quarta-feira, junho 28, 2006

Um Manto de...

Um manto
De coisas fartas
Rompem a minha memória
Estéril
Esgotada e abandonada.
Quem sois? Pergunto-vos
Trazeis loucuras
Embrulhadas em contos
Trazeis daí brochuras.
Um manto
De coisas varias
Estou aqui parado
Vendo séculos partirem
Sentindo a brisa
Do progresso.
Um manto
De histórias esquecidas
Rodeadas de arbustos enormes
Tapadas.
Alucinantes
As vidas que passam
Correm para a morte
Com toda a inocência.
Abandonada,
Um manto de farsas
Contos e histórias
Verdades cruas
Nas noites nuas
Ocorrem
Por aqui, por ali
Um manto
Um santo
Um qualquer, qualquer um
Ocorrem aqui
Por ali
Um manto de coisas varias.

3 comentários:

Anónimo disse...

A familia agradece as palavras de amizade que lhe foram dedicadas.
A perda é só fisica porque ele está sempre presente nos nossos corações e dá-nos forças para continuar a lutar.
OBRIGADO.
ANA P.Valente.

Paulo Afonso disse...

Por lapso, compreensível, o comentário foi postado no local errado, pelo que o mesmo foi transferido para a zona correspondente, ficando assim, reposta o desejo da autora do comentário. Obrigado.

Anónimo disse...

bom comeco