domingo, março 01, 2009

Harmonia

Um piano
a marcar o compasso
deixa entrar a voz celeste
que solta as palavras
mágicas do eterno
e perpetuado momento
de quem assiste
e o tempo é marcante
e o compasso é marcante
e a voz é marcante
um piano e uma voz
deixam o arrepio
nos corpos extasiados
e nas palavras soltas
cai um – “Tu és maluco” –
e uma lágrima responde
em silêncio
sem que a música pare
uma troca de olhares
marcam o compasso
do fim, em que,
só as palmas sobram…

2 comentários:

Vera disse...

Talvez sejas maluco, mas uma coisa é certa: a tua poesia é grande!
Adorei esta cadência de sentires, marcadas pelo compasso de um piano e por palavras que se soltam...

Palmas sim! Para ti Poeta!

Beijo grande

Marta Vasil disse...

Também eu bato as palmas a este poema!

Boa semana de muitos compassos na melodia das palavras.