sábado, outubro 25, 2008

Um poema diluído

Tenho os sons de uma boa música. Tenho o ardor de a sentir como minha mesmo sabendo que não é… Envolvo-me nessa onda de frescura e aprecio a sua loucura que me encanta e me eleva aos píncaros dos desejos.
Tenho um poema que dança no meu coração. Sinto-o e sei que não é só meu.
Tenho as palavras que percorrem o meu corpo e se alongam no imaginário do meu mundo por acontecer.
Eis o meu poema diluído!
Poema que amo em segredo e onde me perco nas profundezas do anseio dos sentidos. Destemidos. Ébrios pela fragrância de um amor quase prometido.
Poema grito de liberdade ou voz húmida de lágrimas roucas, quase surdas que o silêncio prende em rituais escondidos.
Tenho as amarras dentro de mim, assim bem juntas aos versos, que flutuam neste poema de corpo e alma do que me resta…
Poema tatuado. Germinado. Jamais apagado.
Tenho os sons do grito dado no calor da emoção da loucura de estar num corpo diluído!
Tenho um texto perdido, na prosa que era para ser um poema, guardado, escondido, neste gesto assumido.
Resta-me pouco…
Resta-me este meu poema diluído. Decrépito. Culpado.
Eis o meu poema diluído!

5 comentários:

Rita Carrapato disse...

"Tenho um poema que dança no meu coração."
Lindo poema esse que deixou mostrar bailados de prosa lindíssimos!

Um abraço

Rita Carrapato

Nilda Martha disse...

Maravilhoso Paulo, adoro tua sensivilidade. Nilda

ilucia disse...

Lindo poema,que depressa se transforma num poema sólido...

Bjs

Vera disse...

Tu és Poesia!

Beijinhos meu poeta lindo

Vera disse...

Tu és Poesia!

Beijinhos meu poeta lindo