sábado, junho 30, 2007

DEVOLUÇÃO




Devolve-me o mar
O azul salgado
A espuma, o rosto molhado
Do silêncio ausente.
Devolve-me o sentido
Algures perdido
Vagabundo do teu imaginário
Um presente
Que julgavas teu
“Filho” da tua mente.

Devolve-me a água
Devolve-me o horizonte
Devolve-me a ideia.
Brinca na areia
De rosto transparente
Recebo carente
Tudo o que devolves.
Tenho a noção, tenho o mar
Tenho a expressão desse olhar
Do grito onde me envolves!

3 comentários:

Manuela Fonseca disse...

Lindo! Cheio! Adorei este poema.

Beijo*

Ana Luar disse...

Queria devolver-te o mar, os sentidos, o presente e o futuro... mas nada disso me pertence por isso devolvo-te o sorriso.

Beijo, Paulo....

Marina Jorge disse...

Bem, amei...es pronto.