quarta-feira, janeiro 21, 2009

Estou Só...

Há ilusões que confundem os transeuntes, desta avenida chamada vida. Há visões do que queremos e nem questionamos se a nossa verdade é tão real quanto a que colocamos na nossa mente. Há uma lua que pensa em mim nas noites em que adormeço devagar e em que me perco num sono pegado. Há, também um sol que acompanha os meus dias mais vistosos, aqueles onde passeio por entre outras pessoas que caminham como eu, em todas direcções, mas num séquito por decifrar…
Há tanta coisa, tanta gente e tanta ilusão misturada entre sonhos e entre dissabores arrecadados pelo negrume das ânsias e da falta do tempo perdido nas inconsciências dos actos e das perdas camufladas pela vontade de não as assumir. Também há tanta gente, que brinda aos inusitados espaços dos tempos e que percorre a mesma avenida desta vida, que é nossa, que é, principalmente de todos e, ainda assim, cada um puxa só para si, num acto inqualificável de puro egoísmo.
Que perdemos nós? Que ganham eles?
Afinal, nesta passadeira vestida de avenida, da vida de todos, estou no meio de uma multidão e no entanto, continuo tão só.
Estamos todos. Mesmo que não queiramos assumir essa realidade, fruto do nosso egoísmo, não deixa de acontecer essa aparente desilusão que se anuncia de normalidade e é um factor de diferença. Olha em teu redor e sente o quanto estás tão só.
Perto de tudo e de todos podes sempre perceber que, por vezes, continuas assim como eu. Tão só. Espero-te. Enquanto não chegas estou só…

6 comentários:

Anónimo disse...

gostei...
sinto cada vez+isso, q escreves...
bj grnd e agora acompanhado :)

fragmentus

Gleidston dias disse...

Uma verdade cada vez mais incontentável Paulo, engraçado como a gente nasce só, caminha só para tambem deixar essa vida só.

Parabens pelo espaço e pelo post.

Abraço.

Marta Vasil disse...

Paulo

Deixei um desafio para si, que me chegou através de sletras, no meu blogue. Quer agarrá-lo?

Um beijinho

MV

Marta Vasil disse...

Paulo
Mais um excelente texto sobre a solidão.Fez-me lembrar o livro de Maria Judite de Carvalho, "Tanta Gente, Mariana". Vale a pena ler. Fui buscá-lo para lhe deixar a transcrição que dá o nome ao livro:

"Há gente que vive setenta e oito anos, até mais, sem nunca se dar conta. (...) Todos estamos sozinhos, Mariana. Sozinhos e muita gente à nossa volta. Tanta gente, Mariana (...)"

Um abraço

MV

Anónimo disse...

Gostei muito deste texto! mais uma vez vens sempre ao encontro desta vida dificil e complicada...ou somos nós proprios k por vezes a fazemos complicada...mas é bem verdade...por vezes podemos estar rodeados por uma multidão, mas continuamos a sentir-nos sozinhos...ironia da vida...mas infelizmente é verdade.

Paulo recebe um grd bjinho. tenho saudades tuas. nao temos falado muito.Espero k estejas bem.

Teresa Crespo

Anónimo disse...

Ausente, pelos motivos que tu bem conheces, Hoje chego e perco-me no meio de tanta beleza. Um texto que fala da solidão... tão belo! E como é verdade.Tantas e tantas vezes estamos no meio de uma grande multidão e sentimos-nos completamente sós.
Simplesmente belo!

Beijos
Laura