros e nunca aos nossos, até ao dia que algum iluminado, leia-se alguém com poder, sinta na pele e queira mover as suas forças e as suas influências contra o mundo errado. Até lá… está-se bem!
sábado, setembro 13, 2008
Convite
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Os autores,
Maria Mamede e Albino Santos
e a edium editores, convidam-no a estar presente na sessão de lançamento do livro
Quem sabe, amanhã será Primavera!...
a ter lugar no Largo do Souto, Gondomar (VII Feira do Livro de Gondomar)
na próxima segunda-feira, dia 15, pelas 21.30 horas.
Se puder, não falte.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Sentada Na Areia - Convite


Sábado, 13 de Setembro, 16 horas
A autora,
Joana Moça
e a edium editores convidam-no a estar presente na sessão de apresentação do livro
SENTADA NA AREIA
a ter lugar na Biblioteca Camilo Castelo Branco, Vila Nova de Famalicão,
no próximo sábado, dia 13, pelas 16.00 horas.
Obra e autora serão apresentadas pelo poeta Xavier Zarco.
Se puder, não falte!
quarta-feira, setembro 10, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
Injustiça
Deixa-me. Quero gritar
libertar os meus ecos
dessa injustiça que não sentes
quero. Mesmo que não saibas.
O mundo não parou
na lágrima que derramei
só a minha emoção se despiu
despindo toda a injustiça.
Sabes ver o meu sorriso?
Afinal, a injustiça, ficou aprisionada.
Nota: Este poema é dedicado a alguém muito especial para mim, de quem tenho o prazer de ser um dos seus amigos. Obrigado Amiga Pedra Filosofal
libertar os meus ecos
dessa injustiça que não sentes
quero. Mesmo que não saibas.
O mundo não parou
na lágrima que derramei
só a minha emoção se despiu
despindo toda a injustiça.
Sabes ver o meu sorriso?
Afinal, a injustiça, ficou aprisionada.
Nota: Este poema é dedicado a alguém muito especial para mim, de quem tenho o prazer de ser um dos seus amigos. Obrigado Amiga Pedra Filosofal
segunda-feira, setembro 08, 2008
António Lobo Antunes

António Lobo Antunes
Mais um domingo com todos os que já perdi. Um sol abrasador que me impede de sair de casa. A idade teima em restringir-me os desejos e, nas limitações do meu corpo, rendo-me, sem que antes tenha lutado para modificar o que quer que seja.
Pego no livro – Livro de Crónicas – de António Lobo Antunes, e começo uma nova etapa, talvez para esquecer a minha realidade ou para deliciar-me nos prazeres de uma escrita atenta e tão real que me adormece o desejo.
Desfolho cada página com uma ansiedade crescente para que depressa possa chegar ao fim de cada crónica que escreve. Quero receber cada mensagem ali deixada e satisfazer a minha curiosidade em cada final. Deixo-me ir nas palavras do autor e até consigo ver as imagens que desenha com as palavras. Sinto as suas metáforas como se tivessem vida.
Não paro. Nem a surpresa cabe em mim, quando leio os passos dados pelo autor pelos mesmos sítios pisados por mim. Sinto-o omnipresente. Sinto que pertence à vida que vivi e que percorreu os mesmos lugares públicos que percorri e, na semelhança, até descubro que gostamos do mesmo filme que, na época, era cabeça de cartaz.
O meu domingo é mais sorridente assim. O sol já não importa se queima ou sorri e o meu corpo já não me impede de viajar aos lugares mais desejados pelo meu pensamento abstracto ou lúdico.
De tudo, sobra-me a vontade de escrever, de escrever como o senhor António, de ter a coragem de escrever muitas frases entre outros, algumas com a fragrância da verdade rejeitada e outras com a dureza dos tempos que já esquecemos. Mas não! A minha consciência pede-me calma, ilumina-me a realidade e diz-me que não será, de todo, possível escrever como o senhor António. Ele é, de facto, alguém que domina as palavras e que brinca com as personagens do seu eu. É, portanto, alguém de outra esfera superior. Resigno-me à minha realidade, mesmo antes de o tentar. Que importa afinal, se o prazer da sua escrita me seduz em cada leitura que faço? Que interessa, se cada crónica sua é um alimento que preciso? Não importa. Nada mesmo, porque basta-me que cada leitura tenha sido acompanhada por um soberbo prazer. Sobra-me ainda a vontade de escrever, a minha maneira, com as minhas palavras e os meus sentimentos retirados de mais um domingo igual a tantos outros que já perdi.
Um dia talvez conheça o senhor António e os meus olhos brilhem pedindo um aperto de mão e umas palmadinhas nas costas. Talvez seja o momento maior de um domingo qualquer por acontecer. Por ora, deixo-me extasiado entre os sonhos desejados e a realidade que aquele Livro de Crónicas me empresta. Resta-me agradecer-lhe e esperar por um domingo qualquer. Obrigado senhor António.
domingo, setembro 07, 2008
Silencio-te
Silencio-te. Noite triste
só a lua me sorri
plantada a escuridão
que aglomera a minha condição.
Silencio-te. Sentimento impune
que respira e sobrevive.
Silencio-te. A razão que nos une
e assim afasto a voz.
Silencio-te. Num silêncio cúmplice
silencio-te e assim me deixo morrer!
só a lua me sorri
plantada a escuridão
que aglomera a minha condição.
Silencio-te. Sentimento impune
que respira e sobrevive.
Silencio-te. A razão que nos une
e assim afasto a voz.
Silencio-te. Num silêncio cúmplice
silencio-te e assim me deixo morrer!
sábado, setembro 06, 2008
Escrevo-vos!
Escrevo-vos!
Um dia, algures na Net, alguém encontrou o meu blogue e deixou um comentário para que visitasse o Luso-poemas.
Foi o que fiz e foi amor á primeira vista. Senti-me em casa e entre pessoas com um prazer comum, a escrita.
Tudo aconteceu muito depressa, sem conhecer alguém, fui convidado para Moderador do Fórum e pouco tempo depois para Administrador.
Entretanto conhecia algumas pessoas, com quem tive o prazer de conquistar a amizade. Umas, mais que outras, ritual da vida, mas em que a escrita se envolvia e nos alimentava o desejo de conquistar objectivos, partilharmos e divulgar o que nos unia.
Dei o melhor de mim, nas funções que me confiaram mas podia ter feito mais e melhor.
Dei o melhor de mim, no que escrevi e partilhei, mas foi pouco porque não tinha mais para dar. Dei o que devia dar, em cada comentário que fiz, porque era o que naquele momento sentia. De nada me arrependo. Tudo o que aconteceu foi maravilhoso e até nas coisas menos boas que me aconteceram, eu aprendi e cresci. Tenho o privilégio e consciência de que devo sempre agradecer a este site por essa aprendizagem e crescimento.
Agradeço assim, também e de forma indirecta, a todos os Luso-poetas que aqui passaram e já saíram e aos que por cá continuam, porque percebo que todos foram importantes para o site e por consequência, para mim.
Em cada texto que li encontrei um pedaço de bom saber e agarrei-o. Hoje, existo com um pouco de todos vós. Já nem sei passar sem uma visita á nossa casa ou sem uma interacção com os membros desta grandiosa família. Uns mais, que outros, é assim que dita a lei da vida. Insisto eu outra vez. Sempre com a escrita na mente.
É a escrita que nos UNE. Seja em poesia ou em prosa ou noutra variante qualquer.
Não é a polémica ou a necessidade de confronto. Lamento que essa realidade não prevaleça sempre e que possa existir alguém disposto a criticar, duvidar ou a denegrir.
Não compreendem a dor, que provocam e não sentem. Não percebem o esforço, oculto, mas que lhes dá o espaço onde se expõem. Não foi para isso que vim. Não foi para isso que troquei outros prazeres da vida em prol de um site que amo e dos utilizadores que respeito. Foi pela escrita! A mesma que nos faz vir cá cada dia, um atrás do outro e por um tempo indefinido. Quero devolver, quero que devolvam, ao espaço o que ele merece. A escrita! E tem que ser num esforço conjunto, sem maiores ou menores, sem grandes ou pequenos, mas apenas como entusiastas e amantes da escrita.
Aos amigos, uma palavra de gratidão e a minha amizade intacta. Aos Lusos, o meu obrigado por tanto que me têm dado. A todos o meu desejo de que tudo de bem aconteça e que, se amam a escrita, que lutem por ela em prol do seu próprio umbigo. Não quero polémicas. Escrevo-vos para que salvem a escrita e o espaço que ainda existe. Afinal, é a escrita que nos unia. E é a escrita que continuará a fazer crescer esta UNIÃO!
Obrigado a todos.
Nota: Texto dedicado ao site onde escrevo:
http://www.luso-poemas.net/
Um dia, algures na Net, alguém encontrou o meu blogue e deixou um comentário para que visitasse o Luso-poemas.
Foi o que fiz e foi amor á primeira vista. Senti-me em casa e entre pessoas com um prazer comum, a escrita.
Tudo aconteceu muito depressa, sem conhecer alguém, fui convidado para Moderador do Fórum e pouco tempo depois para Administrador.
Entretanto conhecia algumas pessoas, com quem tive o prazer de conquistar a amizade. Umas, mais que outras, ritual da vida, mas em que a escrita se envolvia e nos alimentava o desejo de conquistar objectivos, partilharmos e divulgar o que nos unia.
Dei o melhor de mim, nas funções que me confiaram mas podia ter feito mais e melhor.
Dei o melhor de mim, no que escrevi e partilhei, mas foi pouco porque não tinha mais para dar. Dei o que devia dar, em cada comentário que fiz, porque era o que naquele momento sentia. De nada me arrependo. Tudo o que aconteceu foi maravilhoso e até nas coisas menos boas que me aconteceram, eu aprendi e cresci. Tenho o privilégio e consciência de que devo sempre agradecer a este site por essa aprendizagem e crescimento.
Agradeço assim, também e de forma indirecta, a todos os Luso-poetas que aqui passaram e já saíram e aos que por cá continuam, porque percebo que todos foram importantes para o site e por consequência, para mim.
Em cada texto que li encontrei um pedaço de bom saber e agarrei-o. Hoje, existo com um pouco de todos vós. Já nem sei passar sem uma visita á nossa casa ou sem uma interacção com os membros desta grandiosa família. Uns mais, que outros, é assim que dita a lei da vida. Insisto eu outra vez. Sempre com a escrita na mente.
É a escrita que nos UNE. Seja em poesia ou em prosa ou noutra variante qualquer.
Não é a polémica ou a necessidade de confronto. Lamento que essa realidade não prevaleça sempre e que possa existir alguém disposto a criticar, duvidar ou a denegrir.
Não compreendem a dor, que provocam e não sentem. Não percebem o esforço, oculto, mas que lhes dá o espaço onde se expõem. Não foi para isso que vim. Não foi para isso que troquei outros prazeres da vida em prol de um site que amo e dos utilizadores que respeito. Foi pela escrita! A mesma que nos faz vir cá cada dia, um atrás do outro e por um tempo indefinido. Quero devolver, quero que devolvam, ao espaço o que ele merece. A escrita! E tem que ser num esforço conjunto, sem maiores ou menores, sem grandes ou pequenos, mas apenas como entusiastas e amantes da escrita.
Aos amigos, uma palavra de gratidão e a minha amizade intacta. Aos Lusos, o meu obrigado por tanto que me têm dado. A todos o meu desejo de que tudo de bem aconteça e que, se amam a escrita, que lutem por ela em prol do seu próprio umbigo. Não quero polémicas. Escrevo-vos para que salvem a escrita e o espaço que ainda existe. Afinal, é a escrita que nos unia. E é a escrita que continuará a fazer crescer esta UNIÃO!
Obrigado a todos.
Nota: Texto dedicado ao site onde escrevo:
http://www.luso-poemas.net/
quinta-feira, setembro 04, 2008
Existo!
I
Existo!
Vivo pela vida
por o amor
pela fantasia.
Vivo com emoção
com a dor
entre muitas alegrias.
Vivo enquanto puder
porque quero aprender!
II
Não Existo!
Na caminhada da morte
branda e mordaz
que veste a loucura.
Na guerra do poder
moribundo do meu querer
e apagado do sonho.
Não existo no inferno
não existo por existir…
III
Existência!
Recheio o meu mundo
de pedaços de emoção
de momentos de alegria.
Quero poder escrever
os meus sonhos acontecidos
os meus desejos por alcançar.
Fazem-me acreditar na existência
fazem-me esquecer qualquer perda.
Existo!
Vivo pela vida
por o amor
pela fantasia.
Vivo com emoção
com a dor
entre muitas alegrias.
Vivo enquanto puder
porque quero aprender!
II
Não Existo!
Na caminhada da morte
branda e mordaz
que veste a loucura.
Na guerra do poder
moribundo do meu querer
e apagado do sonho.
Não existo no inferno
não existo por existir…
III
Existência!
Recheio o meu mundo
de pedaços de emoção
de momentos de alegria.
Quero poder escrever
os meus sonhos acontecidos
os meus desejos por alcançar.
Fazem-me acreditar na existência
fazem-me esquecer qualquer perda.
terça-feira, setembro 02, 2008
Capa de Mim... (Prosa)
Escrevi um poema de mim. Nele descrevi a capa onde me escondo, e que todos pensaram que seria preta, só que eu pintei-a de outras cores. Pintei-a das cores dos olhos que a observaram e desenhei um arco-íris ondulante…
Escrevi um poema do que pensava de mim, ou do que pensavam de mim. Não sei, nem quis descobrir. Escrevi e, depois, sentei-me na margem do rio á espera dos peixes. Queria que olhassem para mim, porque, mesmo que chorassem, nunca viria as suas lágrimas. Mesmo que sorrissem, nunca encontraria o seu sorriso. O que queria mesmo, era falar de mim, da forma como queria que me vissem e nem percebi que essa razão não existia, não tinha fundamento, não tinha qualquer sentimento. Ou o que queria mesmo era olhar, olhos nos olhos, dos peixes que mostrassem curiosidade em se aproximar.
Talvez tudo não passasse de um pretexto para ir para o rio e estar na natureza. Talvez quisesse mergulhar nas águas geladas e acordar do meu momento, denso, de nevoeiro incisivo, que me isolava de mim e do meu mundo…
Tenho-a comigo, essa mesma capa da cor dos teus olhos, que o nevoeiro teima em esconder. Só tu a podes ver, sempre que queiras, mesmo que o silêncio, como o dos peixes, permaneça. Será a capa, a que um dia vestiste, e num sorriso lindo, gritaste ao mundo:
- És o que resta de mim…
Visto a capa quando a saudade entra dentro de mim e ninguém compreende que a vida é mesmo assim…
domingo, agosto 31, 2008
Capa de Mim...
Hoje trago uma capa
da cor dos teus olhos
que me envolve num nevoeiro.
Ninguém me vê
no denso nevoeiro do teu olhar
só tu…
Todos falam da minha capa
de cores diversas e formas intensas.
da cor dos teus olhos
que me envolve num nevoeiro.
Ninguém me vê
no denso nevoeiro do teu olhar
só tu…
Todos falam da minha capa
de cores diversas e formas intensas.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Noite & Dia

(Foto de: Gelu Vasile)
Quando me deito, no silêncio da minha humilde cama, escondo-me, no escuro da noite, duma sociedade erguida pelas pessoas que comigo conviveram na luta árdua de mais um dia passado.
É nesse momento que busco o meu interior, para avaliar cada momento que tive para tentar perceber as razões porque não dei tudo o que, de mim, tinha para dar.
Cresce uma tristeza profunda, combalida, com a consciência das minhas falhas. É nesse espaço circunscrito que me meço e me prometo um esforço maior para o dia seguinte. É na consciência do momento que cresceu uma flor do meu jardim com o nome de esperança.
Ao terminar o meu ritual, sinto-me embalado para mais uma noite de sono intenso, recuperando assim a força e o querer, acreditando que conseguirei melhorar.
Vivo nessa eterna esperança, de flor e de acreditar, que amanhã conseguirei superar-me. Sinto que é possível. E, em cada manhã, o meu acordar é a sorrir.
Sem segredo, admito, que o meu sorriso natural é o motor em marcha para a caminhada de mais um intenso dia.
Repito-me sempre! Repito os dias, os rituais, os desejos. Repito as conquistas e os imprevistos, convicto que poderei melhorar e estar bem comigo próprio, num primeiro passo para poder, num segundo passo, estar bem com os outros. Porque só depois de estar bem comigo próprio poderei estar bem com os outros.
Repito-me sempre, até pela esperança de um dia melhor… nunca deixei de acreditar.
Hoje já vejo as flores, já sinto o encanto de cada mulher e o brilho de cada pormenor de um escasso momento. Hoje já sou melhor… porque, ao acordar, já abro os olhos para os que me rodeiam, deixando de me concentrar apenas em mim!
Finalmente percebi que tinha que ser assim…
segunda-feira, agosto 25, 2008
Mulher & Poesia
sábado, agosto 23, 2008
Violência
quarta-feira, agosto 20, 2008
Edium Editores

Em Setembro vai nascer o meu novo livro, “Mínimos Instantes” que conta com a chancela da Edium Editores. Deixo-vos aqui o link (basta clicar no título) e a capa desse mesmo livro.
Gostaria de contar com a presença de todos nas apresentações e, em especial, no lançamento oficial que está agendado para 27/09/2008 às 15 horas no auditório da Câmara Municipal da Amadora.
Irão surgindo mais informações. Obrigado.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Crónica Sem Título

(Foto de: Marvin Sodicoff)
Somos tantos que amamos a escrita. E somos tantos os que a desprezamos quando, com as palavras que usamos, escolhemos alvos para acertar. Só os que o fazem por amor escapam…
Então, as palavras, ditas nossas, são meros objectos de um ataque feroz e premeditado. Mesmo que usemos essas mesmas palavras com encanto e sensibilidade, o mesmo encanto e sensibilidade que usamos para fomentar a criação dum texto, então, essa razão deixa um vazio frio e quase disfarçado. A arte da escrita serve-nos tão bem!
Iludimo-nos, quando a escrita nos dá um prazer vagaroso e evolutivo, que nos transporta para o impulso de publicar, em lados diversos, a obra de arte que acabamos de fazer nascer. Pura ilusão. Falsa questão. Porque, quando assim acontece, somos o destino dessa arma inventada com artes de malvadez, e, em mesquinhas intenções, e por engraçado ou estranho que pareça, nem sequer damos conta dessa nossa realidade.
E o mundo está cheio de pretensos escritores, que usam armas no corpo da palavra quando deveriam usar flores, que usam guerras na alma da palavra quando deveriam usar a gratidão. A gratidão de terem leitores que os leiam. A gratidão, em forma de amor, por terem quem os siga, dando substrato, ao que escrevem.
Amar a escrita é respeitar quem lê, é ter, como função assumida, o facto de ser o portador da mensagem que é preciso passar. É, principalmente, assumir o seu estado enquadrado no tempo e espaço e também perceber o que isso significa.
Porque, pelo caminho ficam tantos e tão bons escritores, cujo espaço só a eles interessou (cultura do umbigo) ou porque, no seu caminho desviaram todos aqueles que lhes superiorizam, afastando-os quando deveriam ter aprendido com eles…
Opções que, ao longo da história, fizeram toda a diferença e que mudaram o curso da história da literatura.
domingo, agosto 17, 2008
Palavras

(Foto de: Gundega Dege)
Se ao menos,
fossem precisas palavras
palavras ébrias ou talvez
carregadas de simbolismo
do orvalho da manhã
de Inverno, em que o som
pudesse produzir vibrações
transformadas em ondas de calor
que aquecessem o teu ego
o teu corpo desenhado
de ansiedade e ternura
e assim musculassem
o sentido nobre
com que toda a vida sonhara!
Oh! Beleza estéril
máscara de ilusão
e de uma imensidão de coisas
que as palavras constroem
com a mesma facilidade
que destroem…
Se ao menos,
existissem solitárias
sem contratempos
acomodadas ao escasso… servir
incomodadas ao escasso…
Talvez?
As palavras por palavras
tu não as queiras
e eu não as pronuncie
mas, o sentido existe
e o teu ego, flutua
e o teu corpo, ardente
adormece nos meus braços
e, …
a tua cara fala-me
do sentido que tudo tem
e o meu corpo reage perdido
onde o silêncio impera.
Oh! Se ao menos,
fossem precisas palavras
seriam obviamente minhas
para ensinar ao mundo
num grito de esperança
o sentimento…
que me fortalece
a razão…
que me faz viver
e a noção…
do que acontece
nesse corpo de Mulher.
sábado, agosto 16, 2008
Lua
sexta-feira, agosto 15, 2008
7 Perguntas com resposta
Hoje, apetece-me partilhar algo diferente, são 7 perguntas que gostaria de responder.
Aproveito para deixar a cada leitor o desafio de responder. Se aceitar o desafio, responda com sinceridade.
As minhas respostas, sinceras, aqui estão:
1. O que mais queria?
Paz no Mundo
2. Onde gostaria de ir?
Ao Tibete
3. O que gostaria de conhecer a fundo?
A cultura oriental
4. Em que País gostava que fosse lido?
Em Moçambique
5. Que realmente aprecia?
A verdadeira amizade
6. A maior ambição?
Ter sempre um sorriso para dar.
7. O que mais gostava?
Que cada mensagem fosse entendida
Aproveito para deixar a cada leitor o desafio de responder. Se aceitar o desafio, responda com sinceridade.
As minhas respostas, sinceras, aqui estão:
1. O que mais queria?
Paz no Mundo
2. Onde gostaria de ir?
Ao Tibete
3. O que gostaria de conhecer a fundo?
A cultura oriental
4. Em que País gostava que fosse lido?
Em Moçambique
5. Que realmente aprecia?
A verdadeira amizade
6. A maior ambição?
Ter sempre um sorriso para dar.
7. O que mais gostava?
Que cada mensagem fosse entendida
quinta-feira, agosto 14, 2008
Silêncio
quarta-feira, agosto 13, 2008
Teclado Mafioso

(Foto de: Dave Dwire)
Quero escrever mar e descrever cada onda na sua força que transporta todo o meu querer, debaixo de uma água apaixonada, que nos lava a alma. Imagino um azul sedutor e inspiro a confiança de uma maresia amiga que passeia na minha mente, sinto o seu cheiro e visualizo o caminho que preciso de percorrer para chegar até ti.
Quero escrever. Quero descrever os meus secretos sentimentos. Os meus dedos pressionam as teclas em rituais mecânicos. O ecrã anuncia ondas agrestes sem qualquer sentimento e sem a força natural que as caracterizam. Algo acontece e está mal. Não sou eu que alinho as letras que desfragmentadas da razão se apresentam, mas sim, um teclado que se impõem abusivamente. É um teclado mafioso, que, no seu pleno poder, confere o meu estado de alma e decide, por mim, o que quer transmitir aos que comigo comunicam. Sinto-me atado. Chocado. Sinto-me injustiçado e sem capacidade de mudar o rumo dos acontecimentos, que, em cadeia, caiem num marasmo de inércias.
Apenas o teclado, por ser mafioso, desfruta o momento com um prazer atroz. Ri-se desalmadamente de mim e das palavras que brotam no ecrã. Imagina, novamente, as reacções que acontecem. Vive intensamente o seu jogo e brinca, com os sentimentos, usando-nos como meros fantoches. É este o seu momento. É mesmo assim, há dias em que nos apetece vestir a roupagem de um qualquer foragido e hoje foi a vez do teclado.
De mafioso a romântico, ou de outro qualquer, personagem vive intensamente o seu dia-a-dia, este teclado amigo…
terça-feira, agosto 12, 2008
Plano Azul

(Foto de: Teresa Zafon)
Escrevo cada palavra, sem qualquer passado, sustentado num presente amorfo mas crente num futuro acessível e divino. É preciso acreditar!
Estou suspenso no título, oferecido, com duas palavras expostas – Plano Azul – que é o que acontece agora neste preciso momento. O passado (deste título) é de acesso limitado e por isso não é conhecido do universo de leitores. Será de outro universo. O presente sou eu. Sou o elo de ligação entre essas forças semi-ocultas e o vosso presente lido. As letras são uniformes, ordenadas e expostas numa linha de coerência mental mas que têm o condão de dispersarem a mensagem que contêm, num exercício puro de átomos invisíveis e que penetram num inconsciente permanente para, assim, ajudarem o pensamento, global, repensado e proposto, a transitar para o consciente de cada um fazendo nascer, como sua, a ideia que se expande num pensamento fundamentado.
Cada um pinta esse pensamento da cor que mais gosta, embora a base seja sempre imutável, o azul existe e foi fixado. Em alguns cérebros, pode existir uma ante consciência cujo primeiro sintoma é de rejeição. É passageiro e muito raro porque o Plano Azul é um projecto perfeito com milhares de anos.
Há novos estudiosos que tentam entrar neste universo, pensador, para elevarem a sua condição humana e moverem o mundo num sentido egoísta mas que são, rapidamente, ultrapassados pelos exemplos perfeitos.
O Plano Azul – É secreto e a informação descoberta (partilhada propositadamente como uma experiência superior) deve ser privilegiada e guardada. Se tiver oportunidade, ignore a informação, pois o tempo lhe dirá se Você era o destinatário da mesma. Se puder ter a opção de comentar, não o faça, pois é de todo aconselhado que não se exponha. Ninguém precisa de saber a quem se dirige esta mensagem, até porque ninguém quererá ser o alvo visado.
Não memorize. Estas palavras, disformes, já aconteceram num tempo longínquo. Entraram directamente no amplo discernimento da imaginação.
Já só o Universo existe e as partículas, dispersas, demorarão outra eternidade a criarem um nova oportunidade para se juntarem…até lá, nada acontece!
segunda-feira, agosto 11, 2008
Cinco Sentidos

(Foto de: Floriana Barbu)
Os meus olhos choram
por não te verem
por não te terem
sofrem assim.
O teu cheiro
rosa por inteiro
encanta-me
em lençóis de cetim
perfumados
de ti e presos em mim.
Saboreio-te na ausência
num bocado perdido
toco-te além mar.
Oiço-te gritar
oiço o teu pedido
rendido
num marasmo perfeito.
Aqui moram
cinco sentidos que choram
por te ter presa no meu peito.
sexta-feira, agosto 08, 2008
Hoje não...

(Foto de: Piotr Kowalik)
Hoje não vou apoquentar as palavras, mesmo que o teu sorriso não cesse, ou que te laves em lágrimas não permitirei que algo aconteça ou que tudo aconteça.
Hoje não vou apoquentar as palavras, ficarei fechado no silêncio dentro mim, de olhos vendados como um prisioneiro de uma guerra que nunca existiu…
Hoje não vou apoquentar as palavras, não me peçam nem me gritem, porque não me importa, hoje nada me importa mesmo.
Desculpem! Não vos direi nada, nem mesmo que, hoje não vou apoquentar as palavras…
quinta-feira, agosto 07, 2008
Trago

(Foto de: Dieter Schneider)
Trago rosas… Senhor
e outras flores
trago um amplo sabor
entre mesclados odores
que subtraem as dores.
Trago a maresia
que afasta qualquer heresia
trago um sorriso
que é tudo o que preciso.
Trago também um perdão
que hei-de entregar
ao silêncio da confissão
que um dia há-de chegar
Trago paz neste meu olhar.
quarta-feira, agosto 06, 2008
Ostensão
segunda-feira, agosto 04, 2008
Concepções
sábado, agosto 02, 2008
No Fim do Mundo

(Foto de: Josep M. Llovera)
Deixei a noite cair. A escuridão que cobre as ruas dá-me a coragem que preciso para que possa mover-me entre as razões que desconheço e as loucuras que guardo. Sou mesmo assim, alucinado, mesmo que não me queira aceitar, que importa? Sou como sou!
Trago roupas do passado e com elas me visto de acontecimentos já esquecidos. Sou moribundo e não aceito que mo digam, nem tão pouco quero ouvir-me.
Cada passo meu leva-me a lugar nenhum, e, quando é dado, envolve-se na calçada do passeio solitário e, no acto desmedido, acorrenta-se ao negrume do alcatrão da estrada intransitada, prendendo o meu corpo ao momento em que desfaleço e desapareço de mim. Vivo a minha vida assim, a fugir de mim, e, no que me resta, sei que nada presta, por isso me escondo dos outros e, incólume, aguardo o meu fim.
Não quero ouvir vozes! Não afixem cartazes que nem tão pouco sei ler. Riam-se de mim, porque já nada importa, já nada passa por aqui neste espaço mortiço e fechado de mim. Sou apenas mais um corpo esquecido. Nada se move ou faz o vento, nada sinto e, nesta escuridão em que vivo e com a qual sinto os dias que me fogem, torturam-me as vontades e saciam-me os castigos.
Sou o que resta de mim, abandonado, na heresia dos olhares que não me vêem e assim vou continuar até ao pôr-do-sol, onde, então, soará a hora de anunciar o meu fim.
Se acreditasse em mim saberia que tal anúncio já aconteceu, e evitaria que, na luz do dia, o meu corpo fosse notícia.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Discórdia
quarta-feira, julho 30, 2008
A Crónica dos Bons Sonhos

(Foto de: Floriana Barbu)
Dizem que as crianças sonham com maravilhas e que inventam cenários inalcançáveis.
A ser assim, sinto-me uma criança crescida. Dizem que vivem num mundo à parte de aparências fantasiadas por enormes pedaços de brincadeiras num tempo ilimitado.
São elas que dominam o seu imaginário e, no cair da noite, navegam pelos sonhos mágicos. Sinto-me criança, porque consigo viver cada momento desses, e crescido por ir além da noite, porque não perdi essa viagem dos bons sonhos.
Sou um sonhador natural! Ainda para mais, são todos meus, e como tal acho-os lindos… E tenho sonhos fabulosos onde me vejo e revejo num esplendor inigualável.
Conquisto a princesa mais linda do paraíso com doces sábias palavras e flores cheirosas, entre olhares cúmplices, perdemo-nos num castelo gigante, por entre divisões e jardins. E um cavalo preto lusitano transporta-me pelas florestas, onde recolho frutos silvestres e aromas divinais com que granjeio os meus passos esperados por donzelas apetecidas e seguras que, numa manhã qualquer, aparecerei para cumprir seus desejos. Sou um conquistador de momentos românticos e um doador de venturas.
Ao acordar, regresso iludido e feliz, ao nosso mundo real, e por ele me transporto seguro num sorriso fluente vindo de uma noite bem conquistada. Dia após dia, vou iludindo o tempo com brincadeiras imaginárias e assim vou continuando nesta condição de criança.
No meu cavalo lusitano estarei sempre pronto, todas as noites, para fugir novamente para as florestas à procura de um castelo perdido na busca de alguma princesa submissa que precise de ser salva por um romântico permanente, para que possa tornar na dama mais feliz dum castelo abandonado, sentindo-se amada como nunca antes se sentira.
Nunca direi, qual a fronteira que separará os meus bons sonhos da loucura real onde, astuto, permaneço neste corpo grande de homem – menino. Direi apenas que tenho bons sonhos e uma crónica humilde para partilhar!
terça-feira, julho 29, 2008
A Desconfiança no Amor

(Foto de: Mathew Cook)
O nosso fim chegou! Amamos como ninguém mergulhados nas aventuras do nosso querer, sem que sentíssemos as horas passar. Nunca nos preocupamos com ninguém, éramos apenas nós no nosso mundo construído de vontades, em que o nosso amor era o corolário de cada momento.
Em conjunto inventávamos o nosso próprio romance e nele criávamos cada capítulo com magia, interesse e surpresas que iludiam o quotidiano. Tudo era um sonho que ambos transportávamos, com arte, para a tela da vida real.
Um dia chegaste sisudo, com perguntas perturbadoras, com que inventavas uma realidade ignóbil e desnecessária. Não acreditei no que ouvia, nem dei muita importância. Nem parecias ser tu, o tal personagem principal do nosso romance.
Os dias seguintes pioraram, quando tu, afectado por esse vírus mental, criaste um mundo paralelo e nele foste vivendo.
Acabaram as aventuras em conjunto. Começaste a viver preocupado com alguém, do teu imaginário, e assim deixaste, assim, de pensar em nós. Cada capítulo do nosso romance passara a ser de suspeição, intriga e de uma monotonia voraz. Poucos dias bastaram para chegarmos a um previsível fim. O nosso fim chegou!
Sabes que nunca tive medo desse fim? Porque em mim nada tinha mudado, nada estava errado, nem sei se em ti estaria… Talvez o nosso caminho não tivesse margem de progressão.
Uma mágoa enorme instalou-se em mim, de injustiça e de incompreensão, mas decidi continuar o meu caminho, mesmo só.
O tempo, companheiro inseparável, avaliará o sucedido e, a seu belo prazer, indicará cada destino. Talvez não saibas, mas senti que fechavas uma janela do meu coração porque alguém, talvez esse de que tanto desconfiavas, alguém que eu desconhecia, estava à porta do meu caminho e precisava de entrar…
Hoje és passado, apenas uma recordação que guardo no baú dos momentos da minha vida. Se a tua desconfiança não tivesse existido no nosso amor talvez estivéssemos juntos ainda e o nosso amor não tivesse fim.
Um destes dias a porta do meu coração ficará aberta e, por ela, entrará algum ser maravilhoso e juntos construiremos rituais novos. Foi assim que quiseste, e é assim que aceitarei com naturalidade, pois só assim a vida acontece.
Aceitarei tudo, só que nunca perceberei como a desconfiança pode existir no amor, no que foi nosso ou em outro qualquer!
Riddhi – A Princesa
segunda-feira, julho 28, 2008
Amor Sóbrio

(Foto de: Charo Diez)
Tenho lágrimas! Posso ser um iletrado e não saber expor as palavras no seu esplendor, mas, ainda assim, tenho sentimentos que não controlo e que despertam as sensações emergentes de pura adrenalina e paixão. Sim, por vezes acabam em lágrimas, cobertas com um silêncio aterrador, mas o meu sentimento é real e não conseguir exportá-lo para o poder das palavras é iníquo. Sou um perdedor, porque não sei fugir das sensações ou porque não sei iludir as razões. Sou assim, um conjunto de lágrimas à procura das palavras para te dizer o que sinto e do que sou capaz, e, enquanto não encontro cada palavra para cada sentido, perco-me nas manifestações ousadas de mim num sofrimento mútuo. Ousado seria não sentir e não escrever!
Quero transportar a vontade de viver e, nesse laço de energia, quero contagiar-te para que vivas cada momento de forma única, sentida, sem palavras e sem lágrimas. Afinal, para que brote o que temos cá dentro, não precisaremos delas… basta-me um olhar acompanhado de um sorriso e serei o menino traquina mais feliz do Universo dos sentidos. Basta-me!
Tenho lágrimas. Espero que o tempo me possa ajudar e me dê algum alento. Não sei como escrever porque sei apenas sentir. Não sei como dizer-te porque é um todo que está dentro de mim. Ainda assim, nestas lágrimas lavo o rosto e revigoro-me, fazendo nascer um sorriso, só meu, que escondo timidamente mas que também pode ser teu… assim o queiras!
sexta-feira, julho 25, 2008
Luz
terça-feira, julho 22, 2008
Amor Com Barreiras

(Foto de: PhoS Sant)
É o Sol que me guia. Na penumbra, sinto as barreiras que crio quando o meu corpo recebe os seus raios e projecta uma sombra de mim. Sinto-a como grades que prendem os meus desejos.
Sabes que essa é a primeira barreira ao meu amor?
Sabes que o que penso, mesmo que não seja o correcto, elege-o como o correcto e essa condição é mais uma barreira?
Há uma constante distância entre nós, física, que aglomera o meu lamento. São tantas as barreiras que se atravessam e se levantam entre nós… (mas talvez seja eu a maior barreira!)
Sinto que o sentes! Sinto que o meu querer não desaperta as correntes que trago agarradas a mim e que contribuem para um vasto conjunto de contrariedades.
A tua voz, por vezes num silêncio desmedido, diz-me palavras que divagam pela minha mente e tu, sem que o sintas, és um alicerce que guardo com carinho e que, no meu silêncio, me ajuda a combater os momentos de solidão. Tenho a tua voz gravada no meu peito, da mesma forma que o teu ser, repleto de luz e alegria, habita em mim. Só tu não sabes que és parte de mim. O amor é assim, mesmo que não queiras, ou que as barreiras sejam apenas uma forma de afastar um destino por acontecer.
Se o amor não se escolhe, apenas acontece, já as barreiras são impostas pelas vicissitudes de cada vida e dos hábitos de um qualquer quotidiano social.
Porque tem que ser assim?
Este Eu
serei mesmo eu
tu
outro
alguém
ou ninguém?
sábado, julho 19, 2008
Vermelho
Com o meu sangue
escrevo,
das minhas veias
soltam-se melodias
que cobrem o meu rosto
corado...
A angústia
o medo
a alegria
existe.
Escondida nas cores
sentimentos aveludados
esquecidos e lembrados.
in "Vinte E Cinco Minutos De Fantasia"
Colecção Cores
escrevo,
das minhas veias
soltam-se melodias
que cobrem o meu rosto
corado...
A angústia
o medo
a alegria
existe.
Escondida nas cores
sentimentos aveludados
esquecidos e lembrados.
in "Vinte E Cinco Minutos De Fantasia"
Colecção Cores
segunda-feira, julho 14, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
Perdido… perto de ti?

(Foto de: Catalin Soare)
Não sei em que dia estou. Fiquei imobilizado, perdido, nestas montanhas que creio com o temporal se transformaram. Resta-me a esperança de ser encontrado, ao acaso, sem forças mas com uma vida pujante dos resistentes, que lutam, contra tudo e contra todos.
Se sobreviver, cumprirei a promessa de aqui voltar, para perceber a surpresa que o destino me ofereceu. Agora, esforço-me para encontrar os caminhos da mente, para que me digam o trajecto que fiz até aqui. Quero entender o que aconteceu!
Não sei a cidade, o país ou o continente onde estou, se descobrirem digam-me por favor. Quero recuperar a consciência de ser Eu. Quero que me queiram. Quero substituir as lágrimas que correm neste rosto abatido, pela luz do sorriso tímido e natural. Quero voltar… a ser quem era!
Tu que me lês! Ajuda-me… Diz-me de onde me vês… Diz-me o que vês, por favor, diz-me quem sou eu…
in “Diário de um Pastor”
quinta-feira, julho 03, 2008
SE EU FOSSE…
Se eu fosse…
uma simples PALAVRA
seria doce
estruturada seria a lavra.
Ai se eu fosse…
uma simples e pura PALAVRA
seria um LUGAR
onde o DESEJO
seria o AMOR de aqui estar
e cada FLOR seria o meu beijo.
Pudesse eu ser o SONHO
e na sua COR o mundo jamais seria tristonho.
(Poema feito para os alunos e professores da Escola EB1 Av. Heróis do Ultramar em Évora)
uma simples PALAVRA
seria doce
estruturada seria a lavra.
Ai se eu fosse…
uma simples e pura PALAVRA
seria um LUGAR
onde o DESEJO
seria o AMOR de aqui estar
e cada FLOR seria o meu beijo.
Pudesse eu ser o SONHO
e na sua COR o mundo jamais seria tristonho.
(Poema feito para os alunos e professores da Escola EB1 Av. Heróis do Ultramar em Évora)
quarta-feira, julho 02, 2008
Vamos unir os nossos sentimentos

(Foto de: Frank Melchior)
Vamos pela estrada dos momentos
vamos unir
nesse abraço sôfrego em nós a fluir
vamos juntos em direcção do destino.
Se o Sol quiser ser o nosso padrinho
emprestando-nos o carinho
do seu majestoso sorriso
nele construiremos o nosso hino
para cantarmos por este caminho desejado
na conquista do nosso tempo divino.
Vamos que o mundo é nosso
e os sentimentos são dádivas do céu
vamos na boleia da acção.
Daremos asas ao coração
impulso depositado num beijo
que selará o nosso amor perfeito
nesta vaga… mar dos ensejos unidos.
São cálidos sentimentos
transformados em ávidos rebentos
vindouros e aplaudidos.
terça-feira, julho 01, 2008
sábado, junho 28, 2008
Deixas em mim tanto de ti

(Foto de: Anakin Sk)
Deixas em mim
aureolas de ti… e é tanto
deixas assim
um manto
que me cobre o espanto.
O aroma do teu corpo sedento
o traço do teu sentimento
um olhar lírico
desse teu querer idílico.
Deixas em mim tanto de ti
que nas tuas ausências me afaga
acalenta cada momento que não te vi
aquece o amor que tempo não apaga
no calor que a distância agarra.
quinta-feira, junho 26, 2008
XI Concurso do Luso-Poemas “O vinho” (II Luso-Concurso de 2008)
Ainda o XI Concurso do Luso-Poemas “O vinho” (II Luso-Concurso de 2008) após justa homenagem ao poema vencedor da Poetisa Vera Silva, agora e aqui, sou eu que partilho a prosa com a qual concorri, chama-se:
Sou O Vinho
Eu sou o vinho. Foi da terra que pisaste que os meus pais nasceram, videiras em flor, e nessa mesma terra deram os seus intentos, expostos ao sol e as chuvas, germinaram o seu fruto em cachos de alegria e cor, que, despedaçados, jorraram lágrimas de sangue e de uma vida renovada.
Sim! Eu sou o vinho. E como a terra pisada pelos teus semelhantes, o fruto dos meus pais também foram pisados até a exaustão. Acabou assim a terra, as pisadas e o fruto, mas dessa relação intensa nasci eu… o vinho que procuras!
Trago comigo esses momentos que não vivi, mas que fazem parte de mim!
Sou o rio vestido da cor de sangue em homenagem ao sofrimento como um fado.
Sou o pecado vestido de vergonha em que me escondo dessa saudade.
Sou encorpado de carícias e também me visto de esperança para que o meu desejo se cumpra. Quero vingar os meus antepassados e assim deixar o teu físico cambalear e, para isso, basta-me que bebas o meu corpo feito suor e lágrimas. Porque te atraio, deixo-me saborear e assim iludo-te nesse caminho que não dás conta… é o vinho que pedes.
Não sabes o meu caminho porque apenas me queres para degustar… não me importo, e dou-te esse prazer!
Saberei que, em troca, terei o teu reconhecimento, meu alento, esbanjado no paladar de quem tanto me quer…
Ainda que me resistas, por hoje, num amanhã próximo voltarás a beber-me mais, até que, em cadências abstraídas, chegarás ao meu intento, vestido de prazer e de sensações que te levem ao meu mundo… Ouvirás é o vinho, é o vinho, e não te recordarás do nosso percurso, mas saberás que sou eu… o teu vinho!
Mais tarde, consciente, regressarás ao meu caminho, transformado em nosso, e, em liturgias ancestrais, voltaremos a brindar á nossa paixão.
Eu espero-te… para que me tomes! Sou teu… Sou vinho!
Sou O Vinho
Eu sou o vinho. Foi da terra que pisaste que os meus pais nasceram, videiras em flor, e nessa mesma terra deram os seus intentos, expostos ao sol e as chuvas, germinaram o seu fruto em cachos de alegria e cor, que, despedaçados, jorraram lágrimas de sangue e de uma vida renovada.
Sim! Eu sou o vinho. E como a terra pisada pelos teus semelhantes, o fruto dos meus pais também foram pisados até a exaustão. Acabou assim a terra, as pisadas e o fruto, mas dessa relação intensa nasci eu… o vinho que procuras!
Trago comigo esses momentos que não vivi, mas que fazem parte de mim!
Sou o rio vestido da cor de sangue em homenagem ao sofrimento como um fado.
Sou o pecado vestido de vergonha em que me escondo dessa saudade.
Sou encorpado de carícias e também me visto de esperança para que o meu desejo se cumpra. Quero vingar os meus antepassados e assim deixar o teu físico cambalear e, para isso, basta-me que bebas o meu corpo feito suor e lágrimas. Porque te atraio, deixo-me saborear e assim iludo-te nesse caminho que não dás conta… é o vinho que pedes.
Não sabes o meu caminho porque apenas me queres para degustar… não me importo, e dou-te esse prazer!
Saberei que, em troca, terei o teu reconhecimento, meu alento, esbanjado no paladar de quem tanto me quer…
Ainda que me resistas, por hoje, num amanhã próximo voltarás a beber-me mais, até que, em cadências abstraídas, chegarás ao meu intento, vestido de prazer e de sensações que te levem ao meu mundo… Ouvirás é o vinho, é o vinho, e não te recordarás do nosso percurso, mas saberás que sou eu… o teu vinho!
Mais tarde, consciente, regressarás ao meu caminho, transformado em nosso, e, em liturgias ancestrais, voltaremos a brindar á nossa paixão.
Eu espero-te… para que me tomes! Sou teu… Sou vinho!
quarta-feira, junho 25, 2008
Xavier Zarco
Em homenagem ao Camarada Xavier Zarco, e em resposta ao seu post Dia 265 que nos oferece num diário virtual em: http://euxz.blogspot.com/ eis um singelo poema meu. É este o pretexto que uso para que chegue ao mais importante, que é poderem passar por este blog que nos oferece sempre coisas boas, por vezes vestidas de poesia, outras de sugestões e outras também de critica. Este homem do nosso mundo literário actual merece e deve ser lido, só assim pode ser reconhecido.
Poema
nascido
ancorado
nas águas
demove-se
inquieta-se
na prisão
do seu íntimo
mas sobrevive
Poema
nascido
ancorado
nas águas
demove-se
inquieta-se
na prisão
do seu íntimo
mas sobrevive
terça-feira, junho 24, 2008
XI Concurso do Luso-Poemas “O vinho” (II Luso-Concurso de 2008)
O XI Concurso Luso-Poemas, sob o tema “O vinho” foi ganho por Vera Silva com o poema:
Vinho quente
Escorregas em mim quente,
Doce.
Adivinho-te pelo odor puro,
Frutado.
E apeteces-me…
Tua cor de sangue desperta-me o desejo
De te ter assim meu, nosso…
Ardente,
Quente!
Não te bebo,
Saboreio-te na lucidez da noite,
Brindo à lua que se despe devagar,
Pálida, invejosa.
Mas és só meu e escorregas em mim…
Quente,
Ardente…
Parabéns Vera Silva
http://prosas-e-versos.blogspot.com/
Vinho quente
Escorregas em mim quente,
Doce.
Adivinho-te pelo odor puro,
Frutado.
E apeteces-me…
Tua cor de sangue desperta-me o desejo
De te ter assim meu, nosso…
Ardente,
Quente!
Não te bebo,
Saboreio-te na lucidez da noite,
Brindo à lua que se despe devagar,
Pálida, invejosa.
Mas és só meu e escorregas em mim…
Quente,
Ardente…
Parabéns Vera Silva
http://prosas-e-versos.blogspot.com/
sábado, junho 21, 2008
Embarco Na Liberdade Dos Nossos Sonhos

(Foto de: Javed Chawla)
Já nem sei o que é escrever! Já não escrevo as palavras com que me deito e com as quais, as mais promissoras, acordo ancorado. Há uma separação entre as palavras e os sonhos numa liberdade assumida e por isso consciente. É esse o meu acordar. A separação. A distancia de um sonho. Ainda assim, continuo a sonhar, construindo imagens dos meus desejos e sem que as partilhe, faço, de cada minuto da minha vida, um minuto de alegria e esperança.
É assim que viajo. Em cada sol que adormece, ou em cada luar que espreita eu lá estou disposto a deixar-me ir… embarco na liberdade dos nossos sonhos porque esse gesto me deixa uma sensação de prazeres ilimitados, de conquistas medievais, ou de voos ímpares que só a imaginação ou o desejo conseguem fazer viver esse sentimento tão próprio.
São sonhos! Nossos, da liberdade, de querer ser um eterno aprendiz da condição humana e emanado do nada procurando conquistar o mundo da felicidade.
Morro livre, exausto, de procurar cada momento recheado de pequenas coisas, mínimas, que nos façam sentir a razão da nossa presença aqui, ali ou em qualquer lugar que seja.
Por ora, é na viagem que vou, talvez um dia volte e vos anuncie que a perfeição é possível e que o caminho é feito de pequenas conquistas que nos engrandecem a alma num desafio, minuto a minuto, a medida de cada um…
Talvez volte, ou talvez não, na liberdade dos nossos sonhos estarei em qualquer lugar desde que seja feliz e lá esperarei sempre pela tua presença…
Agora, num aceno, em que me despeço e em que sinto o barco partir, inicio mais uma louca viagem, com a esperança de te encontrar, já a minha espera, por lá, nessas terras do paraíso. Sem tempo para um segundo aceno… adormeço.
quarta-feira, junho 18, 2008
SINAIS DO SILÊNCIO
sexta-feira, junho 13, 2008
Poema Imperfeito

(Foto de: Cezary Galaj)
Num fogo rendilhado
entre as brumas e ventos
deixei perdidos os meus momentos
ficaram caídos, esquecidos nos meus dias.
Perdi-me nas aguarelas
entre pincéis e telas
dos poeirentos quadros
entre apertos e alegrias
em que me deixei seduzir
entre estéreis estrias.
Ainda assim, refeito, volto
renovado e sem amarras
para recomeçar o meu caminho.
Nem que lute sozinho
com as minhas garras
sem que tu, imperfeição, que me agarras
possas travar-me, impedir.
Trago-vos um recado
que é este poema sem pecado, inacabado
é dentro dele que vou sempre existir.
____________________________________________________
Nota:
Hoje cumpro a minha promessa, fecho assim um ciclo de 5 Dias 5 Poemas. Obrigado Amiga Vanda Paz.
Aproveito esta mensagem para agradecer a todos os que por aqui passam. Obrigado pelo vosso contributo.
____________________________________________________
quinta-feira, junho 12, 2008
Instantes
(Foto de: José Pereira-Zito)
Hoje disfarcei-me de embuste
pintei-me com cores tristes, escuras
assumi-me, ainda que muito me custe
vesti o papel pardo das loucuras
do tal personagem que procuras.
Hoje a vida aconteceu
e a minha inocência não morreu
não andei ancorado na personagem
mas nas cores alegres da minha imagem.
Hoje, quero recordar
quero ser eterno, sentir, saber
quero sorrir e encantar
quero ser o Sol do teu querer
hoje já sei o que é amar.
quarta-feira, junho 11, 2008
Momento

(Foto de: Salih Güler)
Toco nos teus cabelos de solidão
com os meus dedos enfeitiçados de amor
procurando sentir a tua candura
e encontro-te, inserta, coberta de paixão
postada nua e incrivelmente pura
liberta, assim, de qualquer ignóbil dor.
Toco no teu rosto cândido
de uma imensa expressão
reflectido, por vezes, perdido
outras vezes lavado em emoção.
Toco no teu corpo sedento
construindo o nosso momento
que guardaremos no baú da recordação.
Toco num só corpo onde cresce o querer
confundo os corpos unidos pela vida
somos um só para amadurecer.
Cruzados num tempo da razão
descobrimos um só caminho
e é nesse momento que o percorremos devagarinho.
terça-feira, junho 10, 2008
Crepitam…

(Foto de: Rarindra Prakarsa)
São desejos
perdidos nas noites loucas.
São beijos
que procuram bocas.
Cintilam
como pensamentos fugazes
ou acções que mutilam
por não serem capazes.
Mostra-me o teu abrigo
quero ver-te por inteiro
sentir-te tão perto
e longe do perigo
neste céu aberto.
Os momentos rangem
desesperados
esperam que os amem
com simples namorados
e nessa imagem
ficamos ancorados.
segunda-feira, junho 09, 2008
A Minha Dor
quinta-feira, junho 05, 2008
Rosa Maria Anselmo

Queridos Amigos (as)
"Sinais do Silêncio" está quase a nascer! A sua apresentação será feita no dia 7 de Junho, pelas 16 horas, no Diana Bar – Av. dos Banhos, Praia da Póvoa de Varzim. Será um privilégio ter a vossa companhia nesse dia.
A apresentação do Livro será feita pela poetisa Conceição Bernardino, e o prefácio da autoria de Alice Santos. Aqui fica um excerto desse mesmo prefácio:
"No segundo livro de Rosa Maria encontramos uma mulher muito mais liberta, onde a escrita e a paixão andam de mãos dadas, inseparáveis, qual par de amantes.
Surge uma Rosa que resolveu desabrochar e nos mostra a alma desnudada, sem pudor ou preconceito, sem receios, medos, falsos moralismos. Uma mulher mais atrevida nas palavras, com diálogos interditos, e, por isso, mais despida de si e vestida de candura, sedução e desejos.
A sua essência consegue conquistar o impossível pois, quem ler estes versos vai ser protagonista do encontro mágico entre o ser e o sentir.
A poesia entranha-se de mansinho na alma do leitor, entreabrindo a porta da imaginação e deixando-o transformar-se em tudo o que sempre sonhou e nunca ousou concretizar."
Espero por si.
Rosa Maria Anselmo
quarta-feira, junho 04, 2008
Inquietação

(Foto de: Floriana Barbu)
Esta manhã despertei em tons de um verde-escuro. Triste. Sem forças para me ver renovado, sem olhos de luz de esperança para ver o caminho a minha frente.
Esta manhã não acordei. Recusei-me. Quis concluir o pesadelo de uma noite que assombrou as entranhas do meu ser. Inquietou-me.
Esta manhã soube que morri dentro de mim, ainda que o meu físico não tivesse assumido, ainda que a roupa tivesse vestido o meu corpo…
Ainda que… Morri, no cair da noite, numa queda de amor!
Esta manhã um corpo saiu para trabalhar. Sem amor-próprio nem um rumo definido.
Esta manhã recordei-me de que nunca voltei ao lugar do paraíso, porque enquanto vivi, não tive tempo para repetir os momentos, pequenos momentos, que marcaram a minha passagem pela estrada do sentimento. Não procurei reencontrá-los.
Este dia, primeiro dia após a minha nova vida, ou na falta dela, foi para procurar essa consciência, perdida, ignorada. Encontrei-a tão perto do meu corpo adormecido.
Agora que a noite cai e a escuridão cobre o meu rosto envergonhado, vou viajar aos lugares onde passei apreciados instantes, mínimos instantes, e, com todo o tempo do mundo, vou desfolhar cada décimo de segundo, saboreando a seiva desses escassos abandonos dos lugares perfeitos.
Cada lugar, cada gesto, será sugado pela minha condição arrependida.
Em lágrimas estarei quando recordar as promessas e os sonhos ambicionados e nunca conseguidos. Se pudesse, teria sido diferente…
Queria apenas viver! Queria apenas ser feliz!
Esta manhã acordei com o calor da tua boca junto do meu ouvido e nas palavras que disseste, dancei, sorri. Deste-me num bom-dia a oportunidade de realizar os desejos, os sonhos e lembrei-me de não perder mais tempo. Fugi!
Agora ninguém me vê, ando ocupado, a reconstruir os momentos que perdi. Ando tão junto de ti que nem sentes que morri!
Amanhã na Côrte-real cumpre-se um funeral…
domingo, junho 01, 2008
Lado a Lado

(Foto de: Emil Schildt)
São como sonhos, os momentos em que penso estarmos lado a lado. Flúem com uma naturalidade tal que até acredito serem a minha realidade do momento.
Tenho argumentos, tenho desejos… mas, como posso domina-los com a mestria que julgo ter, deixo-me diluir pelas sensações sentidas. Oh! E é tão bom…
Mas a realidade é outra, bem mais cruel, porque a distância do meu querer ao teu querer é uma ponte imersa, por vezes, na solidão dos espaços desta vida.
Mas há sempre uma meta que nos faz divagar, que nos faz acreditar. Tornar realidade, este nosso “lado a lado” e, assim, desfrutar dessa magia já decifrada.
É acreditar no nosso “Eclipse do Amor” para que, lado a lado, possamos fugir para o nosso mundo de sentimentos expostos e degustados.
Eu serei o Sol e tu a Lua! Esperemos por esse momento, oportuno, de estarmos lado a lado para fugirmos…
Por ora, e em sintonia, mantemo-nos lado a lado, através do elo que nos liga e que permanece invisível. Silêncio! Que as almas adormeceram…
sábado, maio 31, 2008
Alma de Criança

(Foto de: Asik asik)
Alguém me quer que me ama e nem sei, nem preciso de o saber porque recebo esse amor constantemente sem que o peça.
Alguém olha por mim, sem que veja, mas nem preciso de ver, basta-me sentir.
Sou o menino traquina que brinca na calçada de sorriso aberto e espontâneo, sou o inventor das casas feitas de terra e dos caminhos da minha imaginação. Brinco porque a minha alma é de criança…
Invento personagens do nada e num todo desafio-as para jogarem comigo, com a única condição, de, no fim, ser eu a ganhar…
Derroto todos os imprevistos, visto a capa do salvador do mundo, ergo a espada do príncipe perfeito em frente à menina dos meus sonhos e imagino as palavras que guardo no meu coração, e que nunca terei a coragem de as dizer.
Sou o jogador que ganha sempre, sou aquilo que quero, quando me apetece e só assim esqueço as horas que me fogem e que não as consigo agarrar.
Queria que os dias não tivessem fim… para que as minhas brincadeiras nunca acabassem. Queria que a noite se escondesse do meu bairro, para que não tivesse que voltar para casa para adormecer embalado na esperança de outro novo dia…
Nunca me canso de brincar dentro desta alma de criança!
Queria tanta coisa, que, num todo, se resume a uma insignificância, impossível de alcançar… Queria, apenas e só, nunca crescer, ser eternamente esta criança que sou, quando brinco com as minhas coisas no meu mundo. Queria ser sempre olhado, pelos olhos, afáveis dos crescidos e sentir o sol como companheiro deste meu mundo inocente.
Um dia, serei crescido e, então, olharei com saudade para este tempo para relembrar os momentos em que fui verdadeiramente feliz.
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