sábado, março 15, 2008

Festa de Aniversário

Fevereiro estava a terminar. E na última semana constava o dia de anos de Pjar um amigo virtual das noites mágicas da escrita nesse espaço de ninguém ou de todos, designado por Internet.

Estella, mulher de impulsos e desejos fortes, depressa gerou entre a comunidade uma estratégia definida para atacar esse dia já próximo, seria ao bater da meia-noite, uma festa surpresa para Pjar.

S
eus cúmplices, participantes na festa, estava de acordo com a estratégia e dispostos a ser uma parte activa nesse evento.

T
odos os pormenores foram avaliados, ou quase todos, medidos mais pela emoção do acto do que pela importância da festa.
Surpresa seria sempre a palavra-chave. Obviamente que todos sabiam da importância desse momento para Pjar, pois todos, sem excepção, já tinham plena experiência de viver esse dia especial, pois que aniversariante era e seria uma condição anual de cada um.

Assim, o empenho e a presença, seriam uma realidade entre todos!




D
epressa o momento chegou! Nessa noite, nas suas casas, todos estavam na Internet presos ao módulo de comunicação.

Entusiasmados pela festa surpresa, vestidos na pele do mais astuto caçador, esperavam o momento para “caçar” a presa fácil e indefesa…



A meia-noite apareceu! Todos saíram das suas tocas e mostram-se num campo aberto dispostos a disparar palavras em forma de parabéns.

N
o entanto, os olhares cruzaram-se entre todos e o espanto, naturalmente, sobressaiu …
Imaginaram tudo menos aquele cenário. Afinal faltava a “vítima” que iria ser caçada…

Verificaram os processos e reviram a estratégia. A esperança num atraso instalou-se forçadamente.

E
não desistiram, antes acreditaram que a presa em poucos minutos iria passear nesse bosque imaginário e seria surpreendida.

R
epararam nos minutos que fugiam sem parar, e, por esta vez, sentiram que o tempo corria mais depressa. Nítida sensação descontrole do momento…Sabiam o risco que corriam, mas ainda não acreditavam que algo pudesse ter corrido fora do planeado.

S
em que o tempo se alongasse mais, a festa iniciou-se sem o aniversariante.

Afinal todos estavam à espera, todos estavam e nada tinha acontecido, como o dia apenas tinha começado foram deixando mensagens de parabéns expostas na casa virtual da cultura, passagem diária quase obrigatória de todos, inclusive por Pjar.

R
ecorriam assim à parte dois da estratégia antecipadamente delineada.

Impressionados pela inesperada ausência, depressa se recompuseram e avançaram como se nada de anormal ou fora do contexto estudado, se tivesse passado…

O dito dia decorreu em plena festa virtual, juntando imensos amigos e sem que o aniversariante conseguisse escapar. Todos em dedicação ao Pjar e nos mais próximos ficou o segredo guardado a sete chaves daquela meia-noite mistério em que nada falhou…

3 comentários:

Pedra Filosofal disse...

Estou em crer que os amigos ficaram todos à beira dum ataque de nervos! não sei bem porquê mas tenho esta sensação. ehehhh

Agora a sério... mais um conto bem escrito, com todos os detalhes que um conto quer e requer.

Beijos

Stone

Vera disse...

O que importa é comemorar e que os amigos não se esqueceram.
Belo conto!

Beijo

Mel de Carvalho disse...

Paulito,
decididamente, és um prosador por excelência.

Beijo fraterno da Mel