domingo, abril 20, 2008

Poema


(Foto de: Wojciech Grzank)

Tu fazes-me sorrir
quando me pedes um poema
e sem que te peça um tema
imploras que escreva ao meu sabor.
E eu deixo-me apanhar
nessa teia embrenhada no ar
imagino
a lágrima enxuta ao vapor
e a razão dessa louca exortação
onde consigo até chegar a tua dor.

E é nesse corpo exposto
que procuro a alma da tua poesia
para encontrar a palavra do teu próprio caminho.
Fico, nesse instante, sozinho
deleitado com a alegria
das palavras que me trazem a fantasia
e é assim que escrevo o teu momento.
Nascem as palavras que em mim… onde hão-de fluir
desabrocham num teu beijo a ruir
para que o poema seja o nosso alimento.

5 comentários:

Maria disse...

..."e é assim que escrevo o teu momento."...
é muito bonito...
... mas também nunca li nada de ti que não o fosse...

Um beijo, Paulo

Anónimo disse...

Passei aqui por acaso... parabéns pelo blog, pelas palavras. É algo que temos em comum, o gosto pelas palavras. Vou aparecer de vez em quando... espero que me visite em:

http://oslivrosqueninguemquisdaraler.wordpress.com

Um abraço,

Sónia Pessoa

Pedra Filosofal disse...

Alimentas quem por aqui passa sempre com excelentes momentos.

Um beijo

T u r t l e M o o n disse...

é maravilhoso quando deixamos que a poesia nos impregne!!!

Vera disse...

E como me alimentas bem!

Beijo