
(Foto de: Wojciech Grzank)
Tu fazes-me sorrir
quando me pedes um poema
e sem que te peça um tema
imploras que escreva ao meu sabor.
E eu deixo-me apanhar
nessa teia embrenhada no ar
imagino
a lágrima enxuta ao vapor
e a razão dessa louca exortação
onde consigo até chegar a tua dor.
E é nesse corpo exposto
que procuro a alma da tua poesia
para encontrar a palavra do teu próprio caminho.
Fico, nesse instante, sozinho
deleitado com a alegria
das palavras que me trazem a fantasia
e é assim que escrevo o teu momento.
Nascem as palavras que em mim… onde hão-de fluir
desabrocham num teu beijo a ruir
para que o poema seja o nosso alimento.
5 comentários:
..."e é assim que escrevo o teu momento."...
é muito bonito...
... mas também nunca li nada de ti que não o fosse...
Um beijo, Paulo
Passei aqui por acaso... parabéns pelo blog, pelas palavras. É algo que temos em comum, o gosto pelas palavras. Vou aparecer de vez em quando... espero que me visite em:
http://oslivrosqueninguemquisdaraler.wordpress.com
Um abraço,
Sónia Pessoa
Alimentas quem por aqui passa sempre com excelentes momentos.
Um beijo
é maravilhoso quando deixamos que a poesia nos impregne!!!
E como me alimentas bem!
Beijo
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