Hoje recordo o teu olhar, pensativo e em constante ebulição, quando imaginas os possíveis cenários dos filmes da tua vida. Acontecidos ou por acontecer. Recordo os contornos do teu corpo, que veste o charme e encanta num silêncio apetecido. É assim que preencho a tua ausência, embrenhado nos pensamentos que vagueiam por mim.
Hoje és o desperdício da vida que não assumi. Hoje é o tudo e o nada. Há dias e noites em que nada me aquece e tudo arrefece o calor que ainda resta de mim. Recorro. Quero-te como te vejo. Esbelta e próxima.
Hoje és a lua da minha noite solitária. És um presente imaginado neste natal real.
Recorro às imagens, aos pensamentos e também eu construo os meus cenários dos possíveis filmes da minha vida. Aprendo contigo. Sorrio quando sorris e fico triste quando choras, nessas lágrimas que escapam desse rosto lindo. Fazes-me falta, num sorriso ou num olhar. Fazes-me falta até num adeus.
Hoje quero-te por perto, mesmo que não possas, quero sentir o teu olhar e a tua voz. Não será a distancia que impedirá. Só tu podes fazê-lo… Mas, por favor, hoje não!
Dá-me pelo menos este dia, para que seja meu por inteiro, nem que seja apenas e só hoje… Dá-me porque preciso tanto de ti!
4 comentários:
E que o teu pedido, seja uma ordem...
:) ficou lindo!
com um quê de dramático, pela urgência, e romântico, em toque de fantasia quase impossível
(qdo puderes, ajuda-me nas dicas q te pedi p mail)
bj e feliz dia
e agora q ninguém nos ouve, diz lá, quem é essa musa? rs
Espero que esta musa seja apenas ficção de poeta!...
Mais um texto dos que gostei de ler. Pena é ser um texto onde a ausência de...está presente.
Quem sabe se essa musa não lhe traz mesmo este dia tão desejado.
Um beijinho
MV
Querido Paulo, fantástico texto-Poético... Sabes, já devorei o teu livro... Lindo... Adorei!... Um grande abraço de carinho,
Fernandinha
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