segunda-feira, março 02, 2009

Submissão

As maças do rosto
rosadas, denunciavam-lhe
o seu ímpeto
ao reencontrar o seu amor.
(O seu grande amor, secreto,
e por isso nunca correspondido.)
As palavras,
brotavam da sua boca
em sintonia
arqueando impulsos e desejos
o seu pensamento, austero,
centrava-se apenas nele
aquele homem corpulento
de sorriso aberto.
Imaginava-se nos seus braços
e nos seus lábios
lia os seus próprios sonhos
como realidades inalteráveis…
um beijo de despedida
acordava-a.
Repetiam-se os dias
as cenas,
dos encontros fortuitos
e as maças do rosto
rosadas,
sem que ele nunca suspeitasse…
Dependências de um amor
nunca partilhado,
apertado, bem apertado
na obediência
do seu envergonhado
sentimento!

(O amor pode ser submisso…)

Rafaela Kronq

2 comentários:

Vera disse...

O amor é normalmente submisso...
Poema muito bem construído e estruturado Paulo!

Beijo grande

tecas disse...

Poema bem concebido. O amor por vezes...contudo...vale a pena amar.
Abraço amigo.