quarta-feira, janeiro 23, 2008

Alma Gémea

Aos poucos, o primeiro raio de sol, ilumina o quarto. Amanheceu e os raios de sol, ainda tímidos, entram pelas frechas da janela. Iluminam, timidamente o quarto.

Aquece-lhe os olhos ainda fechados, e ainda que sem abrir os olhos, ela sente-se iluminada, como se a sua alma acordasse feliz para a vida.

Mas não! Ainda dormem, corpos que parecem abandonados pela vida, estão algures, no mundo dos sonhos!

Abriu os olhos, olhou para o seu lado e lá estava ele…, num sono profundo, completamente indefeso, lindo…, e ela pensou…- acordei feliz! Obrigado meu Deus, por esta felicidade! É tão bom sentir o amor, sentir que somos queridos, desejados e protegidos! É a nossa alma gémea, aquele que nos completa, que nos deixa numa plena e completa paz, como se de uma alma apenas se tratasse!

Aos poucos ele começa a acordar e ela finge que ainda dorme…, então ele começa a acordá-la com beijos suaves, como se fossem um sussurro, um arrepio gostoso na pele... e ela move-se devagar, ele continua a beijá-la no pescoço, arrepios que lhe percorrem o corpo, mas continua sonolenta, ele começa a percorrer o corpo dela quase sem lhe tocar…, só a transmitir o calor das suas mãos…, ele move-se devagar como um acto de magia, move-se ao leve tocar das sua mãos, - mesmo a dormir… - Hum… ela está a ter prazer! Aos poucos ele chega-se mais para ela, que sente o seu cheiro, já impregnado de prazer…, começam a fazer amor num acto suave, sem pressas, até que as suas almas e os seus corpos explodem num géiser de prazer absoluto…!

Adormecem cansados, mas completos, felizes, como só os amantes apaixonados se sentem. Eles são amigos, casados, namorados, cúmplices um do outro.

Acordam com o sol quase a pôr-se… a noite próxima pintava o sol de uma cor laranja e o céu de um azul esplêndido, como se fosse um quadro.

Ele acorda-a e depressa se vestem, ela não sabia porquê… Porquê??

- Depressa! - Ele diz-lhe…, temos que ir a um sítio…, ela incrédula… – mas onde? Saem de carro, apressam-se…para um lugar qualquer.

Já na estrada, com algum tempo percorrido, ele pára e diz-lhe que tem que fechar os olhos…, mas porquê? Pergunta ela…

- Não confias em mim? Tens que fechar os olhos!
Ela fecha-os, confiando nele como sempre fez.

Ela sente o carro a parar … e ele diz-lhe… – já podes abrir os olhos!

Ela abre-os devagar e o que vê…, meu Deus…, as lágrimas caem-lhe pelo rosto, não de tristeza, mas de tanta beleza.


Á sua frente vê uma praia linda, um caminho por entre palmeiras, ao fundo archotes a iluminar um sitio à beira-mar, velas em redor, um manto sobre o qual havia um manjar digno de princesas… meu Deus, um mar lindo, um pôr-do-sol magnifico! Era um piquenique à beira-mar… um sitio paradisíaco…

Ela nem queria acreditar, uniram-se mais uma vez, num acto de amor como nunca tinham alcançado.

Felizes a olharem o mar, enquanto o sol se escondia, ela ainda pensou… murmurando para os seus desejos: - Estarei a sonhar? Será que tudo não passou de um sonho a dois?

Sonho ou realidade? Deixo à vossa imaginação!


(Será este o melhor presente para oferecer á nossa Alma Gémea?)

6 comentários:

Pedra Filosofal disse...

De prender a respiração, do principio ao fim.

Sim, seguramente um piquenique ao por-do-sol é um belo presente para oferecer

Encontro de Olhares disse...

Olá Paulo,

Arrepia ler este teu texto. Apetece ter alguém assim.
Alguém que nos surpreenda
todos os dias da nossa vida.
Um amor assim
pode ser um sonho...
Mas também uma linda realidade!

Obrigado por estes minutos, amigo.
Obrigado por este sonho...

Beijinhos***
Manuela

Rosa Maria Anselmo disse...

Ola Paulinho
Tão doce, tão suave tão cheio de ternura... Se este não for o melhor presente para se oferecer à "nossa" alma gémea..... não sei mesmo qual será.... apenas um ser romântico como tu poderia ter escrito assim...
obrigada por esta tão bela leitura...
jinhos
Rosamaria

Maria disse...

É um texto muito bonito, mas acho que a cena do piquenique só acontece nos filmes....
... o resto não. O rsto pode/deve acontecer todos os dias....

Beijo

Vera disse...

Seguramente um dos mais belos textos.
O melhor presente para se oferecer à nossa Alma Gémea somos nós mesmos, o nosso amor e carinho, todos os dias.
A cena do piquenique é, sem dúvida, muito romântica, mas provavelmente tudo não terá passado de um sonho... E um amor assim, como o descreves, provavelmente será possível.

Beijinhos

Vanda Paz disse...

beijo