terça-feira, julho 22, 2008

Amor Com Barreiras


(Foto de: PhoS Sant)


É o Sol que me guia. Na penumbra, sinto as barreiras que crio quando o meu corpo recebe os seus raios e projecta uma sombra de mim. Sinto-a como grades que prendem os meus desejos.
Sabes que essa é a primeira barreira ao meu amor?
Sabes que o que penso, mesmo que não seja o correcto, elege-o como o correcto e essa condição é mais uma barreira?
Há uma constante distância entre nós, física, que aglomera o meu lamento. São tantas as barreiras que se atravessam e se levantam entre nós… (mas talvez seja eu a maior barreira!)
Sinto que o sentes! Sinto que o meu querer não desaperta as correntes que trago agarradas a mim e que contribuem para um vasto conjunto de contrariedades.
A tua voz, por vezes num silêncio desmedido, diz-me palavras que divagam pela minha mente e tu, sem que o sintas, és um alicerce que guardo com carinho e que, no meu silêncio, me ajuda a combater os momentos de solidão. Tenho a tua voz gravada no meu peito, da mesma forma que o teu ser, repleto de luz e alegria, habita em mim. Só tu não sabes que és parte de mim. O amor é assim, mesmo que não queiras, ou que as barreiras sejam apenas uma forma de afastar um destino por acontecer.
Se o amor não se escolhe, apenas acontece, já as barreiras são impostas pelas vicissitudes de cada vida e dos hábitos de um qualquer quotidiano social.
Porque tem que ser assim?



Este Eu
serei mesmo eu
tu
outro
alguém
ou ninguém?

2 comentários:

Pedra Filosofal disse...

Gosto de te saber de volta! com as forças recuperadas após umas merecidas férias.

Já te disse hoje que gosto de ti? pois, parece-me que não.

quanto ao texto, sem dúvida que a maior barreira que existe ao amor somos nós próprios! gostei bastante! é uma lição de vida!

Vera disse...

Um texto imenso de poesia!
Belíssimo Paulo! Bom ter-te por cá de novo ;)

Este Eu
serei mesmo eu
tu
outro
alguém
ou ninguém?

Somos todos, certamente!

Beijo grande