quarta-feira, setembro 25, 2013

"Numa Folha, leve e livre" de António Ramos Rosa



"Numa Folha, leve e livre" de António Ramos Rosa 

 Foi o seu último livro publicado em vida em Abril de 2013.
P.V.P. de 5,00€

Pode pedir através do nosso email:
luademarfimeditora@gmail.com


domingo, setembro 22, 2013

As Nossas Gavetas

As gavetas podem ser de todas as cores. De madeira ou de qualquer outra matéria. Guardam coisas. Guardam o nosso tempo. A nossa memória. Hoje abri mais uma gaveta do meu corpo. Tirei os papeis. Espalhei-os pela vida. Li-os. Tinham uma letra tímida. Umas palavras carentes. Umas frases de desejo e esperança. Descobri que era uma gaveta da minha adolescência, do tempo dos sonhos de vida, dos ideais, do acreditar. Há gavetas no nosso corpo que têm a capacidade de surpreender-nos, de mostrar o que já todos fomos: pequeninos.
Esta gaveta mostrou-me mais, muito mais. Mostrou o que cresci dentro de mim. Mostrou-me o caminho honrado que já percorri. A força de erguer o sonho. A consciência de existir com dignidade. Há gavetas em nós que são molas impulsionadoras. Há gavetas de todas as cores. De todos os tempos. De todas as vivências. Hoje, com este maravilhoso sol, vou sorrir para a vida e guardar esse momento numa outra gaveta. Vou, depois, fechá-la. Um dia voltarei, por alguma razão, a abri-la e a sentir este perfume da vida, este sorriso abraçado ao sol e a consciência tranquila e feliz. Há gavetas que precisam de ser fechadas. Amanhã ou depois, voltaremos a elas. Hoje abri mais uma gaveta e sorri. Há sorrisos feitos gavetas e gavetas feitas corpo. Todos temos um corpo cheio de gavetas. Bem guardadas por cada momento que está por acontecer. Hoje, de qualquer cor ou matéria, abri a gaveta que precisava e gostei do que vi. Tenho nas mãos tantas gavetas por abrir. Tenho no corpo tantas gavetas por viver. Sou todas as cores, todas as memórias e o caminho feliz por percorrer.

terça-feira, setembro 17, 2013

O SPORTING É NOSSO!



Umas imagens andam a correr a internet com uma pequena criança que irrompe pelo relvado do Estádio do Algarve, para pedir a camisola de Vítor, jogador do Sporting Clube de Portugal. O médio leonino que se estreou nesse encontro frente à equipa do Olhanense, tentou explicar ao rapaz que queria ficar com a camisola da estreia nos verde e brancos, Maurício sensibilizado com as lágrimas do jovem leão retirou a sua camisola e acabou por lha entregar.

O que aconteceu a seguir é o que o futebol deveria significar para todos os adeptos! - IN https://www.facebook.com/omercadodetransferencias?hc_location=stream

sexta-feira, setembro 06, 2013

Cristiano Ronaldo

Irlanda do Norte 2 - 4 Portugal

Cristiano Ronaldo marca 3 golos e ultrapassa Eusébio!

E ainda faz das suas... Uma delícia de futebol ;)

http://www.youtube.com/watch?v=x2GybJ7ZWuQ&feature=share

domingo, setembro 01, 2013

sábado, agosto 31, 2013

Nunca te disse adeus.


Nunca te disse adeus. Nunca te disse tantas coisas. Adeus Agosto. E tantas coisas aconteceram que marcaram a nossa vida. Adeus. Sinto saudades de tantas coisas que ficaram por dizer. De tantas coisas que ficaram por fazer. Tantos olhares por trocar e no silêncio das palavras esse amor incondicional que nunca morreu. Em nós nunca nada morreu. Nem poderá morrer. Nunca te disse que a viagem estava prestes a iniciar-se ou que a vida sem ti é dura. Nunca te disse que o meu sorriso era a felicidade de te ter. Nunca disse, porque pensei que sabias, porque sabias sempre tudo. E tudo para mim era um quase nada para ti. Tantas coisas que senti e não verbalizei. Não partilhei para proteger-te. Para que não sentisses a mesma dor. Mas tu sabias sempre o caminho da dor, sentias sempre o vento norte. Tantas coisas que guardei para mim. Nunca te disse adeus. Adeus Agosto. Vai em paz. Leva o meu olhar forte, o meu sorriso terno. Leva o que nunca te disse e este mês que guardarei na memória. Leva este adeus. Leva-me as palavras que no silêncio estaremos sempre juntos. Nunca te disse adeus porque viveremos no intervalo das palavras e dentro de todos os silêncios. Agora podes ir. Vai. Faz-se silêncio...


sexta-feira, agosto 30, 2013

Agosto diferente

Este Agosto foi diferente... A gosto não foi!

quinta-feira, agosto 01, 2013

Validação

http://youtu.be/NT_wF5d29-I

Uma das melhores prendas que recebi este ano :)

quarta-feira, julho 31, 2013

quinta-feira, julho 25, 2013

Rádio Sesimbra FM - Entrevista


24 de Julho de 2013 - Feira do Livro de Sesimbra - Entrevista de Miguel Silva

Sobre a Lua de Marfim Editora

sexta-feira, julho 19, 2013

Boa noite


Hoje não tenho palavras para dar. Tinha tantas palavras e com o vento acabei por fazer um abrigo sem janelas. Hoje não tenho frio. Tenho um abrigo. Hoje tenho as mãos cheias de nada. Nada, para mim, é mais que um mundo da palavra. Nada é um tempo que nunca termina. Nada é sempre o que ofereço em cada noite que aqui adormeço. Por vezes, tenho frio e o vento dança nos olhos da noite, outras vezes, tenho tantas palavras que fogem desse olhar que mora longe.

Hoje não tenho tristeza. A tristeza é uma prisão que castiga as horas. Hoje não tenho tempo para esbanjar castigos. Nem as palavras voam nos ventos da noite se não tiverem asas brancas. Hoje tenho asas brancas e todo o tempo do mundo. Sem a prisão, sem os castigos.

Hoje, em boa verdade, tenho mais que muitas palavras. Tenho um trevo de quatro folhas que olha por mim. Tenho beijos de açúcar e abraços de mel. Tenho luz. Hoje não tenho palavras para dar, mas tenho amor, o amor de querer viver dentro das palavras, sem ventos, sem frio e de mãos cheias de nadas... Hoje não! Não tenho palavras para dar. Perdão! Perdão, deixo cair devagarinho as duas palavras do costume. Apenas duas. Só duas. Hoje não! Não tenho mais, mais que um tímido boa noite.

domingo, julho 14, 2013

Entrevista em Alverca

http://www.youtube.com/watch?v=1DpZiWvFn2Y&feature=share


13 de Julho de 2013 no Núcleo Museológico de Alverca
antes da apresentação do livro de poesia "Desigual" de Ricardo Bragança Silveira
Entrevista feita por Adriano Brás Carvalho Pires

quinta-feira, julho 11, 2013

VOZES DA NOITE em novo horário


Partilhe connosco as suas descobertas, as preocupações, coisas positivas que descobriu e que podem ajudar outras pessoas.

Diga-nos, por favor, o que pensa do que vê pelo mundo.

Escolha o tema e fale do que sabe! Do que viu! Do que sentiu, porque este programa “Vozes da Noite” na sua rádio RQCVD é feito de emoções, experiências e de partilha.

http://www.radioqc.com/

quinta-feira, julho 04, 2013

Quero ser LIVRO


Quando for grande, muito grande, quero ser livro. Mas nunca serei um livro qualquer!
A capa será simples, muito simples, e só com uma ou duas cores. As letras serão mínimas. Tão mínimas como eu sou por dentro das minhas mãos.
E por dentro, deste meu livro, existirá o mundo. O meu mundo. Não um mundo qualquer, nem o mundo que todos conhecem. Haverá histórias de encantar e receitas para todos serem felizes. Terá muito amor para dar e muitos jogos de palavras. Um livro feito vida e nunca uma vida feita livro e será tão infinito como eu sou por dentro dos olhos que moram nos corpos em meu redor. E acabará na página 80. Nela estará escrita a palavra fim. Fim. Um fim depois da frase; “e já exausto, abandonou o dia. Todos os dias saudaram-no com uma vénia. Um sinal de respeito e admiração pelas palavras que fez vida. Seguiu o seu caminho num outro patamar, meio escuro e invisível, deixando um aceno de despedida e proferindo as suas últimas palavras – Boa noite. – E nunca mais foi visto...”
E isolada e bem centrada estará firme a palavra FIM.

segunda-feira, julho 01, 2013

"Alma em Fogo" de Paulo Nogueira



BOM DIA
 
Bom dia amor
obriguei-me a ver o rio
tentei vislumbrar se o mar chegava ali
quis crer que sim
que abraçava o que outrora abraçámos
os quatro cantos
os sete mares
Hoje
sem retorno
sós
voltámos ao ponto de Partida
com saudade
com mágoa
Venceram os imitadores
sem glória
perdida a esperança,
 
às vezes chove.
Sabes,
já te vi vencido
e venceste tu
já te vi triste
e o nosso calor era o teu
e esqueceste
a dor
d’alma
Subimos ao topo da montanha
dormimos sobre as rochas
edificámos uma torre
não para chegar ao céu
ou admirar os astros
que o tempo não tinha chegado
mas para guiar os nossos e os outros
Não nos agradeceram
não nos deram água a beber
perdida a esperança,
às vezes chove.
 
Já sabes porque sorris,
 
às vezes chove.



Vídeo de Luís Pereira
Poema e Voz de Paulo Nogueira

"https://www.facebook.com/video/embed?video_id=10201297388026841"

domingo, junho 30, 2013

"Ao Encontro da Poesia" na RCQ/VD em 2 de Julho de 2013

No programa de "Ao Encontro da Poesia" vai receber em estúdio o poeta RICARDO SILVEIRA. Pedro Nobre não irá marcar presença, mas irá estar em sua substituição o colega Paulo Afonso Ramos... Assim sendo, no próximo dia 02 de Julho fica marcado para as 21h00 o teu programa "Ao Encontro da Poesia" e aqui andamos de mão dada com o poeta….

sexta-feira, junho 21, 2013

VOZES DA NOITE na Rádio Quinta do Conde e Voz Desportiva

Olá Amigos

Mais logo conto com a vossa presença, online, para estarem comigo no programa VOZES DA NOITE entre às 19h e às 21h e podem ligar para o: 210 860 787
Quem escolhe o que quer falar é você! Quem liga?

Quem será o/a convidado/a de hoje?

Qual será o tema?


Grato por estarem desse lado!

Paulo Afonso Ramos

domingo, junho 16, 2013

Poema declamado por Luís Gaspar -

O livro do mês de Junho já tem um poema declamado pelo Mestre Luís Gaspar, veja aqui:
http://www.estudioraposa.com/index.php/13/06/2013/olivia-santos-aniversario-de-ausencia/

Nota biográfica >>

Olívia Santos - É Jurista, Licenciada em Solicitadoria.

Olívia Santos – “Aniversário de ausência”

13.06.2013
Sei que voltas, porque voltas sempre.
Paredes meias com a noite e o sonho
repetem-se os teus passos lentos
anula-se a distância, a linha etérea
que separa a minha loucura
da minha lucidez.
Mas hoje, especialmente hoje,
não te esqueças, de voltar…
Acenderei as velas, como dantes,
vai soltar-se o fumo e através dele
inventaremos personagens e mistérios.
Como dantes, como sempre.
Depois irás… como agora, neste sempre.
Cai uma chuva miudinha dos meus olhos
o relógio enleia-se no tempo,
partem-se os copos de cristal vazios
revolta-se a alma,
em estilhaços de dor e de saudade.

(Poema em “Nos teus olhos a janela do tempo”, edição Lua de Marfim)

domingo, junho 09, 2013

Boa noite, loucos (as)!

Se a noite fosse uma viagem eu estaria sempre a dar a volta ao mundo e faria dele o nosso mundo. Faria da solidão um mundo melhor e uma viagem mais atraente. Faria é o meu nome e sou um sonhador profissional. Trabalho na noite, sem rede, sem vencimento e sem tempo. E sempre que posso viajo. Mas todos os dias, como um compromisso natural, visito a noite e perco-me nela. Sou um louco de palavras perdidas que mora do outro lado da lua e passa os dias a ver o que ninguém vê, mas quando chega a noite, a loucura morde as palavras e adormeço na escuridão da timidez. Não façam caso, o melhor disto é adormecer. Todas as noites adormeço no berço do meu sonho e, assim, meio tonto meio lunático, embalo para acordar feliz. Boa noite, loucos (as) – loucos (as) também são os que me lêem... – Já disse, boa noite!

sábado, junho 01, 2013

Livro dos mês de Junho de 2013 - "Nos teus olhos a janela do tempo" de Olívia Santos



Sete Saias


O espelho dos meus olhos é o espelho dos teus olhos. Há uma paisagem brutal ali ao fundo, mar e longe, longe e mar, baías calmas e escarpas a cair para dentro delas. Os pescadores a namorar as sete saias, sete pecados mortais e os barcos parados feitos berços das gaivotas.

Depois chove e tudo se funde e se confunde com a névoa azulada.

Seja qual for a paisagem, o espelho dos teus olhos é o espelho dos meus olhos e por isso saberemos sempre, mão na mão, encontrar conchas e búzios noutras praias e amarrar as tempestades noutras enseadas, mesmo que eu seja a foz onde se deitam e se desfragmentam as estrelas cadentes.

in "Nos teus olhos a janela do tempo" de Olívia Santos

terça-feira, maio 28, 2013

Boa noite


Fecho os olhos. Chegou o momento do dia em que saio do meu corpo para escrever. Olhos. Dedos irrequietos. Mãos emprestadas fazem abrigo. É a voz do interior que ganha forma e avança. Tudo flui. Tudo é estranho e rápido. As letras caminham disciplinadas ao som do esgar do pensamento criando palavras alinhadas que fazem ruas com casas por habitar. Talvez este bairro já tenha sido cidade. Talvez uma escola ou um rio. Talvez vida. Olhos que desenham um arquitecto na bravura das sombras que caminham no rosto do tempo. Voz que aquece a alma com a lenha das vírgulas que não posso usar. Não posso usar. Tenho este calor e nada me falta. Tenho estes pontos que marcam cada passo ou cada paragem. Vou devagar. Abro os olhos e começo a ler descobrindo um novo mundo. Amanhã voltarei a entrar. Olhos fechados e uma vida feita viagem. Uma noite para adormecer nos teus braços que moram nesse olhar que não dás. Que não sabes. Tens olhos de fogo. Também tu tens nas vírgulas o mesmo caminho. Pára. Uma cidade não dá para dois. Um rio não corre. A escola fechou e a luz saiu. Os olhos são agora a nossa solidão. Adormece devagar. Devagar. De vagar a noite encheu-se de luz. A lua será sempre a nossa cúmplice. De vagar outro ciclo aconteceu. Cúmplice. Os olhos... Moram na luz da vontade. Vou indo. Boa noite.

segunda-feira, maio 27, 2013

Boa noite!


Aviso: Em tudo o que ler, neste texto, pense duas vezes. Pode parecer e não ser!

 

Vejo-me homem crescido a caminhar na solidão. Uma solidão mentira. Um caminho ilusão. Vejo-me num bosque verde. Cheio de árvores, arbustos e flores de cheiro intenso. E na terra batida, meio húmida meio verdade, sinto o caminho. Sinto a despedida da solidão num abraço dos tempos. Memórias que o mundo guardava enquanto esperava pela minha passagem. São mil imagens que cada cheiro traz. São mil momentos que cada vento semeia, e eu, egoísta, a chamar a solidão. A desrespeitar a natureza. A rima da beleza. A noção do passado e a vontade do tempo. As esperas. Vejo-me homem a crescer. A aprender. A tocar nos objectos para entender o seu corpo. E a solidão é uma ilha que vem dos meus pés ao meu olhar. Sei que sou os ramos da árvore que mora no caminho do espaço que vejo, que sinto e morro na mentira. Morro na ilusão e fujo para o bosque. Abraço flores e roubo-lhes os cheiros.

Esta é a minha terra. A minha essência. A minha paixão. O meu caminho. E compreendo que caminhar é viver aprendendo a morrer na esperança que consiga chegar. Chegar ao interior das coisas.

Esses olhos que lêem ficam perdidos no coração das palavras, sentem o palpitar e choram de emoção. Vivem no meu caminho. Sentem o mesmo cheiro. A mesma mentira e ilusão e julgam que não!

 

Boa noite!

domingo, maio 26, 2013

José Luís Peixoto

 
Com o escritor José Luís Peixoto

IV ENCONTRO DE ESCRITORES LUSÓFONOS em Centro Cultural da Malaposta - Olival Basto - Odivelas
Foto tirada e gentilmente cedida por: João Ramos

quarta-feira, maio 08, 2013

MEIA LUA em POESIA Cheia


COLEÇÃO MEIA LUA

Cadernos de Poesia

Coordenação: Gisela Ramos Rosa

Lua de Marfim – Editora Unip. Lda,

Telefone: 00351 219 594 817

luademarfimeditora@gmail.com
 

AGRIPINA COSTA MARQUES – MORADA RECÔNDITA

MARIA TERESA DIAS FURTADO – O ARCO DO TEMPO

AMADEU BAPTISTA – ATLAS DAS CIRCUNSTÂNCIAS

CASIMIRO DE BRITO – A BOCA NA FONTE

GRAÇA PIRES – CADERNO DE SIGNIFICADOS

ANTÓNIO RAMOS ROSA – NUMA FOLHA, LEVE E LIVRE


Cada LIVRO tem o P.V.P. de 5,00 €

Pode ser encomendado por Email: luademarfimeditora@gmail.com
Ou por mensagem privada no Facebook
 
Campanha de Descontos + Portes de Envio GRÁTIS para PORTUGAL Continental a partir de 10,00 €

PACK 6 – 25,50 €

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sexta-feira, maio 03, 2013

Na RQCVD em Quinta do Conde

Há dias assim, uns que parecem maiores que os outros...
Hoje foi um daqueles de emoções fortes!

O programa n.º 4 de hoje, 3/5/2013, teve a gentil participação de: Ana - Cristina Caeiro - Olivia Santos - Maria Besuga - Joaquim Carmo e Paula Delgado . Gratos a todos os que acompanharam o programa, em especial, a estes amigos que ligaram e assim ajudaram a construir um lindo momento de emoções fortes! Abraço-vos a todos.

quinta-feira, maio 02, 2013

"Numa folha, leve e livre" de António Ramos Rosa

 
Título: Numa folha, leve e livre
Autor: António Ramos Rosa
Coleção: Meia Lua
Género: Cadernos de Poesia
Ano: Abril 2013
P.V.P.: 5,00 €
Sinopse:
Corpo e alma num novo corpo de texto assim é a palavra de Ramos Rosa.

O poeta escuta o seu próprio interior e a voz do seu ser é já “Folha Leve e Livre”, água da vida, dança, arco de possibilidades. Aqui a natureza ganha a voz do sol e da sombra, entre o visível e o invisível a palavra abre o tempo e o espaço: “Amar as palavras/é inventar o vento/através da noite/em pleno dia” ou ainda “Se escrevo/é para entrar no claro círculo do dia/e ser uma pedra que respira/um núcleo branco”. – Gisela Ramos Rosa

sábado, abril 27, 2013

Ana Leal suspensa da TVI


Muito bom dia!
Um excelente sábado para todos!
Hoje estarei, a partir das 14h30m na Sociedade Filarmónica Democrática Timbre SeixalenseSeixal
Ontem ao fim de tarde fui surpreendido com a notícia da suspensão da jornalista Ana Leal da TVI.
Não conheço a pessoa, mas acompanho a profissional através das suas reportagens, em especial, na Repórter TVI. Vejo isenção e a tentativa de informar o grande público e também facilmente entendo que “mexe” em assuntos que podem incomodar muita gente, mas é preciso que alguém dê voz, mostre a realidade que camuflada existe no nosso dia-a-dia. Não conheço a causa deste processo de inquérito nem faço julgamentos antecipados, mas afirmo sem medos de que precisamos de bons profissionais e de gente que quer mostrar-nos o país real que temos! Afirmo e reafirmo: Gosto do trabalho que a Ana Leal faz!
Por último fica o meu sincero desejo que tudo seja breve e se resolva bem, e que a opinião pública não fique privada deste trabalho de grande qualidade!
Tenham um excelente fim-de-semana!
Divirtam-se a conquistar cada minuto da vossa vida!
Muitos sorrisos para todos!
 

sexta-feira, abril 05, 2013

VOZES DA NOITE na RQCVD

Um agradecimento especial a todos os ouvintes e, claro, a toda a equipa da RQCVD - Rádio Quinta do Conde e Voz Desportiva - pela oportunidade dada para este novo programa VOZES DA NOITE.
Para a semana conto com todos! 
Paulo Afonso Ramos
 
 
 
 
SINOPSE
 

Na RQCVD – Rádio Quinta do Conde e Voz Desportiva – "VOZES DE NOITE" é o programa em que irás estar à conversa com Paulo Afonso Ramos, e entre músicas, daremos VOZ ao todo o auditório para que partilhes a tua opinião, desabafes e passes um excelente tempo na nossa companhia.

Todos nós somos as “VOZES DA NOITE

REALIZAÇÃO E APRESENTAÇÃO
Paulo Afonso Ramos

HORÁRIO
Sexta-feira > 19H às 21H

segunda-feira, abril 01, 2013

Livros da LUA DE MARFIM

 
Encomende livros da LUA DE MARFIM Editora através do email:
 
 
 
 

sábado, março 30, 2013

VOZES DA NOITE na RQCVD


Na RQCVD Vozes da Noite é um programa às 6.ª feiras das 19h às 21h.
À conversa com Paulo Afonso Ramos, e entre músicas, damos VOZ ao vasto auditório para que partilhe a sua opinião, desabafe e passe um excelente tempo na nossa companhia.
Todos nós somos as “Vozes da Noite”! http://www.radioqc.com/

sexta-feira, março 29, 2013

Atlético Clube de Portugal - Juvenis B 2013

 
Hoje (29/03/2013) no Torneio do Sanjoanense

segunda-feira, março 25, 2013

PALAVRAS MAL DITAS de PEDRO BARROSO

 
Amigos, hoje apago a luz e adormeço feliz. Adormeço sempre feliz, mas hoje sinto-me ETERNO na minha felicidade. Mais um projecto que ganhou vida, cor e luz. Ganhou espaço e felicidade. Poesia, sempre a Poesia que aquece cada momento, cada noite fria. “Palavras mal ditas” são, aqui, bem ditas pelo próprio autor: Pedro Barroso. E assim, como comecei o dia, termino com a voz deste grande Senhor da Cultura Portuguesa que seja para todos nós um ETERNO. Obrigado Pedro. Grato por confiar em mim e na Lua De Marfim Editora com este novo Livro + CD. Boa noite!

sábado, março 23, 2013

5 de Abril de 2013

A data escolhida para o novo projecto começar...

segunda-feira, março 18, 2013

SURPRESA!

Uma surpresa estará para chegar! Quem advinha o que é?
Aceitam-se sugestões...
 

quinta-feira, março 07, 2013

Rogério Charraz canta poema de Sofia de Barros


Este poema, da Sofia de Barros, aqui cantado ao vivo e sem microfone, pelo nosso amigo Rogério Charraz:

 
 
SOFIA DE BARROS, in “ANTES DE SERMOS DIA” – (LUA DE MARFIM, 2012)

      

Campo lavrado


 
Fossem as minhas mãos doces arados,

sulcando o chão que é esse teu cheiro,

no húmus destes beijos demorados

e serias campo lavrado por inteiro.

 

Fossem os meus olhos ventania,

estendendo-te no solo de rajada,

num sopro toda eu estremeceria

e já serias terra, e eu nortada.

 

Fosse a minha boca leve semente,

florescendo de manhã no teu olhar,

e já o teu sémen no meu ventre

seria promessa de vida a germinar.

sexta-feira, março 01, 2013

Jornal "A BOLA" de QUA 27 FEV 2013 Ano LXIX, N.º 14.312

Não querer fazer
de estádio, morgue...
 
‘Futuro Risonho’, romance policial de Mário Nóbrega onde há mistério no querer saber-se _de que clube se é ou no ver o Benfica-FC Porto na TV de Mário Zambujal achou-o «excelente»
Na apresentação que lhe coube, Mário Zambujal revelou: «Estamos em presença de um excelente livro. Muito bem estruturado, as suas personagens estão bem caracterizadas e a sua trama sustentada de uma maneira que prende o leitor da primeira à última página. Por conseguinte, um livro a não perder, ainda mais porque, com determinação e coragem, o autor escreve uma história ficcionada que se enquadra na história atual».
É mesmo isso (aliás, é mais, verá...) este Futuro Risonho, de Mário Nóbrega. Quem lhe leu o anterior Um Mês, thriller forte e polémico que brevemente poderá passar a cinema através da arte de um realizador premiado em Cannes – verá que há várias pontes a ligá-los.
Mistério no Benfica-FC Porto
Para além de paixão e morte, frenesins e sensualidades, flirts e traições, devaneios e noites quentes, por ele o passa futebol (como se não imaginaria), no diálogo entre um capitão da GNR e um inspetor da Polícia Judiciária:
- Qual é o seu clube?
Alfredo Medeiros estaria à espera de ouvir tudo e mais alguma coisa, mesmo que tal pudesse significar mais problemas para a investigação que já o perturbava demasiado, mas aquela pergunta... Não, não era possível. E apenas conseguiu, na circunstância, responder com outra pergunta.
- O quê?!
- Qual é o seu clube? Não me vai dizer que não tem um...
- Tenho, claro. Quem não tem um clube?
- Então, diga-me lá qual é o seu?
- Desportivo de Chaves.
- Só pode estar a brincar comigo.
Percebe-se que não, não é brincadeira nenhuma, fala-se de Raúl Águas a atirar o Chaves para a Taça UEFA – e salta, subtil, a revelação sobre o também torcer por outro grande e o não largar o sofá:
- Não admito que quem vá a um estádio possa estar sujeito a ter a sua vida em perigo. Até parece que as pessoas vão para um campo minado...
- Lá isso é verdade.
- O capitão reparou que toda a gente é revistada nas entradas dos estádios e, depois, durante um jogo, são lançados petardos e toda a espécie de objetos para o relvado? Os estádios, capitão, estão transformados em arenas, como no tempo dos romanos. O futebol devia funcionar como mola impulsionadora de convívio, apesar do desejo legítimo de se querer ganhar, e não como um passaporte para o hospital ou para a morgue. Não, capitão, morte já eu tenho de sobra na minha profissão.
O capitão admite que gostava do Campomaiorense e do... FC Porto – e desafia o inspetor para irem, ambos, ver na televisão o Benfica-FC Porto. (E ler o livro é descobrir que a ideia, afinal, não era apenas olhar para o jogo...)
tiros na fábrica de rolhas
OK, mas de que trata, então, este Futuro Risonho? Se de um ajuste de contas, se de um crime passional se apurará, após o proprietário de uma fábrica de rolhas de cortiça aparecer assassinado com três tiros à porta da empresa, numa noite de janeiro...
entre morte e contrabando
«Numa escrita de estilo cinematográfico, o leitor é convidado a acompanhar as investigações comandadas pelo inspetor Alfredo Medeiros, da Polícia Judiciária, e pelo capitão Acácio Freitas, da GNR, e num fôlego chega ao fim do enredo deste romance policial no qual abunda gente considerada suspeita de ter cometido o crime que para sempre mudou a vivência de Aldeia do Monte, no Alentejo. Curiosamente, enquanto decorre a investigação ao assassínio de Geraldo Santos Ferro, uma outra, visando o desmantelamento de uma rede de contrabando de tabaco, com quartel-general em Espanha e rota pelas imediações de Aldeia do Monte, é coroada de êxito devido a um... esquecimento».
É assim que, na contracapa, se levanta o véu à obra. E sim: ler este Futuro Risonho é mesmo saltitar de suspense em suspense até se chegar à frase, esfíngica ou não, que o matador larga ao ser apanhado:
«Fiz aquilo que tinha de ser feito». (E ao chegar aí, quem lá chegou, percebeu que, afinal, talvez não tenha sido por acaso ou circunstância, que Mário Nóbrega, enquanto foi escrevendo o seu Futuro Risonho não deixou, nunca, de ter presente uma ideia a povoar-lhe o pensamento: a de a ficção ser filha da realidade.)
Na foto: Mário Zambujal, Mário Nóbrega e Paulo Afonso Ramos
 


segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Todo o homem tem que morrer!


Todo o homem tem que morrer!

 

Fecho os olhos. Finalmente chego a casa. Fiz o meu caminho o melhor que sabia, talvez melhor podia, mas caminhei com os meus pés e aprendi com os erros e quando decidi foi pela minha cabeça que pensei.  

Fugi das guerras dos homens sem nunca me sentir covarde. Afastei-me da meninice sem nunca perder a saudade. Desenhei na lua o meu maior sonho e sorri na esperança de vê-lo crescer como uma criança feliz.

Todo o homem tem que lutar para crescer e eu lutei. Todo o homem tem que perder para aprender e eu perdi. Todo o homem tem que sofrer para viver e eu sofri. Mas também sorri! Também tive o brilho das estrelas nos meus olhos e a luz da lua na minha alma. Mas, apesar de tudo, a vida é um tempo, um espaço e todo o homem tem que morrer!

Em mim já adormeceu um passado que não volta. Fecho os olhos. E viajo para o fim... Todo o homem tem que morrer. Chego a casa, fecho a porta, as janelas e deixo-me acontecer! Afinal, porque sim, todo o homem tem que morrer e eu hoje quero ficar em casa.

 

Eduardo Montepuez, 25 de Fevereiro de 2013


domingo, fevereiro 03, 2013

Agradecimento do 2.º Aniversário

Olá Amigos!
Ontem foi mais um dia marcante para mim, para a Lua de Marfim Editora e para todos os que amam a escrita. Comemorar 2 anos de existência foi fantástico! Ter tantos amigos junto de nós foi gratificante. Como ontem disse, foram 2 anos de luta e de muito trabalho junto de uma equipa fabulosa que unida se esforça para dar o seu melhor em prol de bons livros, da boa literatura. Muito caminho ainda há para andar, muita luta e claro, muito esforço e dedicação, mas os 74 títulos que existem já são uma boa mostra das nossas capacidades, dos bons Autores. A todos os que já leram alguma coisa da nossa editora segue um abraço.
Gratos por estarem ao nosso lado!
Paulo Afonso Ramos

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

2 Anos depois...

Bom dia!
O nevoeiro esconde-nos a Lua sempre presente na nossa Alma. Talvez a proteja, a guarde para amanhã, que será o dia da festa. Certo é, que passaram 2 anos e tanta gente esteve envolvida, de uma forma ou de outra, neste sonho/projecto.
Para todos os envolvidos (até como Leitores) segue, sem nevoeiro, o meu reconhecimento num abraço apertado!
Grato por existirem!
Boa sexta-feira e até amanhã no Campo Grande, 56 em Lisboa.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

2.º Aniversário da Lua de Marfim



2.º Aniversário da Lua de Marfim

A equipa da Lua de Marfim Editora convida-vos a estarem presentes na grande festa do seu aniversário, a realizar no dia 2 de Fevereiro (sábado), às 16h, no auditório do Campo Grande 56 em Lisboa, onde, entre outras surpresas, será o lançamento das antologias “A vida num sonho” e “Se sonhas consegues fazer” em que participam vários autores.

Teremos momentos musicais com Rogério Charraz

Uma tarde de festa que contamos consigo.

Apareça! Venha divertir-se!

sexta-feira, janeiro 04, 2013

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Votos sinceros de um excelente Ano Novo de 2013


Desejo a todos os meus Familiares, Amigos, Colaboradores, Autores, Leitores, Jogadores de futebol e aos muitos conhecidos, os Votos sinceros de um excelente Ano Novo de 2013.
Grato por todo o apoio recebido em 2012. Juntos faremos um fantástico 2013.
Muitos Sucessos, Alegrias e Saúde para todos!

Grato por existirem!

sexta-feira, dezembro 28, 2012

200 GOSTOS?

Será que esta página consegue chegar aos 200 GOSTOS até ao final do ano?http://www.facebook.com/pages/Paulo-Afonso-Ramos/154261744641276

domingo, dezembro 23, 2012

quarta-feira, dezembro 19, 2012

Povoenses!



Povoenses!

Neste Natal ofereça um livro sobre a nossa terra! Já saiu a 2.ª edição do livro “Póvoa Antiga – Crónicas e Roteiro das Ruas” de António José Torres

Aproveite e adquira já!


Boas Festas! E com fantásticas leituras!


sexta-feira, dezembro 14, 2012

sábado, dezembro 01, 2012

Futebol é alegria!


Sport Clube Sanjoanense

sexta-feira, novembro 30, 2012

Os meninos da bola - Crónica de Dezembro 2012


Os meninos da bola

 

Num ano para sempre recordar, era setembro que amanhecia nas minhas mãos e três vezes por semana acontecia magia quando, ao final da tarde, primeiro, e depois já ao princípio da noite, os meninos de tenra idade se juntavam num campo pelado para, atrás de uma bola que girava como o seu mundo, correrem como quem busca o maior sonho.  

Os meninos da bola queriam aprender, queriam saber sorrir e, mais que tudo, queriam jogar à bola como quem faz o caminho da alegria, como quem mostra ao mundo que a sua felicidade era, tão simplesmente, alcançada num golo ou na amizade de estarem juntos e juntos queriam encontrar o seu destino. Os mais velhos, de onze anos de idade (2001), eram iguais aos mais novos (2003/04) no trato, na disciplina e no profundo respeito por todos os que os rodeavam e, dentro do campo, a bola não deslumbrava idades mas sim vontades, jeitos e todo o trabalho que desenvolviam. Aquele momento trissemanal era o seu prémio –  houvesse ou não jogo ao sábado.

E foi delicioso vê-los correr rumo ao crescimento tático, a evolução da condição humana e ao desempenho coletivo. Em quase três meses (33 treinos) já não eram uns meninos que, ao acaso, estavam num mesmo espaço e passaram a ser amigos (como os mais adultos são) que juntos brincavam quando se proporcionava brincar e trabalhavam arduamente quando assim se exigia. Eram já uma equipa de futebol em que cada um sabia qual era o seu espaço, a sua função e o objetivo comum.

Mas, como no seu mundo mandam os adultos, um dia a notícia anunciava a partida do seu treinador. Sem perceberem a razão, o olhar imediato de espanto foi depressa substituído por um rio de lágrimas que passava por ali naquele momento. A noite fria e escura mostrava-lhes que, no seu caminho, havia um ou outro percalço e que nem sempre só de trabalho e vontade se construía o seu querer.

Até que a semana findou e, no sábado de manhã, um jogo iria acontecer; não por acaso, seria, nem mais nem menos, o dérbi da terra.

O sábado amanheceu chuvoso e o campo tinha pequenos lagos que dificultavam o futebol, mas aqueles heróis de luta e querer tornaram-se gigantes e venceram por 2-1. Acontecia história e uma grande felicidade porque ali conseguiam a sua primeira vitória oficial e logo frente aos seus amigos e colegas de escola. E após o apito final do árbitro, correram em conjunto para a zona onde se encontravam os seus pais, para comemorar aquele acontecimento especial e, num movimento espontâneo, como só as aves sabem fazer, voaram em direcção ao seu ex-treinador (que assistia ao jogo fora do campo) para lhe dedicar a sua primeira vitória oficial.

Guardarei o momento. Os seus olhos bordados de gratidão eram o maior troféu que algum dia sonhara existir.

Ali, no momento mais alto, sentira que o cordão umbilical se cortara para o futebol, porque aqueles homens de amanhã estavam encaminhados, porque mais que ganhar é preciso saber estar, porque mais que o futebol há a vida que merece ser vivida com amor e respeito, e eles, os meus pequenos heróis, tinham acabado de demonstrar que aprenderam um pouco mais do que como rola uma bola, porque perceberam como rola o mundo.

Talvez um o dia os reencontre num outro clube ou até num campo qualquer, mas saberei que, em cada um deles, terei as mais gratas recordações.

Os (meus) meninos da bola já são hoje uns homens que nos dão as mais belas lições e nos fazem acreditar num futuro mais justo e amigo.

Parabéns, equipa! Parabéns, amigos! Até sempre e muito obrigado por tudo.
 
 
Publicado na Edição n.º 15 | Ano II | Dezembro 2012

segunda-feira, novembro 26, 2012

quarta-feira, novembro 21, 2012

No "O Preço Certo" da RTP1

Hoje, dia da Televisão, estive no Preço Certo da RTP1 a concorrer. Fui até à final e perdi a montra por 730 €, mas ganhei muito mais com as pessoas que foram comigo para apoiar esta aventura. Foi divertido! Assim escrevo para que saibam que agradeço aos que me acompanharam e aos que apoiaram.
As 15 pessoas que estiveram comigo e aos amigos Nuno Caroça e José N. Ribeiro.
As Instituições:

ARIPSI –...

Associação de Reformados e Idosos da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/ARIPSI/197825670263300

Junta de Freguesia da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/Junta-de-Freguesia-de-P%C3%B3voa-de-Santa-Iria/235479469831621?fref=ts

Associação de Dadores Benévolos de Sangue da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/pages/Associa%C3%A7%C3%A3o-de-Dadores-Ben%C3%A9volos-de-Sangue-da-P%C3%B3voa-de-Santa-Iria/122567857765822

Bombeiros Voluntários da Póvoa de Santa Iria
http://www.facebook.com/bvpsi?fref=ts

LUA DE MARFIM EDITORA

http://www.facebook.com/#!/pages/LUA-DE-MARFIM-EDITORA/161446523911145

Um abraço de gratidão para todos!

quinta-feira, novembro 01, 2012

Crónica do Adeus

                                                  Edição n.º 14 Ano I - Novembro 2012

Crónica do Adeus


Sexta-feira. 19 de Outubro de 2012. Acabara de receber um email a solicitar a crónica para edição de novembro, com a indicação do prazo limite de envio, e ainda mal sabia o que iria escrever. Pouco tempo depois esta sexta-feira (o dia da semana de que menos gosto) ficaria irremediavelmente perdida com a notícia da partida de Manuel António Pina.

Pouco antes, e em sentido contrário, através do Facebook, eu escrevia: “Bom fim de semana para todos os meus amigos!
Sorriam e divirtam-se, porque a vida passa depressa...
Abraços!

Não imaginava que tão triste notícia abrigava, forçosamente, o meu sorriso e roubava um sonho, entre tantos outros, que escondia atrás desta minha paixão literária; conhecer pessoalmente e publicar (um só livro que fosse) Manuel António Pina. Cheguei, timidamente, a segredar a alguém este louco desejo.

Talvez, dentro do meu egoísmo, ainda não tivesse assumido algo mais importante: a literatura portuguesa acabara de sofrer um rude golpe! Mais um...

Assim, entre a perda e a tristeza profunda, decidia o que iria escrever para o jornal de novembro: Uma crónica do adeus.!

Mais que a qualidade da crónica, que a tristeza do momento, queria perpetuar em meu redor um justo e digno adeus. Homenagear. Manuel António Pina fazia-me ficar parado em frente ao televisor. Atento. Gostava das suas entrevistas. Fazia-me ler com prazer. Gostava da sua escrita, em particular, da poesia rendilhada de diferença, e adivinhava um homem excecional na inteligência e saber. Fazia-me, portanto, sonhar com a remota possibilidade de criar uma relação com o próprio, abordando várias temáticas e em especial sobre a paixão comum.

Não aconteceu. Mas agora nada importa. Não importam os seus muitos prémios literários nem os momentos que não aconteceram. Nem tão pouco importam os dispersos acontecimentos após a sua morte, se poucos dias passados ninguém recorda a obra ou o génio. Talvez, por isso, insista nesta crónica do adeus para relembrar, NÃO O SONHO, mas a memória. A memória colectiva que se apaga pela falta dos afectos, dos gestos mais disseminados ou das vontades que ergueram o que nós agora somos. Sem educação e sem cultura nunca viajaremos no tempo nem amaremos os que nos deram tanto e tanto; para muitos, foi sempre um nada fingido de sobressaltos. Devíamos, diariamente, agradecer o que temos. Devíamos compreender a grandeza dos que partiram sem comparações ou atropelos e sem medos.

Obrigado amigo do meu sonho. Um abraço. Com o poema deixo-me ficar em ti.

 

NÃO O SONHO

Talvez sejas a breve
recordação de um sonho
de que alguém (talvez tu) acordou
(não o sonho, mas a recordação dele),
um sonho parado de que restam
apenas imagens desfeitas, pressentimentos.
Também eu não me lembro,
também eu estou preso nos meus sentidos
sem poder sair. Se pudesses ouvir,
aqui dentro, o barulho que fazem os meus sentidos,
animais acossados e perdidos
tacteando! Os meus sentidos expulsaram-me de mim,
desamarraram-me de mim e agora
só me lembro pelo lado de fora.


Manuel António Pina, em Atropelamento e Fuga.