sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Arguto

São garças esvoaçantes
que embebedam o meu dia-a-dia
na plenitude do sentir.
São mordomias incessantes
que revestem o meu hábito
de um não sei porquê
sem que peça
sem que passe
sem que desça
sem que me levante.
São corujas inebrias
que escoltam a minha noite
na plenitude do sorrir.
São acasos irrelevantes
que moldam o sonho
de um acanhado ninguém
sem que perceba
sem que queira
sem que seja
sem que aconteça.
Entre o sonho e a realidade
mora um poema
que veste um corpo
e amarra o sentimento
desse Ser que desperta
em cada palavra.
Sem que vejas
sem que leias
existimos na distância
que separa
a noite do dia.

4 comentários:

Vera disse...

É bom existir na distância, estando tão perto como o dia da noite...
Estás a crescer Paulo! E estou a adorar :)

Mil beijos Poeta

António MR Martins disse...

Paulo,

Gostei muito de por aqui passar (e vou voltar mais vezes, obviamente).
Este espaço transmite-nos paz e bem-estar. Sentimo-nos bem por aqui e, simultaneamente, aprendemos.
Aproveito para agradecer toda a atenção que me vem dispensando.
Abraço
António MR Martins

Marta Vasil disse...

Paulo

É lindíssimo este seu poema. Faz pensar!

Destaco:

"Entre o sonho e a realidade
mora um poema
que veste um corpo
e amarra o sentimento
desse Ser que desperta
em cada palavra."

Beijinho

MV

cina disse...

Ola Paulo, Como ja deves de saber, adoro a tua maneira de escever. Por isso te concedi um selo homenagem que poderas encontrar na minha pagina.
Beijinhos, Alcina